História Enigmático - Capítulo 1


Escrita por: ~

Postado
Categorias Bangtan Boys (BTS)
Personagens Jungkook, V
Tags Bottom!jeongguk, Bruxaria, Hibrid!au, Kookv, Nahu, Pwp, Taekook, Top!taehyung, Vkook, Who
Visualizações 854
Palavras 6.767
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Lemon, Magia, Terror e Horror, Violência, Yaoi
Avisos: Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sadomasoquismo, Sexo, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Boa noite, vim aqui mesmo sem a capa da fanfic de novo porque a Duda me pediu para postar, e aqui estou. ASDKNSAÇDKNSA A capa está sendo feito pela May e mesmo que demore, sei que vale a pena. Essa fanfic nasceu de uma fome incessante de fazer uma fanfic dark somada a ouvir a música do Dance team do Seventeen chamado Who que é maravilhosa, sem contar minha paixão por bruxos e tudo nesse universo.
Bom, espero que gostem e não estranhem o Jeongguk, ele é assim mesmo, tadinho.
Boa leitura.

Capítulo 1 - Who


Vida é chata, sempre foi.

Jeongguk sentia isso em seu interior.

As pessoas são tão previsíveis e desinteressantes que o rapaz não fazia questão de nada. Ele recebia pensão do governo, não precisava trabalhar. Não gostava de ninguém, não precisava fazer amizades. Não tinha vontade estudar, então largou a escola.

Se tornou mais um adulto qualquer, tão desinteressado que nem tinha medo de morrer no meio de tantas mortes inexplicáveis.

Em cada corpo encontrado, mais a população ficava desesperada.

— Humanos são tão previsíveis e chatos. — O rapaz vestido de casaco disse para si mesmo enquanto olhava para o corpo caído no chão. — Todos buscam viver suas vidas e têm medo de morrer. O que é muito engraçado já que todos começamos a morrer no momento em que nascemos. A morte é apenas a consequência de viver. E qual o problema de alguém ser assassinado? Todos morrem, alguns só precisam de uma ajudinha.

— Mais uma pessoa foi morta na cidade Seoul. Os moradores sofrem com a insegurança da cidade. E mais uma vez, o corpo foi encontrado com um gato preto junto ao corpo. Alguns dizem que esse animal pode ser do assassino, mas nunca encontraram vestígios que pudessem provar este fato. Alguns mais religiosos dizem que é um sinal de mau agouro e castigos das divindades por causa de seus pecados. Tudo isso continua um mistério para nós, já que os policiais não encontraram pistas do assassino e nem acharam relação nos assassinatos. A única coisa que podemos fazer nesta situação é continuar atentos a qualquer movimento estranho. Não andem sozinhos e obedeçam ao toque de recolher. — A repórter dizia na frente da câmera. Ela sempre estava por perto, assim como Jeongguk. Por isso, quando a câmera desligou, ela caminhou diretamente até o rapaz de casaco e touca na cabeça.

— Você está aqui novamente?

— Não só eu. — Jeongguk disse antes de apontar para o gato que caminhava para longe do corpo.

— Já nos falamos várias vezes, mas nunca me contou sua teoria sobre os assassinatos. — A mulher disse com um sorriso no rosto. Ela era uma mulher inteligente e muito focada no trabalho, Jeongguk sabia pela excelência de suas matérias, porém nem isso chamava a atenção do moreno.

— Eu creio que apenas chegou o dia deles. — Jeongguk respondeu de forma simples. — Todos têm o mesmo destino, todos morremos. O dia deles apenas chegou. O assassino é apenas um ajudante do destino.

— E você não tem medo de morrer?

— Não, eu já estou morrendo, moça. Assim como você. — Respondeu dando de ombros. — Quando chegar minha vez, eu vou partir. Apenas espero que, seja lá o que esteja no pós vida, seja muito melhor que isso aqui.

De repente, o gato preto, o mesmo que aparecia em todas as cenas do crime, aproximou. Ele sentou-se na frente do rapaz e ficou quieto, observando. Seus olhos amarelos passavam um sentimento estranho para Jeongguk.

— Olá, pequeno. Por que você sempre aparece entre os assassinatos? — A repórter perguntou com a voz ridícula a qual as pessoas falam com os animais.

— Você é algum mensageiro? — Jeongguk perguntou, aqueles olhos, tinha algo neles. O gato apenas virou e foi embora. Afinal, os policiais estavam cansados de capturá-lo e desaparecer.

Era estranho.

Jeongguk não tinha interesse nos assassinatos, mas por quê? Por que esse gato preto atraia tanto o seu interesse? Aquele gato misterioso, sempre acompanhado de pessoas mortas. Por que ele sempre estava presente?

Jeongguk voltou para sua casa, ligou a televisão apenas para não ficar mergulhado em silêncio. Estava cansado, caminhou tanto nessa tarde que acabou esquecendo de comprar algo para comer. Talvez pediria uma pizza, mesmo que o delivery dissesse que não está fazendo entregas.

Tudo uma perda de tempo.

Qual o problema de morrer?

Bufou irritado. Teria que cozinhar miojo no fim das contas. Mas antes tomaria um banho. Detestava ficar suado.

Foi para o segundo andar de sua casa e tirou o casaco. Seu corpo sentia falta do ar fresco, mas Jeongguk odiava ficar sem ele. Era uma questão única e exclusivamente de gosto. Por algum motivo, olhou pela janela e viu uma silhueta na rua. Estranhou o fato já que, depois da série de assassinatos, eram poucas as pessoas que se arriscavam a passear pela rua.

