História Endless - Capítulo 1


Escrita por: ~

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Categorias Ashley Benson, Austin Butler, Camila Cabello, Jaden Smith, Justin Bieber, Kylie Jenner, Matthew McConaughey, Meryl Streep, Ryan Butler, Selena Gomez, Shiloh Fernandez, Tom Holland, Vanessa Hudgens
Personagens Ashley Benson, Austin Butler, Camila Cabello, Jaden Smith, Justin Bieber, Kylie Jenner, Matthew McConaughey, Meryl Streep, Ryan Butler, Selena Gomez, Shiloh Fernandez, Tom Holland, Vanessa Hudgens
Tags Amizade, Ashley Benson, Ashyan, Colegial, Jaden Smith, Jelena, Justin Bieber, Kylie Jenner, Selena Gomez, Sexo, Vanessa Hudgens
Visualizações 1.253
Palavras 2.975
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Aventura, Colegial, Comédia, Crossover, Drama (Tragédia), Escolar, Famí­lia, Romance e Novela
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Capítulo 1 - Esqueça que eu existo.


Fanfic / Fanfiction Endless - Capítulo 1 - Esqueça que eu existo.

É verão. 

Precisamente, o meio dele. 

Julho. Quase o meu aniversário. 

Devido às luzes por trás da superfície, uma cor rosada circunda nossos corpos molhados. Meus dentes trincam uns nos outros, porque o querem; a boca está sedenta. 

O coração dele é tão bom e bonito. Por quê? Aquela sensação de agito e amor parece transbordar pelos seus olhos beges, num formato redondo e bem grande. 

— Será que no próximo verão, neste mesmo dia, ainda estaremos juntos? — eu estava e ainda estou acostumada com isso, com essa tranquilidade que ele me entrega quando sorri. 

— É o que planejamos, certo? — Justin traça a estreita linha entre meus olhos, deitando o indicador em meus lábios molhados. Tudo ainda está frio. — Eu não saberia viver sem você. 

Ele tem estômago forte. Um grande estômago forte. Sabe digerir tudo de bom sem a mera vontade de vomitar todos esses sentimentos. Ou apenas um deles. Mesmo que não haja vergonha para o que estamos sentindo. 

E eu fico olhando para ele. Parada. Bem aqui. Sentindo sua respiração vir sorrateiramente enquanto a ponta dos meus dedos formigam de vontade de tocá-lo, bem anônima. 

— Que gosto têm essas palavras na sua boca? — levanto a sobrancelha, querendo muito sorrir e apreciar seu olhar autêntico. 

— Canela. — Justin continua se arrastando pelo meu corpo, nos envolvendo em toda essa sensação de reciprocidade. — Doce, mas versátil. Que arde e queima a garganta. 

— É o que sente por mim?

— Sim, você me faz arder por dentro. 

Esse silêncio diz muito, e eu me apaixono com ainda mais facilidade, mas com medo de colocar tudo a perder. Ele fode comigo e minha mente. 

— Você é uma menininha, Selena. 

— Perto de você, eu sou mesmo uma menininha, Justin. E eu adoro tanto isso. 

Ele dá-me aquele sorriso sapeca antes de se afastar pela água, balançando os braços na superfície para, então, diminuir seu tamanho, permitindo que aquela linda boca se cubra de frieza e umidade. Seus cabelos molhados estão ainda mais sedosos e brilhantes essa noite. 

— Eu fodo com uma menininha? — em todos esses momentos, eu tenho a escolha de me diminuir para encontrá-lo, mas gosto do que recebo, gosto desse olhar faminto pelos meus próximos passos. À espera.

— Eu não sei se não, mas não tenho certeza se sim. 

— Então, você me chamará de “papai” qualquer dia desses? 

— Argh! — reclamo. — Isso é nojento! 

— Sim, é nojento. — sua boca se abre entre uma risada e um engasgo. 

— Então por que disse? 

— Gosto dessa sua voz marrenta. — responde, com ainda mais delicadeza. — Na verdade, você é a única coisa que amo em mim. 

— Irônico, porque eu amo tudo em você. 

