História End Of The Days - Capítulo 10


Escrita por: ~

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Categorias Bangtan Boys (BTS)
Personagens J-hope, Jimin, Jin, Jungkook, Personagens Originais, Rap Monster, Suga, V
Tags Jikook, Jimin, Jungkook
Exibições 62
Palavras 2.303
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Escolar, Lemon, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Violência, Yaoi
Avisos: Álcool, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Mutilação, Sexo, Suicídio, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Desculpa se tiver algum erro, tive que escrever pelo celular, porque tava chovendo e fui obrigada a desligar o pc da tomada, já que dá outra vez ele queimou. O capítulo não saiu tão bom por causa disso.

Boa leitura <3

Capítulo 10 - Capítulo IV - Torn


Eu tenho escondido isso, vou te contar uma coisa 

Apenas para deixar enterrado 

Agora eu não posso mais suportar isso 

Por que eu não podia dizer, então? 

Tenho estado ferido, de qualquer maneira 

Realmente, eu não posso suportar isso 

 

Sexta-Feira, Seul. 

 

Acordei com os raios solares adentrando a pequena janela do meu quarto. Minha visão se mantinha embaçada pela luminosidade batendo contra meu rosto, mas nada daquilo me irritaria naquela manhã tranquila, e nublada. Os passarinhos cantavam dando a honra de escutarmos sua melodia, e seu sinal para que levantássemos de nossas camas quentinhas, e contemplássemos a simplicidade do mundo, ecoava. 

Não sei como descrever o sentimento que tomou conta de mim, ao que piscava os olhos para enxergar direito, e a cena de Jeon, meu namorado se fez presente. Seus cabelos negros espalhafatosos para os lados, recaiam de modo rebelde em sua rosto sereno; sua boca levemente aberta puxava o ar fracamente. Ele franzia as sobrancelhas as vezes, e o nariz se comprimia deixando-o extremamente fofo. Sorri imensamente. 

Meus braços circundavam sua cintura de modo possessivo, como se temesse que ele fugisse a qualquer momento. E realmente não deixaria que isso acontecesse, jamais. Sua face calma estava depositada sobre meu peito; um de seus braços sobreposto em meu pescoço, e sua mão livre segurava a minha com força. Minha criança também tinha a mesma insegurança de me perder. Mas estávamos fadados a nos encontrar seja em qual lugar ou vida que fosse. Fomos feitos sob medida um pro outro. 

Jeon era minha obra de arte favorita. 

O idolatraria até o final da minha vida, e após ela, consequentemente. Porque nem a morte faria nos separar. Nossas almas haviam sido interligadas assim que nascemos. Ele era tudo o que eu precisava, e sou o que ele tanto procurou. 

Sentia-me imensuravelmente feliz, não só pelo fato de o ter pra mim todos os dias, mas por cada lembrança que passamos juntos. E bem, ontem fora sem dúvidas o melhor momento que dividimos. Recordo detalhadamente cada pequena coisa, seja suas faces de prazer e deleite quando nos amamos intensamente, ou pelos sorrisos após o ato pecaminoso. Seus arfares me deixavam afetado, seu leve perfume viciante de baunilha se impregnava pelo meu corpo. Os olhares maliciosos, mas que ainda conseguia se manter inocentes, me intrigavam de tal maneira que não conseguia os decifrar facilmente.  O sorriso em meu rosto não queria desaparecer, pelo contrário, somente aumentava. 

Não queria o acordar de seu sono embalado e sossegado. Seria um pecado mortal o fazer, então com o maior cuidado que obtinha, o afastei de mim com peso nos olhos. Queria desfrutar um pouco mais de seus abraços quentinhos e deveras aconchegante. Mas me pus a fazer, retirando seus braços de meu pescoço, e o espalmando pro lado vagamente, de forma sutil. O fitei um pouco mais, com os olhos brilhando de alegria. 

