História Enquanto Ele não vem - Capítulo 9


Escrita por: ~

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Categorias Cody Christian, Flavia Pavanelli
Tags Drama, Romance
Exibições 15
Palavras 2.491
Terminada Não
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Capítulo 9 - Nine


Fanfic / Fanfiction Enquanto Ele não vem - Capítulo 9 - Nine

E a você que está lendo isso: seja palco! Deixe ele te usar para a obra e o reino dele. Não importa o que fazia, o que acha que você é, Jesus vê algo especial em você, e ele quer usar isso pra obra dele, então se deixe ser um instrumento nas mãos do rei das estratégias, porque Jesus vai fazer das suas feridas sair poder pra curar.

Um mês depois - casa do Léo

Enfim, primeiro ano da faculdade concluído.

As notas saíram ontem, e graças ao sangue de Jesus que foi derramado na cruz do calvário em favor de nós pecadores... Eu passei em todas as matérias!

Minha mãe ligou ontem avisando que minha passagem já estava comprada e agendada para amanhã, algo que em partes me entristeceu. Deixar o pessoal aqui, mesmo que seja só durante três meses, vai me fazer muita falta, entretanto não aguento mais ficar sem ver meus pais.

– Não acredito que você vai passar suas férias lá em Rondônia... – dona Cláudia, mãe do Léo, disse enquanto cortava os tomates.

Por eu estar indo amanhã, Léo me chamou pra almoçar com família na casa dele. Eu já os tinha conhecido há tempos, era praticamente minha segunda casa. Dona Cláudia  era quase minha mãe, me ligava perguntando se eu estava me alimentando bem, no meu aniversário fez um almoço lá em casa pra mim, comprou presentes, me leva pra fazer compras com ela e a Eduarda, irmã mais nova do Léo, tá aí outra pessoa linda: Duda.

Ela tem apenas sete anos de idade, mas parece ser mais madura que eu muitas vezes. É o Léo em versão feminina, ou melhor, é a Carina em miniatura, e claro não podemos deixar de falar do senhor Jorge, pai do Léo. Muito engraçado, não tem como ficar triste perto deles. Quase todos os finais de semana reúne a família e sai pra algum lugar. 

Todos eles são cristãos, mas segundo Léo nem sempre foi assim. O último a se converter foi o Jorge, eu estava no culto no dia. Ele bebia de muitas vezes ficar bêbado, e por se converter há pouco tempo, especificadamente dois meses, ainda luta contra a bebida, e está parando, claro que às vezes tem uma recaída, mas logo se conserta.

–  Pois é... –  respondi dona Cláudia, soltando um longo suspiro depois –  Mas vai passar rapidão, eu espero né?!

–  Passa mesmo, mas eu queria que você fosse viajar com a gente para a Argentina, visitar minha família –  ela disse colocando a tigela de tomates cortado em cima da mesa, enquanto eu cortava os pepinos –  Léo queria te apresentar à minha mãe.

–  Sério? –  indaguei e ela assentiu –  Mas por que ele queria me apresentar à ela?

– Porque minha mãe é muito crente entende? – concordei com a cabeça –  Ela disse que Deus tinha uma menina especial guardada para o Léo, que até teve uma visão da menina que ele iria casar e tal... –  eu parei de cortar e a encarei com a sobrancelha arqueada e ela gargalhou –  E aí, aconteceu uma coisa que eu não posso te contar ainda, Léo me fez jurar não falar nada por enquanto, então iria te apresentar para minha mãe, e ele iria confirmar algo. – coloquei a faca em cima da mesa e tapei o rosto com as mãos enquanto ela gargalhava alto. Eu deveria estar um pimentão. – E o melhor foi quando a Carina foi com a gente quando eles ainda namoravam, minha mãe olhou pra cara dela, na hora que descemos do carro, e gritou da varanda: "Léo, essa daí não é a que Deus me mostrou não! Pode terminar!" – dona Cláudia disse imitando uma voz bem aguda, o que me fez gargalhar.

–  Não acredito! –  exclamei e ela assentiu rindo – Que situação...

– Que gritaria é essa? –  Léo apareceu na porta do cozinha com um monte de sacolas nas mãos, já que ele, seu Jorge e Duda, foram ao mercado buscar as coisas para a lasanha.

–  Até que enfim em?! –  Cláudia falou pegando as sacolas da mão dele e as abrindo.

–  De nada querida mãe... –  Léo respondeu sarcástico e eu ri assim como ela que depois murmurou um "obrigada meu amor" –  Pelo visto vocês colocaram as fofocas em dias né?! –  ele se dirigiu à mim e eu concordei rindo –  Falaram muito mal de mim?

–  Na verdade não tivemos tempo de falar muito, já que vocês chegaram rápido, então falamos pouco... –  dei de ombros e ele gargalhou murmurando um "babaca". –  Cláudia, quer ajuda com a lasanha?

–  Não meu amor, mas se quiser me ajudar, vai terminando o escondidinho fazendo favor? 

–  Claro! –  respondi pegando o braço de Léo e o levando para o fogão comigo –  Tu vai me ajudar rapazinho, comigo não tem esse negócio de homem ficar sentado não...

–  Vish... –  ele respondeu prolongando o "i" –  Logo uma feminista, Deus? –  eu gargalhei e lhe dei um soco leve no peito –  Brincadeira.

***

Já havíamos almoçado, na verdade foi quase um lanche da tarde, já que só saiu o almoço duas horas, por culpa do Léo que deixou o escondidinho queimar, e tivemos que fazer outro.

