História End Zone - Capítulo 10


Postado
Categorias Naruto, One Tree Hill
Personagens Fugaku Uchiha, Hinata Hyuuga, Ino Yamanaka, Itachi Uchiha, Juugo, Kakashi Hatake, Karin, Konan, Kushina Uzumaki, Mikoto Uchiha, Minato "Yondaime" Namikaze, Naruto Uzumaki, Sai, Sakura Haruno, Sasuke Uchiha, Suigetsu Hozuki, Temari
Tags Colegial, Hentai, Itakonan, Naruhina, Naruto, Nejiten, One Tree Hill, Saiino, Sasusaku, Shikatema, Suika
Visualizações 1.091
Palavras 4.708
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Colegial, Crossover, Escolar, Esporte, Festa, Hentai, Romance e Novela
Avisos: Álcool, Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Olá, lindas e lindos, tudo bom?
É, nos atrasamos de novo, acontece, vida que segue (vida vida vida vida). O importante é que chegou bj. Amamos esse cap de verdade, tá show 100 (bom, pelo menos pra gente rsrs).
Pocket ─ formação na qual a linha ofensiva diminui espaços entre si para proteger melhor o quartel backup, utilizadas em situações de passe.
P.S: a capa do capítulo será adicionada mais tarde (quem quiser conferir depois é só vir daqui a pouco kkk)

Capítulo 10 - Pocket


Fanfic / Fanfiction End Zone - Capítulo 10 - Pocket

Sakura fechou o armário amarelo berrante, se sentindo cansada. Sabia que as pessoas ainda estavam falando dela — os olhares e os sussurros evidenciavam isso — e sinceramente, estava farta daquilo tudo. Por um breve momento, teve uma vontade de chorar no banheiro que nem típicos adolescentes sofredores de filmes americanos clichês, mas se conteve. Chorar era um saco, deixava seu rosto inchado e vermelho. Parecia que estava com reação alérgica a alguma coisa. Nada bonito de se ver.

Olhou de soslaio e viu a multidão de alunos conversando em seus grupinhos. Encostou-se no armário, determinada em vegetar até o sinal bater, mas tomou um susto quando ouviu alguém atrapalhar seu objetivo, chamando-a pelo nome.

— Ei, Sakura, não é? — o ruivo se aproximou descontente. — Eu preciso falar com você, meu nome é Gaara, sou irmão da Temari.

Sakura deu um pulo de leve, sentindo seu coração bater rápido demais.

Suspirou e olhou para a pessoa que chegou do nada, preparando meia dúzia de palavras ariscas, seu humor estava bem ruim. Deparou-se com Gaara no Sabaku, irmão de Temari, a louca. Ela já o conhecia mesmo ele tendo se apresentado. Quem não conhecia Gaara?

Entortou a cabeça, sem saber o que ele queria. Talvez caluniá-la? Vai que era de família, né? Não conhecia o ruivo bem. Via ele raramente em jogos, corredores, e já viu ele na rua uma vez. Talvez tivessem alguma aula juntos, mas realmente não sabia. Olhou Gaara de cima a baixo e soube, que pelo menos, a beleza era de família.

— É Sakura sim. O que quer? — perguntou a Haruno, imaginando mil e uma coisas. Cruzou os braços na defensiva, se preparando mentalmente.

— Eu... — mexeu nos cabelos, aflito. Odiava se colocar em situações constrangedoras. — Me desculpe. — gritou alto se curvando e chamando a atenção das pessoas que passavam no corredor.

A rosada engoliu em seco, se desprendendo do armário e olhou para os lados, vendo os alunos focarem a atenção no ruivo que estava curvado, balbuciando. Oh, meu Deus. O que diabos ele estava fazendo?

— O que é isso? — sussurrou Sakura, constrangida e talvez entrando em desespero. Sentiu seu rosto esquentar com a atenção.

— Eu não sabia que você e a Konan iriam nos enfrentar. Era pra ser uma pegadinha com o Suigetsu... Ele tem um organismo muito tolerante. — correu com as palavras e falou o mais alto que pôde. Logo um grupo de pessoas se formava às suas costas. — Tinha um copo batizado, mas não era pra você. Me desculpe pelo ocorrido, não foi minha intenção te embebedar.

