História Enfim.. - Capítulo 39


Escrita por: ~

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Categorias Amor Doce
Personagens Ambre, Castiel, Iris, Lysandre, Personagens Originais, Priya
Tags Amor Doce
Visualizações 29
Palavras 1.889
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Crossover, Drama (Tragédia), Ecchi, Famí­lia, Festa, Ficção, Hentai, Luta, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Suspense, Violência, Yuri
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Estupro, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Suicídio, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas da Autora


Arou!
Agradecendo a ~Jubsgee pelo favoritos S2
Boa leitura ^^'

Capítulo 39 - Querendo seguir...


Fanfic / Fanfiction Enfim.. - Capítulo 39 - Querendo seguir...


Adhara 
 


O dia do julgamento tinha chegado. Nathaniel esperneou o quanto podia, mas tínhamos provas concretas. Charlotte pareceu nem um pouco arrependida do que fez. Foi dada como incapaz de permanecer na cadeia, mas foi para uma clínica de tratamento para doentes mentais, deixou o tribunal rindo como uma psicopata. Nathaniel gritava, desacatando o juiz, gritando até com o próprio advogado, me enchendo de vários nomes. 
- Como pôde me trair? Jurei-me fiel a você. Sua vagabunda! 
- Ordem, contenha-se senhor Nathaniel - pedia o juiz. 
Mas nada do que ele dissesse o livraria de ter levado a vida de Ambre e de machucar Lysandre. 
Lysandre... Faz duas semanas que não tenho notícias dele desde que despertou daquele coma, e ainda sinto a mesma dor de quando o vi caindo na sala de estar, sangrando. Sua irmã estava sentada, ainda não me dirigira a palavra e me proibiu de ver ele no quarto de hospital. Eu decidi não insistir mais. Minha dor eu sentia em meu coração todas as vezes em que não sabia de sua melhora ou de seu pior.  
- Depois de analisar todos os dados obtidos na última semana, cheguei ao veredito. Eu declaro que pela morte de Ambre Oliveira e lesões sofridas ao Lysandre Chavalier, pelo sequestro de Adhara Samis, além das lesões físicas e emocionais que causara a ela, senhor Nathaniel tem a sentença de trinta e dois anos de prisão, em regime fechado, sem direito a condicional. Caso encerrado - ele bate o martelo, então fecho os olhos. 
- Isso não ficará assim - Nathabiel grita, enquanto é levado pelos policiais. - Você irá me pagar Adhara, os anos passará como dias. Eu vou atrás de você. Me larga!! 
Ouvi tudo com atenção, e quando abri os olhos, uma brisa bateu em meu rosto. Como se alguém, em algum lugar no outro mundo, estivesse dizendo obrigado pelo o que fiz. Talvez Ambre. Sorrio com sinceridade, mas logo vejo Rosalya, a passos duros, em minha direção. 
- Muito obrigada pelo que fez. Mas a verdadeira assassina saíra do tribunal como vítima. 
- Entenda Rosalya, o fato de seu irmão estar na maca do hospital impossibilitado de qualquer visita não te faz melhor que eu. Não é minha culpa nada do que aconteceu. 
- É sim, dissimulada. Eu sabia que você não era boa companhia. Como aquela casa em Grenoble passou pro seu nome? 
Ela falava da escritura da casa que foi encontrada quando fui buscar algumas coisas no quarto de Lysandre. Ele passou ela pro meu nome, além de alguns objetos que ele tinha de que me agradara. 
- Já disse que ele fez aquilo por livre e espontânea vontade. Não intervir, muito menos sabia disso.
- Falsa! Escute, nunca mais se aproxime de mim novamente. Esqueça de que eu sou a irmã de Lysandre, nunca mais o procure e nunca mais olhe na minha cara. Você quase matou meu irmão. 
