História Enemies and Lovers - Capítulo 3


Escrita por: ~

Postado
Categorias Naruto
Tags Gaaino, Naruto, Sasusaku, Traições
Exibições 122
Palavras 1.723
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Escolar, Famí­lia, Festa, Hentai, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Violência
Avisos: Álcool, Drogas, Sexo, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Eu sei, demorei.
Mas eu estive sem internet semanas, isso que dá ir para o fim do mundo.
Pelo lado bom escrevi vários capítulos. Só tenho que corrigi-los. Odeio erros. Me irrita quando o povo posta capítulos cheios de erros, pior qndo pedem desculpas pelos erros que eles sabem que estão lá. Por isso uma amiga minha sempre rele, pra ver se não deixei nada passar.
Agora vou ser frequente e postar capítulos semanais.

Capítulo 3 - Lar amargo lar


Fanfic / Fanfiction Enemies and Lovers - Capítulo 3 - Lar amargo lar

   Eu não sou perfeita e eu não quero ser. Não me moldo para agradar meus pais, não sigo os padrões para ser aceita na escola, não obedeço as regras, não me importo em fazer o que é certo. Eu faço o que eu quero e só, se isso me torna egoísta, que seja!

   Durante o trajeto um silencio sufocante preencheu o carro. Meu pai segurava o volante com força, deixando os nós de seus dedos brancos, sabendo que se deixasse sua raiva escapar iria gritar e causar um escândalo vergonhoso na frente de sua esposa e dos filhos dela. E Deus nos livre se Kizashi Haruno passasse vergonha. Aime fitava a paisagem fora da janela, se esforçando para aparentar bem estar. Ino digitava ininterruptamente no celular, as vezes dando um olhar de esguelha para mim e desviando rapidamente. Deidara roncava.

   Finalmente chegamos em um belíssimo prédio de vinte andares, ao qual a cobertura inteira pertencia a nós. O percurso de elevador foi pior que o de carro, por conta do confinamento. O apartamento era incrível, é claro, todo em preto e branco, com pinturas abstratas nas paredes e esculturas de vidro e metal. Eu teria elogiado o decorador, caso não estivesse de mal humor, acredito que o mesmo se abatia sobre os restantes membros da família.

   _Bem vindos ao nosso novo lar. _Aime cantarolou, forçando o tom alegre.

   _É perfeito mãe. _Ino entrou na farsa, dando um beijo estralado na bochecha da mãe.

   _Nós vamos viajar hoje a noite para a lua de mel. _Meu pai informou. _Isso não interrompe seu castigo Sakura, você esta proibida de sair para qualquer lugar exceto a escola durante as duas semanas que estaremos fora. Um segurança vai te levar e te buscar da escola e tanto os vigias como o porteiro sabem da sua proibição.

   _Eu não esperaria que fosse diferente pai. _Falei em um tom amável.

   Outra onda de silencio pesado se instalou. A diferença é que dessa vez Deidara estava acordado e decidiu jogar algum joguinho no celular. Talvez eu pudesse me dar bem com ele.

   _As coisas de vocês já estão em seus respectivos quartos. _Aime continuou, tentando mudar o foco do assunto tenso. _Se aprontem logo ou irão se atrasar para o primeiro dia de aula.

   Ino assentiu prontamente e correu para o corredor, como se já soubesse onde seria seu quarto. Depois de um demorado bocejo Deidara a seguiu. Provavelmente eles já conheciam o apartamento, deduzi, a única excluída até o momento era eu. Meu pai e eles saiam juntos e se conheciam, já estavam acostumados a serem uma família. Enquanto eu tive alguns e-mails formais durante meu ano no internato e fotos, as quais obtive stalkeando.

   _Deixe-me te apresentar seu quarto. _Aime ofereceu, em um tom cuidadoso.

   Suspirei e a deixei me guiar pelo apartamento. A cozinha era moderna, alguns balcões e utensílios vermelhos quebrando a monotonia do preto e branco que persistia no cômodo, assim como na casa inteira. A sala de jantar, a biblioteca e o escritório seguiram no mesmo estilo. O quarto de Ino era delicado, com a decoração em branco, cinza claro e rosa-bebê, exatamente o que eu esperava dela. Por outro lado o quarto do Deidara era interessante, com travesseiros listrados em preto e amarelo, moveis da cor azul marinho e uma estante atulhada de CDS de musica.