Sakura estreitou os olhos, se lembrando do beer pong. Ela e Konan — não se lembrava com muita clareza dela, havia muitos borrões em sua mente, mas sabia que a garota era gente boa — jogaram contra Itachi e Gaara. Era claro que não estava tudo em ordem, muitas memórias eram desconexas ainda. Porém tinha certeza que Gaara não fizera aquilo. Percebeu que o ruivo estava limpando a imagem dela. A imagem grotesca, falsa e cabeluda que pintaram dela. Quis abraçá-lo ali mesmo. Gaara, com toda certeza, não era horrível como sua irmã.

— Oh... Hã, tá tudo bem, Gaara. Tá tudo certo. — sussurrou, sorrindo pra ele e pousando a mão no ombro do ruivo, sentindo seu peito se aquecer com a atitude.

Gaara se afastou alguns metros, tranquilo, por ter se afastado de toda aquela gente. Sakura acompanhou os passos meio apressados do ruivo, sorrindo para ele.

— Escuta, você não precisa ir beber café comigo se não quiser, eu só precisava sair daquela muvuca. Me desculpe sinceramente, por tudo, a Temari é complicada...

— Não, eu aceitei porque eu realmente quero beber um café com você. Muito obrigada, Gaara. Isso foi muito gentil da sua parte. E você não precisa pedir desculpas pelo o que sua irmã fez. O erro foi dela, certo? — disse Sakura parando de andar, percebendo que estavam num corredor mais vazio.

Respirou fundo, se sentindo aliviada. Num impulso, abraçou o rapaz, contornando seus braços ao redor dele.

— Muito obrigada, realmente.

Gaara ficou constrangido com o ato, mas com a conclusão de sua ação.

— Acho que começamos de modo errado. — se soltou do abraço remexendo os cabelos em um ato nervoso e estendeu a mão para Sakura. — Oi, eu sou o Gaara. Músico e, nas horas vagas, prático de beer pong.

A rosada ajeitou os cabelos atrás das orelhas, sentindo seu rosto queimar. Odiava isso nela, era impulsiva demais. Encabulada, aceitou a mão do Sabaku.

— Sakura. Estudante e garçonete do Kurama nas horas vagas. — apresentou-se, sorrindo.

✰✧✰✧✰✧✰✧

Andava sem um rumo definido pelos corredores do colégio. Cumprimentou rapidamente um ou outro aluno que passava por ali, e que perguntava quando seria a próxima festa.

Sentiu um arrepio por todo corpo quando ouviu a palavra festa, lembrando-se o da bendita comemoração. Mal sabiam eles quantos gritos ele havia escutado por causa de sua festinha.

Respondeu com um “em breve” acompanhado de um risinho nervoso, e se esquivou do assunto dizendo que iria até à cantina.

Saiu em passos apressados, pensando em mudar seu percurso quando chegasse próximo de lá. E iria até olhar rapidamente para lá e encontrar Karin segurando uma bandeja indo em direção a uma mesa vazia.

A lembrança de encontrá-la na festa lhe acertou em cheio e com esse simples motivos ele retomou seus passos, indo agora na direção dela.

— Por que mulheres só comem essas folhas? — apontou para a salada no prato dela, quando já estavam sentado um de frente pro outro. — Devia comer mais carne, você tá muito fininha. — ele circundou o pulso direito dela com os dedos com o polegar e o indicador.

— Não, não, é você que tem a mão grande demais. — repetiu o gesto dele, e seus dedos também conseguiram circundar seu pulso. — Ué.

— Viu só, Karin Palito. — ele riu, furando a caixinha de algum suco light que ela havia comprado e bebeu, sem nem ao menos pedir. — Eca, que coisa ruim.

Karin observou a cena chocada. Como podiam existir pessoas tão atrevidas como Suigetsu? Rapidamente tomou a caixinha das mãos dele, dizendo que era ele quem tinha mau gosto.

