História Encruzilhada - Capítulo 2


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Categorias Star Trek
Personagens Hikaru Sulu, James T. Kirk, Personagens Originais, Spock
Tags Ficção Cientifica, Kirk, Spock, Star Trek
Visualizações 23
Palavras 1.703
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 14 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Ficção Científica, Romance e Novela, Sci-Fi
Avisos: Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Capítulo 2 - Preparativos


 

O tenente Hikaru Sulu havia ficado surpreso em receber uma chamada do capitão Kirk apenas algumas horas após eles terem desembarcado. Depois de se desculpar por ter interrompido a sua licença, Kirk lhe informou em linhas gerais sobre a missão que recebera do almirante Nogura e ordenou que ele se apresentasse no hangar da doca espacial, aonde iriam se encontrar com o restante dos tripulantes que havia selecionado para a equipe.

Ele estava inspecionando neste momento a nave que iria pilotar até Alpha Centauri. A classe Danúbio ainda não estava oficialmente em operação na Frota Estrelar, sendo aquele, portanto, um dos poucos protótipos operacionais. Era sem dúvida era uma bonita nave, bem maior e mais robusta que as outras naves auxiliares que ele conhecia, com  vinte  e  quatro metros  de  comprimento.  Tinha  um  formato  afunilado, com naceles mais coladas ao casco e estava armada com dois bancos feisers e seis mini torpedos  fotônicos. E   também era  rápida, podendo chegar ao fator de dobra sete com facilidade. Acomodava quatro passageiros com relativo conforto, em duas cabines duplas. Estava registrada como NXD-0008 e ainda não tinha nome.

O capitão já estava no interior da espaçonave, repassando os dados da missão e conferindo os suprimentos alimentares e médicos de que iriam precisar, além das armas de mão e equipamentos de comunicação. Assim que o Sr. Spock chegasse junto com o quarto membro do grupo, eles estariam prontos para partir.

O capitão Kirk havia acabado de descer da nave e passado a Sulu o “pad” contendo os mapas estrelares e os dados de navegação quando o seu comunicador apitou. Ele atendeu prontamente.

- Kirk falando.

A voz profunda do comandante Spock soou no aparelho.

- Capitão, terminamos os últimos preparativos e vamos subir agora.

- Entendido – disse Kirk – estamos aguardando.

Imediatamente a plataforma de transporte do hangar foi acionada e o comandante vulcano se materializou, acompanhado do último membro da equipe. E o tenente Sulu prendeu o fôlego por instantes.

Ela era impressionante. O tenente já havia ouvido sobre dos caitianos, nativos de Cait, o segundo planeta do sistema Lyncis e sabia que eram uma raça felinóide, mas mesmo assim ficou surpreso. Ela tinha quase um metro e oitenta de altura, com um corpo esbelto e curvilíneo. Seu rosto se parecia mais com o de um gato do que humano, com grandes olhos de um tom amarelo esverdeado e as púpilas fendidas, típicas dos felinos. Seu pelo era de uma cor laranja clara, com algumas listras mais escuras. Seus braços eram longos e proporcionais e suas mãos e pés possuiam quatro dedos curtos cada. Apesar de ser bípede, o formato de seus pés a impedia de usar calçados. Os cabelos eram compridos e fartos, parecidos com uma juba, caídos pouco abaixo dos seus ombros, um pouco mais escuros que seu pelo corporal. E tinha uma cauda leonina comprida, que se movia suavemente quando ela andava. Estava vestindo o uniforme feminino padrão da Frota, na cor vermelha e dourada e seu emblema mostrava que fazia parte do corpo técnico. “Ela é bonita”, pensou Sulu.

Assim que se aproximaram, o comandante Spock fez as apresentações.

- Capitão, esta é a tenente M'Ress. Ela é uma das novas oficiais de comunicações que foram transferidas para a Enterprise.

- Bem-vinda tenente – disse Kirk – Você já a par dos detalhes da nossa missão?

- O comandante Spock me informou o básico – respondeu ela com uma voz suave e melodiosa. - obrigada pela confiança capitão.

- Não precisa agradecer tenente – disse o capitão. - você será muito útil ao nosso grupo não só por seus conhecimentos lingüísticos, mas também porque seu posto anterior foi no corpo de segurança da frota.

- Podem contar comigo – disse M´Ress.

O capitão indicou o piloto com a mão.

- Este é o tenente Sulu, nosso piloto e navegador.

- Olá tenente – disse ela, parecendo sorrir.

- Olá – respondeu Sulu, um pouco encabulado quando aqueles olhos brilhantes o encararam.

O capitão voltou-se para seu primeiro oficial vulcano.

- Tudo pronto Spock?

- Sim – respondeu o comandante. - podemos embarcar. Quando já estivermos a caminho nos reuniremos a bordo, repassando o nosso plano inicial para quando chegarmos Alpha Centauri VII.

- Tenente M´Ress – disse Kirk, dirigindo-se a ela mais uma vez. - infelizmente só temos duas cabines. Espero que não se importe de dividir a sua com o Sr. Sulu.

- Sem problema capitão – disse ela, olhando para Sulu e parecendo ronronar. – desde que ele me deixe ficar no beliche de cima.

- Está combinado – respondeu Sulu, sorrindo.

- Vamos então – ordenou o capitão.

Assim que todos entraram na espaçonave e assumiram seus postos, Kirk sinalizou para a tenente M´Ress, que se comunicou com o controle do hangar.

- NXD-0008 pronta para desatracar – disse ela – solicitando liberação de um corredor de decolagem limpo.

- Corredor pronto e liberado. – respondeu o controle – Decolem quando as escotilhas estiveram em condição verde.