   _Seu quarto. _Disse abrindo a ultima porta do corredor.

   Eu paralisei, de boca aberta.

   Embasbacada.

   Era simples e cem por cento horrível! Os moveis eram todos de madeira branca trabalhada delicadamente, como aqueles moveis vistos em filmes idiotas de princesas. Havia uma penteadeira, de princesa, com um banco felpudo rosa-choque. A roupa de cama era rosa claro e uma dúzia de almofadas de rosa mais forte e corações de pelúcia a preenchiam.

   _Quem preparou esse quarto? _Não consegui esconder o horror da minha voz.

   _Eu escolhi uma decoração parecida com a de Ino, uma que qualquer garota gostaria. _Aime respondeu, contente consigo mesma.

   _Qualquer garota de cinco anos, você quer dizer. _Engasguei. O pior era ela acreditar que qualquer garota gostaria daquilo, como se todas as garotas fossem iguais.

   _Você não gostou? _Ela perguntou, claramente temendo a resposta.

   Eu estava pronta para dizer que odiei. Entretanto meu pai estava no fim do corredor, me fitando ameaçadoramente, e ela parecia genuinamente magoada. Soltei um profundo suspiro.

   _É legal. _Falei sem muita convicção. _Obrigada. _Iria gostar mais depois que o redecorasse. De toda forma eu tinha bastante tempo livre por culpa do castigo.

   _Agora se apresse e se apronte para a escola.

   _Eu estou pronta. _Me dei uma olhada no espelho. Usava uma calça jeans desbotada e rasgada, all stars pretos e uma camiseta do nirvana. Meu cabelo estava preso em um coque porque tive preguiça de pentear e minha única maquiagem foi um pouco de lápis de olho preto.

   _Esta pronta? _Aime repetiu, seu sorriso forçado cedendo. _Por que não troca de roupa? Temos tempo.

   _Um segundo atrás não tínhamos.

   _Foi um exagero. _Ela balançou a mão, descartando o comentário. _Pode se trocar despreocupada.

   _Eu já disse que estou pronta. _Repeti, com mais firmeza.

  _Sakura... _O tom dela mudou, se tornando demasiado calmo. Como uma professora tentando explicar algo para uma criança pequena. _Você não quer que as pessoas pensem que não se importa com a sua aparência.

  _Eu de fato não me importo. _Elevei um pouco a voz, perdendo a paciência. _E as pessoas podem ir a merda com o que pensam de mim.

  Aime abriu a boca, assustada. Em seguida a fechou. Então abriu de novo, pronta para argumentar, desistiu e voltou a fechá-la. Deu as costas para mim e seguiu a passos rápidos pelo corredor, os saltos ressoando no piso.

   _Você é ridícula. _Ino declarou, fitando-me como se eu fosse um alien. Então seguiu a mãe.

Xxx

   _AAAAAAAAAH. _Meu berro reverberou pelo pátio, atraindo atenção do modo que a luz atrai moscas. Em seguida, como uma louca de cabelo cor-de-rosa que eu era, cortei o gramado velozmente, saltando no casal que comia na sombra de uma árvore. _Caraca como eu senti saudade. _Ofeguei, deitada de barriga para cima, no colo de ambos.

   _Eu não sei se acredito Ninfa. _Karin disse aos risos, tentando me empurrar para fora de seu colo. _Visto pelo garçom do casamento, acho que você consegue arranjar companhia bem fácil.

   _É. Um monte de garotos. _Eu me posicionei entre eles e sentei sobre minhas pernas. _Nenhuma amiguinha ruiva adorável... _Apertei a bochecha de Karin. _E nenhum nerd esquisito. _Baguncei o cabelo de Sasuke.

   _Eu não sei quanto a saudade... _Sasuke começou, se esforçando para ficar serio. _Mas sei quanto a loucura. Fale-nos a verdade, você fugiu do hospício, não é?