Tratou de comer sua salada mesmo que contra gosto. Ela bem que gostaria de comer algo que “enchesse a barriga” de verdade, mas não queria motivos para brigar com Temari; ainda mais depois do que acontecera no outro dia.

Aquela maldita um dia a pagaria. Chegou em casa, naquele dia, com os ombros doloridos e mal conseguiu fazer suas atividades.

Só mais um pouco, ela repetia para si mesma. Inspirou fundo, lembrando que esse dia logo chegaria. Só até o fim do colegial e adeus sonho de seguir carreira na dança.

Ela gostava mesmo daquilo. Até meus seus tios diziam que se aquele era seu sonho ela deveria seguir em frente para realizá-lo, mas a dívida com os pais — que existia apenas na cabeça dela — persistia em lembrá-la de qual sonho eles tinham para ela.

Tentava transformar aquele sonho no seu sonho, sem sucesso obviamente; mas um dia conseguiria.

Suspirou, olhando para Suigetsu que a olhava como se esperasse uma resposta.

— Você disse alguma coisa? — questionou, livrando-se das lembranças.

— Sim, palitinho, eu perguntei se você irá na próxima vez que tiver.

— Ir pra onde? Que próxima vez?

— Além de fina, ainda é surda. — ele revirou os olhos. — Você vai na próxima festa que tiver para eu mostrar o que é comida de verdade, e ainda vai beber de testa comigo. — ele piscou, levantando-se.

— Próxima festa?

Ela ainda estava tentando assimilar e lembrar-se do que ele falava, tanto que nem percebeu que ele havia ido embora levando consigo a caixinha com seu suco ruim.

✰✧✰✧✰✧✰✧

Temari estudava álgebra em seu quarto, irritada com o barulho alto da guitarra de Gaara. Havia pedido ao pai que fizesse um isolamento acústico no quarto do ruivo, mas infelizmente não foi atendida.

— Gaara. — gritou sem se importar em por um roupão. — Eu estou estudando, diminua o som.

Os pêlos da nuca se arrepiaram ao sentir a presença de seu pai em suas costas, infelizmente Gaara não tinha ouvido suas batidas, eram só ela e Rasa no corredor.

— Eu vou estudar... — se apressou em dizer, indo de encontro ao próprio quarto, mas antes que conseguisse chegar foi interceptada.

— Venha Temari, eu quero falar com você no meu escritório.

Olhou para a própria camisola, imprópria para uma conversa e retrocedeu.

— Vou por um roupão...

— Você está bem assim, venha...

Puxou a roupa um pouco mais para baixo, não usava roupas sensuais dentro de casa, tinha cuidado para estar sempre apresentável e comportada. Sentou na cadeira em frente à mesa do pai insatisfeita com o cumprimento abaixo do joelho. Não usaria mais aquela peça.

— Pai...

— Sabe Temari, quando eu e sua mãe nos apaixonamos você era apenas um lindo bebê. Uma preciosidade de cabelos loiros e olhos verdes, e mesmo sabendo que você não era meu sangue eu te acolhi como minha, te dei meu sobrenome, te tirei o rótulo de bastarda.

Postou as mãos nos ombros de Temari, fazendo um pouco de pressão no local.

Temari engoliu em seco, maldita hora que saiu de seu quarto.

— Eu sou grata, pai...

— Mas gratidão não é o suficiente. — Rasa se postou em frente à loira, os dedos brincando e baixando a fina alça da camisola. — Você tem o meu sobrenome, mas você não é minha filha, Temari... Você é meu trunfo. Um lindo peão de xadrez, uma moeda de troca. Minha linda princesinha, Temari.

— Pai... — tentou se levantar, odiando os rumos que a conversa estava tomando, mas foi impedida pelas mãos brutas do padrasto.

— Escuta Temari, ou você arruma um jeito de voltar a ser namoradinha do filho do Fugaku, ou eu arrumo outra serventia pra você... — subiu os dedos pelas coxas leitosas, satisfeito. — Como antigamente.

Temari ofegou se sentindo presa e sem ar.

— Eu tenho um plano, ele vai voltar pra mim, eu prometo. — gaguejou tonta e enojada.