Jeongguk tentou enxergar o rosto da pessoa, mas estava muito escuro, já que ele estava debaixo de um poste sem luz. Ele moveu-se, e o coração de Jeongguk acelerou repentinamente. Ele também estava sendo observado e por algum motivo, ele começou a sentir medo.

Desde quando ele tinha medo?

A respiração tornou-se difícil, começou a suar frio e quase perdeu o equilíbrio quando suas pernas começaram a tremer. Será que ele era o assassino responsável por tantos corpos na cidade? Jeongguk não conseguia se mover, a ansiedade tomou conta de seu corpo, a adrenalina se espalhou pelo corpo e a sensação claustrofóbica surgiu.

Jeongguk levou a mão ao peito e respirou fundo para se recuperar. Ele estava com vontade de fugir mesmo que estivesse seguro dentro de sua própria casa. Nunca sentiu medo de morrer, então por que isso surgiu agora?

Quando ele olhou pela janela novamente, ele tinha desaparecido.

O moreno nem sabia como agir em um momento como esse. Ligaria para a polícia? Se trancaria em um quarto? A sombra da morte o cercou, e Jeongguk simplesmente agiu como qualquer ser humano que ele detestava, apenas sentiu medo, sentiu vontade de fugir.

Que patético.

Isso não iria acontecer.

Jeongguk respirou fundo e controlou todos os sentimentos que surgiram em seu corpo. Caminhou até o banheiro e se olhou no espelho. — Deixa de ser covarde. Se você tiver que morrer hoje, você morrerá. Apenas aceite seu destino. — Então ele, fechou os olhos, respirou fundo e relaxou.  — E vai tomar banho, se for para morrer, que seja morto bem cheiroso e bonito.

Riu da sua própria brincadeira e tirou o resto de sua roupa. O medo foi tanto que seu corpo ficou completamente suado. Ouviu um ruído estranho do lado de fora, encarou a janela e viu o gato parado ali.

O gato preto.

Seus olhos amarelos brilhavam através da noite, assim como Jeongguk se interessava por ele, aparentemente, o gato tinha interesse em alguma coisa ali dentro. O moreno sorriu e caminhou até a janela sem ter vergonha de estar sendo observado sem roupa, era um felino no fim das contas.

— Olá, amiguinho. Acho que você vai me acompanhar quando aquele cara me matar, não é mesmo? — Jeongguk perguntou antes colocar o dedo na janela. O gato preto também apoiou sua patinha sobre o vidro. — Eu vou tomar um banho e depois a gente conversa, tudo bem?

O gato não respondeu, apenas ficou parado do lado de fora antes de Jeongguk seguir em direção à banheira. Precisava relaxar e se limpar. Ligou a água quente e entrou antes mesmo da banheira encher. Fechou os olhos e apenas esqueceu de tudo, não pensou em absolutamente nada. Apenas concentrou-se na escuridão da falta de pensamentos e na água quente tomando conta de seu corpo.

Ouviu o miado do gato preto do lado de fora, mas não conseguiu abrir seus olhos. Estava tão cansado. A escuridão aumentou, seu coração desacelerou, e Jeongguk simplesmente apagou. Morreu para os humanos, mas não estava morto para a eternidade. Morreu por uma noite.

A escuridão o dominou.

Despertou no dia seguinte, ainda não era sua hora.

Jeongguk levantou de sua cama, mesmo sem saber como foi parar nela. Sentiu o incômodo em sua barriga. Estava com tanta fome que sentia que poderia comer toda comida estocada em sua casa.

Foi rapidamente até a cozinha e pegou sua caixa de cereais. Ligou seu rádio de notícias e jogou as coisinhas na tigela para misturar com iogurte. O homem falava de como estava a economia do país, e Jeongguk achava isso um saco. Quem escutava ou prestava atenção nesse tipo de coisa? Ninguém se importa com economia.

Passou a comer seu cereal na espera das notícias investigativas. Será que o assassino fez mais alguma vítima? De repente, alguma coisa aconteceu, era como se sua audição tivesse voltado. O som do rádio não era mais a única coisa que podia escutar. Sirenes, multidões falando, celulares. Tinha acontecido alguma coisa e Jeongguk nem tinha percebido até o momento.

Correu até a janela e pecebeu que tinha um corpo na frente de sua casa, um homem sem cabeça. Outra morte com traços completamente diferente dos outros, mas sem nada que revelasse o assassino. Jeongguk ficou sem reação, não era sua vez ainda.

Apressou-se em deixar a casa, sem comprometer a cena do crime, os policiais vieram imediatamente lhe fazer uma série de perguntas. Naquele momento, Jeongguk sentiu uma animação que não aparecia há muito tempo.

A morte estava em sua porta, foi o mais perto que chegou de conhecê-la. Talvez ela fosse aquela mesma silhueta que viu na noite anterior.

E como todas as mortes que ocorreram em Seoul, lá estava o gato. Em cima do corpo sem rosto, o mesmo que o observava pela janela. Jeongguk sorriu, eles nem chegaram a conversar na noite anterior.

— Você é um garoto muito estranho, sabia? — O policial perguntou ao ver o rapaz sorrindo enquanto olhava para o corpo. — Há teorias de que o assassino sempre volta a cena do crime para ver qual a repercussão. Você poderia dizer seu álibi em todas as mortes?

— Você acha que seria capaz de matar tantas pessoas? — Jeongguk perguntou, deixando escapar uma pequena risadinha. — Quem dera eu, um simples humanos, ser um servo mensageiro da morte. — Ele disse com o braço cruzados.

— Isso bastante esquisito para um moleque como você dizer, mas acho que vou ter que fazer umas perguntinhas para você na delegacia. — O policial disse de forma desconfiada. Aquele garoto era muito suspeito.