- Você acha que também não estou sofrendo? Eu sou a pessoa que mais queria ter levado o tiro no lugar dele. 
- Mentiras! - lágrimas quentes caiam de meu rosto. Ela também chorava. - Você quase o matou, nunca irei te perdoar. 
Ela saiu, empurrando a todos que estavam no caminho. Alexy, que via tudo, me abraçou em silêncio. Pude chorar mais a vontade a noite, quando tudo se acalmou. Pude ver as malas prontas para a mudança do dia seguinte. Precisava de tempo para refletir e seria na casa que Lysandre deixou para mim.  
Alexy dormia em meu lado, mas eu estava inquieta. Então resolvi acabar com tudo. Me levantei sem fazer barulho e desci com cuidado, peguei uma pá que eu tinha no porão e segui para a rua. Andando de camisa e calça de moletom, as duas e meia da madrugada, vagava como se estivesse atrás de algo.  
Assim que chego no parque, vejo o banco, onde encontrei o amor. Foi naquele instante que minha vida deu uma virada. Poderia ter colocado em um lugar onde conheci Alexy, mas não sabia que teria esse fim, não sabia que meu coração iria pertencer a alguém que não tenho mais contato. Cavo o lugar que tinha colocado a minha caixa e logo encontro, coberto pelo saco preto. Tiro com cuidado e tampo o local, voltando imediatamente pra casa. Ascendo a luz da varanda, sentando na cadeira e abrindo a caixa. Os poemas que fiz pra Lysandre, as figuras que desenhei, os versos, fotografias, tudo, estava ali. Aquela era minha caixa que nada continha além de meus sentimentos, como se eu fosse ainda aquela adolescente de antes. A maioria das coisas era de seis anos atrás. Meu sofrimento e minha angústia por pensar que nada no mundo me faria sorrir novamente se deteriorou assim que o conheci. Tiro apenas um poema que fiz para ele. Pego essa caixa e coloco dentro da outra que era destinada para nós. Não tivemos tempo de colocar coisas nela. 
- Não tivemos essa oportunidade né, amor? 
Alexy aparece. Ele apenas olhou pra mim, pois me levantei e coloquei a caixa do lado de fora, no meio do quintal. Tirei a garrafa de álcool que tinha colocado ao pé da escada, mas quando ia virá-lo na caixa, Alexy pega meu pulso: 
- Por que quer queimar? Pensei que não quisesse esquecer. 
- E não quero. Mas... - ele solta meu pulso e me olha atento - mantendo aqui, só me fará lembrar que ele não estará aqui pra relembrar os velhos tempos, já que não o verei mais em minha vida. Vou manter a promessa de nunca mais interferir na vida dele, como a irmã quer. Não vai comemorar meus aniversários, brindar comigo no Réveillon, nem brincar com meus filhos. Quero ele vivo apenas dentro de mim, mas ausente na presença.  
Ele fixa seus olhos nos meus. Então me beija a testa. 
- Espero que esteja tomando a decisão certa. 
Então viro a garrafa, depois risco o fósforo, e logo iniciasse o fogo pequeno, contendo os grandes momentos de minha vida: quando me apaixonei, quando me humilharam, quando fui embora, minha melhor amiga Ang, meu amigo Alexy e meu amor Lysandre. 
- Que eu as guarde sempre comigo - faço uma cruz no meu coração, jurando não esquecer. 
Assim que o fogo abaixa, vamos para o quarto. Alexy me abraça em concha para me esquentar, e eu abraço o coração de pelúcia que Lysandre me deu. Quando fecho os olhos, a última coisa que vejo é a foto que tirei em um almoço de domingo, em que todos sorriam felizes, inclusive ele, mas seu olhar direcionado a mim, que estava em seu lado. 
 