Raza soltou a loira a olhando travesso.

— Boa menina. Sua mãe está sendo um estorvo, uma bêbada sem futuro, mas você, Temari, é um raio de sol na minha vida. Você faz tudo valer a pena mais até que o Gaara, e olhe que ele é do meu próprio sangue.

Levantou-se, cambaleando entre os móveis do escritório e saiu sem se despedir. A visão turva por conta das lágrimas que prendeu por tanto tempo. Ela não chorava, não era dada a sentimentalismo.

Mas quando ele a tocava, ela fazia uma exceção e se permitia chorar como um bebê de colo.

Chorava pelo vício maldito que acometia sua mãe e a deixava nas mãos de seu padrasto. Chorava por seu irmão mais velho ter saído de casa e lançado todas as responsabilidades sobre ela. Chorava por Gaara ser alheio aos abusos que ela sofreu desde pequena. Chorava por ser covarde demais para largar a mãe e o irmão sozinhos com ele. Chorava por ser a maldita moeda de troca.

E, principalmente, chorava ciente de que de qualquer modo estava se vendendo. Para Sasuke ou para seu pai, não importava, ela permanecia uma mercadoria.

Tomou um banho arranhando a esponja sobre a coxa onde havia a marca dos dedos dele, sentindo a pele se ferir, mais satisfeita pelas gotículas de sangue que trocavam de lugar com a marca.

✰✧✰✧✰✧✰✧

As ruas de Homewood pareciam vazias para uma sexta feira onde Kakashi teria plena certeza que os jovens estariam se organizando para mais uma festa; como a da última na casa do Hozuki.

O platinado olhou no relógio constatando que faltavam apenas três minutos paras às dezoito horas. Ajeitou os fios grossos tomando a rua em direção ao costumeiro pub no subúrbio. Nem os cinco dias afastado do colégio, que quase lhe rendeu uma demissão por justa causa — obviamente evitada por Sarutobi, seu grande amigo e diretor da instituição — foram o suficiente para erradicar sua sede. Ele usava o álcool como subterfúgio, um bálsamo para seu coração ferido pelo tempo.

Assim que notou a fachada rústica aumentou as passadas, estava apenas a um passo de sua libertação como ele costumava pensar, mas não enxergava, que aquela era sua prisão particular, a decadência do seu corpo e espírito.

Notou a porta em madeira maciça e as folhas de hera adornarem aquela fachada tão conhecida. Tocou a maçaneta dourada num impulso de abri-la que foi prontamente interrompida pelo vibrar e o som estridente vindo de seu bolso. Sacou o celular analisando um número desconhecido piscar na tela.

— Kakashi. — a saudação curta ao atender indicava impaciência, afinal quem o incomodaria aquele horário? — Quem fala?

— É o Sasuke. — a voz de seu pupilo soou apreensiva do outro lado, fazendo o Hatake estagnar na entrada do pub.

— Sasuke? O que houve? Não está me ligando do seu número! — ele contestou.

— Kakashi, eu… Droga! Eu preciso que venha me buscar. — a voz de Sasuke parecia um tanto flagelada.

— Buscar? Onde? Me diz onde você está. — Kakashi exasperou preocupado, Sasuke era importante demais para ele, mesmo que às vezes necessitasse de corretivos e agisse imprudentemente, era a pessoa mais especial para ele no mundo inteiro. E quem era ele afinal, não estava em situação de julgar qualquer atitude impensada de Sasuke, ele conseguia ser pior; era um adulto e agia como um adolescente rebelde.

— Eu fiz merda, uma merda muito grande dessa vez! Preciso que você venha me pegar na delegacia.

✰✧✰✧✰✧✰✧

Sasuke estava sentado no fundo de sua cela. Felizmente seu vizinho aspirante a cantor havia sido levado para outro lugar e agora a paz reinava naquele lugar.

Não tinha como ver as horas, mas tinha certeza que Kakashi não demoraria a chegar. Seus pés batiam impacientes no piso sujo e seus cabelos já estavam mais do que bagunçados, por todas as vezes que passou as mãos neles pelo nervosismo.