Me ergui da cama e rumei para o banheiro afim de tomar um longo banho, enquanto ele ainda dormia. Conforme os minutos passavam, fechava meus olhos e nossa imagem na cama ressurgia, e meu membro dava sinal de vida. Jeon Jungkook até dormindo em poucos centímetros longe, me excitava. A sensação de proibido tomou conta, e ao que água morna caia em meu corpo, eu deslizava os dedos pelo membro teso, lentamente. 

Imaginava as mãos cálidas e macias de Jungkook no lugar das minhas, bombeando pra cima e pra baixo, seus olhos enigmáticos me encarando enquanto me masturbava, e os lábios vermelhinhos sendo mordidos de modo sensual por si, fazia-me aumentar o ritmo dos movimentos. Respirava sofregamente, quando uma voz languida sussurra baixinho contra meu ouvido, em seguida mordera o lóbulo de minha orelha. 

-Brincando sem mim, amor. 

-Não queria te acordar. -respondi tendo seu corpo nu colado em minhas costas, e pude sentir que o mesmo também estava bem alegrinho. 

-Deixa que eu faço. -murmurou e apenas assenti, quando suas mãos que tanto devaneei e conhecia bastante, tocava a fenda, pressionando. 

-Sem torturas amor. - pedi com dificuldade, pelo estado ofegante em que me encontrava. 

-Hm, não prometo nada. - virou-me de frente para si e sorriu ladino.  

Jeon e suas multe faces que eu tanto havia aprendido a amar dava suas graças de aparecer. 

-O que voce vai...? -nem tive tempo de perguntar e Jeon apertara meu membro dentre suas mãos, sorrindo maldoso. 

-Iria perguntar algo, Jiminnie? -formulou um bico manhoso nos lábios e despencou a cabeça pro lado de modo confuso. Ali está, a inocência corrompida do meu lindo namorado. 

-Nada de mais, Kookie. -arfei, quando o mesmo voltara a deslizar as mãos em um vai e vem continuo, para e cima e para baixo, retirando gemidos esganiçados de mim. -Você não presta. 

-Já tivemos essa conversa. - sorriu. -Nunca disse que prestava e você me amaria de qualquer jeito. 

-Tão convencido, por que eu fui te mimar tanto? -perguntei retoricamente, sorrindo sarcasticamente. -Mas isso é uma verdade, não importa como, onde, ou o sua personalidade. Eu te amaria sempre. 

-Tá acabando com a tensão sexual amor, sendo fofo assim. -sorriu sapeca, amostrando seus dentinhos de coelho que me deixavam fascinado. 

Jeon tomou meu membro com sua boca quentinha. Sua língua serpenteava pelo meu falo todo, gostosamente, numa velocidade intensa. Sem deixar de me fitar com os olhos luxuriantes, enquanto alternava em me chupar por inteiro magistralmente, fazendo-o quase se engasgar por ir tão profundo, ao ponto de tocar sua garganta, ou quando o mesmo lambia somente a glande, e as mãos faziam o trabalho de masturbar. Eu o olhava com um imenso prazer, o encarando de modo nada complacente. Meus gemidos ecoavam pelo banheiro que se tornava um fogaréu tremendo. Assim que me desfiz em sua boca, Jeon engoliu tudo e se levantou sorridente. As bochechas rubras de vergonha e as orbes acastanhadas chamuscadas em brasa. Seu lado tímido voltava e eu apenas tomava seus lábios nos meus, afoitamente, provando meu gosto agridoce com o seu de morango. A melhor combinação que já provara na minha vida inteira. 

Após isso terminamos de tomar banho, trocando as vezes beijos carinhosos aos mais voluptuosos, e nos tocávamos contidamente. Quando saímos nos trocamos, e tomamos nossa refeição matinal, sorridentes e maravilhados com que o Min Hyung havia preparado juntamente de Omma Jin. 

... 

