História Endgame - Capítulo 5


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Categorias Seraph of the End (Owari no Seraph)
Personagens Personagens Originais
Tags Ação, Armas, Aventura, Drama, Espadas, Luta, Magia, Owari No Seraph, Seraph Of The End, Vampiros, Violencia
Exibições 9
Palavras 1.714
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 14 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Drama (Tragédia), Ficção, Luta, Romance e Novela, Sobrenatural, Survival, Terror e Horror, Violência
Avisos: Linguagem Imprópria, Mutilação, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


É, eu postei bem rápido, em comparação à meu ritmo, em menos de uma semana sai mais um capítulo.

Capítulo 5 - Tempestade


O problema era: Se fossemos atacados, como nos defenderíamos? O Tsubasa estava carregando a Yumiko, desmaiada, menos 2. E, se fosse verdade, que não teríamos para onde voltar, para onde iríamos?
Isso que ficou martelando minha cabeça o percurso inteiro. Eu também senti uma grande curiosidade sobre o que tinha naquele bloco de notas, tirei - o do meu bolso e comecei a ler.
Estava tudo em alemão, eu tive algumas aulas, então segue o que eu consegui traduzir:
"Olá, humano, ou talvez vampiro, mas duvido que vampiros saibam alemão, de qualquer maneira, meu nome é Ludwig, descendo de uma família que caça essas aberrações.
Eu não lembro a minha idade, mas eu sei que eu sou velho, e que não deveria estar vivo, já que o Serafim do Fim matou todos os humanos com mais de 13 anos. A única razão de eu estar aqui, é que eu me isolei da sociedade, então não contraí esse vírus do apocalipse.
Andei pesquisando por anos sobre como prever esse apocalipse, no entanto, eu falhei em minha missão. Logo, foquei meus estudos na arte de matar vampiros, tentei de tudo, alquimia, pactos com anjos, demônios, doenças, mas nada fez tanto efeito quanto a magia.
Então, a única coisa que um velho fracassado como eu deveria fazer, é passar esse conhecimento adiante, saí pelo mundo, ensinando as civilizações que sobraram como lidar com essas aberrações.
(...) O ultimo lugar que visitei foi a Rússia, mas eu não consegui passar de lá, porém, teve uma coisa boa, eu encontrei soldados, que pareciam ter vindo do Japão, então descobri que eles formaram pactos com demônios, que deram certo. (...)
(...) Após muitos dias de perseguição, era certo que iria morrer alguma hora, juntei todas as minhas pesquisas e guardei em uma garagem em Varsóvia. Ela não precisa de chave, é só aproximar o símbolo na próxima página, que ela abre, além disso, ela também tem esse símbolo, então fica fácil de achar.
Deixei este diário com um colega que fiz enquanto estava na Itália, a única coisa pela qual eu posso torcer é que isto caia em boas mãos."
Na página seguinte, havia um símbolo que eu não consigo descrever, mas ele brilhava.
Fazendo o nosso caminho de volta, começou a chover, tivemos que nos apressar. Alguns minutos depois, começou uma ventania muito forte, como um tufão, coisas estavam sendo levadas embora, mas nós tinhamos que chegar até a base.
Estávamos mais ou menos um quilômetro de distancia, eu não sabia se era coisa da minha cabeça, mas eu escutava gritos, tiros e explosões. Chegamos mais perto, tudo estava em chamas, a água que descia a rua era vermelha, pessoas estavam lutando.
- Vamos voltar. - Disse Tsubasa.
- Tem certeza? Ainda tem gente lá. - Disse.
- Com essas condições não é uma boa ideia lutar.
- Ok, vocês voltam, eu vou ir. Nos encontramos na estação.
- Beleza, toma cuidado.
Então eles se afastaram aos poucos. Mas eu nem consegui prestar atenção nisso naquele momento, eu tinha que ajudar na defesa, a adrenalina tomava conta do meu corpo.
Corri em direção à base, o exército estava em desvantagem, logo eles iriam ser esmagados pelos vampiros.
Eles não esperavam por um ataque vindo de outra direção, o vento estava agindo ao meu favor, eu estava extremamente ágil, como se não tivesse peso, em poucos segundos, já eram cinco vampiros a menos.
Mas isso durou pouco, a esperança de salvar aqueles soldados, logo virou desespero, um vampiro, que era chamado de nobre, começou a matar todos eles. Um deles gritou para eu ir embora. Foi isso o que eu fiz, eles não tinham mais salvação.
Comecei a seguir pela estrada, ela parecia tranquila, tirando todo aquele vento e a chuva. Mas ou comecei a ouvir um barulho horrível, como metal se retorcendo, quando olhei para a esquerda, havia um grande prédio, cerca de 200 metros de altura, despencando. Ele caiu bem para frente, mas ele bloqueou a minha passagem. Peguei outro caminho, ele era um pouco mais longo, eu teria que passar pelo centro, para depois seguir para a estação.
O vento e a chuva se intensificaram, já não dava para ver mais de três metros à frente, o pior disso, eu ouvia passos, provavelmente vampiros correndo. Os passos começaram a ficar mais altos, corri para dentro de uma casa e me escondi. Esqueci que isso não funciona.
- É sério que eles ainda tentam se esconder? - Um deles perguntou.
- É claro, humanos são previsíveis. - Respondeu o outro.
- É sério, de onde você estiver, saia, e não corra, você só vai morrer cansado.
Então eu saí na rua.
- Ora ora, um soldado, ué, pensei que estavam todos mortos. Por acaso, você fugiu? - Provocou.