— Ele não é seu cara. — Ouviram uma voz feminina aproximando-se. A repórter que Jeongguk conhecia, aproximou-se de repente. — Ele estava comigo na noite passada, homens, e tenho certeza que não estávamos matando ninguém.

— Ah, tudo bem. Mas quero ter uma conversinha com você depois, garoto. — O oficial disse antes de se afastar para continuar as investigações. Jeongguk olhou para o morto antes de dar atenção a repórter.

— Obrigado, mesmo não entendendo o motivo de ter me ajudado. — O moreno curvou-se em agradecimento. — Você é uma mulher estranha, sabia?

— Vou encarar isso como algo bom. Mas eu já vi que esses policiais fazem qualquer coisa para culpar alguém. Eles arranjariam um jeito de te jogar na cadeia. Não podia permitir isso porque eu sei que você não é o assassino.

— Para ter tanta certeza, você teria que ser a responsável por isso. — Então ambos sorriram um para o outro. — Você é uma serva da morte.

— Não, e nem me interesso pelo responsável por esses assassinatos. Eu apenas quero encontrar a morte e ver se descubro alguma coisa. — Ela admitiu, olhando para o gato que ia embora. — Esse gato é a maior prova que estou perto, mas ela não se interessa em mim.

— Ela apenas se interessa por pessoas que vão morrer. — Jeongguk disse normalmente. — Não tenho certeza se sou um fissurado pela morte, mas é por isso que não tenho medo dela. É interessante.

— Parece que não sou a única, não é mesmo?

— Você é uma pessoa que está procurando a morte, então está se arriscando nas ruas escuras e perigosas de Seoul? — Jeongguk sabia que aquela repórter era do tipo de pessoa que faria aquilo, mesmo sem saber como.

— Acho que ela foge de mim.

— Ou ainda não é sua hora. — Jeongguk deu de ombros. — Aguarde e um dia ela te visitará.

Então ele apenas virou de costas e voltou para sua casa a fim de terminar seu café da manhã. Afinal, ainda demoraria para os policiais retirarem aquele corpo. Precisava estar de barriga cheia. De repente, ouviu um som esquisito, o gato preto estava em cima de sua bancada. Jeongguk levou um susto, mas aqueles olhos amarelos adoráveis logo acalmou seu coração.

— Você quer meu iogurte? — Jeongguk caminhou até a pia e pegou o pote ainda sujo do líquido doce, mas quando virou-se, o gato tinha desaparecido. — Enigmático, o que é esse gato?

O moreno riu e sentou-se na mesa.

Havia muitas coisas que ainda não conseguia entender.

Talvez o mundo fosse apenas um lugar limitado mesmo, com pessoas imperfeitas que nunca serão capazes de ver mais do que está na sua frente. A capacidade do ser humano era muito superior, e além de não perceber isso, não enxergava mais do que a vida mundana.

Jeongguk era tão humano quanto os outros, mas ele tinha uma crença que poderia ser a maior besteira do mundo.

Anoiteceu, o moreno estava cansado de tanto barulho na frente de sua casa. Nem pôde sair para mais um de seus passeios diários e melancólicos. Ficou deitado o dia inteiro procurando detalhes dos casos de assassinato. Sem digitais, sem erros, sem pegadas. Todos mortos de maneira diferente, de formas muito estranhas.

Aquilo era muito interessante, arriscava que um psicopata tivesse feito o trabalho. Alguém inteligente e paciente que sabe muito bem o que está fazendo. Sua marca principal era não repetir os modos de assassinato. Genial.

O silêncio tomou conta, o coração de Jeongguk acelerou novamente. Estava sendo observado. Caminhou até a janela do quarto e percebeu que o poste na frente de sua casa não tinha mais luz. O semblante estava novamente na sua casa, todo escuro, não conseguia ver nenhum traço de seu rosto, apenas seus olhos avermelhados, interessados.

Sentiu o corpo tremer, apertou os dedos contra as mãos e começou a suar novamente. Sentiu uma tontura esquisita e quase perdeu o equilíbrio novamente. Estava sentindo medo novamente. Sentia medo da morte.

Deu um passo para trás e tentou normalizar sua respiração. Aquilo estava muito complicado. Quando olhou novamente pela janela, ele não estava mais lá. A sensação estranha estava passando aos poucos, a tontura ainda estava ali. Apressou-se em sentar na cama e fechou os olhos.

O medo da morte era apavorante.

— Você é um servo da morte ou ela própria? — Jeongguk perguntou, mesmo sabendo que não receberia nenhuma resposta. Era interessante como o corpo ia contra tudo o que acreditava e até queria. — Será que as pessoas que se suicidam têm medo de morrer nos últimos segundos?

Ouviu outro miado.

O gato estava em sua janela. Ele voltou. Jeongguk não sabia exatamente o motivo, mas aconteceu.

Sentiu a consciência ficar pesada e não demorou muito para praticamente desmaiar em sua cama.

— Enigmático. — Ele disse já apagado. Não sabia o que sonhou, nem como caiu naquele sono repentino novamente. Acordou um tanto atordoado, estava deitado normalmente na cama, coberto pelas suas mantas devido ao frio. Mas a sua maior dúvida foi o motivo do gato preto estar em cima de seu peito, com os olhos enormes, brilhantes e aparentemente curioso com o estado do humano.

— O que você é, gato? — O felino rosnou, virou de costas e pulou da cama. Jeongguk sentou-se rapidamente para ver seu caminho para fora de casa, mas ele já tinha desaparecido. — Das duas, uma: Ou estou morto ou estou ficando maluco. — Passou a mão no rosto e olhou em volta. — Será que há coisas que ainda não consigo entender?

