História Enigma - Capítulo 5


Escrita por: ~

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Palavras 1.548
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Drama (Tragédia), Lemon, Policial, Romance e Novela, Suspense, Terror e Horror, Universo Alternativo, Yaoi
Avisos: Adultério, Álcool, Drogas, Estupro, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Mutilação, Nudez, Suicídio, Tortura, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


OI GENTE!!! //corre das pedradas//
EEEEEEEEEEEEEEEEEU DEMOREI 1 MÊS, MAS TENHO UMA BOA EXPLICAÇÃO! Andei ocupada com trabalho e problemas com saúde bem... Chatinhos. Mas não precisam se preocupar, porque eu estou aqui agora! <3 Não tive tempo de colocar nenhuma fanfic em dia, ou deixar aquele comentário maroto... (cof cof Pee cof cof), porém agora irei voltar com TUDO! Digamos que eu vou deixar algumas insinuações do enredo principal nesse capítulo (Sim, tudo até agora só está sendo sacanagem mesmo), só resta saber se vocês vão captar ou não. Enfim, vamo que vamo, o capítulo tá curto, MUITO CURTO MESMOOOOOOOOOO, mas tá aí.
Em compensação, o próximo sai em alguns dias apenas!!!!! *vibrando* Boa leitura <333

Capítulo 5 - Todas as coisas que ele disse


Fanfic / Fanfiction Enigma - Capítulo 5 - Todas as coisas que ele disse

Eu levantei apressado naquela manhã. Por algum motivo, eu tinha acordado cedo sem perceber, e acreditava estar atrasado. Me vesti abotoando minha camisa meio desengonçado, e colocando o casaco de uniforme do FBI em questão de segundos, quase caindo ao puxar as calças sem piedade e afivelar o cinto. Nem arrumei meu cabelo naturalmente bagunçado (Nunca o fazia), e fui olhando no meu celular, surpreendendo-me ao ver o tempo livre para ter um café da manhã descente e enrolar no banho. Como o banho não daria uma vez arrumado – sou um homem desleixado, não sinto orgulho, mas tenho esse tipo de lógica boba e simples – resolvo passar geleia de morango numa torrada e enfiar na boca, preparando o café a fim de me manter desperto. Sinto falta da comida típica japonesa da minha mãe, e das manhãs aconchegantes numa casa simples e vazia. Eu ainda esperava uma ligação dela, perguntando como estavam as coisas no meu trabalho. Mandaria uma mensagem para Shimura depois, perguntando como ele estava. Suspiro, pegando meu distintivo e passando pelo corredor.

Olhei de canto de olho para ver se Todoroki estava lá, mas nem sinal do mesmo. Sem bom dia, então.

— O elevador está interditado, para variar. – Ouço uma voz feminina a fim de me impedir de cometer o erro de ir atoa, e então dou-me conta de que era a mulher que tinha repreendido Todoroki na noite passada, arrumada e de cabelo preso dessa vez. Ela passa por mim direto, sem nem me olhar.

Como o vizinho educado que era, sorri, esperando para ir atrás dela nas escadas, parando um pouco para observá-la. Distraio-me por alguns segundos com a parede, e a moça já se encontra pisando em falso graças ao salto. Lembrei o nome dela na última hora, graças a adrenalina.

– Yaoyorozu-san! – Agarrei o pulso dela, e ela conseguiu firmar o salto num degrau, me olhando meio avoada pelo susto que tinha tomado com a quase queda, que teria sido bem feia. Foi depois que tudo pareceu estranho.

Nós dois ficamos um bom tempo nos encarando, sem mover um único músculo, como duas estátuas vivas. O rosto dela adquiriu um leve tom rosado, os olhos arregalando de leve ao processar todas as informações em seu cérebro. O imaculado rabo de cavalo que ela tinha feito tinha até ficado um pouco bagunçado, de modo que alguns fios de cabelo foram parar em sua testa. Finalmente a soltei, e ela apoiou a mão no corrimão, levando a mão ao peito e suspirando de alívio.