  _Ok. Ok. _Ergui as mãos em rendição. _Uma enfermeira estava me enchendo o saco, então eu pulei nela e enfiei meus dedos em suas orbitas. _Segurei a cabeça de Sasuke e aproximei meus dedões de seus olhos para demonstrar. _Igual o Montanha em Game Of Thrones. Depois de matá-la roubei as injeções para acalmar, usei as injeções nos guardas e escapei fazendo de refém um dos visitantes. 

   _Talvez devêssemos ligar para a policia. _Sasuke sussurrou no ouvido de Karin.

  _Não sei dariam conta. Que tal os militares?

  Vendo os dois fazendo piadas eu parei, com um sorriso bobo no rosto. Tendo meus amigos suportar a nova esposa de meu pai e seus filhos valeria a pena. Sasuke continuava o mesmo de um ano antes, o cabelo preto em um bagunçado estiloso, as blusas de bandas de rock e o sorrisinho irônico de lábios juntos. O cabelo vermelho intenso de Karin havia sido repicado de uma maneira insana, e os óculos pretos quadrados eram novos, mas o costume de usar microshorts, os all stars e as blusas nerds continuavam. Naquele dia ela usava uma camiseta azul com um desenho do robô R2D2. 

  _Eu realmente amo vocês. _Admiti e dei um abraço de urso em ambos simultaneamente.

   _Isso esta um pouco gay Ninfa. _Apesar de suas palavras Sasuke não me afastou.

   _Ignore ele. _Karin retrucou.

   _E o Naruto? _Sai do abraço ao me lembrar. _Estranho não estar lanchando com vocês.

   _O Naruto... _Karin enfiou uma caneta na boca e trocou um olhar estranho com Sasuke. A animação dos dois desapareceu como se nunca houvesse existido. _Ele não almoça mais com a gente.

   _O que isso quer dizer?

  _Não se importe com isso Sakura. _Karin voltou a sorrir. _Tenho certeza que o verá depois. Agora temos muita conversa para colocar em dia, mal conversamos no casamento.

  _E eu gostaria de entender essa história do garçom. _Sasuke completou, embora seu sorriso de canto demonstrasse que já tinha entendido.

  _Ok. _Recuei um pouco e me sentei direito. Karin mastigava a caneta e Sasuke pareceu adquirir um súbito interesse nas folhas da árvore. _Essa reação não foi estranha. Nem um pouco.

   _Ele deve estar fumando maconha atrás da quadra. _Sasuke disparou.

  Seguiu-se um minuto de silencio pesado. Karin encarava o Sasuke em uma fúria fria e Sasuke fingia não perceber enquanto comia seu sanduíche.

   _Maconha não é tão ruim. _Falei finalmente. _Eu fumo as vezes.

  _Há uma diferença entre as vezes e diariamente. _Karin retorquiu. _E o maior problema é o Gaara, não a maconha.

  _O Garra, neh? _Peguei uma mexa de seu cabelo e enrolei no dedo. _Não acho que ele seja tão ruim assim. Ele te levou como acompanhante para o casamento.

   _Ele estava se sentindo generoso. _Karin retrucou.

  Eu fiquei sem saber o que dizer. A raiva dela me pareceu exagerada.

 _Vamos mudar de assunto. _Sasuke declarou. _Estamos fazendo uma festa de boas vindas para você Sakura. Hoje a noite na m      inha casa.

  _Eu estou de castigo. _Confessei, envergonhada. _Perder a sessão de fotos e pintar o cabelo de rosa foram ofensas graves. Há seguranças na minha porta. _As expressões de desapontamente de Sasuke e Karin me partiram o coração. _Me desculpem.

  _Não. Eu que peço desculpas. _Karin balançou a cabeça. _Devia ter imaginado.

  Nesse momento vi Gaara e Naruto caminhando juntos em nossa direção. Naruto abriu um de seus gigantescos e infantis sorrisos, ele era como uma criança enorme. Loirinho e de olhos azuis como um anjo, safado e bonito como um demônio. Eu estava ansiosa para me jogar nos braços dele, mas ao ver Gaara tive uma idéia.

  _Esse é um evento especial. _Falei, mordendo os lábios. _Darei um jeito de comparecer.


Notas Finais


Comentários pliss. Eu não tenho como saber se estou indo bem ou não sem comentários. Não da animo sem eles. Até sugestões e criticas construtivas eu aceito.


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