História Endless House - Capítulo 6


Escrita por: ~

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Categorias My Chemical Romance, The Used
Personagens Bert McCracken, Frank Iero, Gerard Way, Mikey Way, Personagens Originais
Tags Frank Iero, Frerard, Gerard Way, My Chemical Romance
Exibições 31
Palavras 1.130
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Crossover, Mistério, Misticismo, Romance e Novela, Suspense, Terror e Horror, Universo Alternativo
Avisos: Drogas, Homossexualidade, Mutilação, Suicídio, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Capítulo 6 - Endless House VI


Endless House VI 

 

"Você veio para nos salvar... Não é?"  

 

A garota levantou e tirou o cabelo que caía em seu rosto. Gerard não conseguia entender o porquê de não achar a garota aterrorizante como as outras coisas que ele viu na casa, ele até a achava um pouco familiar. Ela tinha cabelos claros na altura dos ombros e suas roupas poderiam ser encontradas em uma loja qualquer. Way olhava a garota com curiosidade, ela parecia ter dezesseis anos, não tinha certeza. Um zumbido os assuntou e o fez lembrar da situação que estava passando. 

 

"Nós temos que ir agora!" 

 

Então a menina agarrou sua mão e o puxou. Surpreso, ele a seguiu e quase deixou cair seu telefone ao tentar segurá-lo acima de sua cabeça para iluminar o caminho. 

 

"Não precisa" – Ela levantou a mão a frente de seu rosto enquanto falava. – "Eu cuido disso!"

 

Então murmurou algo em um idioma não conhecido por Gerard, e em seguida uma luz brilhante pulsou na frente deles. O zumbido ficou cada vez mais alto quando eles se aproximaram da primeira bifurcação do túnel. Sem hesitar, a menina virou para a direita, claramente sabia para onde estava indo. Depois de alguns momentos o zumbido parou e eles se viram em frente a uma escada. 

 

"É logo ali em cima!" 

 

A garota começou a subir a escada diante deles. Gerard estava em algum tipo de transe, confuso, ele não conseguia pensar direito.  

 

"Espere!" 

 

Ela parou no meio da escada e o fuzilou com os olhos. – "Olha, eu sei que parece estranho..." – Começou a falar, mas logo foi interrompida pelo voz de Gerard soando mais alto. 

  

"Não, não... Eu sei o que é estranho, eu vi o que é estranho! Quem é você?" – Ele a olhava atentamente, ainda parado no mesmo lugar. 

 

"Eu vou explicar em breve, nós só precisamos sair daqui o mais rápido possível. Ninguém deveria estar aqui, e nós... Bem, nós estamos, então..."  

 

E com isso ela voltou a subir. Way estava prestes a responder, mas o zumbido retornou alto, e nessa hora o extinto de sobrevivência o moveu. Segurando firme na escada ele a seguiu, esperando estar passando por aquele túnel pela última vez. 

A escada os levou para uma sala vazia parecida com um enorme armário de vassouras. Gerard conseguia ver alguns baldes e esfregões encostados nas paredes, o que achou estranho. A menina ao seu lado tremeu e procurou por sua mão. Suas mudanças de humor eram claramente algo para ficar impressionado. Gerard, ainda relutante, segurou firme na mão da garota e apertou. 

 

"Você provavelmente está se perguntando quem eu sou" – Sem esperar resposta, ela continuou –  "Meu nome é Rosalie, e aqui é meio que... minha casa!  

  

"Que diabos você está falando? Como assim é a sua casa? Você vive nesse inferno?!" 

 

"Eu sei, eu sei... Você precisa entender o que aconteceu, a casa não foi sempre assim, ela... 

  

"O que você fez? E aquela luz lá embaixo?"  – Ele a bombardeava com perguntas. 

 

"Sim, tudo isso é parte dela, tudo se conecta... Só me deixe explicar!" 