Jeongguk estava confuso.

Toda essa situação, as mortes, o gato, a sombra.

Tudo era enigmático demais.

Passou o dia em casa, ouviu cada notícia que saia daquele espaço. Nenhuma das mortes pareceu o caso do assassino. Nada interessante. Quando o mundo parecia estar melhorando, ela começa a esfriar e toda a emoção sumiu.

Cadê o assassino?

Será que a morte resolveu visitar o seu servo?

Jeongguk estava começando a desistir novamente de qualquer chance de ter algo de bom na vida. Estava começando a achar que sempre acreditou em uma grande besteira. O coração começou a acelerar, era o homem das sombras.

Apressou-se em sair da casa, precisava falar com o homem que lhe causava tantos arrepios. Não estava com medo do que poderia acontecer. Por mais que seu corpo gritasse para lutar ou fugir, ele se mantinha de pé.

Lá estava a sombra, debaixo de um poste apagado. Seus olhos vermelhos estavam fixados nele. Jeongguk estava com medo, apavorado. Já sentia o suor frio nas mãos, a respiração falhando e os olhos dilatando. Pela primeira vez pôde ver uma expressão, um sorriso.

O moreno deu um passo para trás e o misterioso homem avançou em sua direção, em um segundo estava em sua frente, algo impossível para um humano. Jeongguk sentiu uma forte pressão no peito e foi jogado para trás. Lançado pelo ar, o moreno caiu dentro de casa. Assustado, tentou encontrar o agressor, mas ele simplesmente desapareceu.

Jeon levantou-se com pressa e fechou a porta rapidamente.

Aquilo era loucura.

Um miado.

Jeongguk arrepiou ao ver o gato em cima da bancada da cozinha. Ele olhava atentamente para o rapaz com seus olhos brilhantes e amarelos. Parecia ansioso, curioso, como se esperasse uma resposta do mais velho.

— Eu vou morrer hoje? — Perguntou mesmo sabendo que o gato não iria lhe responder. Respirou fundo, tentando livrar-se de todo aquele medo que o dominava. Tinha medo da morte como qualquer outra pessoa.

— Você é muito interessante, garoto. — Ouviu uma voz grave invadir seus ouvidos. Seu corpo estremeceu com aquele som. Virou-se rapidamente, e encontrou um homem sentado em cima de sua bancada com suas roupas negras e um chapéu pontudo no topo da cabeça. Jeongguk nunca tinha o visto na vida e mesmo com o susto, não seria medo dele. — Muito mais interessante que qualquer outra pessoa que já passou pelo meu caminho.

— Você… — A sua voz falhou ao ver o sorriso daquele desconhecido. Ele era moreno, seus olhos alternavam entre amarelo entre o amarelo e o castanho, atrás de si, uma cauda movia de um lado para o outro de maneira energética. — Você vai matar?

— Talvez sim, talvez não? Ainda estou pensando nisso. Você não merece morrer, mesmo que você deseje incessantemente isso. — Ele desceu suavemente do móvel e lambeu os lábios ansioso. Tirou o sobretudo negro o qual desapareceu de sua mão em um segundo. — Eu gostei de você, do modo que você pensa.

— Você é a morte? — Jeongguk sentiu-se mais tranquilo. Talvez sua vontade de morrer não fosse tão grande para estar tão assustado com sua presença. Sabia que ele não era normal pelo o que fizera com sua roupa. Além de ser extremamente belo, alguma coisa chamava atenção do rapaz. Ele parecia tão atraente.

— Pode me chamar assim, se quiser. Mas me chamo Kim Taehyung. Sou um bruxo metamorfo. — Ele respondeu antes de dar a volta, olhando Jeongguk de cima a baixo. Sua cauda enrolou na cintura do rapaz. — Te ver de pertinho na forma humana é muito melhor. Sabe como é difícil eu aparecer assim para alguém que não vou matar?

— Então não vai me matar? — Jeongguk fechou os olhos quando sentiu a mão passar pelo seu pescoço. Uma pele hipertérmica como nunca viu, e seu cheiro era viciante.

— Não pretendo. — Respondeu, colando os corpos e apertando a cauda em torno de Jeongguk. — Eu te observo a tanto tempo, sempre quis te tocar dessa maneira. — Taehyung não utilizava de nenhum tipo de hipnotismo ou magia para seduzir o rapaz. Apenas passava a mão por seu peito até a barriga para findar aquela distância que tinham. — Você sente a mesma necessidade que eu?

— Sim. — Respondeu antes de sentir os lábios do rapaz em seu pescoço. Nunca tinha o visto, mas aquela atração repentina e inexplicável era inevitável. Sentia-se tão bem com aquela presença, mesmo que fosse estranho ver uma pessoa com cauda e magias misteriosas. — O que você é?

Jeongguk foi virado de forma que pudessem trocar olhares intensos. Pôde ver que o desejo de Taehyung era tão forte o quanto o seu, então sentia-se menos envergonhado, mesmo que a situação fosse inexplicável. — Sou um humano como você. — Respondeu sem abaixar o olhar. Com um estalar de dedos, seu chapéu desapareceu e as orelinhas puderam ser vistas no topo de sua cabeça. — Sou como você. Sou mortal, tenho a vida como a de humano e as mesmas necessidades. Porém sou portador de magia, posso me transformar, tenho sete vidas, além de ter os sentidos apurados de um gato. Sou apenas mais um humano tão entediante para você.

