História Enjo Kosai - Longfic - Momo, Sana e Mina (TWICE) - Capítulo 4


Escrita por: ~

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Categorias TWICE
Personagens Mina, Momo, Sana
Tags Chaeyoung, Dahyun, Jihyo, Jungyeon, Mimo, Mina, Mina Myoui, Momo, Momo Hirai, Nayeon, Once, Samo, Sana, Sana Minatozaki, Twice, Tzuyu
Visualizações 44
Palavras 1.335
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Colegial, Drama (Tragédia), Ecchi, Famí­lia, FemmeSlash, Hentai, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Shoujo-Ai, Suspense, Yuri
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Drogas, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Suicídio, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas da Autora


boa leitura, galera <3

Capítulo 4 - Infâmia


Fanfic / Fanfiction Enjo Kosai - Longfic - Momo, Sana e Mina (TWICE) - Capítulo 4 - Infâmia

 

 四 Infâmia

Mina.

 Depois que brigamos como cão e gato naquele ponto, fomos separadas por Ren e um amigo seu. Sinceramente se não fosse por eles, eu já teria a levado ao inferno há muito tempo. 

 Ren me levou de volta para casa e eu sei lá o que aconteceu com Miho. Ele tentava me acalmar e até me provocava como sempre fez; eu tenho que me livrar desse idiota. 

 Recebi trilhões de ligações de Sana e Momo, mas não quis atender nenhuma. Voltei para casa com algumas partes do corpo doendo e essas mesmas com arranhões. Mamãe estava sentada na poltrona da sala olhando um folhetinho. Fui em sua direção e tentei lhe dar um beijo, mas ela se esquivou.

— O que foi, mamãe? — pergunto.

— Mina — ela me mostra o papel onde continha uma foto minha com um homem, estávamos num bar. — Você está envolvida no Enjo Kosai? — fico parada sem dizer nada. — Me responda agora! 

— Sim. — revelo, levando um tapa ardido na bochecha como repreensão. 

— Eu fiz uma filha para ela crescer e se tornar isso? — ela olha para o folheto. — Para se tornar uma "vadia de Osaka"?! Fomos a tantas igrejas, conversamos tanto com o Senhor Cristo e foi isso que você supriu de bom?

— Mamãe, eu... 

 Não tinha o que falar, minha mãe estava certa. Eu não suprira nada de bom das igrejas, dos ensinamentos e nem dos mandamentos da Bíblia. Sou uma pecadora nata na Terra. Talvez a infâmia que eu e minhas amigas estejamos recebendo seja uma consequência de nossos atos pecaminosos. Estamos só sendo cobradas.

— Você é uma pecadora — ela me sacode forte, com os olhos mais marejados que os meus. — Em seu corpo há a soberba, a gula, a luxúria, a ganância e a mentira, minha filha. — ela me tá outro tapa. — O que mais tem de sujo em você, hm?

 A ira, mamãe. Um pecado gravíssimo.  

 Minha mãe sobe às escadas e para no último degrau, apoiando a mão no corrimão como se estivesse pensando em algo que esquecera de dizer.

 — Pegue suas coisas. Suma desta casa. Você morará na rua de agora em diante — ela me encara pelos ombros. — Ou morará num lugar luxuoso, já que você tem o dinheiro sujo que ganhou dando a sua pureza para esses homens. Pegue e vá, não quero mais vê-la quando eu voltar para cá. 

 Ela se vai, fechando a porta com toda a força do mundo. Suspiro fundo e limpo meu rosto úmido com minhas mãos. A esse ponto todos de Osaka já devem saber. 

 Vou ao meu quarto vagarosamente e tiro de lá tudo que preciso para ir embora — roupas e algumas recordações. Provavelmente eu nunca voltarei. Mamãe talvez nunca me perdoará, por mais que eu tenha confessado o que fazia.

 Saio de casa com uma mala grande e um pouco pesada em mãos, deslizando meu corpo na parede gélida ainda de minha residência. 

 Eu tenho certeza que foi Miho Ozawa que fez isso e, se não foi, pegarei da mesma forma esse sujeito e acabarei com sua raça do mundo. 

 Meu celular toca e era uma ligação desconhecida, mas logo atendo.

— Alô? — o meu fio de voz era realmente preocupante. 

— O-Oi — era uma voz masculina. — É você, Mina? 

— Sim, eu mesmo. — digo, vendo alguns folhetos virem em minha direção, trazidos pelo vento. Eram fotos minhas, de Sana e Momo. 

— Sou eu, Mitsuru Ono. Lembra-se? Então, gostaria de me encontrar novamente com você. Eu posso lhe dar mais ienes*, se qui...

— Mitsuru — o interrompo, com um nó forte na garganta. — Eu fui expulsa de casa. Mamãe descobriu o que faço. 

— O-O quê? — de repente nós dois ficamos mudos, esperando a resposta decisiva de ambas as partes. — Mina, eu irei te buscar. Venha para minha casa. 