  

Rosalie fez uma pequena pausa e olhou diretamente nos olhos de Gerard, que concordou levemente com a cabeça, a deixando saber que poderia falar sem interrupção. 

  

"É a minha casa, eu sei que pode parecer um inferno, e você está certo, ela é um! Minha família se envolvia com algumas coisas estranhas, nós mudamos para essa casa há cerca de dez anos, e isso foi bom. Um lugar quieto e pequeno, considerando que eu estava acostumada com a cidade grande, mas realmente foi bom. O problema é que minha família... Nós podemos fazer coisas. Somos o que as pessoas antigamente chamavam de... Bruxos, eu acho. – Deixou um riso seco sair, o que fez um arrepio passar pelo corpo de Gerard. – Provavelmente são aqueles truques para festas sabe, como o show de luzes que você viu nos túneis. Mas alguns de nós, como meu irmão, foram longe demais... Ele começou a tentar mexer com coisas erradas, demônios e invocações. Quer dizer, invocar não é sempre ruim, posso invocar algum espírito animal, por exemplo, mas o que o meu irmão estava fazendo era pior...  Nós tentamos conversar com ele e acabar com isso, eu juro que tentamos, mas o poder estava o consumindo. Robert nunca foi de ouvir a razão." 

 

"Robert?!" 

 

As peças começavam a se encaixar na cabeça de Gerard, porém, ele ainda não estava pronto para aceitar completamente essas informações. Bert era um grande amigo seu, estava o ajudando... E talvez não fosse o mesmo Robert, existem tantos por aí. Way não queria associar todos esses acontecimentos ao seu amigo. 

  

"Em uma noite, há sete anos, meu irmão foi longe demais. Invocar demônios aqui e ali já não era o suficiente para ele. Robert precisava de mais! Perguntamos por que ele estava tão obcecado por tudo isso e ele só respondia fazendo outra pergunta. "Por que não?". O que aconteceu ao longo das próximas noites... É meio difícil de falar..." 

 

Ele percebeu como essas memórias realmente machucavam a garota. Tudo isso... Todo esse inferno foi causado por seu irmão, seu amigo. Way notou que Rosalie era tão prisioneira da casa quanto ele. 

 

"Tudo bem..."  – Colocou a mão no ombro da menina – "Então vamos tirar você daqui." 

 

Ele olhou em volta e seu coração pareceu parar por um segundo antes de começar a bater desenfreadamente. Além da passagem por onde vieram, não havia outra saída, apenas paredes de cimento liso. 

 

"Você sabe onde estamos?" – Ele perguntou torcendo para que a resposta fosse sim. 

 

"Claro, é a minha casa!" 

  

Rosalie sorriu e fez seu caminho até uma das paredes. Não existiam portas ou janelas, apenas as paredes na cor cinza. A menina colocou a mão no bolso e de lá tirou algo parecido com um pedaço de carvão, ela o apertou contra a parede e desenhou uma linha do ponto mais alto que sua mão alcançava até o chão. Após essa linha outras vieram, e Gerard observava como a menina andava para os lados e para trás, parando para olhar seu trabalho. Ele nunca viu algo como aquilo, a não ser em filmes de fantasia. 

Rosalie colocou o carvão novamente no bolso e passou a mão por seus cabelos. Ela parecia apreciar o que fez, e após alguns segundos de silêncio, levantou a mão direita e levou até o centro do símbolo desenhado na parede. Way pensou que ela estava falando com ele, mas logo percebeu que ela falava baixo em seu idioma estranho outra vez. O desenho parecia estar vibrando e Gerard, pasmo, continuou a olhar quando o mesmo brilhou de forma constante em um roxo profundo.

 Rosalie sorriu para si quando sentiu a vibração da parede, antes desta se abrir e deixar um espaço para que passassem. 

 

"Eu sempre amei fazer isso..."


Notas Finais


Falta pouco pra isso aqui acabar, uns dois ou três capítulos, são grandes então ainda não sei como vou dividir.
Espero que tenham gostado e até o próximo! :)


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