— Você está longe de ser entediante. — Jeongguk respondeu com convicção, colou a testa na de Taehyung e sorriu. A respiração quente de ambos se chocou e a vontade de beijar surgiu no interior de ambos. — Você é o gato que é sempre encontrado nas cenas de crime, o mesmo que fica aqui dentro.

— Sou. Mas não podia mostrar minha forma humana até que você me permitisse entrar. Hoje finalmente você fez isso. — A cauda de Taehyung entrou na camisa de Jeongguk e enrolou em sua barriga enquanto suas mãos o puxavam para perto para colar os corpo. — Eu tenho todas as respostas para as suas perguntas, e creio que você tem todas as respostas para as minhas.

— Você tem perguntas para mim? — Jeongguk fechou os olhos quando sentiu Taehyung aproximar-se, porém apenas recebeu um selar rápido no canto da boca.

— Claro que tenho. — Suas mãos subiram pelo corpo do menor e subiram até seu cabelo negro. — Eu quero saber o que eu faço para ter-te para mim. Para me dar prazer, e eu fazer o mesmo por você.

— É só isso que quer de mim? — Ele perguntou ainda de olhos fechados.

— Não, mas… — Ele calou-se apenas para dar um beijo quente no pescoço do rapaz. Jeongguk deixou que sua mão segurasse o cabelo de Taehyung, além de sentir suas orelhas pontudas e negras no topo da cabeça. — ...se eu conseguir o que quero nessa noite, você vai morrer.

Ele parou os toques e voltou a olhar para Jeongguk. O mais novo abriu novamente seus olhos e passou a observar aquele rosto bonito. O responsável pelos assassinatos, o gato que volta e meia estava em sua janela ou dentro de sua casa. Ele não queria leite ou carinho como imaginava, ele queria seu corpo, queria o prazer de uma noite inteira. Taehyung estava ali, na sua frente, pedindo não só seu corpo, mas sua alma, afinal o resultado do sexo seria sua morte.

— O que espera que eu fale? — Jeongguk perguntou, vidrado nos olhos que tornaram-se amarelados de repente. A causa de Taehyung deixou o corpo de Jeon e passou a balançar novamente no ar. Ele estava ansioso.

— Você quer se entregar a mim com a morte como consequência? — Ele perguntou com seriedade. Jeongguk sentiu o ar lhe faltar, seu coração estava tão acelerado e o corpo pedia por mais toques. Ninguém nunca o abraçara daquele jeito, nem nunca encontrou alguém que quisesse realmente beijar. Agora, ali na sua frente, um homem que nunca viu (pelo menos não na forma humana) estava pronto para lhe dar suas primeiras experiências.

— Eu quero. — Respondeu com sem medo do que poderia acontecer depois. — E não estou respondendo isso porque fui seduzido. Eu só… não sei o que dizer, mas sinto que posso ter minhas primeiras e últimas vezes com você. — Jeongguk respondeu antes de abraçar o gato. — No fim, morrer não é tão ruim assim.

Logo avançou contra os lábios de Taehyung. Seu primeiro beijo iniciou-se. As mãos do bruxo passaram pelo corpo de Jeon e voltaram a puxá-lo para mais perto. A cauda de Taehyung enrolou-se nas pernas do rapaz e as orelhas abaixaram-se sozinhas.

Taehyung logo empurrou a língua sobre os lábios do rapaz e tudo ficou ainda mais profundo e quente. Os movimentos mais rápidos atrapalharam um pouco Jeongguk, mas tudo foi extremamente bom, nem a saliva os impediu de continuar. Taehyung foi empurrado até a mesa ali de perto e teve o corpo pressionado sob o do rapaz.

Ele sorriu com a iniciativa, sentou na mesa e apertou a bunda do mais novo antes de finalmente findarem o beijo. Taehyung lambeu os lábios melados de saliva com um sorriso travesso enquanto Jeongguk tentava recuperar a respiração. Era difícil, principalmente quando Taehyung atacou seu pescoço com um beijo e uma mordida de seus dentes afiados. Um filete de sangue deixou sua pele branca, Jeongguk apertou a camisa negra do gato enquanto permitia se sentir prazer naquela dor.

As mãos de Taehyung voltaram a invadir as roupas do moreno, logo seu casaco foi jogado ao chão, seu tronco exposto logo foi atacado por beijos e lambidas do mais velho. Jeongguk reagiu segurando com força os fios do mais velho enquanto sentia sua língua levemente áspera pelo seu peito. Seu mamilo foi cruelmente atacado por um chupão forte no local. Logo vieram as mordidas, e sua cabeça tombou para trás. Seu corpo arrepiado já tremia diante de tanto estímulo.

A cauda de Taehyung voltou a se mover, rapidamente pegaram os dois pulsos de Jeongguk e as levantaram para cima da cabeça. Dessa forma, ele poderia brincar com o corpo de Jeon sem ele poder se mover. Além de lamber e beijar ambos os mamilos avermelhados, acariciava a barriga do rapaz com seus dedos de forma lenta, como se analisasse cada centímetro. As unhas de Jeongguk feriam as próprias mãos em reflexo às reações de seu corpo.

— Está gostando, não é? — Perguntou antes de dar um beijo no peito, na altura do coração. Uma onda elétrica, não muito forte, passou por todo o corpo do rapaz em um segundo e as coisas ficaram ainda mais excitantes. Jeongguk gemeu baixinho antes da ponta do nariz de Taehyung tocar na ponta do seu.

— Muito. — Respondeu sinceramente. Suas mãos ainda para o alto, não tinha o que fazer. Sentiu as mãos do mais velho em torno de seu corpo. Foi puxado para mais perto e recebeu um sorriso.