— Você tá liberado, Uchiha. — a voz nasalada de um policial o fez olhar para frente, vendo a cela ser destrancada.

O barulho foi como música para seus ouvidos, e mesmo que não tivesse muita ideia do que faria com sua vida dali para frente, estava se sentindo extremamente feliz apenas por saber que não precisaria ficar mais nenhum minuto naquele lugar.

Os corredores daquela delegacia nunca pareceram tão longos e ao chegar à entrada Sasuke suspirou aliviado. Não sabia explicar o que a visão de Kakashi o fazia sentir. Era uma mistura de alívio, gratidão e vergonha, por estar naquela situação. Mas acima de tudo, estava feliz por ter alguém com quem contar.

O Hatake pelo visto terminava de preencher a papelada, então Sasuke aguardou em silêncio ao seu lado. Perdido em pensamento, viu quando o mais velho se aproximou após entregar tudo necessário para sua soltura. Daria tudo para não estar naquela situação, não precisar ver o olhar quase decepcionado de Kakashi. Ele parecia não saber o que fazer, como agir, mas também havia tanto sentimento naqueles olhos, que Sasuke sentiu vontade de chorar como um garotinho, procurando pelo carinho do pai. Kakashi provavelmente percebeu o que se passava, porque sem falar mais nada e sem que pudesse reagir, Sasuke foi abraçado. Era um abraço meio desajeitado, meio sem jeito, mas tão carinhoso e acolhedor que naquele momento teve a certeza de que, por mais que sua certidão de nascimento indicasse que Fugaku era seu pai, em seu coração o único que podia ocupar essa posição era Kakashi.

Pela primeira vez em muito tempo, e principalmente depois de horas achando que sua vida havia acabado, Sasuke se sentiu acolhido, seguro o suficiente para pensar positivamente. Naquele abraço desajeitado encontrou o apoio que precisava. Encontrou o amor de um pai.

— Vamos sair daqui. Você deve estar faminto. — como se para concordar, a barriga de Sasuke roncou alto, e só então ele percebeu o tamanho da fome que sentia.

— Não precisa falar duas vezes! — e com o braço de Kakashi em seu ombro, Sasuke saiu da delegacia, desejando nunca mais voltar.

Pegaram o táxi na porta da delegacia, não precisou que Sasuke lhe contasse, na ficha que assinou constava todo o delito do Uchiha. Tentou de verdade conter a raiva que sentiu de Fugaku. Como ele poderia ter feito isso ao próprio filho?

Esperou pacientemente que Sasuke lhe narrasse o ocorrido no caminho até o Kurama. Não permitiria que Sasuke voltasse aquela casa, e mais ainda que continuasse embaixo do mesmo teto que aquele homem nocivo e repulsivo.

Pagou a corrida notando o constrangimento de Sasuke, afagou os cabelos negros e sorriu no intuito de confortar- lo em uma forma de lhe dizer que ficaria tudo bem.

Passou pela porta da lanchonete com Sasuke no seu encalço. Visualizou Naruto que lhe acenou sorridente. Respondeu minimamente, voltando-se para Sasuke que se mantinha absorto em pensamentos. Que traumas seu aluno carregaria por culpa de um tirano desgraçado como Fugaku.

Viu a jovem de cabelos rosados sair detrás balcão, alheia a sua presença. Caminhou até a mesa costumeira, sentando-se seguido de Sasuke que fazia tudo em modo automático.

Respirou fundo vendo o Uchiha a sua frente.

— Então escute o que nós faremos, tudo bem? — ele indagou ao Uchiha.

Sasuke apenas acenou, mostrando que estava escutando. Na atual situação de sua vida não tinha muita perspectiva do que faria, qualquer ideia era mais do que bem vinda.

— Você vai ficar na minha casa pelo tempo que precisar, ok? — Kakashi captou a atenção de Sasuke prontamente. — O espaço não é lá grandes coisa, mas tenho um sofá cama que é macio à beça. — o platinado sorriu, vendo Sasuke arregalar os olhos surpreso.