A tarde inteira se passou comigo deitado com Jeon no sofá cama da sala, embaixo das cobertas, assistindo filmes, e séries, ou somente nos beijando como se fosse a primeira vez. Ele me abraçava fortemente, ou se sentava no meu colo para me provocar. Jeon estava mais manhoso do que nunca, e realmente amava ficar coladinho a si, tendo minhas mãos fazendo-lhe um cafuné suave, enquanto ele repousava sua cabeça em meu colo, fechando os olhinhos amadeirados, e montava um bico nos lábios, que me chamavam tanto atenção, e os selava num selinho demorado. 

E ele gargalhava quando minhas mãos percorriam seu corpo sensível com cócegas, e eu não parava até que ele me implorasse, uma, duas, três vezes no mínimo. E Jeon voltava à aprontar, me mordendo, puxando meus cabelos dentre seus dedos, e fazendo bullying com meu tamanho. E o punia, seja novamente em cosquinhas, puxando seu lábio inferior fortemente, ou batendo na sua bunda ainda dolorida. 

Cinco horas em ponto meu celular vibrava indicando uma mensagem de Yoongi Hyung, um dos melhores amigos de Jeon no qual fiz amizade, e através de nossas saídas conjuntas, acabara sendo meu confidente da saudade questionável do meu namorado. Ele nos convidara pra uma social na casa de Hoseok, o namorado de Taehyung, que já não me odeia mais, e se tornará abusado de mais. Tanto que vive me visitando pra assaltar minha geladeira com as sobremesas deliciosas de Minseok. 

Respondi que só nos arrumaríamos e logo estaríamos no endereço enviado. Assim que chegamos, acenamos pro pessoal reunido na sala, que ao nos ver se levantaram imediatamente e nos saudaram com abraços e frases do tipo "saudades", "nunca mais saímos juntos". Estaria mentindo se dissesse que não pensei em os convidar pra uma festinha em casa só pros íntimos, mas achei que seria precipitado, tendo em base que os conheço em pouco menos de um mês e meio. Contei-lhes que estava em provas finais na faculdade – o que não era uma mentira  - e por isso estive ocupado todo esse tempo, não podendo os visitar. 

Jeon gargalhava do meu nervosismo em omitir que não me sentia totalmente confortável com suas presenças. Queria o entregar, dizendo que ele fazia o mesmo, e os conhecia por anos. Mas deixei passar. Ele teria sua vingança de uma maneira mais deleitosa e provocante. 

Em uma hora estávamos todos rindo de uma piada sem cabimento de Hoseok, e das danças estanhas de Namjoon, na outra uma tensão dominante de ciúmes percorreu o lugar. Jungkook tinha o semblante raivoso, o corpo trémulo e os olhos perdidos, assim que Yoongi me dera um beijo por causa da consequência ordenada por Taehyung. Não tive como me afastar, pois quando me virava pra negar a tal sentença proclamada, tive meus lábios tomados por outra pessoa que não era Jeon. Ressalto que não senti nem um tipo de emoção com Yoongi, fora algo comum, não tinha os reboliços no estomago, ou um tipo de choque pelo corpo. Absolutamente nada. 

Seus olhos contentes se desfaziam em meio nas lágrimas silenciosas, quando Yoongi declarava que gostava de mim. Fiquei estagnado no lugar, ainda sentado em cima de minhas próprias pernas, tendo o vislumbre de meu namorado caindo de joelhos. Jeon passava as mãos pelo cabelo desenfreadamente, soluçando pelo choro, e encolhido perto do sofá. Fora a primeira e única vez que vi sua insegurança bater. 

Porque ele ao longo dos dias vinha dizendo que seu Hyung me tratava diferente de todos, até dele, que era considerado seu bebê. E eu negava, e renegava qualquer proximidade diferente para comigo, do Min de cabelos acinzentados. Porque eu só via Jeon na minha frente, na minha volta, em todos meus pensamentos, e em tudo o que fazia. Ele ofuscava qualquer outra coisa. 