— Você se sente atraído e tentado, não é? Meu mistério te atrai como a morte te atrai. — Ele comentou antes selar rapidamente os lábios rosados de Jeongguk. — Eu sou muito enigmático, não é? — Seus lábios foram tomados para mais um beijo. Ele levantou da mesa, girou o corpo do mais novo e o guiou, inclinando seu corpo sobre o móvel de granito e o fez deitar ali. — Eu posso fazer o que eu quiser com você. Pronto para conhecer meu outro lado?

Seus braços foram soltos e seu short arrancadas com um puxão antes de voarem para o outro lado da cozinha. Suas garras foram passando pelas coxas brancas de Jeongguk, seu corpo arrepiou a medida que as linhas vermelhas apareciam pelo seu corpo. Não disse mais nenhuma palavra, apenas começou a masturbar o pênis nunca antes tocado. O moreno se contorceu levemente, assustado com o ato tão novo para si, mas logo permitiu que Taehyung continuasse seu trabalho gostoso.

Fechou os olhos e deixou aquele momento o dominar. Seu peito subia e descia enquanto todo o seu ser era submerso em prazer puro. Taehyung sorriu e passou para o próximo estágio. Abriu suas pernas, a fim de conseguir espaço, e colocou sua boca contra a pele sensível do membro de Jeongguk.

Suas mãos foram instintivamente ao cabelo de Taehyung, atingindo sem querer as pequenas orelhas que balançavam com os suspiros de Jeongguk. O bruxo ignorou a dor e abaixou as pontinhas antes de continuar seu trabalho de envolver cada pedacinho daquela ereção já molhada de saliva.

Jeongguk já deixava os primeiros gemidos escaparem enquanto sentia os lábios o envolverem, ao sentir o calor daquela boca levando-o completamente até o fundo. A língua se movendo vez ou outra, lambendo-o, e os dentes afiados que arrastavam quando Taehyung não os afastava demais. Era muito bom, não podia negar. As mãos apertando suas pernas enquanto sugava tudo com uma vontade que nunca teve em sua vida. Jeongguk era muito mais do que poderia imaginar.

Estava excitado apenas estimulando-o.

Não sabia onde isso iria parar.

Seus olhos ficaram amarelados e Taehyung tirou o membro da boca apenas para lamber. Passou a língua da base até a glande, segurando-o com delicadeza de forma que seu músculo passasse por cada centímetro.

— Ah, Tae. — Chamou antes de apertar novamente os fios. Ele arrepiou com aquela voz arrastada e pidona. Taehyung sorriu, também queria toques, queria sentir mais prazer, mas sabia que o foco era Jeongguk, afinal era sua última noite.

— Vamos subir? — Perguntou antes de puxar as pernas de forma que envolvessem seu corpo. Jeongguk jogou os braços em torno de seu pescoço e não demorou nem um segundo para aparecerem no quarto, na frente na cama do moreno. Taehyung precisou de apenas mais um passo para jogá-lo na cama.

Não demorou para sentar no colchão macio enquanto o bruxo tirava sua roupa sem tirar os olhos do corpo despido em sua frente. Começou tirando a camisa enquanto a cauda abaixava a calça lentamente. Os olhos brilhantes do moreno não deixavam aquele corpo em sua frente. Passou a se tocar com cada centímetro de pele que aparecia.

Peito levemente definido, coxas delineadas, cintura magra. Era uma visão maravilhosa a qual ele gostaria de ter visto antes. Logo seu corpo estava despido. Taehyung caminhou até a cama chupando dois de seus dedos.

— Vira para mim, gatinho, de quatro como um verdadeiro felino. — Pediu de forma tentadora. Jeongguk sentiu a respiração pesar, mas logo obedeceu. Virando-se de costas para Taehyung, estava obedecendo porque sabia que seria bem recompensado. — Muito bom. — Disse posicionando-se por cima de seu corpo. — Sente meu dedo?

Logo ele levou seus dígitos para entrada de Jeongguk, deu várias voltas em torno dela como se fosse uma pequena brincadeira. O moreno respondeu positivamente antes de receber uma mordida na orelha. Logo sentiu a cauda passar por entre suas pernas e envolver seu membro ereto.

— Você vai… — Antes de terminar a pergunta, sentiu os dedos o invadirem de uma vez, juntamente com sua cauda masturbando sua ereção. Ele deixou um gemido audível escapar enquanto sentia dor e prazer ao mesmo tempo. Os braços de Jeongguk não aguentaram os primeiros movimentos, ele deitou na cama, ainda empinado nos dedos de Taehyung, enquanto gemia diante do calor que o tomava. O bruxo movia os dedos na mesma velocidade que a cauda o masturbava, ele sabia muito bem o que fazia e como fazia. Ele sorriu antes de deitar no corpo do rapaz e morder seu ombro.

— Pode imaginar o que está por vir? — Perguntou antes de abrir os dedos no interior. Um gemido arrastado foi liberado quando o pênis começou a latejar. Era um sinal que já estava perto e Taehyung resolveu dar um presentinho para o mais novo.

Com um movimento do dedo em seu interior, o prazer foi duplicado e o orgasmo foi muito mais intenso do que deveria ter sido. Jeongguk sentiu o corpo estremecer por completo e deitou na cama suado, mesmo que não tenha feito nada, e completamente ofegante. Sentia que não conseguiria se mover tão cedo. Taehyung mordeu o lábio, retirou seu dedo e cauda e deitou sobre o corpo de Jeon.

— Vou perguntar pela última vez e não terá mais volta. — Disse antes de lamber a orelha do rapaz. Após a mordida, passou a simular penetrações sobre os músculos cansados do rapaz. — Você me quer?

