História Enfeitiçados - Capítulo 10


Escrita por: ~

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Categorias Supernatural
Personagens Balthazar, Bobby Singer, Castiel, Charlene "Charlie" Bradbury, Crowley, Gabriel, Kevin Tran, Miguel, Sam Winchester
Tags Destiel
Exibições 126
Palavras 2.079
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Fantasia, Hentai, Lemon, Romance e Novela, Universo Alternativo, Yaoi
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas da Autora


Eu deveria ter postado esse capítulo a alguns dias atrás, mas só consegui terminar de escrever hoje.
Inclusive se tiver alguns erros eu sinto muito, mas estou com crise de tendinite e só consegui revisar por alto.

Não sei qual fic será att esses dias, mas aguardem :)

O capítulo não teve tanta coisa, mas foi muito importante para o crescimento da história, a partir daqui as coisas começam a ficar mais difíceis para o Dean.

Capítulo 10 - Black Cat


Alguma coisa gritava no cérebro de Dean dizendo que eles não deveriam sair de casa naquele dia. Ele sabia que isso era seu cérebro tentando avisar que ele estava sendo negligente com Castiel, afinal o moreno havia passado por maus bocados ontem à noite e ainda estava ferido. Por mais que o ferimento estivesse cicatrizado, isso não queria dizer que ele estava pronto para sair. Mas, quem sabe achar o irmão de Castiel não ajudasse a resolver boa parte desse mistério? E se eles descobrissem quem assassinou Charlie? Isso seria um grande progresso!

Castiel já estava pronto. Seus olhos pareciam brilhar e Dean pode perceber um olhar quase felino. Inclusive assim que pudesse, ele iria pedir para Castiel transforma-se para ele.

E se eles saíssem agora e Castiel piorasse? Tudo bem que ele havia expelido a gosma preta mais cedo, porém isso não garantia que ele estivesse cem por cento curado!

— Dean, por que não está pegando armas ou coisas do tipo? Está tudo bem? – Pergunta Castiel.

— Eu estou achando melhor nós não irmos hoje. Que tal esperarmos um dia ou dois para que você descanse mais?

— Dean, acredite em mim. Eu me sinto bem. Eu estou ótimo e prometo que vai dar tudo certo. É fácil localizar o meu irmão e nós vamos ser discretos okay? Você mesmo disse que eu estou com dois rastros, então vai ser fácil passar despercebido por aí. E meu corpo expulsou tudo para fora, tenho certeza que ficarei bem.

De fato, Castiel havia expulsado a gosma preta e desde então não demonstrará sentir-se mal e isso o fizera ter uma melhora considerável, mas sair assim depois de ter sido ferido não era prudente. Mas, bastava Dean cuidar dele que tudo ficaria bem, certo?

Então concordando positivamente com a cabeça, Dean por fim aceitou em sair. Após isso Dean resolveu pegar algumas armas, isso fez com que Dean saísse do quarto para ir procurar o irmão que provavelmente teria pegado a chave do carro que estava na sala e ido até a garagem para retirar as bolsas de armas do porta malas do Impala.

Na sala do apartamento Sammy entrava com três malas cheias de armas modificadas e várias coisas que eles poderiam precisar. Claro que eles não iriam levar tudo com eles, mas pegariam o necessário. Castiel havia dito que eles deveriam pegar tudo que pudessem carregar, ou seja, a viagem iria ser de um jeito nada convencional. Um portal talvez? Sammy era bom com portais, mas para isso eles precisavam localizar o irmão de Castiel primeiro com algum feitiço, usarem magia suficiente para abrir um portal e ir ao encontro dele. Isso provavelmente demoraria algum tempo dependendo de da facilidade de localizar o irmão de Castiel.

Assim que Dean e o irmão começaram a pegar as facas, armas e coisas necessárias para levar consigo, Castiel apareceu na sala do apartamento. A cor preta lhe caia bem, ele estava totalmente vestido de preto e havia pegado um par de botas de Dean, que lhe caíram perfeitamente bem. Os músculos de Castiel sobressaiam através da camiseta preta, se não fosse o casaco de couro preto cobrindo seu torso, com certeza estaria chamado muito mais atenção pelo seu porte físico.

Era incrível como algumas roupas faziam uma pessoa mudar tão drasticamente. Dean não poderia imaginar que Castiel, aquele homem de terno e gravata, ficaria deliciosamente atraente com roupas justas e botas. Agora sim ele parecia como um bruxo selvagem, até seu olhar havia mudado. Talvez o fato de encontrar o irmão estivesse deixando-o assim.

— Espero que não se importe. Eu peguei um par de botas emprestado, pois não consegui achar meus sapatos.

