História Enlisted - Capítulo 5


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Palavras 1.671
Terminada Não
LIVRE PARA TODOS OS PÚBLICOS
Gêneros: Ação, Aventura, Comédia, Crossover, Drama (Tragédia), Ficção, Policial, Romance e Novela
Avisos: Álcool
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Capítulo 5 - Capítulo 4


Arregalei meus olhos.

- Como é?

Perguntei assustada.

- Eu...eu...

Randy começou a gaguejar.

- Ai meu Deus, Randy!

Eu saí correndo do quarto e ele me seguiu.

- Onde você o perdeu?

Eu perguntei sem fôlego já do lado de fora do prédio de dormitórios. Randy e Derek estavam ao lado.

- Por aqui.

Ele respondeu inocente. Olhei ao redor para ver o gigantesco campo.

- Ai meu Deus!

Falei alto aos céus enquanto começava a me desesperar e andar de um lado para o outro com uma mão na cabeça e outro na cintura.

- Randy! 

Derek deu um tapa em sua cabeça, fazendo o rapaz choramingar como uma criança. Randy voltou-se para mim e segurou meus ombros.

- Eu vou encontra-lo, ta bom? Eu vou! Eu te prometo. Palavra de soldado.

Ele falou quase chorando.

- Tudo bem. Está tudo bem. Vamos encontra-lo.
Falei mais para o meu contentamento do que para Randy que saiu correndo pelo campo batendo contra o sargento Cody e voltando a correr.
- Soldado!

O homem gritou para o rapaz que ainda correndo respondeu:

- Agora não posso, sargento.

E continuou. Passei a mão sobre a testa enquanto ouvia Derek bufar ao meu lado. Sargento Cody caminhou com passos pesados, batendo suas botas enquanto vinha em nossa direção.

- O que aconteceu com aquele menino?

O homem de voz grossa e profunda perguntou a nós que assistíamos seu desespero.

- Ele perdeu o Luke. Pelo menos ele acha que perdeu.

Eu respondi encolhendo os ombros. Sargento levou a mão sobre a testa apertando o centro da mesma com a ponta do dedo.

- Precisamos encontrar o menino, né?

Ele voltou a nos perguntar. Arregalei os olhos e concordei com a cabeça mostrando o que era óbvio.

- Tudo bem.

O sargento resmungou olhando em volta enquanto colocava uma mão na parte de trás da cintura e a outra sobre as sobrancelhas impedindo que a luz do Sol chegue aos seus olhos. Ele avistou um pelotão longe que praticava marcha. Sargento Cody assobiou, levando os dedos aos lábios e soltando um apito fino e irritado. 

- Sargento Perez, venha cá. Preciso de seu pelotão em uma missão.

Enquanto isso eu tentava ligar para Chelsea procurando seu número na agenda do celular, enquanto minhas mãos tremiam e eu sentia o suor começar a escorrer pelas minhas costas abaixo daquele Sol escaldante.

- Alô?

A voz esganiçada de Chelsea falou do outro lado da linha.

- Chelsea, se o Luke fosse se esconder em algum lugar, para onde ele iria?

Perguntei rápida, enquanto colocava um dedo no ouvido tentando tapar os gritos de Sargento Cody e Sargento Perez e dos soldados que eram comandados por eles. 

- Hã? Como assim? Eu não sei... - ela parou por alguns instantes. - acho que na garagem. Da última vez que ele sumiu, ele foi parar na garagem dentro do carro. 

Revirei os olhos.

- Ótimo!

E desliguei. Chelsea não me ajudaria naquele momento e eu não poderia ligar para minha mãe, já que se fizesse, ela enlouqueceria. E Luke estava sob minha responsabilidade, eu tinha que saber cuidar dele. Olhei em volta apertando meus olhos para tentar enxergar melhor sob aquele Sol.

- ...e vocês dois! - Eu e Derek ouvímos o grito de Sargento Cody no mesmo minuto. - Oh, desculpe. 

Ele falou me olhando e lembrando que eu não era um de seus soldados. Abanou a mão mais uma vez.

- Procure onde acha que ele deve estar, você o conhece melhor que nós, afinal. E você... - Ele olhou para Derek com certo desprezo. - só fique com ela.

Derek revirou os olhos bufando. O pelotão da sargento Perez, a única mulher que eu havia visto ali até agora, se afastou e se dividiu em pares. 

- Onde podemos procurar primeiro?

Perguntei para Derek que preocupava-se com o celular em suas mãos.

- Hã?

Ele levantou o olhar.

- Onde podemos procurá-lo?

Eu praticamente gritei enquanto gesticulava e tinha uma imensa vontade contida de voar em seu pescoço. Mas ele era mais alto e mais forte que eu, nunca conseguiria fazer algum efeito, nem sequer um desmaio, caso fizesse mesmo o ato de envolver seu pescoço em minhas mãos e tentar apertá-lo até deixá-lo roxo.

- Ah, sei lá, ele é seu filho, não meu.

Definitivamente, ele merecia morrer sufocado debaixo daquele Sol do meio dia.

- Ele não é meu filho. É meu sobrinho. Podemos ir para qualquer lugar enquanto não consigo pensar onde ele poderia estar, por favor?

Caminhei com passos rápidos em sua frente enquanto sentia sua presença atrás de mim.

- Ele não é seu filho?

Revirei os olhos enquanto tinha em vista o galpão à minha frente.

- Não. Por que achou que era?

Perguntei sem paciência. Derek encolheu os ombros.

