História Encontros - Capítulo 40


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Categorias Dragon Ball
Personagens Bulma, Chichi, Goku, Goten, Lunch, Marron, Personagens Originais, Raditz, Trunks, Vegeta, Videl, Yamcha
Tags Dragon Ball, Hentai, Luta, Novela, Romance
Exibições 15
Palavras 2.585
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Artes Marciais, Ficção, Hentai, Luta, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Universo Alternativo
Avisos: Adultério, Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Sexo, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Oi pessoas que moram no meu coração!
Estou muito feliz por tirar aquela preocupação da minha cabeça.
Neste capítulo vamos ter um pouquinho de interação familiar.
Espero que gostem. Boa leitura.
Beijos.

Capítulo 40 - Jantar em família


RADITZ

Todos estão indo jantar, mas puxo Karl de lado. Preciso conversar com ele urgentemente.

- Vem cá. Quem é esse Angus e o que motivaria Ellie a querer lutar com ele? – vou direto ao ponto.

- Angus é o mais velho de nós – da nova geração dos Lanza foi quem nasceu primeiro, enquanto Ellie foi a última – se não tivesse nascido do meu tio caçula ele seria o herdeiro. E se a vida de Ellie foi difícil com Lars sendo o herdeiro, com Angus seria pior. Pra falar a verdade ele era o pior quando se tratava de tortura-la mentalmente, como eu disse ele é um sádico – e, na época, Ellie era a vítima perfeita – o que colocava um alvo constante nas costas dela quando ele estava por perto. Nessas ocasiões ninguém conseguia afastar Lars de Ellie, chegou ao cúmulo dela dormir no quarto dele mais de uma vez quando Angus estava por perto. Entretanto, Angus sempre a perseguia e uma ou outra vez conseguiu encurralá-la... – Karl contava com amargura alguns momentos tenebrosos pelos quais Ellie tinha passado e que ele mesmo tinha feito.

Eu percebia que o cara estava profundamente arrependido, principalmente agora que tinha jurado lealdade a Ellie, para ele parecia uma mancha na honra não ter percebido o potencial dela.

- E o que aconteceu nessas vezes? – perguntei esperando o pior.

- Ellie nunca disse, por mais que Lars implorasse. Mas a única vez que realmente pegamos Angus encurralando Ellie... Escuta cara eu não sou santo, já fiz muita merda – inclusive com a Ellie – mas eu nunca me senti tão incomodado como daquela vez... – ele falava baixo agora.

- O que aconteceu? – perguntei de novo.

- Ellie tinha sumido e, com Angus na casa, Lars ficou extremamente preocupado. Inclusive me obrigou a ajuda-lo a procura-la. Na época ela devia ter uns 12 anos, nós já a tínhamos procurado por quase toda a casa, mas aí eu me lembrei do porão – Lars disse que ela nunca se esconderia lá porque tinha medo, mas eu falei pra ele que pro Angus seria o local ideal pra leva-la exatamente pelo mesmo motivo – acabamos indo pra lá e a cena que vimos tirou o Lars do prumo... Até eu fiquei chocado. Angus a tinha prendido na parede e a amordaçado, ele estava com um olhar ensandecido em cima dela... Ele estava falando algo pra ela muito próximo do rosto dela, então não entendemos, mas vimos quando ele lambeu o pescoço dela... O olhar dela... Não vou te negar que lembrar disso me assombra até agora... Lars enlouqueceu. Partiu pra cima de Angus enquanto eu corria pra tirar Ellie da parede, ela estava em choque e nem conseguia chorar.

- Ele a violou? – perguntei furioso.

- Não. Ela não disse a Lars o que ele estava falando pra ela e nem o que tinha feito antes de nós chegarmos. Lars estava tão furioso que deu uma surra homérica em Angus o humilhando na frente de todos na mansão – já que a briga deles não ficou restrita ao porão – ele só não o matou porque eu gritei que tínhamos que levar Ellie a uma clínica. A levamos pra uma clínica discreta e Lars pediu que fizessem todos os exames físicos necessários pra saber qual era o estado dela; os médicos descartaram qualquer tipo de violação... Mas isso não quer dizer que Angus não a tenha feito passar por um inferno. – ele terminou de contar com um suspiro. – Depois disso entrei em um acordo tácito com Lars: se Angus estivesse envolvido ele podia contar comigo pra proteger Ellie.