Comecei a esquentar.
- Ha, um soldado que foge de uma batalha, nunca vi isso. - Provocou novamente.
Fui consumido pela raiva.
- Do que adianta fugir, se você vai morrer alguma hora? Quer saber, chega. Vamos acabar com isso. - Ele disse.
Disparei na direção dele, errei por alguns milímetros o pescoço dele. Ele veio em minha direção, revidei com um tiro.
- Não entende que você é inferior? - Provocou. - E, aliás, você não percebeu que não tem só eu?
Olhei para trás, recebi um soco na cara, o vampiro pegou a minha mão e a quebrou. Peguei a espingarda e joguei na cara dele, emendei com um corte vertical, ele foi cortado no meio.
- Esse cara é um inútil mesmo, mas ele me ajudou. - Ele disse.
- Agora é a sua vez. - Disse.
Reparei que a minha espada não ficou coberta de sangue, mas ele ficou avermelhada. Ele veio com a espada dele, novamente, não consegui defender a esquerda, foi um corte feio, mas não o suficiente para me parar.
- Desista! - Ele gritou.
Ele veio dar o golpe final, mas eu chutei a guarda da espada ele, ela saiu voando. O tempo ficou lento, pelo menos para mim, o que eu fiz, foi involuntário, comecei a dar golpes seguidos, quando parei, ele estava cortado em dezenas de pedaços, a espada ficou mais vermelha.
A adrenalina passou, então eu comecei a sentir a dor do corte e da mão, guardei minha espada, peguei minha espingarda, e continuei meu caminho. Cada gota de água parecia uma facada, mas eu não podia parar, do contrário, morreria alí, porque, com certeza, viriam mais deles.
Quando eu cheguei na estação, eu estava quase desmaiando, a perda de sangue foi grande, eles estavam alí, me esperando.
- Caramba, o que aconteceu com você? - Tsubasa perguntou.
- Alguns contratempos. - Respondi.
- Vem cá, você precisa de uns curativos.
Fui para uma sala com ele, lá estava a Yumiko, ainda desmaiada. Ele fez alguns curativos.
- Bem, pelo menos você não vai morrer. - Ele disse. - Então, o que aconteceu?
- Bem, tava indo tudo certo, aí veio um nobre e matou todo mundo. - Respondi.
- Tenso, então, parece que essa merda de chuva nunca vai acabar, a gente tem que passar a noite aqui.
- Ok, mas, e a comida e essas coisas?
- Bem, tem umas lojinhas aqui, o lance é roubar tudo. Você vem comigo?
- Pode ser, bora.
Nós pegamos algumas comidas enlatadas, afinal, era só isso que não tinha passado do prazo de validade, tinha uma loja de roupas, pegamos algumas para nós, já que todo mundo estava encharcado. Eu me vesti por último, então fui ao encontro deles.
- Ela vai ficar bem? - Perguntei, apontando para a Yumiko.
- Sei lá, ela já aguentou muito mais porrada, acho que vai ficar bem. - Tsubasa respondeu. - Acabei de lembrar, a gente tem que arrumar um jeito de impedir a passagem.
Fui com ele bloquear a entrada, colocamos tudo o que conseguimos, caixas eletrônicos, pacotes, até que notei um botão.
- Hã, que botão é esse? - Perguntei.
- Deve ser... - Ele olhou com uma cara de desapontado. - O botão... que fecha a entrada.
- É sério que a gente fez isso à toa?
- É, puta que pariu.
Ele apertou o botão que fechava a entrada. Voltamos até elas. Me sentei junto a todos, pegamos a comida e distribuímos entre nós, não era gostoso, mas é o que tinha.
Ainda dava para escutar a chuva, eu ouvia metal se retorcendo e tremores. Percebi que Tsubasa estava olhando para a minha espada.
- Que foi? - Perguntei.
- Hã. - Parecia que ele tinha saído de transe. - É que sua espada, ela era preta, não?
- Era.
- É que ela tá um pouco avermelhada, cor de vinho, sabe?
- Ah, sim, ela ficou desse jeito de repente.
- Estranho.
- Muito.
Ficamos em silêncio por bastante tempo, até que peguei o Diário do Ludwig. Comecei a folhear as páginas, até que achei um símbolo estranho, algo parecido com um relógio. Eu ia virar o livro para eles, para perguntar se conheciam esse "relógio", mas no momento em que eu virei o livro, tudo escureceu.
Meus amigos sumiram, e um homem velho apareceu.
- Parece que você achou meu livro, não? - Ele disse.
- Sim, pera, você é...
- Ludwig. - Me interrompeu. - Você é a terceira pessoa a por as mãos neste livro, mas foi o primeiro a descobrir esse símbolo, muito bem. - Olhou para a minha espada. - Então, você tem uma espada com o meu encantamento.
- Como assim?
- Bem, eu passei o conhecimento adiante, mas foram criadas várias magias, assim como civilizações adotaram meios diferentes de como sobreviver. Essa é a primeira magia, no caso, a mais forte, à medida que você mata os vampiros, ela fica vermelha, dando... algumas vantagens, bem básicas, como velocidade, força e agilidade.
- Pera, você é real ou é uma magia programada para falar comigo.
- Talvez sim, talvez não. O que importa são as minhas pesquisas, você tem que acha-las, rápido, antes que alguém pegue. É só isso que tenho a dizer, adeus.
Então ele desapareceu e tudo voltou ao normal. Todos já estavam dormindo, o tempo parecia ter voado, como se eu estivesse em um sonho. Os ventos já tinham cessado, a chuva tinha parado. Era só esperar eles acordarem.
 


Notas Finais


Gostaram, deixe sua opinião abaixo, assim consigo saber o que preciso melhorar e me dá motivação para continuar escrevendo.


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