Contudo ali estava a prova de suas palavras de agonia, murmurando que o deixaria agora devido seu estado de saúde, de seus segredos não revelados, panfletando sobre seu Hyung ser uma melhor escolha pra mim. Que Yoongi sim era digno do meu amor, e me faria feliz como ninguém. Mas Jeon não via que unicamente e propriamente meu coração batia aceleradamente por ele, e apenas pra ele. Não via como suas palavras duras me golpeavam. Como sua desconfiança de meus sentimentos para consigo, me destrocavam por inteiro. Que ele me machucava, sem precisar de um objeto cortante e pontudo. 

E continuei ali por vários minutos, na perspectiva de que tudo passasse de um mal entendido dos grandes; de que Yoongi não havia se declarado e nem das frases formuladas sem consentimento de Jeon. Sorrateiramente me levantei. Meu peito doía, ao vê-lo desesperado, então me deixei se quebrar. 

Ninguém escutou se quer um sussurro inaudível soando de mim, preocupados demais em separar Yoongi que insistia com sua declaração, com a voz rouca e alarmante em direção de Jungkook.  

Toda a sina de amor que descobri quando me apaixonei por Jeon viera à tona. 

Seus pedidos mudos para que o amasse, e não o deixasse; as lamurias pedintes para que fosse em sua casa ,para que não ficasse sozinho; as visitas surpresas quando seus olhinhos brilhavam ao me ver, entoando silenciosamente o quão estava com saudades; dos abraços apertados que não me deixavam afastar se quer um centímetro, e de suas mãos entrelaçadas nas minhas em todos os locais da qual visitávamos. E como seu sorriso engrandecia com cada coisinha simples. Era lindo de se ver o riso impagável e exuberante passeando pelo seu rosto. 

 

Sentimentos de insegurança, palavras impulsivas, atos desesperados. 

Sensação de temor, medo, pavor. 

 

Um conjunto de lapsos de memória se formularam na minha cabeça, cada gesto, jeito, trejeitos seus incluídos. E meu pedido para que deixasse as palavras de lado, e somente sorrisse pra mim. Havia se acostumado em me ter por perto, apenas nós dois. Cada atenção ou mimo meu para si, que quando algo se mostrou o contrário do qual tínhamos, ele explodiu. 

O ver chorando é demais, não aguento. Sofro junto. Não ligo em me machucar, contanto que não o façam com ele. Podem me xingar, me bater, me humilhar de todas as formas. Mas nunca cogitem em fazer meu amor ter olhos marejados de infelicidade. E eu sei que ninguém tem culpa alguma, porque o coração nunca escolhe o que queremos, e jamais obedece a razão.  

Só que pior do que tudo isso era o ver se definhando. As tosses começaram, seu corpo se tornava trémulo,  e o sangue cobria o chão branco da sala do Hoseok. Seus olhos minguados perdiam o brilho, ao mesmo tempo me procuravam por todo o cômodo, e quando pousou sobre mim, ele sorriu docemente, com as lágrimas escorrendo, se perdendo entre o V da gola de sua camisa.  E naquele momento eu me perdi, quando seu corpo fraco tombou pro lado. 

A sexta feira feliz se extinguiu no instante em que o médico me disse a doença que se apossava do meu pequeno. Jeon estava em estado terminal.  Motivo: Um câncer de pulmão que se desenvolvia pelo seu corpo desde quando ele ainda estava na barriga de sua mãe. E quando o doutor disse que pela sua condição ele não poderia se estressar ou sofrer grandes impactos de emoção porque piorava os sintomas, tudo desmoronou. 

Meu mundo havia despedaçado. E meu coração partido. 

 

Mais profunda, mais profunda, a ferida só fica mais profunda

​Como pedaços de um vidro quebrado que eu não posso reverter

Mais profundo,  é apenas o coração que se machuca todos os dias

Você,  que foi punido em meu lugar​

Você, que era delicada e frágil

Me desculpe,  me desculpe

-Stigma

 



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