- Porque vocês se parecem.

- Porque ele é meu sobrinho.

Corrigi.

- Mas sua irmã não tem idade para...

Ele continuou enquanto chegávamos à sombra.

- Ele é filho do meu irmão. Meu irmão mais velho, que está na guerra.

Respondi sem paciência. Derek abriu a boca enquanto resmungava um "ah" e olhava para os lados sem jeito, talvez por eu ter dito que meu irmão estivesse na guerra, ou por ter se reconhecido na pele de Luke, um garotinho de quem o pai estava na guerra pelo exército americano.

- E a mãe dele?

Derek perguntou parecendo ter um certo interesse. Chegamos no grande galpão. Olhei em volta tentando ver todos os lados nos quais uma criança poderia se esconder. Encontrei uma escada para uma sala em um dos cantos. Luke deveria estar ali. Eu sabia. Eu sentia. Eu iria para lá caso quisesse fugir. E se Luke era tão parecido comigo assim, eu poderia estar certa. Corri até a escada para subir.

- Ela era meio louca.

Respondi rápido lembrando-me do relacionamento de meu irmão e Eliza. Ele era loucamente apaixonado por ela, e ela, loucamente apaixonada e dependente dele.

- Louca como?

Derek continuou perguntando enquanto subia as escadas atrás de mim.

- É complicado.

Eu resmunguei chegando até a janela da sala, tentei ver algo, mas as persianas cobria nossa visão. Derek encostou na parede ao meu lado, com os braços cruzados sobre o peito enquanto me encarava, sem vontade alguma de me ajudar a procurar por Luke, mais interessado em sua história de vida.

- Ela sumiu. Deixou o menino e foi embora. 

Respondi rápida indo em direção à porta.

- Mas por que?

Derek continuou. Forcei a maçaneta e tentei abrí-la, mas estava trancada.

- Luke?

Eu gritei colando a orelha à porta.

- Luke? Se está aí, me responda!

Eu gritei mais.

Nada.

Silêncio.

- Por que ela deixou o garoto?

Derek insistiu. Encarei-o com os olhos fulminando de raiva. Fechei os punhos.

- Pode me ajudar a abrir essa bosta de porta?

Eu gritei.

- Não dá. É trancada por dentro.

Ele respondeu dando de ombros, tranquilo com tudo.

- Abre essa merda, agora!

Eu gritei mais.

- Não posso fazer nada.

Derek respondeu.

- Não é o seu sobrinho que está aqui dentro!

Eu gritei de novo, já perdia todo meu decoro.

- Você nem sabe se ele está aí, quer ver? - Derek caminhou até a porta, deu alguns toques nela e grudou a orelha na porta. - Luke, está aí?

Silêncio mais uma vez. Derek voltou-se para mim com as sobrancelhas levantadas.

- Está vendo? Não tem ninguém.

Ele respondeu como se soubesse.

- Ele está aí!

Eu afirmei.

- Não é o que parece.

Derek recostou-se na porta.

- Eu sei que ele está aí, Derek. Abre isso!

Eu insisti. 

- E como você sente isso? Por seu instinto maternal? - Ele perguntou sarcástico. - Em falar nisso, o que aconteceu com a mãe do garoto?

Derek inclinou-se em minha direção, ainda com os braços cruzados sobre o peito. Meu coração acelerava e eu bufava de raiva. Mordi com força a parte interna de minha boca até sentí-la sangrar.

- Ela era louca, está bem? Louca! Ela era totalmente dependente de meu irmão. Eles eram felizes, muito felizes antes dessa porra de guerra. Ele foi mandado pra lá e ela enlouqueceu. Ela foi embora. Simplesmente foi embora e disse que ia ir procurar por ele. Deixou o Luke pra trás, deixou a gente pra trás. Foi isso que aconteceu. Ela era louca!

Eu gritei tanto que senti minha voz falhar no final. Estava ofegante e meu peito subia e descia rapidamente enquanto Derek me encarava com um olhar assustado. Ouvímos um barulho vindo do outro lado, uma chave girando na abertura. Derek olhou para trás e a maçaneta girou, abrindo a porta fazendo Derek perder o equilíbrio para trás. Luke segurava a maçaneta e me encarava com os olhos vermelhos.

- Minha mãe era louca? E ela me deixou?

Sua voz falhou. Minha boca se abriu para responder algo que eu não sabia realmente o que era. Engoli a saliva que se juntava em minha boca, mordi a parte inferior de meu lábio e senti meu olho marejar. O garotinho franziu o queixo enquanto contorcia o rosto em uma careta para tentar não chorar. Ele fechou os punhos, olhou-me como se eu fosse a culpada, e realmente, naquele momento, eu era. Luke saiu batendo os pés, descendo as escadas enquanto segurava no corrimão. Então eu respirei, percebi que havia prendido a respiração durante todo aquele momento encarando meu sobrinho. Minha boca tremeu e eu comecei a respirar descompassadamente. Estava hiperventilando. Levantei o olhar para Derek que me encarava com os olhos arregalados. Era ele o culpado. Mas não valia a pena gastar meu tempo com ele. E então apenas corri descendo as escadas com passos tortos enquanto segurava no corrimão tentando não cair, senti tropeçar no último degrau mas consegui segurar-me. Olhei em volta e Luke já havia desaparecido.

- Que droga! Droga! Droga! 

Eu gritei me sentando no último degrau e colocando as mãos sobre os olhos enquanto chorava e soluçava em desespero sem parar. 



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