História Enquanto a chuva caia... (OneShot) - Capítulo 1


Escrita por: ~

Postado
Categorias One Direction
Personagens Harry Styles, Louis Tomlinson
Tags Boyxboy, Chasing Cars, Chuva, Fanfic, Fluffy, Fofo, Harry, Houis, Larry Stylinson, Louis, Lourry, Love, Oneshot, Romance, Snow Patrol, Songfic
Exibições 18
Palavras 1.619
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Romance e Novela, Shonen-Ai, Shoujo (Romântico)
Avisos: Homossexualidade
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas da Autora


Oi Família!! *-*

Os trechos que usei nessa songfic são da musica "Chasing Cars - Snow Patrol" É simplesmente linda! Pra quem quiser ouvir ela, vou deixar o link do vídeo nas notas finais. =D

Essa Oneshot eu escrevi a alguns anos, havia postado em outro site, mas agora resolvi revisar, mudar algumas coisas, dar uma melhorada e postar aqui. Ela é bem fofinha, não tem nada mais quente ok? Desculpa haha Espero que ela toque alguém... Obrigado desde já a quem ler e se puderem, digam o que acharam, assim posso saber no que preciso melhorar <3

Boa leitura!!

Capítulo 1 - Capitulo único.


 

Se eu deitasse aqui

Se eu apenas deitasse aqui

Você deitaria comigo

E esqueceria o mundo?

 

Lá fora, a chuva caia.

Dizem que a chuva é, de todas, a canção mais triste e melancólica quando escutada estando só. Sentindo-se só.

A lua se encontrava totalmente escondida por detrás das nuvens escuras carregadas. Uma pequena brecha entre as cortinas da janela foi o suficiente para que as o brilho das luzes vindas do jardim invadisse o quarto, em uma linha que atravessava o lugar, clara e suavemente. E isso era tudo o que iluminava o corpo pálido e delicado do menino de cabelos castanhos, escorridos sobre o rosto. Seus dedos brincavam com a manga do pijama macio que ultrapassava suas mãos, enquanto se mantinha encolhido sobre uma cadeira em um canto oposto a janela, abraçando as próprias pernas. Seu olhar era vago, direcionado para o nada. Não havia nada a olhar, nada que possuísse alguma importância real.

Ele não conseguia dormir.

Era apenas uma noite vazia. Ele sentia isso às vezes, quando durante o dia precisava fazer coisas das quais não gostava, quando essas coisas levavam tudo de si e o esgotavam de tal forma que, quando a noite chegava, parecia não ter nada mais nada em si alem do vazio.

Não era depressão, apenas algo que o atingia às vezes. Talvez fosse toda a pressão e cobrança que precisava enfrentar todos os dias, ou então os cuidados milimétricos que ele era obrigado a tomar a todo tempo para que nada saísse errado. O fato era que às vezes ele se cansava de tudo aquilo. Às vezes ele cansava de fazer o papel de outra pessoa, alguém que não reconhecia e não fazia sentindo nenhum dentro de si. Às vezes, tudo o que gostaria era ter outra vida. Não com pessoas diferentes, apenas outros caminhos.

Seus pensamentos estavam perdidos, mas seu coração estava bem localizado. Bastou que uma pessoa cruzasse seus pensamentos confusos, para que uma batida mais forte em seu peito o trouxesse à realidade, a qual não estava muito presente nas ultimas horas.

A verdade era que, embora às vezes desejasse outra vida, e mesmo que ele pudesse mudar a direção e seguir outros caminhos, após alguns passos ele voltaria atrás, e começaria exatamente o mesmo caminho outra vez. Porque, ironicamente ou não, a direção que o deixava mal às vezes, era exatamente a única capaz de fazê-lo feliz.

Era a direção que havia trazido Harry para si.

Deixou que sua cabeça virasse lentamente para o lado e, em seguida, seus olhos pousaram sobre o telefone prateado, que insistia em brilhar em cima da mesinha de madeira ao lado da cama. Saindo de sua posição anterior, sentindo leves dores nas pernas pelo tempo razoavelmente grande que havia permanecido ali, ele caminhou com passos lentos e desajeitados até o objeto que chamara sua atenção, pegando-o e discando números já tão bem conhecidos por seus dedos gélidos.

 

Eu não sei onde

Confuso sobre como, também.

Apenas sei que estas coisas 

Jamais mudarão para nós

 

Apenas um toque foi o suficiente para que pudesse ouvir o som rouco e doce da única pessoa que fazia realmente sentido em sua mente naquele momento.

– Lou?

O pequeno não respondeu. Nada foi dito alem disso, apenas deixou que um suspiro escapasse por entre seus lábios e foi o suficiente para que Harry entendesse. Sempre era. Chamadas curtas porem tão bem compreendidas por eles.

Outro suspiro quebrou o silencio do quarto, se misturando ao cantar da chuva e o sussurro do vento que soprava entre as folhas das arvores que rodeavam a casa do garoto, após a chamada ser encerrada do outro lado.

A chuva não dava sinais de que pararia tão cedo, mas Louis não se importava.

Bastava apenas esperar.

E a espera durou apenas alguns breves minutos, até que batidas seguras, porem gentis, fossem dadas do lado de fora da porta do quarto.

Sim, ele tinha a chave de sua casa.

Ele tinha livre acesso a qualquer coisa relacionada ao pequeno.

Porque ele tinha seu coração, e tinha tudo.

As batidas na porta não foram um pedido de permissão, apenas um aviso, assim como Louis não precisou dizer para que entrasse, nem tão pouco foi abrir. Não era preciso. Nunca é preciso permissão quando a pessoa é tão bem vinda, tão necessária. E o garoto de olhos verdes sabia. Mal acabou de bater e já estava adentrando com cuidado e rapidez. Um pequeno e breve sorriso se formou em seus lábios por constatar, mais uma vez, o que já sabia: A porta nunca se fecharia para ele.