O Uchiha fechou os olhos e apertou as mãos em punho, emocionado com a oferta. Queria conseguir expressar a gratidão que sentia, passar por cima do orgulho e falar o quanto admirava o Hatake, mas tudo o que conseguiu fazer foi abrir os olhos e olhar para ele. E a julgar pela maneira que Kakashi retribuiu o olhar, ele entendeu tudo o que Sasuke não conseguia falar.

— Eu vou dar um jeito de ajudar com o aluguel. — anunciou decidido, não querendo se aproveitar do mais velho. Não tinha emprego, nem qualquer dinheiro, mas não estava em condições de negar ajuda, por mais que lhe custasse muito admitir isso.

— Concordo que você tenha arrumar um emprego, isso sem dúvidas. É o primeiro passo para te dar mais responsabilidade. Não se preocupe com o aluguel e despesas básicas, eu assumo. — o Hatake foi incisivo. — Ouça Sasuke, o trabalho enobrece o homem, dá maturidade e, acima de tudo, te torna respeitável. Seria bom para você por isso, ocuparia sua mente. Seria um recomeço... — Kakashi sorriu para seu pupilo, e antes que pudesse concluir seu pensamento foram interrompidos por um Naruto sorridente e escandaloso.

— Fala treinador, o que é que manda? — Naruto perguntou, puxando a caneta que levava na orelha e pousando no bloquinho, pronto para anotar os pedidos.

— Uzumaki. — Kakashi cumprimentou polido, afinal sabia do desafeto que Sasuke tem por Naruto e não queria dar margem para piorar ainda mais o dia de Sasuke. Voltou seus orbes para o Uchiha. — O que você quer comer, Sasuke?

— Um X-Kurama com batata e refrigerante grande. — respondeu, pensando no maior lanche do cardápio, e que era o único que saciaria sua fome.

— Boa pedida, até um zé frescura como você sabe apreciar essa iguaria. — Naruto comentou bem humorado, não perdendo a oportunidade pegar no pé de Sasuke.

— O mesmo pra mim, Naruto. — Kakashi observou o loiro sorrir e estranhou o fato de Sasuke não devolver a provocação.

Sasuke fuzilou o Uzumaki com o olhar, enquanto ele se afastava para buscar os pedidos. Sorte dele que já havia arranjado confusão demais naquela noite, se não quebraria aquela cara sorridente.

— Ah Naruto! — Kakashi o chamou assim que o loiro se afastou. — Quero ver esse sorriso brilhante amanhã no primeiro horário, ou você e Sasuke se esqueceram das nossas aulinhas extras? Estava de licença, mas tenham plena certeza que voltei mais animado que nunca. — viu o Uzumaki engolir seco e o Uchiha assentir cabisbaixo. — Agora traga nossos lanches, por favor!

Não demorou para que Naruto retornasse com os pedidos. Viu a velocidade que Sasuke devorou o seu hambúrguer e o restante do dele, já que o lanche era enorme e Kakashi não tinha o hábito de comer estes fast foods que na sua opinião eram muito gordurosos.

Avisou a Sasuke que iria ao banheiro, deixando o Uchiha com seus pensamentos. Ele precisava desse tempinho só para ajustar sua mente e voltar a ser o Sasuke, talvez um pouco repaginado, mas esperava ele que fosse para o bem.

Caminhou até as plaquinhas que indicavam os banheiros, perto do quadro de avisos. Notou Sakura meio atrapalhada com alguns papéis coloridos e o grampeador rocama em punho, talvez pela sua baixa estatura não estivesse conseguindo pregá-los devidamente. Era uma cena deveras cômica e um tanto nostálgica.

Viu Sakura segurar o papel, esticando seu braço ao máximo e com a perna esquerda tentando buscar um banco que estava um tanto longe. De certo algo cairia. Dito e feito os papéis escorregaram de seus braços finos, espalhando-se num lindo arco íris de celulose.

Kakashi correu, apanhando aos montes ajudando Sakura que estava mais do que envergonhada, imaginando que essas coisas só acontecessem com ela.

Assim que estendeu para a jovem rolou os olhos pelas letras constatando ser um anúncio de emprego, e automaticamente sua mente se iluminou.