— Tudo bem, ficaram ótimas em você. – Dean não conseguia se lembrar onde havia colocado os sapatos do moreno, mas foda-se, ele estava lindo daquele jeito.

— Não quero atrapalhar os pombinhos, mas como vamos fazer isso? Já que não conhecemos o seu irmão, acho que o feitiço de localização é com você! – Disse Sam.

Castiel sorriu e estendeu a mão o suficiente para fazer surgir um canivete butterfly em sua mão antes vazia. Isso animou Sammy, conjurar armas requeria muita energia e quase todas as armas usadas por feiticeiros ou bruxos eram modificadas para atender aos requisitos mágicos necessários em uma batalha ou qualquer outra tarefa. Mas, as pessoas da comunidade mágica andavam com elas consigo, ao invés de conjurar.

Esse ato fez Dean lembrar que Castiel podia conjurar algo chamado espada angelical, que além de mortal deveria ser muito desejada por outros feiticeiros. Será que era por isso que alguém estava atrás dele? Fora é claro, o desejo de ter um bruxo tão poderoso como aliado.

Castiel cortou a palma da mão esquerda e começou a entoar um cântico desconhecido pelos dois homens a sua frente. Pelo visto haviam coisas que eles desconheciam completamente no mundo da magia que envolviam a família Novak, mas eles puderam sentir uma quantidade de poder considerável emanando de Castiel. Dentro de alguns minutos Castiel conseguiu achar o irmão, não havia sido difícil, mas pelo visto Gabriel não estava se esforçando para esconder-se dos outros. Na verdade, ele estava em um local bem conhecido por Castiel.

— Achei. – Disse o moreno.

A palma da mão que Castiel havia cortado estava quase cicatrizando quando ele terminou de falar. Então colocou o canivete no bolso da calça e após os irmãos confirmarem que estavam devidamente armados, Castiel segurou em cada um deles e eles sumiram do apartamento.

Segundos depois apareceram em outro lugar e isso fez com que Sam e Dean ficassem confusos por alguns segundos antes de entender o que havia acontecido. Castiel os havia tele transportado para aquele local. Eles já haviam ouvido histórias que alguns bruxos conseguiam fazer isso, mas isso havia sido a muito tempo. Claro que alguém como Castiel, vindo da família que vinha, conseguiria fazer esse tipo de coisa.

— Eu não disse que mostraria o meu truque de Houdini para você???!!

— É, você disse. – Comentou Dean. Foi a única coisa que Dean conseguiu dizer naquele momento.

Sam estava ao lado do irmão e pelo seu rosto era possível perceber que ele estava eufórico. Aquilo havia sido uma das coisas mais instigantes daquele dia, mas o maior não imaginava que seria a primeira de muitas coisas que aconteceriam e marcariam aquele dia em sua vida.

***

Os três haviam parado em frente a uma cafeteria. Aparentemente era uma cafeteria comum que deveria servir alguns pratos de comida também, mas fora isso o local parecia ser tranquilo. Tirando é claro, o fato de que existiam apenas pessoas do mundo mágico dentro do local.

Deveria ser um desses estabelecimentos enfeitiçados que humanos viam a fachada, mas não se sentiam compelidos a entrar no local. Como se uma barreira os mantivesse afastados do estabelecimento. Na verdade, era um feitiço bem simples e vários locais usavam isso, pois assim apenas a comunidade mágica frequentaria o local em questão.

— Seu irmão está tomando café e comendo bolo? – Perguntou Dean olhando para a cafeteria a sua frente.

— Provavelmente a parte do bolo você está certo. Ele adora coisas doces. Bom, vamos indo. – Disse Castiel.

Apesar do jeito convicto de falar, Sam pode perceber uma vacilada no andar de Castiel. Ele quase estendeu os braços para segurar Castiel caso o mesmo caísse, mas pelo visto não foi preciso. Se Dean notou que Castiel aparentava estar um pouco fraco depois do tele transporte, ele não disse nada, mas Sam ficou bastante preocupado com o bruxo.

Ao entrarem no local o cheiro forte de café, doces e magia exalava no ar. O local continha uma gama variada de pessoas, com diferentes graus de poder. Alguns eram feiticeiros que estavam acompanhados de seus bruxos transformados em gatos, alguns estavam sozinhos mexendo em um notebook ou lendo um grimório, mas a grande maioria estava em pequenos grupos apenas divertindo-se e comendo.

Ao chegar no segundo andar do estabelecimento, Castiel deparou-se com um funcionário perguntando se ele gostaria de alguma mesa naquele andar ou em outro. Tom havia crescido e não era mais aquela criança que corria com Castiel entre as mesas da cafeteria, inclusive Castiel achava que Tom não se lembrava mais dele.