Apenas alguns passos e já tomava seu pequeno garoto em seus braços, notando o quão adoravelmente embrulhado ele estava em um de seus pijamas que esquecera ali outra noite, e que o deixavam ainda menor e indescritivelmente lindo. Sem dizer nada o carregou e, com cuidado, os ajeitou na cama desarrumada do menor, apoiando suas costas nos travesseiros macios encostados a cabeceira, rodeando a cintura fina de Louis, enquanto o mesmo se ajeitou em seu colo, enlaçando seus braços ao redor de seu pescoço de forma já tão conhecida por eles. 

Permaneceram apenas se olhando por alguns segundos enquanto os dedos do maior acariciavam as costas do pequeno, subindo e descendo lentamente, de forma que, ele sabia, fazia Louis se sentir bem. Era tudo natural. Era confortável. Podiam ficar assim para todo o sempre e ainda assim nunca seria o suficiente.

Louis já se sentia infinitamente melhor apenas de o ter ali, preenchendo todo vaziou, sem precisar encenar um papel. Harry o fazia se lembrar de quem realmente era.

Bastava olhar o verde carregado de calma e amor para que ele se encontrasse e achasse o sentido necessário para recomeçar um novo dia.

 

Tudo que eu sou

Tudo que eu sempre fui

Está aqui em seus olhos perfeitos 

Eles são tudo o que eu consigo ver.

 

-Hazz...

O garoto pronunciou em um sussurro quase inaudível, fazendo um breve carinho nas bochechas do maior, em seguida, deixando um beijinho que fez Harry sorrir, sentindo seu coração aquecer com o quão adorável seu pequeno era. Louis levantou, em seguida, estendendo sua mão a qual Harry não demorou a segurar, fazendo um leve carinho com a sua. Deixou-se ser guiado para fora da cama por Louis, assistindo ele puxar as cobertas as quais estavam, anteriormente, sentados sobre, as arrastando até que pudesse entrar e se acomodar em baixo e então estender sua mão novamente, chamando Harry para fazer o mesmo. 

Após alguns segundos deitados com Louis acomodado em seu peito, o garoto se ergueu, usando o braço de apoio, o suficiente para que pudesse olhar para o ele, sua mão pequena traçando um caminho suave no rosto de Harry, deslizando-a até que seus dedos alcançassem seus cachos bagunçados os arrumando totalmente para trás da orelha. Abaixou o rosto lentamente até que suas testas estivessem encostadas com o mesmo cuidado que sempre tinha. Fecharam os olhos por um momento e aproximaram a pouca distancia que faltava, selando seus lábios com doçura, os macios quentes de Louis esquentando os lábios de Harry, ainda um pouco frios pelo ar gélido da noite, sem nenhuma pressa, o movimento dos lábios do maior trazendo o conforto que Louis tanto precisava. Seus lábios faziam amor.

Ficaram assim por um tempo, naquele quarto escuro, sob a quase inexistente luz.

Não aprofundaram tanto o beijo. Não era preciso, não naquele momento.

Harry apertou Louis, o trazendo para mais perto em um abraço, e após encerrar o beijo com selinhos gentis, e distribuir vários beijos em ambas as bochechas e pescoço do pequeno, o fez se deitar outra vez, o ajeitando sobre seu peito e o abraçando com força, como se pudesse o proteger de todas as suas tristezas.

E ele podia, porque Louis não se sentia triste quando estava em seus braços. Ele sentia que estava pronto pra enfrentar qualquer coisa novamente. Mesmo sabendo que alguma hora se esgotaria outra vez, sabia também que Harry sempre devolveria suas forças. E isso o fazia querer sorrir, ao mesmo tempo que o fazia querer chorar. Ele o ama tanto!

Tanto...

- Obrigado Hazz...

-Shii, não precisa me agradecer por algo que amo fazer, pequeno. - Deixou que seus braços, que rodeavam o corpo frágil, se apertassem ainda mais, e abaixou o rosto o quanto conseguiu, deixando um beijo na cabeça de Louis, sobre os cabelos que cheiravam tão bem. -  Ao cuidar de você, eu cuido também do meu coração...

Suas mãos se uniram em um encaixe perfeito, e uma lagrima lotada de amor percorreu as bochechas de Louis acabando por descansar sobre a camisa de Harry, enquanto ao mesmo tempo um pequeno sorriso escapou em seus lábios, porque ele era apenas tão sortudo! Era extremamente sortudo de ser a pessoa quem esta ali, sendo embalado com o movimento do peito de Harry, tendo seus cabelos tocados pela respiração quente, sendo quem recebe aquelas palavras tão especiais. E é nesses momentos que ele percebe que tudo vale a pena.

Pela primeira vez naquela noite, Louis sentia que poderia dormir.

Eles ficaram assim, se enchendo com a presença um do outro, até que as respirações se acalmaram, até que o aperto das mãos, aos poucos, se suavizou, e com os olhos piscando preguiçosamente, os dois adormeceram.

Era tudo o que precisavam.

Não precisavam de muitas palavras, não precisavam de nada mais do que estar nos braços um do outro.

Era onde encontravam a paz.

E dizem que a chuva é, de todas, a canção noturna mais bela e a mais significativa ao embalar dois corações apaixonados, quando juntos.

E lá fora, a chuva caia.

 

Se eu deitasse aqui

Se eu apenas deitasse aqui

Você deitaria comigo,

E esqueceria do mundo?

 

 


Notas Finais


Link da musica: https://www.youtube.com/watch?v=GrpSjXo6ah0

Obrigado por lerem!! *-*


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