                     Na manhã seguinte 


 
A viagem para Grenoble foi tranquila. Levamos tudo de casa para lá, e combinamos de ir novamente para a antiga casa em época de festas. Como os móveis já tinham sido colocados, só precisei levar roupas e outro utensílios. Fomos eu e Alexy, Priya e Ang para lá. Elas foram amáveis e me ajudaram com a arrumação, tomando o cuidado de deixar tudo com estava antes. Limpando o pó daqui e ali, encontrei um papel atrás de uma paisagem pintada, onde estava escrito: 
" Se quiser ver meus segredos, venha para onde tudo começa e termina com esplendor. Vá onde o Sol não pode tocar". Pela marca da folha, é um papel recente.
Sabia que aquilo era de Lysandre pela sua caligrafia. E sei que se tratava da caixa que ficou com ele. Depois do ocorrido com Rosalya no tribunal, não tive a coragem de ir vê-la para perguntar da caixa. Olhei pela janela e só então percebo de qual lugar ele falava. 
Corri com a pá na mão até a ponta do precipício, cavando com toda a força. Assim que vi o forro amarelo, puxei com as mãos, trazendo para casa. Ang, Priya e Alexy já sabiam dessas caixas e me ajudaram com os pertences. Tinha apenas papéis, relatando suas experiências quando adolescente, algumas fotos de quando criança e um grande caderno com imagens minhas. Folheei o caderno, tocando em cada pedacinho de mim que ele colocou com perfeição. Quando fui fechar o caderno, vi uma parte escrita na última folha. Meus olhos umedecera quando reconheci sua caligrafia infalível: 
 
"Olá, bem você sabe que meu psicólogo mandou eu escrever as coisas para eu não ser motivado pela ansiedade. Ele mandou escrever sobre coisas que admiro. Então decidi escrever sobre você. 
Acho que não consigo colocar no papel o quanto você é maravilhosa e baixinha. Lembra como nos conhecemos? E naquela festa que te reencontrei? Ainda não consigo tirar a mancha de vinho da camiseta. 
Mas foi a melhor noite, pois te conheci melhor. Não achei que viveria o que vivi. Muitas maluquices, muitas risadas. Nossa! Como sua risada é linda! 
Sei que você tem vergonha quando faço elogios, mas você é linda, inteligente, engraçada, gentil e bem louca. 
Não ligue pro que minha irmã diz. É ciúmes. Falo de você sempre e ela não gosta muito. Mas a opinião que ela tem de você não importa pra mim. Continuo te achando incrível. Você sempre me ajudou em casa, sempre conversando, rindo. Acho que nunca disse um " obrigado " por todas as vezes que você me encontrava. 
Mas sabe bem que sou grato por todas as vezes que esteve do meu lado, nunca vou esquecer momentos nossos comendo cookies, brigando e rindo. 
Essa é uma carta que não entregarei a você. Mas quando encontrar, vai notar que forcei bastante a letra pra ficar legível  pra você. Leia a carta com cuidado e tente não chorar, anjo. 
Espero ser o homem que vai compartilhar esse amor que você tem. Sei que me considera seu irmão, e possa ser que um dia a gente se separe, mas saiba que vou tá com você, sempre. E se algum pilantra lhe fizer mal, acabo com ele. 
Você é doce e eu espero ter que te ver subir no altar, comigo ao seu lado, ou no canto dos padrinhos. Choro enquanto lhe escrevi isso e a ideia de te ter longe dói, mas siga em frente. E espero que nossos filhos saibam um dia da nossa convivência. 
Mas saiba que de minha mente e meu coração você nunca saíra. Lembre-se de duas coisas: 
- sempre traga um cookie pra mim e; 
- que não importa o que aconteça, vou te amar pra sempre. Mas essa distância atrapalha tudo, certo?
Para minha pequena, de seu amor. 
       Lysandre Chavalier. 
                 Te amo". 

 
No momento, minhas lágrimas já tinham molhado o papel. Apenas deixei que ele caísse e abracei Alexy. Ang leu o papel e ela também ficou com lágrimas nos olhos. Tentei esquecer de sua distância pelo resto da tarde, e quando a noite chegou, que Alexy acendeu a lareira, me imaginei naquela casa, as luzes claras, e todos reunidos a mesa, num típico almoço de domingo, se sentando para rir, e na cadeira da frente está Lysandre, abraçando-me com delicadeza e me agradecendo pela vida que estávamos tendo. 
- Eu que te agradeço, por ter cuidado de mim. 
Olho pela janela, onde posso ver o morro e o vejo na ponta, olhando para mim, e acenando, com um grande sorriso. Isso é um adeus pra sempre? Dou um sorriso de gratidão e o vejo desaparecer ao poucos com a brisa que dançava lá fora. Sei que não.
  


Notas Finais


Espero que tenham percebido que esse não é o último capítulo, e sim o próximo.
Desde já agradecendo a todos, ok?
Até daqui a alguns minutos S2


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