 Apesar do local mostrar apenas dois andares, Castiel sabia que existiam um terceiro andar e nesse andar havia uma porta que dava diretamente para o escritório onde o irmão ficava. Raramente Gabriel ficava muito tempo na cafeteria, mas de vez em quando algum dos irmãos tinha de verificar o funcionamento da mesma de perto e com o trabalho de Castiel o mantinha bastante ocupado, os outros eram responsáveis pelos negócios da família.

— Não, obrigado Tom. Vim apenas falar com meu irmão.

— Me Desculpe senhor Castiel, eu não o reconheci. Eu sinto muito pela sua perda. Queiram me acompanhar por favor. – O modo como Tom disse isso, fez o sangue de Dean ferver. Era como se o homem estivesse feliz por Castiel estar disponível e Dean teve certeza disso após o homem avaliar milimetricamente o corpo do moreno de relance.

A maioria da comunidade mágica sabia quando algum bruxo ou feiticeiro acabava morrendo, mas nesse caso Castiel duvidava muito que as pessoas soubessem o real motivo da morte de Charlie.

Após Tom abrir a porta privativa que dava acesso ao escritório onde Gabriel estava, ele analisou um pouco Castiel assim que deu passagem para que todos passassem a sua frente. Isso fez com que Dean resolvesse dar um aviso enquanto Sam e Castiel iam na frente em direção ao escritório.

— Se eu pegar você olhando para o corpo dele de novo, eu acabo com a sua raça.

— Senhor eu não sei do que está falando. – Disse Tom de forma debochada.

— Vai achando que eu não percebi. – Disse Dean apontando para os dois olhos com os dedos e apontando novamente para o feiticeiro. Tom não sabia com quem estava lidando.

Após essa pequena cena, Dean andou rápido e acompanhou Castiel e seu irmão que estavam abrindo a porta do escritório e entrando no local.

A sala era enorme e com certeza era bem maior por dentro do que por fora. Uma das coisas que fazia Sam e Dean adorarem magia, pois quem poderia imagina que atrás daquela porta existiriam um local tão grande quanto aquele.

Enquanto Dean fechava a porta atrás de si, Castiel sentia suas pernas fraquejarem. Algo estava muito errado com ele, talvez não devesse ter saído de casa logo após seu ferimento ter cicatrizado. Havia sido algo bem forte e do jeito que as coisas estavam acontecendo em seu corpo, usar tanta magia assim para fazer tudo o que ele estava fazendo, estava deixando seu corpo esgotado.

Gabriel olhou para o irmão. A cara de Gabe demonstrava cansaço e com certeza apesar de não estar escondido em algum lugar, alguma coisa havia acontecido com ele. Castiel queria brigar com o irmão, gritar e se possível encher ele de socos, mas ao ver seu semblante cansado e abatido algo dentro dele esmoreceu.

— Por que? – Perguntou Castiel. – Só me diz por que ...

— Olá ‘pra você também Cassie. – Gabriel colocava o resto da barra de alcaçuz na boca e ia em direção ao irmão. – Vejo que trouxe alguns amigos, não vai me apresentar?

— Ela não merecia isso Gabe, não merecia e você sabia disso! – Castiel berrava a plenos pulmões e após alguns minutos de briga com o irmão Castiel sentiu sua voz fraquejar e suas pernas ficarem bambas. Algo estava errado.

A dor começou aguda e foi ficando cada vez mais forte a ponto da visão de Castiel escurecer e ele cair ajoelhado no chão gritando de dor tentando tirar a parte de cima das suas roupas. Dean tentou tirar o casaco dele, mas quanto mais ele tentava, mais Castiel gritava. Por fim, Dean conseguiu segurá-lo e Sam levantou a blusa do moreno, o ferimento que estava apenas com uma cicatriz rosada, agora encontrava-se com uma intricada cor negra, como se várias veias negras estivessem saindo da cicatriz e fossem espalhando-se por seu corpo.

Castiel gritava e debatia-se violentamente mesmo com Dean segurando ele. Pelo visto vomitar a gosma preta não havia sido suficiente e se antes Sam pensava que o ferimento era veneno de demônio, agora ele não pensava mais. Aquilo era algo que ele nunca havia visto em toda a sua vida e eles não sabiam o que fazer para ajudar Castiel. 

 

As pessoas apaixonadas, em geral, se tornam impacientes, perigosas. Perdem o senso de perspectiva. Perdem o senso de humor. Ficam nervosas, tornam-se chatas, psicóticas. Podem virar assassinas. - Charles Bukowski



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