— Bem, eu gosto de ser sua pessoa. — ele esteve tendo dias difíceis, problemas consigo mesmo, mas acho que o passo uma energia boa. — E gosto que você seja a minha. 

Justin me atrai com seu olhar adolescente, ele me passa coisas boas sem nem imaginar que possui todo esse poder dentro de si. Mas eu não sei mais o que dizer, por isso encolho os ombros, deixando-o notar toda a apreensão que me preenche. Então, suas mãos me apanham, uma em cada braço, repassando segurança. 

— Feliz aniversario! — ele me ama como o grande amor de sua vida, só me deseja coisas boas... E um pouco de si mesmo em minha vida. 

— Acho que somos a combinação perfeita. — intercalo o olhar entre seus grandes olhos convexos e o derretimento excessivo de seus lábios. 

— Você tinha dúvidas disso? — um pouquinho. Uma quantidade não tão considerável. É que... Somos tão diferentes um do outro. 

— Obrigada! — estiro o corpo para encontrar o dele, reconfortando-o com um abraço de urso. — Eu te amo! 

Tenho aquela chata mania de romancear tudo. Tudo mesmo, até quando ele está bravo comigo. É algo meu. Gosto de pensar que podemos ter aquele amor individual, um amor nunca sentido antes. 

— Eu sei. É recíproco. 

Olho-o por baixo, com a cabeça pouco levantada, sentindo seus dedos gelados tatearem a espinha das minhas costas. 

— Selena! — papai tropeça em suas palavras enquanto abre a grande porta dos fundos, que dá acesso à área de lazer. 

Ele é assim... Bem feliz, com sua pele pouco bronzeada o deixado ainda mais belo. 

— Está tarde, não acha? 

Rodo os olhos na cor rósea da piscina. 

— Você também, Justin. — meu olhar corre até o outro lado da cerca, a mesma que divide um terreno do seguinte. 

Seu pai sempre teve esse olhar sério, mas o coração que quase pode ser esmagado no peito. 

— Ei! — exclamo. — É o meu aniversário. Vocês não podem impor regras no meu aniversário. 

Justin ri as minhas custas, cutucando-me pelo cotovelo enquanto nadamos à beira da piscina. Meus cabelos parecem duros quando caídos nas costas, unidos e com um bom cheiro. 

— Cinco minutinhos! — insisto. 

— Mais nenhum minutinho. — papai ri. — Vim aqui meia hora atrás e você disse o mesmo. — ele acrescenta um olhar irônico assim que me vê abraçar meu namorado, este dividido entre pular a curta cerca de madeira e ficar um pouco mais, embora seu pai esteja o esperando. — Já passou da meia-noite. Como quer fazer uma grande festa de aniversário estando cansada?

— Eu aguento. 

— Não, não aguenta. — Justin trava a mandíbula. — Vá, meu bem. 

— Você está do lado dele, agora? 

— Eu sempre estou do lado dele. É o seu pai, preciso amá-lo mais do que amo você, ou não conseguirei nada com a princesinha dele. — o louro fala divertido. 

— Justin é um rapaz esperto. — meu pai comenta, puxando-me pelo braço de forma sagaz, mas gentil. 

Aqui dentro está quente, abafado, mas com um aroma volúvel, que me segue pela casa, deixando resíduos por onde quer que eu vá. E eu gosto do aconchego que meu pai me dá enquanto rodeia os braços em meus ombros aureolados pela toalha. 

Travo no primeiro degrau. É mais uma das minhas fases de negação. 

— Você não está se esquecendo de nada? 

Seus olhos claros brincam comigo numa expressão meio divertida. 

— Estou? — Cooper suspende o indicador até o queixo, pensando. 

— Papai, o meu presente! — exclamo, sentindo a pressão da madrugada crescer em minha garganta. — Por favor, não me diga que é um spray de pimenta. 

— Você não gosta dos sprays que eu lhe dou? Eles são para a sua própria segurança. — meus olhos se mexem quase num ato automático. — Certo, eu não a presentearia com isso, de qualquer maneira. 

— Tomara que seja um lindo conversível prateado. — cruzo os dedos para então arrebitar o nariz, levantando o corpo na ponta dos pés. — Eu mereço isso. 

— Bem, você saberá amanhã. 