— Obrigada. – Ela diz e desço os poucos degraus até ela, segurando sua mão, a que a mesma tenta afastar, sem muito sucesso. Yaoyorozu estava meio molenga, porque eu não estava nem segurando com força. – Hã?...

— Eu te ajudo a descer. Fontes confiáveis afirmam que saltos são inimigos até mesmo de damas como você, Yaoyorozu-san. 

O rosto dela ficou mais rosado ainda, quase vermelho, e ela apenas concordou levemente com a cabeça, enquanto nós passamos a descer as escadas, juntos no silêncio. Pelo visto não é todo dia que ela concorda com esse tipo de coisa, porque algumas pessoas passando olharam meio de canto. Ri, imaginando que Yaoyorozu fosse uma vizinha rabugenta e conhecida por sua personalidade.

— Você trabalha com o Todoroki-kun, não é? – Resolvo perguntar. – Não vi ele hoje e tudo o mais...

— Sim, nós fomos colegas de ensino médio no Japão. – Por algum motivo, imaginar Todoroki mais novo me deixou extasiado. Ele deveria ser tão engomadinho! – Costumamos ir juntos ao trabalho, mas hoje foi diferente, de qualquer modo... – Ela revirou os olhos. – Ele saiu apressado de casa, e não me disse nada a respeito. Parecia estar... animado. Frenético para ser mais exata, como eu nunca vi antes vindo dele. Saiu correndo pela escada, com um sorriso de orelha a orelha e câmera pendurada no pescoço, falando que finalmente "tinha encontrado a inspiração de volta". E para piorar toda a situação, esse elevador maldito não presta... O síndico desse prédio é outro irresponsável. É para isso que eu paguei um valor altíssimo na compra?!

— Animado? – Levanto as sobrancelhas, não conseguindo mentalizar a cena e ignorando sem querer querendo a reclamação dela sobre a duvidosa qualidade do elevador. Na verdade, conseguia imaginar a cena sim, mas era inacreditável demais para admitir. – Que bom então! Isso parece maravilhoso! – Diante do olhar de reprovação dela, me encolho. – Digo... Hmm...

— Não é maravilhoso coisíssima nenhuma. Olha, já faz um tempo desde que o Todoroki-san tem uma obsessão enorme por fotografias... Se ele voltou com isso, é realmente preocupante.

Por que uma obsessão por fotografias seria tão grave assim? Quanto drama.

— Cada louco com sua mania. – Tento aliviar o clima. – Por falar em louco... Meu nome é Midoriya Izuku, eu acho que não tive a oportunidade de te dizer isso ainda.

— Yaoyorozu Momo, e eu acho que você já sabe disso.

— O primeiro nome eu não sabia, sendo sincero. – Rio. – Mas é um prazer.

— Isso é óbvio. – Ela diz, e então seu rosto fica vermelho. Ela puxa a mão para agitar ambas, constrangida. – N-Não a parte de ser um prazer, jamais seria presunçosa a esse ponto! Eu somente me referi a sua falta de conhecimento a respeito do meu p-primeiro nome e...

Gargalhei: — Eu entendi, calma! – Apenas observo ela fazer uma careta, sem tirar o sorriso do rosto. 

— Bom pra você! – Yaoyorozu retruca, cruzando os braços. – Francamente...

— Não precisa ficar tão brava, milady. – Protesto num tom de brincadeira. A morena me encara como se fosse me dar um soco na cara. Olho para meu relógio de pulso, e apesar de ainda não estar atrasado... Não era bom abusar da sorte. – Bom.. Tenho de ir agora. Espero que tenha um bom dia no trabalho e que consiga escrever sua matéria logo, Yaoyorozu-san! – Observo me baseando no que ela disse no dia anterior para Todoroki, e sem esperar por uma resposta, que não viria de qualquer modo, corro para a saída do prédio, me direcionando até o local do meu trabalho. 