Depois de alguns segundos, as portas duplas do deck de decolagem começaram a se abrir, com as luzes laterais piscando em vermelho, depois amarelo e finalmente verde, quando elas estavam totalmente abertas. Sulu, usando os motores de manobra, levou a nave suavemente para fora da estação. Logo que chegou a distância padrão, acionou o motor de dobra e a NXD-0008 partiu, numa breve explosão de luz.    

* * *

Diário do Bordo, data estrelar: 8644.92

“Estamos no final do terceiro dia da nossa viajem e, segundo Spock, dentro de 27.56 minutos estaremos entrando no Sistema Alpha Centauri. Decidi navegar usando fator de dobra seis vírgula cinco, para não forçarmos o motor e pouparmos energia para alguma emergência que possa surgir. Nos comunicamos com o posto da Frota Estrelar em Alpha Centauri VII prepararando a nossa chegada. A equipe está entrosada e já repassamos quais os passos iniciais vamos seguir na investigação. Todos nós estamos focados e confiantes de que vamos cumprir nossa missão com sucesso.”

 

O capitão Kirk estava olhando para uma imagem do planeta Alpha Centauri VII na tela do computador da nave. Qualquer pessoa que não estivesse prestando atenção poderia confundi-lo com a Terra, tão parecidos eram os dois planetas, não só em atmosfera, mas em massa e clima. Kirk havia passado as duas últimas horas lendo e se atualizando sobre ele, pois a última fez em lá estivera ainda era um jovem alferes recém-saído da Academia da Frota Estrelar (9). Mas quase podia ainda ouvir a voz do seu professor vulcano Tasav, nas aulas de História da Federação, que estava sempre repetindo e cobrando dos alunos nos seus testes os conhecimentos básicos sobre os membros fundadores:

“Alpha Centauri VII foi o primeiro mundo habitado encontrado por exploradores terrestres pouco tempo depois de Zefrem Cochrane (10) desenvolver o seu motor de dobra. É um planeta classe M (11),  quase  idêntico  à  Terra  e  sua população nativa não pode ser diferenciada da terrestre em termos físicos. Por ser um dos fundadores, lá se encontram alguns dos principais centros industriais e tecnológicos da Federação e o Complexo Universitário de Delthara, que fica na sua maior cidade, foi um dos primeiros centros de aprendizado conjunto fundado pela Federação Unida de Planetas. O Instituto Cochrane, especialista em estudos sobre velocidade de dobra também tem sua sede lá”.

Era justamente no Instituto Cochrane que o tenente Torias estava trabalhando nos ajustes finais do núcleo de dobra da Excelsior e onde foi visto pela última vez. E era lá que o capitão pretendia começar a investigar, logo depois de se apresentar ao comandante da Frota em Delthara e ver se havia alguma nova informação que pudesse ajudar na localização do oficial.

A equipe de segurança da Frota em Delthara havia passado ao capitão alguns diários pessoais de Torias datados de antes do seu desaparecimento e ele os estava revisando, procurando qualquer pista sobre quem seria “Aysha", quando algo surgiu no monitor da estação tática onde estava Spock.

- Capitão – chamou o imediato.

Kirk se aproximou do vulcano, que digitava alguns comandos e lhe indicava a tela dos sensores, onde um pequeno ponto em amarelo piscava. Depois de alguns segundos, desapareceu.

- É a terceira vez que isto acontece nas últimas duas horas – continuou Spock – as primeiras vezes achei que eram reflexos de outras naves que estavam entrando no sistema estrelar, mas este último foi diferente. Desta vez ele se colocou em curso paralelo conosco e nos sondou. Agora, quando eu estava tentando localizá-lo e descobrir mais alguma coisa, o sinal sumiu novamente.

- Comandante, coloque-nos em alerta amarelo e me avise se nosso acompanhante aparecer de novo – disse Kirk para Spock. E ordenou a M´Ress – tenente, até entrarmos em órbita monitore qualquer tipo de transmissão fora do comum que você captar e me mantenha informado.

- Sim capitão – respondeu a felinóide.

Jim Kirk sentou-se preocupado. Talvez a missão fosse um pouco mais difícil do que ele imaginava.

*  *  *

(9) A Academia é o centro de treinamento e formação dos oficiais da Frota Estrelar e está distribuída por três unidades. Em São Francisco estão os alojamentos, salas de aula, laboratórios e bibliotecas; em Palo Alto, também na Califórnia, encontram-se os simuladores de naves, centro de treinamento de vôos estrelares e o departamento de educação física; e em Phoenix, no Arizona, está o centro de treinamento de sobrevivência, onde são recriados ambientes de vários tipos de planetas, usados para testes físicos e psicológicos para qualificação dos cadetes.

(10) Zefram Cochrane é um personagem fictício da franquia Star Trek. Ele é o inventor do motor de dobra e construtor da Phoenix, primeira nave da humanidade capaz de viajar em dobra espacial, em Bozeman, Montana, no ano de 2063, a partir de um antigo míssil nuclear, o Titan II. Seu primeiro vôo chamou a atenção de uma nave vulcana que passava pelo sistema solar naquele momento, proporcionando o primeiro contato da humanidade com uma raça alienígena.

  (11) Planetas classe M são, segundo a classificação planetária adotada na série Star Trek, aqueles encontrados na zona habitável de uma estrela. Eles têm aproximadamente de dez mil a quinze mil quilômetros de diâmetro com atmosfera oxidante e pressão por volta de 760 milímetros de mercúrio, contendo oxigênio e nitrogênio respiráveis a maioria dos seres vivos. Água em estado líquido e formas de vida animal e vegetal são tipicamente abundantes.



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