— O amanhã é hoje. 

— Não, o amanhã para mim é apenas quando amanhece. — Cooper afaga meus cabelos. — De todo modo, feliz aniversário, minha princesa. 

Ele sucumbe a mão direita no bolso, trazendo-a de volta com uma pequena caixinha de veludo preto. O brilho reluzente do colar deitado em um plano liso e macio surge como a luz solar em minha bochecha. O dourado permite que o reflexo dos meus olhos encontre cada obstáculo de ouro que traço com a ponta congelante dos dedos. 

— É lindo! — papai envolve o presente em meu pescoço após ver-me ergue os cabelos. Sua chama de intenção calorosa permanece me puxando para baixo, admirada. 

— Era da sua mãe. Achei que iria gostar de saber disso. 

Brinco com o pingente dourado, este no formato de uma mediana lua crescente, quase minguante. 

— Eu adorei! Obrigada. 

Suas mãos se unem e recolhem o pouco do afeto em meu rosto, posicionando-o de forma pequena entre os dedos. Aqueles olhos penetrantes me passam conforto e segurança, me encaram com tanto amor e cuidado, de forma que ninguém mais conseguiria fazer. E ele diz aquelas palavras, sorrindo orgulhoso. 

— Você se parece tanto com ela. — papai me dá tanto essa certeza, mas sua voz nunca soa da mesma forma, mesmo que usando as mesmas palavras. É sempre uma novidade para mim. — Eu te amo. 

— Eu te amo mais. 

Ele passou a vida toda me ensinando a sentir muito, talvez esse seja o motivo da minha chata fascinação em romancear tudo. Eu poderia bem ser atenciosa por curiosidade, mas aprendi a ser naturalmente. 

— Está tarde! — seu tom muda de repente. — Nada de celular. 

— Você sabe que eu... — ainda olho para o colar dourado em mim, deixando a cabeça inclinada de forma contínua. — Eu preciso falar com ele. 

— Amanhã. Vocês já passam tempo suficiente juntos. 

Pulo os degraus rapidamente. 

— Você não pode me julgar por isso. Estou apaixonada. 

— Apenas um “boa noite”. 

— Eu preciso de um beijo. 

Na ponta da escada, eu o vejo balançar a cabeça enquanto sorri. 

— Nada disso. Eu não quero que ele volte a entrar pela sua varanda. 

— Mmm, papai, a quem queremos enganar? Justin é um garoto mau, todas essas regras não combinam com ele. 

É tão bom poder olhar para trás e saber que ele está ali para mim. Isso faz de mim quem eu sou. 

Justin tem um jeito único de me ter. Não consigo enjoar daquele seu modo meio grosso, meio mole de tentar me fazer sorrir, mesmo com as menores coisas que existem. Gosto quando seu esforço minucioso o enche de orgulho. Levanta um pouco o seu ego, admito, mas é bom vê-lo em potencial. 

Suspendo o corpo para cima, com as mãos na barragem de madeira que rodeia a varanda, sentindo o frio se alastrar pelo quarto enquanto as árvores rangem para mim, sentido aleatório, uma vez ou outra. 

— Boa noite, marrentinha. — ele balança a cabeça depois de piscar, daquela sua maneira galanteadora. 

— Onde está o meu presente? 

— Na festa. — capto humor em sua voz. — Mas não quero decepcioná-la. 

— Você não conseguiria mesmo se tentasse. 

— Não sei. — Justin teme. — Eu não posso te dar muito, mas sei que você é merecedora de todo o amor que existe. 

— Você já me dá o bastante. — Justin se aproxima mais da varanda de seu quarto, arrastando o rosto pela corrente de ar. — Acredite. 

— Eu te fiz algo. 

Meu sorriso cresce muito rapidamente. 

— Você me fez uma... — hesito, esperançosa. — Canção? 

— Todas sempre são para você, Selena, sabe disso. 

— Mas você nunca deixou ninguém vê-las ou ouvi-las antes. — estamos superando essa situação o melhor que podemos. 

— Então, você será a primeira. 

— Cante-a para mim. — Justin nega numa badalada com a cabeça. — Apenas um trechinho. 