— Obrigado, treinador. — a Haruno respondeu educadamente.

— Disponha, Sakura! — ele sorriu. — Me diga uma coisa, esse anúncio para auxiliar de serviços gerais, seria uma vaga para trabalhar meio período? — indagou curioso.

— Oh, sim! — Sakura encarou o platinado. — Mamãe não está dando conta e precisamos de mais alguém para ajudar com a limpeza e manutenção da lanchonete, principalmente no horário de pico. — Então Sakura era filha dos donos do estabelecimento, seria talvez mais fácil propor o que tinha em mente, se precisasse falaria com os pais da moça, afinal também seria uma oportunidade para conhecer os donos do lugar.

— Perfeito. — ele sorriu. — E me responda mais uma coisa, é necessária experiência em carteira, ou algo do tipo?

— Não necessariamente, precisamos de alguém que não fuja ou tenha medo de um trabalho pesado! — ela sorriu, destacando seus dentes brancos perfeitamente alinhados.

— Claro, então eu já tenho o que vocês procuram! — Kakashi afirmou com convicção, seria perfeito para Sasuke, afinal ele não tinha escolha. Era pegar ou pegar.

Sakura encarou o treinador um tanto curiosa, tanto que nem sentiu quando o Hatake segurou suas mãos e puxou rapidamente em direção às mesas. Só notou a cabeleira negra quando estava perto o suficiente.

— Sakura, permita-me que eu lhe apresente o novo funcionário do Kurama, Sasuke Uchiha! — Sakura e Sasuke se encararam pela primeira vez naquele dia. Verdes versus Ônix. — Anda Sasuke, cumprimente sua nova colega de trabalho, Sakura Haruno.

— O QUE? — ambos gritaram em uníssono descrentes o suficiente, assimilando a louca sugestão de Kakashi.

✰✧✰✧✰✧✰✧

O táxi parou na entrada da propriedade dos Uchiha. Mei pagou a corrida com o típico olhar de desdém. Bufou impaciente ao tomar a entrada da enorme mansão e praguejou aos quatro cantos, pois seu salto prendeu nos paralelepípedos que levavam até a guarita.

— Merda de cidade.

Colocou seu melhor sorriso no rosto indo até a cabine de segurança. Dessa vez Fugaku Uchiha não escaparia. Estava a exatos seis dias tentando um contato com o pai de seu filho, mas era sempre ludibriada por sua assessoria.

Parou, ajeitando os cabelos ruivos.

— Boa noite, diga a Fugaku Uchiha que Mei Terumi deseja  falar com ele, e que não saio daqui sem que ele me receba.

Ela sorriu maliciosa certa de que ele a receberia, afinal Mei não voltaria a essa cidade mequetrefe se não tivesse seu ás na manga.

O patriarca dos Uchiha se aproximou do hall de entrada insatisfeito. Só a visão dos cabelos ruivos o fazia enjoar.

— Eu não sei o que você veio fazer aqui, mas saiba que não é bem vinda. Vá embora.

— É assim que você recebe a mãe do seu primogênito? Ora Fugaku nem um convite para um drink e relembrar os velhos tempos, trocar confidências! — ela lhe sorriu maliciosa. — Aliás, seria bom partilharmos mais segredos do que já temos juntos, não acha? — Mei arqueou a sobrancelha ruiva.

— Não te darei dinheiro. — enfatizou contrariado. — Vá embora, Mei.

— Querido, dinheiro? — ela se fingiu de ofendida. — Eu quero mais do que isso, mais do que aquele apartamento chinfrim em New York e uns míseros trocados pelo meu silêncio! — Mei apontou o dedo em riste na direção do imponente Fugaku. — Quero ser respeitada, quero status e você meu bem pode me dar tudo o que sempre sonhei.

— Status não enche a sua boca, quer status? Pois fique com ele e perca sua mesada e apartamento.