— Sim. — Respondeu com a convicção que podia naquele momento. A resposta fez nascer um sorriso no rosto de Taehyung, ele nem se demorou para começar a penetração de sua ereção no jovem.

Seu corpo arrepiou quando sentiu-se completo em seu interior. Taehyung queria evitar o uso da mágica naquele momento, mas talvez, diminuir o desconforto da dor para um jovem virgem seria o ideal, até porque, não bastava ele ser apertado e quente, ele tinha que gemer ofegante com aquela sensação de ser preenchido.

Taehyung quase perdeu as forças.

Encaixou e ajeitou-se de modo que poderia se mover bem. Deitado sobre o corpo forte de Jeon, iniciou seus movimentos lentos. Seu quadril movia-se sensualmente em quase uma dança que excitaria qualquer um que assistisse. Entrava e saia em uma lentidão quase torturante, mas intensamente delicioso para Jeongguk. Sentiu os lábios do bruxo em seu ombro em beijos doces enquanto se movia.

Entrava e saia, os corpos esquentando a cada movimento, as primeiras gotas de suor surgindo. As orelhas de Taehyung estava caída, sua calda se movia pelo ar em movimentos tão lentos quanto o corpo do mais velho. Enquanto isso, sua boca fazia o papel de beijar, morder, marcar e até perfurar a pele das costas de Jeongguk.

O moreno apenas sabia gemer enquanto apertava o lençol abaixo de si, eram sons baixos, o volume suficiente para que apenas os dois escutasse. Taehyung arfou quando foi mais fundo do que os movimentos anteriores e arrepiou antes de seus pulmões grunhierem com um felino.

— Você está superando minhas expectativas, mesmo que estejamos no início. — Comentou antes de puxar com cuidado os fios da nuca de Jeon para conseguir invadir seus lábios com a língua a fim de começar mais um beijo quente.

Logo os movimentos aceleraram, Taehyung precisava daquilo, ir mais rápido e fundo. O corpo de Jeongguk já estava acostumado, já não tentava expulsar o volume dali, então os movimentos ficaram muito mais naturais.

— Eu quero mais. — Jeongguk sussurro, olhando para Taehyung por cima do ombro. — Se essa é mesmo a última vez que sentirei tanto prazer, me faça ter o maior orgasmo do mundo, por favor.

— Me surpreendeu. — Taehyung disse com um sorriso. Tirou a ereção de Jeongguk e apertou as coxas brancas e arranhadas com força. — Espero que você aguente e aprecie o que está por vir.

Jeongguk foi virado pelo bruxo, logo suas pernas foram colocadas sobre seus ombros largos. Ajeitou-se pacientemente entre as duas e voltou a penetrar o mais novo. Umedeceu os lábios e os mordeu antes de voltar a se mover no interior de Jeongguk. O moreno, com os lábios inchados, tentava segurar seu barulho na garganta, principalmente quando a entrada foi um pouco mais forte que as anteriores.

Apertou as coxas com as mãos e aumentou sua velocidade. Estava muito mais rápido do que antes, e Jeongguk apenas cerrou seus olhos e deixou o prazer dominar o corpo. O coração batendo forte no peito, as chamas dominando cada célula de seu corpo.

O bruxo estava chegando ao seu ápice, e ainda precisava cumprir sua promessa. Abriu as pernas do mais velho e deitou sobre seu corpo, sua cauda, subitamente, enrolou no pescoço de Jeongguk em um aperto leve. As mãos do mais velho pegaram as do rapaz, entrelaçando os dedos antes dele aumentar a velocidade em um ritmo extremo.

Cada vez mais rápido, o som do choque dos corpos era tão alto quanto os gemidos de Jeongguk que quase falhavam devido ao aperto do pescoço. Estava ofegante e a dificuldade de respirar parecia deixar tudo melhor. Jeongguk apertou as mãos de Taehyung enquanto olhava nos olhos castanhos do bruxo.

Ele era tão lindo, tão excitante, tão perfeito.

Queria ter encontrado com a morte antes.

Deixou mais de seus gemidos saírem antes de gozar entre os dois corpos. Taehyung apertou ainda mais sua cauda e beijou Jeongguk antes de de fazer os últimos movimentos. No fim, gozou em seu interior com tanta vontade de luxúria nunca sentida antes. Ainda com os lábios sobre os de Jeon, moveu-se mais algumas vezes de forma lenta e tirou a cauda em volta de seu pescoço.

Jeongguk se sentia tão bem, seu corpo desejava por mais, porém estava estranhamente tonto. Todo o seu quarto começou a girar e percebeu que não conseguia focar nos traços do mais velho.

— Você gostou? — Perguntou antes de receber um selar nos lábios.

— Gostei… muito. — Respondeu antes de tudo escurecer.

Jeongguk se viu em uma sala negra. Estava sozinho, não conseguia ver nada a sua volta. Sentia tanto frio. A solidão era tão presente, quase tocável. Olhou mais uma vez em torno, tinha morrido? Ele teria que passar o resto da vida naquele lugar? Era esse o mundo pós morte? Um lugar vazio, escuro e solitário?

— Olá? — gritou. Sua voz ecoou, mas logo sumiu como se não tivesse falado nada.

— Isso é bem inesperado. — Jeongguk virou e viu Taehyung flutuando atrás de si, com as pernas e braços cruzados enquanto sua cauda se movia junto com sua orelha agitada e curiosa.

— Esse é o mundo pós-morte? — Perguntou com medo de onde tinha parado.