- Então você acha que ela quer vingança contra esse cara? Por isso quer lutar com ele? – era uma possibilidade se esse puto tinha feito sabe mais o que com ela. Seria uma oportunidade que nenhum sayajin perderia pra se vingar e, a cada dia mais, Ellie se parecia com um sayajin.

- Não posso te dar certeza porque eu não conheço essa nova Ellie. Cada dia com ela é uma surpresa, mas pelo jeito que ela falou há pouco quando me mandou buscar informações não duvido de nada. – ele respondeu pensativo.

  - Tem outra coisa que preciso falar contigo: temos que conversar com ela sobre aquele assunto. Pra ontem. – ele me olhou incerto.

- Ela disse que não queria conversar ainda e acho que se a gente forçar não vai dar boa coisa, mas você é quem sabe. Com essa nova versão da Ellie não sei como agir. – ele falou duvidoso.

- Eu sei. Normalmente eu até esperaria o tempo dela – já percebi que forçar a barra com ela sempre me fode – mas não podemos arriscar... – falei com um tom alarmado. Eu estava nervoso com a possibilidade que eu pensei sobre as semelhanças dela com Vegeta.

- O que houve? Por que está tão preocupado? – ele estava intrigado agora.

- Você reparou como Vegeta tratou Ellie? Você também é “parente”, mas ele te ignorou solenemente... Era com ela que ele queria falar e ver como reagia.

- Claro que eu percebi e achei estranho, inclusive achei que, de alguma forma, aqueles dois nos manipularam no final da conversa... Mas foi só uma impressão... – agora que ele tinha falado percebo que pode estar certo.

- Porra! Vou ser curto e grosso quanto a isso: acho que Vegeta vê Ellie como uma igual. Você pode achar que isso é bom, mas não é. Lembra da conversa no salão? Pois é, Ellie não estava errada quando disse que Vegeta se entregaria à loucura se algo acontecesse com a Bulma; entenda, Vegeta só está “equilibrado” por causa dela e do Trunks. Antes deles ele era um assassino, um que gostava muito do que fazia, ele não tinha piedade ou compaixão; se ele estivesse na batalha era quase certo que não haveria sobreviventes. Não é que qualquer um de nós fosse muito diferente, mas o brilho da crueldade e da selvageria acendia nos seus olhos quando pensava em um massacre e assustava qualquer um – por mais que os sayajins nunca quisessem admitir a possibilidade de seu príncipe e futuro governante ser um louco sádico. Tenho quase certeza que ele vê isso em Ellie. – a cada palavra que eu falava Karl ficava com o semblante mais pesado.

- Ela me deu calafrios quando disse que ia caçar. Algo dentro de mim acendeu um alerta. – ele comentou – O que podemos fazer? Acha que você pode equilibrá-la como Bulma faz com Vegeta? – eu suspirei com a pergunta dele pois eu tinha a porra da ideia da resposta.

- Sim, mas vou precisar tomar algumas medidas drásticas e vou precisar da sua ajuda nisso. Como você disse: ela vai precisar dos dois. – eu digo sinceramente.

- Como você se sente a respeito disso? – ele perguntou pelos meus sentimentos? Sério?

- Deixa de viadagem Karl! Não é de mim que estamos falando. – afasto essas preocupações gays dele.

- Ao contrário. Ela te ama. Tudo o que te afetar vai afetá-la e isso quer dizer precisar da minha ajuda pra qualquer coisa... Ela não vai aceitar se você se sentir minimamente incomodado.  

Eu o olho por um tempo, depois passo a mão no cabelo um pouco desnorteado com o que estou pensando... Resolvo escutar meu oozaru. Ele é que vai determinar minha resposta.

- Me dá um momento. Eu preciso fazer uma coisa e vê se não se caga todo! – debocho um pouco pra descontrair.

- Como se qualquer coisa me afetasse! Você tá é me estranhando! – ele responde na mesma moeda.

Eu dou um sorriso. Gosto do cara, ele não recua nem quando parto com tudo pra cima dele. Ele gosta de uma boa briga, assim como eu...