— Fugaku, você não está entendendo! — ela o encarou. — Você não tem escolha, ou casa comigo e me dá o sobrenome Uchiha, com todas as regalias que mereço, ou eu fodo sua vida meu querido, e você bem sabe do que sou capaz. — Mei ameaçou confiante. — Sei coisas terríveis a seu respeito, coisas que acabariam com todo esse falso moralismo que você esbanja. — ela se aproximou, tocando os ombros largos do homem que eram destacados por seu terno de linho. — Pensa Fugaku, você é um homem inteligente, você tem muito a ganhar tendo a mim como aliada.

— Você não é e nunca será uma aliada, Mei.

— Que seja. — ela balançou as mãos — Me torne sua aliada e juntos alcançaremos o topo! Você sabe mais do que ninguém que nossas mentes juntas são imbatíveis. — ela pausou, ajeitando a gravata frouxa do homem. — Além do mais sei que você precisa de uma primeira dama a altura. E sinceramente, meu bem, encontrar uma primeira dama mais elegante, fingida, ardilosa e sexy do que eu será uma tarefa difícil.

— Uma puta pra primeira dama. — riu amargo ciente de que ela o tinha em suas mãos.

— Quem mais sabe do meu passado senão você? — ela o desafiou. — Afinal se considerarmos realmente você adora mulheres assim, se não estou enganada sua santa mulher Mikoto Uchiha, que Deus a tenha. — soou irônica. — Desempenhava bem o papel de puta na cama do seu amiguinho Kakashi Hatake. — ela gargalhou. — O grande Fugaku Uchiha ou seria O Grande Corno?

Fugaku não pensou duas vezes ao estapear a face da ruiva, queria lhe dar um soco, mas marcas em uma mulher podiam lhe custar sua candidatura.

— Você é alguém porque eu lhe banco, me respeite.

Mei o encarou com a face lívida. A raiva que sentiu daquele homem que um dia no auge de sua adolescência verdadeiramente amou, intensificou em seu âmago.

Tocou no local avermelhado e ajeitou sua postura, virando-se para a saída.

— Como queira Fugaku. Foi você quem pediu. — deu alguns passos em direção a saída estava decidida a acabar com a vida de Fugaku Uchiha.

Fugaku correu os dedos pelos cabelos negros. Mulherzinha asquerosa, seu maldito calcanhar de Aquiles.

— Eu passarei por esta porta e assim que o fizer sua sentença está decretada. — ajeitou a bolsa no ombro.

— Quer ser primeira dama? Que seja... Só não te darei mais dinheiro e não pode atrapalhar meus planos.

Mas antes que qualquer um dos dois pudesse sequer tomar alguma atitude o ronco de um motor fora ouvido seguido de passos duros na escadaria que levava até o Hall. A porta fora aberta com demasiada violência e por ela os cabelos longos e um olhar sanguinário vagou entre os presentes naquele cômodo.

— Que ótimo. Reunião de família. — Itachi esbravejou.

O primogênito Uchiha encarou os orbes negros do pai com rancor, passou as mãos sobre os cabelos negros afim de conter o nervosismo.

— Quero saber que merda foi essa de mandar prender o Sasuke? — encarou o pai e a mãe com mágoas estampadas na face. — Hein senhor Fugaku, me responda! Porque se não fosse Kakashi a soltá-lo, meu irmão estaria preso até sabe-se lá quando!

— Eu vou retirar a queixa, não teremos problemas... Relaxa Itachi, e sua mãe já está indo embora.

— Como é que é? — Itachi levou as mãos até a cintura. — Acha que é só isso? Retirar a queixa? — Itachi balançou a cabeça em negativa. — Nem fodendo eu saio desta casa sem uma explicação.

— É exatamente isso meu querido filho, seu pai fez o que achava correto para o bem nada nossa família. — Mei enfatizou, chamando a atenção dos Uchiha.

— Como é que é? Nossa família? — Itachi arregalou os olhos perplexo.

— Isso mesmo Itachi, nossa família! Nos dê os parabéns. Papai e mamãe vão casar!


Notas Finais


UUHHHHHHHHH! Agora vai será? Kkkkk
Postamos de 15 em 15 dias <3 (tentamos rsrs).

amamos vcs tá? bjsss


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