— Não exatamente. — Taehyung então aproximou-se do moreno e tocou sua testa. Logo o rapaz acordou em sua cama, sem suas roupas. Olhou em volta e tudo parecia impecavelmente arrumado. Não estava sujo e muito menos suado, entretanto ainda podia ver as marcas de unhas e dentes nas coxas, no ombro e tinha certeza que seu pescoço também estava roxo.

Tudo parecia um sonho distante, agora que Jeongguk estava acordado, mas por que tinha certeza que tinha feito tudo aquilo? Que esteve com Taehyung na noite passada? E por que estava vivo? Sua cabeça estava uma confusão.

— Você é um rapaz muito interessante. — Virou rapidamente ao ouvir a voz de Taehyung atrás de si. Ele estava sentado em cima de sua cama. — Você conseguiu me deixar cansado a ponto de querer dormir como um gatinho. Você sugou minhas energias.

— Eu não estou morto? — Virou-se para Taehyung e sentiu um incômodo em partes de seu corpo. Precisaria ficar de repouso.

— Não.

— Mas você disse que eu morreria.

— Eu menti para te seduzir. — Taehyung admitiu antes de sentar-se na cama ao lado do moreno. — Você é tão fissurado na morte que se pensasse que eu era ela, cederia a mim com mais facilidade.

— Acho que não precisava disso. Você por si só já conseguiria me ter nos braços com muita facilidade. — Jeongguk desviou o olhar, nunca tinha falado esse tipo de coisa para ninguém. Era uma sensação estranha de vergonha, mas também de felicidade. Logo sentiu os dedos longos de Taehyung sobre seu queixo e um beijo carinhoso e doce nasceu dali.

— Eu sou apenas um bruxo, um humano como você. Quando disse que somos iguais, eu não estava mentindo. — Explicou antes de recolher as pernas para perto do corpo. Seus olhos ganharam a tonalidade amarelada enquanto a cauda movia-se pelo ar.

— Entendo, de qualquer forma, tudo o que me fez sentir… foi tudo muito bom, até o medo inicial. Eu sentia que iria mesmo morrer. — Jeongguk afirmou antes de passar a mão no pescoço roxo.

— Por isso é interessante, poucas pessoas são como você. Belas, inteligentes, atraentes, interessadas no oculto e sobrenatural. Isso é raro, porém… — Taehyung respirou fundo e colocou a mão no peito de Taehyung. — ...você é vazio por dentro. Não tem nada apenas de escuridão e solidão. Sem amigos, sem sonhos, sem sentimentos. Acho que é por isso que me atrai por você. — O mais velho mordeu os lábios e colocou a mão sobre a de Jeon. — Eu fui o primeiro a te tocar profundamente e não foi com meu pau. Você entendeu.

— Eu entendi. — Jeongguk não gostava de pensar nisso, apenas se focava em sua fissura de desvendar a morte e todos os mistérios que a cercam. — Então aquele lugar onde eu estava, era eu mesmo?

— Isso. Me preocupou um pouco, mas não deixou de ser interessante.

— Mas me explica, como eu fiquei limpo? Você me deu banho enquanto dormia? — Estava realmente com dúvida. Dormiu tão profundamente que não sentiu alguém o banhando.

— De certo modo sim. — Taehyung desviou o olhar arregalado e levantou-se da cama. Na frente da janela, Jeongguk tinha a melhor visão de todas: o bruxo, pelado, de costas para, movendo o rabo. — Você sabe como os gatos tomam banho?

— Eles não tomam, eles se lambem.

— Exatamente. — Taehyung finalmente voltou a olhar para Jeongguk, e o mais novo arregalou os olhos antes de olhar para o corpo.

— Você me lambeu todo?

— Basicamente, tirei todas as gotas de suor e gozo. Mas juro que foi sem malícia! Eu apenas estava te limpando. — Ele parecia com medo de irritar Jeongguk, porém o mais novo apenas riu. — Tudo bem, eu fiquei levemente excitado quando estava limpando sua bunda, mas foi porque você gemeu dormindo.

— Você limpou… — Engoliu seco. — ...lá?

— Lógico. Por que não faria? — Taehyung respondeu com naturalidade. Ele estalou os dedos e suas roupas surgiram em um segundo, cobrindo cada parte de seu corpo. Em seguida, pegou roupas que separara para Jeongguk. — Se vista, vou fazer o café da manhã.

— Antes de descer. — Jeongguk o interrompeu, chamando sua atenção. Taehyung apenas parou na porta e olhou para o mais novo. — Você é o gato que aparece nos assassinados. Você é o assassino que mata todas aquelas pessoas?

A pergunta pegou Taehyung de surpresa, mas ele apenas sorriu.

— E isso importa? A nossa atração continuará a mesma e pretendo ter muitas outras noites como essa contigo. — Respondeu com sinceridade, antes de voltar a caminhar para fora do quarto. — Mas não fique muito curioso. Talvez, se ficarmos íntimos, eu te conto tudo o que está acontecendo.


Notas Finais


Música que inspirou a fanfic:
https://www.youtube.com/watch?v=Jx_z19KeIJ8
Isso ai mesmo, Taehyung hibrid, Hibrid Seme e sou desses. Não é a primeira vez que faço isso e vocês sabem. Já uma fanfic com crossdresser onde o Tae se vestia com roupas femininas e mesmo assim era seme. Isso não define posição sexual e vivo lembrando isso.
Caso queiram ler:
https://spiritfanfics.com/historia/mantenha-se-longe-se-for-possivel-8026979
E espero que tenham gostado desse estilo novo. ÇASNDNÇSAKDA Eu gosto de renovar de vez em quando.
Obrigado por lerem.
Beijos de um viciado em TaeKook e escravo de SoonHoon,
Nahu


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