— Se eu disser que sou eu e mais duas amigas na mesma situação... seria demais? 

— Não, não seria. Você é uma garota muito boa e tenho certeza que elas também são. Ei, me diga onde está que irei buscá-la.

Momo. 

 Um tapa foi desferido em meu rosto. Meus cabelos loiros e minha visão turva por conta do choro impediam de eu enxergar algo. Papai estava tão furioso que o seu rosto adquiriu uma coloração avermelhada. 

— Sabe como eu descobri que você era uma vadiazinha? — ele me sacudiu com força, forçando que eu fixe meu olhar ao dele. — No meu trabalho. Me ligaram e disseram "olhe, sua filha está envolvida naquele sistema sujo". Sabe o quão fiquei envergonhado? A minha única filha, única herdeira, participando disso? Que nojo, Momo! — outro tapa é desferido e eu não me contive, pegando em seu braço.

— Chega, papai — peço, com o rosto vermelho de tanto apanhar e com lágrimas que escapavam rapidamente. — Por favor, vá. 

— Acha que esse apartamento é seu? Você ainda tem dezessete anos, Momo! — papai falava alto e estava me assustando demais. — Eu sei que você leva suas amigas que também participam do Enjo, para cá. Sendo assim, você estará fora de casa! Todo o luxo que você ganhou nessa porra de sistema, ficará comigo. Morará na rua, que sempre foi seu lugar.

 Papai cuspia essas duras palavras em minha cara e isso me feria. Jamais imaginava que tudo saísse do controle e tomaria esse rumo deplorável. Para onde vou? 

 Meu pai me obrigou a pegar minhas coisas e ir embora, e assim fiz. Saí do prédio com o próprio zelador me olhando. Todos dessa cidade sabiam de mim – de nós. 

 O meu celular tocou e assim o atendi. Finalmente era Mina.

— Mina, onde esteve durante esse tempo? — pergunto, ficando parada na parede do edifício.

— Te expulsaram? — ela foi direta.

— Sim. E você? 

— Sim — ela solta um suspiro pesado. — Onde vocês estão? Estou indo te buscar. 

— Em frente ao prédio de nosso apartamento. Papai o pegou e não deixará mais nós entrarmos. Ah, a Sana está na casa dela e provavelmente a mãe dela já sabe. — digo, sentindo uma dor forte no coração ao pensar. — Para onde vamos, Mina?

— Para casa do Sr. Ono. — ela diz.

— O quê?

Sana.

— Não chegue mais perto de nós. Não quero que Yumi cresça e se transforme nisso que você é. 

 Yumi chorava e dizia que queria ficar comigo e mesmo ela não sabendo discernir toda a situação, sabia perfeitamente que eu iria embora e nunca mais voltaria. 

 Mamãe cuspia as piores palavras já ouvidas em minha vida. Eu era a "vadiazinha de Osaka", como ela disse. Ela descobriu quando ia comprar algumas coisas no mercado ao lado. 

 Eu tenho total certeza que quem fez isso foi Miho, mas eu não entendo o porquê desse ódio conosco. Para mim, sua única inimiga sempre foi Mina. 

 Entanto, não adiantaria nada pensar nisso agora. O cerco já estava pegando fogo há muito tempo e eu não sabia como escapar dele. 

— Por favor, Sana. Não vá. — ela abraça minha perna, mas de nada adianta, talvez realmente seja melhor para ela minha partida definitiva.

 Me agacho e lhe dou o último abraço. Para mim, Yumi e Momo seriam as únicas pessoas que eu morreria para deixá-las vivas, sem via de dúvidas. 

— Ei, sapequinha. Eu te amo — lhe dou um beijo na bochecha. — Tudo ficará bem. 

 Me levanto e vou em direção à porta com minha mala em mãos. Mamãe sumira e talvez fosse melhor assim. Peço para Yumi ficar antes que ela fique mais preocupada e frustrada ainda.

— Ei, Yumi. Cuide bem da mamãe. — peço, jogando um beijo no ar para a pequenininha.

— Te amo, maninha. — a menininha chora.

| ... |

 Depois de eu receber uma ligação de Mina e ela afirmando que moraríamos na casa do "Sr. Ono", fiquei apreensiva. Eu estava desapontada comigo mesma, frustrada e com raiva de quem vazou aquelas imagens na internet. A nossa vida estava definitivamente destruída e não teria como reverte-la tão facilmente. O único modo seria através de perdão por nossa família, mas acho que isso não aconteceria com tanta facilidade.

 A cidade inteira agora sabe de nossa imagem suja e isso me deixa mais preocupada ainda. Qual será o nosso destino? 


Notas Finais


ienes = moedas japonesas (representadas pelo símbolo ¥)

bom feriado, galera ✨
até semana que vem, q surge o 2º capítulo ;)


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