Eu não sei o que fazer quando ele me olha assim, com aquele olhar pidão, como se quisesse abrir um zíper em suas costas para me encaixar dentro de si. 

“Quero dormir onde você dorme, me conectar com a sua alma. A única coisa que eu quero na vida... Eu apenas quero vivê-la com você.” 

São intermináveis e imagináveis os nossos olhares, até que sinto meu coração bem esmagado no peito. 

Aos poucos, vou me afastando. 


UM MÊS DEPOIS
AGOSTO 

Eu sabia que cedo ou tarde, o veria outra vez, nem que fosse assim, de longe, rindo de vez em quando com os amigos. Também esperava saber o que falar, mas meu estômago oscila como se tivesse ingerido algo estragado, talvez as panquecas que comi nesta manhã. 

Trinta e um dias é tempo suficiente para sentir qualquer tipo de saudade, menos a mínima. E isso estava me corroendo por dentro. Passei noites em claro. Papai resolveu pular de seus sonhos para me socorrer dos meus pesadelos. Foi insuportável no começo, mas é comum desde então. 

— Por que ele é tão bonito? — a cor de sua pele está mais pálida, mais incolor e fria. — Será que vai ser sempre assim? 

— Eu sabia! — Ashley dispara. — Você passou dias desejando a morte dele. 

— Deus, eu estava brincando! — estendo o rosto para cima.

— Você vai ir até lá? — o batom que Kylie usa esta manhã é chamativo, mas seu rosto é todo assim. Ela é bela dos pés à cabeça, sem precisar se esforçar tanto. — Não faça isso. 

— Ele não iria querer falar comigo, de toda forma. É perda de tempo. 

Sinto as mãos de Jaden afagarem meus cabelos, levando seus olhos escuros rumo aos amigos do outro lado, caminhando devagar, contudo, deixando perceptível a intenção oposta. 

No entanto, o rosto lindo que ele possui parece estático, mas só por alguns segundos. Ele me recebeu com um duro olhar congelante, que desceu pela minha garganta como um espinho venenoso. 

Ryan faz um gesto caloroso com as mãos, agora, pouco afastado do amigo. Mas ele o seguirá, assim como Austin e Carter. 

— Você está bem? — a voz de Jaden diminui quando suas mãos suaves estão em contato com o meu rosto. 

As palavras parecem contidas em minha garganta, porque sinto medo de pronunciá-las. Todos podem me julgar por isso. 

— Eu vou ficar bem. — respondo, e minha respiração opressiva retorna. Toda essa culpa é uma reviravolta impossível de ser evitada ou até mesmo prevista. 

— Eu vou lá dar um “oi”. — vejo sua pélvis distante agora. — Nos vemos na aula de química. 

Ele olha para Kylie com seu jeito minucioso, reparando cada pedaço provocante que há em seu corpo de mulher. Então, se afasta cuidadosamente, chutando o chão enquanto cumprimenta outras pessoas. 

— Eu o vi com um garoto na semana passada. — esse é um assunto delicado para ela, capaz de expulsar totalmente sua personalidade irônica e todo o gênio forte. — Não sei como reagir. 

— Vocês terminaram há meses. — a voz de Ashley torna-se baixa e desesperada. — Ainda sente tanto por isso? 

— Acho que sim. — a morena rebate. — Foi horrível! Eu não queria que ele fosse o primeiro a seguir em frente. Achei que tivesse superado quando decidi me envolver com o Fred, mas a sensação de vê-lo com outra pessoa quase me sufocou por dentro. 

— Não me faça pensar nisso. — acrescento uma cara em pânico. — Eu não quero ver o Justin com outra. Eu não me controlaria. Acho que iria desejar morrer. 

— Não pensa que ele possa ter se envolvido com alguém neste fim de verão? — Vanessa chegou do nada, mas parece atenta à conversa. 

Bato a cabeça no armário de propósito, fazendo aquela minha birra matinal. 

— Não. Eu não penso nisso. — resolvo me contorcer de raiva. — Justin não pode ter transado com outra. Isso nunca aconteceu antes. Tudo o que ele fez, fez comigo. 