Fecho os meus olhos e me concentro. Faz tempo que eu não faço isso, mas uma vez que se aprende não dá pra esquecer.

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KARL

A conversa com Raditz me preocupou. Se ele estivesse certo Ellie podia se desequilibrar e enlouquecer...

 Claro que eu imagino o quanto a mente dela era forte pra aguentar o que aguentou e ser considerada sã, mas com todas essas revelações e essas pressões... Quem garante que o Raditz não está certo?

E agora esse negócio que ele quer fazer... Caralho!

É claro que estou tentado, até porque seria uma forma de me absolver de alguns erros que cometi... Mas não quero tentar fazer isso cometendo mais erros.

Agora ele está parado aí na minha frente se concentrando em algo ou alguma coisa...

O que será que está aprontando?

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RADITZ

Sinto que estou me aproximando do meu oozaru. Acho que as mudanças já começaram a acontecer por fora.

Tomara que o Karl não se borre todo porque se ele fizer isso vai cair no meu conceito.

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KARL

MAS QUE PORRA ESTÁ ACONTECENDO AQUI?

O Raditz está mudando fisicamente! Estão aparecendo umas presas nele e parece que ele está ficando peludo, as orelhas estão crescendo e ficando pontudas...

O que esse sayajin maluco está fazendo?

Mas se ele pensa que eu vou sair correndo feito um covarde ele está muito enganado! Ele ainda não me conhece tão bem assim... Hunf!

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RADITZ

Eu penso muito e analiso todas as minhas reações e a do meu oozaru.

A decisão que eu vou tomar agora vai mudar toda a minha vida e a de Ellie, mas se for pra continuar tendo ela do meu lado, do jeito que está agora e sem se deixar levar pela loucura eu e meu oozaru concordamos.

Vamos fazer isso.

Volto ao normal e vejo que Karl ainda está parado me observando atentamente.

- Pensei que tinha corrido como um maricas. – provoco ele.

- Vai a merda Raditz! Você acha mesmo que eu ia durar um minuto fazendo o que faço se corresse toda vez que vejo alguma coisa estranha? Mas, afinal, o que foi aquilo que você fez? – ele bufa, mas está curioso. Não sinto cheiro de medo e isso é bom.

- Consultei meu oozaru. Não é todo mundo que consegue da forma como fiz... Ou se transformam numa fera gigante ou não conseguem. Aquilo que você viu era um meio termo: mas toma um tempo fazer isso, motivo pelo qual não faço com muita frequência. Tá tudo ok; estamos de acordo e não nos incomodamos com o que vamos fazer. – explico a ele.

Ele observa com cuidado, me analisando. Ele pode até não ter os sentidos sayajins, mas já reparei que ele pode muito bem interpretar uma pessoa por outros meios.

- Se for assim... Vamos logo jantar e depois encaramos a fera. – ele fala tranquilo.

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ELLIE

Onde estão aqueles dois? Não sei o que pensar da proximidade deles...

Primeiro ficaram de provocação, depois foram pras vias de fato e agora estão de segredinhos...

Não consigo nem comer direito a comida maravilhosa da Gine! Estão todos conversando, trocando ideias... Os meninos estão se divertindo a valer, Chichi e Bulma fofocando alguma coisa, Vegeta e Kakaroto estão brigando sobre algo e é divertido ver o Vegeta perder um pouco da pose dele...

Ainda não consegui absorver tudo o que ele e Bulma me disseram... Vou precisar de um tempo pra digerir tudo isso.

Olho de relance pra ponta da mesa e pego Bardock me observando. Ele está preocupado comigo; ultimamente parece que é só isso que ele faz...

Suspiro...

Nessa hora aqueles dois chegam pra jantar. Eu os ignoro. Não esqueci o que aconteceu no escritório de Bardock...

- Onde vocês estavam? Todos já estão comendo. – Foi Gine quem perguntou um pouco ríspida. Estranho...

- Conversando. Precisávamos combinar alguns planos de ação daqui pra frente. – Raddie explica pra mãe. Não olho pra ele ou pro Karl.