Quando chego e termino de cumprimentar pessoas aleatórias cujo o nome desconheço, não consigo não notar que os setores estavam mais agitados do que costume. Olho desconfiado para a cena, e destranco a porta de nossa sala. Todos se viram para mim no mesmo instante, com exceção de Iida, que permanecia mexendo no computador. Pela tela, pude ver que estava fazendo reconhecimento facial de alguma cena gravada de vídeo.

— Deku, pega essa merda aí! – Kacchan jogou a preciosa câmera em minhas mãos. Graças aos reflexos que adquiri durante o final da adolescência, agarrei-a com precisão, não sem antes lançar ao meu amigo de infância um olhar confuso. – Tch. Não acredito que você se atrasou tanto assim, irresponsável.

— Hã...? Como assim?... – Olho para a câmera, começando a vasculhar seu conteúdo e dando de cara com um cadáver. Nada de inesperado, mas... – Vocês fizeram o reconhecimento da cena sem mim?! – Poucas coisas no mundo me tiravam do sério, e aquela era uma delas. Feria meu orgulho.  

— O Kirishima não te deu o recado que era para chegar uma hora mais cedo hoje, seu imbecil?

Fiquei em silêncio. Era claro que ele tinha esquecido.

— Puta que pariu. – Kacchan bate na própria testa, resmungando vários palavrões baixinho. – Eu não acredito que resolvi confiar naquele mongol pra alguma coisa que não seja a merda do exame dos mortos. – E então me encara. – Você tem sorte de termos acobertado sua falta, maldito. 

— Não é hora de chorar pelo leite derramado. – Jirou corta de imediato. A mesma detestava reclamações em demasia. – Temos trabalho a fazer. 

As câmeras voltam para as mãos de Kacchan assim que passo por ele – sem ser por qualquer arremesso dessa vez, espiando pelo ombro de Iida, compenetrado na tela. A rapidez com que seu cérebro raciocinava as letras e informações era impressionante, além de sua notável habilidade com máquinas – ou qualquer coisa que exigisse grande capacidade mental.

— O assassino sabia os horários certos de vigilância do prédio e até mesmo a posição onde as câmeras se encontravam, não consigo identificar o rosto pela filmagem e é impossível isso ser mera coincidência. Foi premeditado e inteligente até demais. Um crime quase tão premeditado quanto... – Iida me olhou, mas calou-se. Engulo o seco, desconfortável. – Enfim, entendo porque a polícia de Las Vegas trouxe o caso para o FBI...

— Por que eles são uns bananas? – Kacchan alfineta.

— O que a polícia tem haver com isso? – Questiono.

— Alguns assassinatos andam acontecendo, nada que tenha ganho destaque na mídia. Todavia, todas as vítimas tem uma coisa em comum, que as diferencia de outros cidadãos americanos. Suspeita-se de um serial killer agindo por conta própria por puro preconceito, mas... Na minha opinião, não. Foi uma encomenda vindo de um chefão poderoso demais para que entregassem provas tão fáceis nas nossas mãos. Se é que vocês me entendem

Sempre que nos referíamos a "chefões", tratava-se de pessoas trabalhando para a própria justiça, mas que cometiam atos ilegais por capricho ou por dinheiro. Um absurdo, porém um termo usado com frequência em muitos casos.

Jirou pareceu interessada: — Uma encomenda, você diz? De que tipo? – Aquilo também atiçou a minha curiosidade, e a de Kacchan também, já que ambos também sustentamos o olhar. – E o que todas essas vítimas tem em comum, afinal?

Iida sorri na direção dela, ajeitando os óculos.

— Você não acreditaria se eu te contasse.


Notas Finais


Parece óbvio, mas eu juro que não é. Eu relendo o capítulo achei engraçado pq eu mesma deduzi outra coisa diferente dos planos originais... Hehehehehehe.


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