— Para que pensar numa coisa dessas? — Ashley me pega pelos cotovelos, arrastando-me pelo corredor. — Selena, uma hora ou outra vocês terão que conversar. 

— Ele não quer me ver. — estou numa crise existencial, mesmo que ao redor de tantas pessoas. — Eu não sei viver assim. Preciso dele comigo. 

— Oi, Selena! Oi, Ashley! — Seth diz quando vira o rosto, rodando a bola de basquete na ponta do indicador. 

— Oi, Seth. — respondemos juntas, com nossa mera conexão espiritual. 

— Justin estava de cabeça quente. — ela me consola; aperta minha mão gentilmente. — Ele há de ter se acalmado. Aliás, você precisa focar um pouco no ensaio de hoje. Kylie está quase arrancando os próprios cabelos. 

— Ah, claro. — debocho. — Porque ser a capitã das cheerleaders é muito estressante. 

Kylie surge de repente, apoiando as mãos em meus ombros para então posicionar seu lindo rosto convexo em minha bochecha. Isso radia a visão linheira que tenho do campus. 

— Ei, eu tenho um site bastante acessado, só para constar. — a morena se defende, como quem não quer nada. — De qualquer modo, tente não pensar tanto sobre isso. Ele vai te procurar. 


Eu tentei muito não me aproximar, querendo me convencer de que aquela dor nas pernas era motivo suficiente para ir para casa, me afundar no sofá e terminar o sorvete de manga que comprei na última sexta-feira. Isso pareceu me consolar no meio da noite, até quando papai resolveu me fazer companhia. 

Mas Justin parece tão distante. Ele voltou a fumar. Está com o corpo parado no tronco de uma árvore, a cabeça para cima e o cigarro entre os lábios, suspirando às vezes, também aproveitando o tempo livre que tem entre uma aula e outra. 

Fazemos história juntos, mas ele não estava lá, sua cadeira permaneceu vazia por uma hora. E mesmo assim, eu não consegui tirar meus olhos daquilo. 

— Justin... — estou muito encolhida, decidida a ser a primeira a me importar, pelo menos um pouco. Eu não sei se ele chorou tanto quanto eu. — Eu te vi aqui... Sozinho, não sei. Pensei que pudesse ser a hora certa para termos uma conversa. 

Abundantemente, ele abre seus olhos de avelã, passando-os pelo meu uniforme de animadora e, dessa mesma forma, acrescentando seu olhar desprezível e frio como uma geleira. 

— Você voltou a fumar? — é uma pergunta retórica, eu sei, mas não me controlei em parecer tão idiota. — Você sabe que não deveria, sabe que... 

— Pare! — o rapaz não grita, mas entendo o tom grosseiro em sua voz. Eu sei o que isso significa e o que vem a seguir. — Seja lá o que você estiver tentando fazer, pare. 

— Justin, eu só... — eu tentei, percebi até mesmo a fragilidade subir pela minha garganta. 

— Você não entendeu quando eu disse para nunca mais falar comigo? — seus olhos crescem subitamente, com a ira flamejando. — Na verdade, eu não queria nem mesmo voltar a te ver, mas acho que isso será um pouco complicado, não é mesmo? — meu corpo todo treme de nervoso; a garganta incha, e parece haver um nó bem forte a pressionando. — Eu não sei qual é a sua, mas não me importo. Eu apenas quero que você fique bem longe de mim e de qualquer coisa que me envolva. Aliás, faça um favor para nós dois: esqueça que eu existo. Eu estou fazendo o mesmo. 

— Por que está me tratando dessa forma? 

— Por quê? — ele ri, e eu me martirizo por dentro. — Eu não acho que você tenha se esquecido disso, mas eu não ligo de ter que refrescar a sua memória. — Justin articula uma sobrancelha para a sua própria profanação. — Você me traiu. E eu não acredito que você se importe. É do tipo de garota que só pensa em si mesma.


“Você diz que não pode viver sem mim, então por que você ainda não morreu? Por que você ainda está respirando? Por que você diz isso?” — Dead 


Notas Finais


Olá 🦋 Só quero dizer que nem tudo é o que parece ser, então acalmem-se.
Muito obrigada a todas as pessoas que leram/favoritaram/comentaram ❤️


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