- Hunf. Deviam ter um pouco mais de respeito pela presença do rei Vegeta aqui em casa e não chegar atrasados à mesa. – o que houve com Gine? Agora estou realmente estranhando o comportamento dela e a olho curiosa.

- Francamente mãe! É do Vegeta e da Bulma que estamos falando... Tirando o fato de que é a primeira vez que eles vem jantar aqui em casa eles são praticamente da família. – Raddie fala com pouco caso, mas tem alguma coisa no comportamento de Gine... Algo não está bem.

Ela praticamente joga o prato na frente de Raddie e Karl. Eles ficam olhando sem entender nada.

Ela está na cozinha, então me levanto e vou conversar com ela.

- Gine? Está tudo bem? – pergunto baixinho a ela, que está mexendo em um monte de panelas.

- Claro, claro. Você quer mais alguma coisa? – ela não me olha. Eu fico na dúvida se prossigo com minha tentativa de conversar, mas é Gine. Ela é mais minha mãe do que a mulher que me criou e que, até algumas horas atrás, eu pensava que tinha me dado a luz.

Toco em seu ombro com delicadeza e a faço se virar. Ela está segurando o choro.

- Oh Gine... Não fique assim. Está tudo bem... – falo enquanto a abraço.

- Não está tudo bem! Parece que tudo está acontecendo com você... Isso não é justo! Finalmente você está junto com o Raditz – como eu sempre sonhei – e parece que o mundo começou a desabar aos poucos...

Eu sorrio pra ela. E a abraço de novo.

- Amo você sabia? Até te conhecer e ao Bardock eu nunca soube o que era o amor de uma mãe e de um pai. Não interessa que vocês são sayajins e não “demonstram emoções”; foi nesta casa que eu soube o que era o amor de uma família... Aqui eu tenho um irmão desligado, uma cunhada estressada e briguenta, uma mãe delicada, um pai forte, dois sobrinhos maravilhosos... Aqui eu tenho Raddie. Se o mundo como eu conheço precisa acabar pra eu poder preservar vocês, então, eu vou encarar tudo o que jogarem em mim com tanta ferocidade que vão se surpreender comigo. Não se desespere. Eu aguento, aguento isso e muito mais. – falava olhando em seus olhos tentando tranquiliza-la.

Foi quando senti um par de braços fortes nos abraçando.

- Escute Ellie minha fêmea. Essa menina é durona, ela já provou isso muitas vezes e eu acho que ainda vai provar muito mais. – Bardock nos olhava com um sorriso de canto.

Foi quando percebemos que todos estavam ali olhando. Corei ao perceber os sorrisos de todos, mas principalmente o de Raddie e o olhar enigmático que Karl me lançava.

- Vamos mãe! Deixe disso... Ellie está certa quando diz que as pessoas duvidam da força dela. Quando é o inimigo tudo bem – isso se torna uma arma – mas quando é quem gostamos isso machuca. Não se esqueça que essa anã conseguiu dobrar o Raditz... – Kakaroto falava com um ar debochado e um brilho divertido no olhar.

- Hei! Quem você chamou de anã, porco espinho? Olha que eu soube que tem um novo shopping na capital... Acho que Chichi, eu e Gine merecemos uma tarde das garotas: salão e compras. – adoro a cara do Kakaroto quando eu falo isso.

- Hmm. Quer saber, se não se importarem acho que vou querer ir também. Faz tempo que eu não tenho uma tarde assim. – é Bulma que fala agora.

- Claro. Sinta-se convidada. Vamos deixar os rapazes cuidarem dos garotos e vamos nos divertir muito. – digo sorrindo e vejo Vegeta mexendo um músculo no canto do olho. Ah, ele também tem “medo” de uma tarde das garotas... Bom saber... Hehehe

E assim aquele clima pesado que tinha se instalado aos poucos foi sumindo no meio de toda aquela conversa e pudemos nos divertir muito com aquele grande jantar em família.


Notas Finais


Foi isso...
Espero que tenham gostado. Gosto de observar a interação entre Gine, Ellie e Bardock. Mas já tem um tempo que não expunha isso, por isso resolvi amenizar um pouco o clima desse capítulo que começou bem pesado...
O Angus vai ser um páreo duro? Ou a nova Ellie vai dar conta dele?
Vamos ver.
Beijos,


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