Eram quatro e meia, aproximadamente, e Léo me chamou pra tomar banho na piscina:

–  Eu não trouxe biquíni, Léo... –  respondi enquanto ele me puxava para fora de casa, nos guiando para o quintal do fundo.

–  E daí? –  respondeu ainda me arrastando – Entra de roupa mesmo...

–  Ah claro! –  revirei os olhos –  Não vou entrar, já disse.

–  Não vai? –  ele arqueou a sobrancelha e deu um sorriso malicioso.

–  Leonardo Maciel! –  exclamei pausadamente –  Eu vou gritar se tentar me jogar nessa piscina... –  dei passos para trás enquanto ele vinha em minha direção lentamente sorrindo.

–  O pessoal tá dormindo... –  deu de ombros e depois tirou a camiseta que usava –  Quer acordar eles?

–  Léo... – antes que eu começasse a correr, ele me pegou no colo e pulou dentro da piscina. Depois de quase beber um litro de água, subi até a superfície recuperando o fôlego. –  Idiota, eu quase me afoguei!

–  Você não sabe nadar? –  questionou passando a mão no cabelo o jogando para trás.

–  Claro que sei, mas fui pega de surpresa... – dei de ombros passando a mão no rosto tirando excesso de gotas que escorriam.

Ficamos ali conversando, jogando água um no outro, brincando de rei da piscina, o que não tinha muita graça, já que só eu que ficava de pega, ele era muito rápido pra nadar.

–  Vamos dançar? –  Léo perguntou saindo da borda da piscina e mergulhando.

–  Oi? –  questionei rindo –  Tá louco? Nem música tem, estamos molhados, e o piso deve estar fervendo...

–  É aqui dentro da piscina, vem! –  revirei os olhos mas logo me rendi e mergulhei para dançarmos.  Léo colocou sua mão esquerda em minha cintura, e com sua mão direita segurou minha mão esquerda, enquanto eu pousei minha mão direita sobre seus ombros. –  Como assim eu nunca reparei nesse anel? – Léo disse segurando meu dedo anelar esquerdo, onde eu usava um anel escrito "Jesus", que representava meu noivado com ele.

–  Hoje que foi ver? –  perguntei com o cenho franzido e ele assentiu.

–  É esse que falou aquele dia do testemunho e tal? –  assenti –  Nunca tirou ele, tipo, pra nada? –  neguei com a cabeça.

–  É minha aliança mesmo... –  dei de ombros e então voltamos a dançar.

Era muito difícil fazer até os passos normais para os lados, parecíamos duas tartarugas tentando realizar os movimentos. –  Isso tá ridículo, não é?!

–  Tá, com certeza! –  respondi gargalhando e ele também.

–  Pode estar feio, mas eu gosto!

–  De dançar? –  indaguei com o cenho franzido.

–  Não, de você. –  ele respondeu olhando diretamente nos meus olhos, o que me fez fraquejar. Os olhos do Léo é algo sobrenatural, juro! É um azul vivo, e digo até no sentido literal da palavra. Ele consegue passar vida através dos olhos, e não por serem azuis, mas por refletirem Jesus. Se me perguntarem qual a pessoa que pra mim, mais lembra Jesus, eu responderia sem nem pensar duas vezes: Leonardo. Ele exala o reino! É como se ele literalmente não fosse daqui, como se ele já tivesse vivido no céu, e então Deus o mandou para cá pra fazer parte dos loucos por ele.

–  Sabe Léo... –  disse colocando minha mão direita sobre seu rosto –  Você se parece tanto com Jesus.

–  Meu sonho chegar nesse nível! –  ele respondeu rindo.

–  É sério! Eu consigo enxergar ele dentro dos seus olhos... Sabe, você tem o cheiro dele, e cara, seu caráter é de alguém que não é da terra...

– E você acha que contigo é diferente? –  indagou me encarando –  Você é tão linda, tão preciosa, que quando Deus foi falar de você pra mim, eu fiquei até com ciúmes... Ele tem muito orgulho de ter uma filha como você, que mesmo com seus medos, vacilos, você sempre o escolhe! E isso me inspira muito, você não tem ideia. O modo como você fala "Jesuszinho" me alucina demais! – neguei com a cabeça rindo –  Você é a pessoa mais louca por ele que eu conheço!

–  É o que? Olha as coisas que vocês já fizeram, eu não fiz nada, e outra, você sabe as merdas que fiz...

–  Então acha que eu sou santo? – neguei com a cabeça soltando um riso abafado –  Eu faço muita merda, muita mesmo, assim como você, mas em vez de me afastar de Deus pelo pecado, aí que eu me aproximo mais, porque só assim eu consigo vencer! 

–  Tá vendo! –  apontei o dedo no peito dele –  Olha só esse jeito de encarar as coisas, você é lindo demais, Jesus! –  gargalhamos juntos, e eu senti que poderia ficar ali pra sempre o ouvindo gargalhar. –  Sabe Jesus... –  eu disse levantando os olhos para o céu –  Obrigado por ter me dado alguém tão parecido contigo, e talvez seja esse um dos motivos que me faz gostar tanto desse cara aqui –  olhei novamente para o rosto do Léo, e vi um sorriso enorme se formar.

***

Dia seguinte - aeroporto - 06h45 am

–  Eu detesto a ideia de saber que vou ficar três meses sem você! –  Léo disse assim que anunciou meu voo nas caixas de som.

–  Eu sei que sou importante, mas eu voltou meu bem! – respondi gargalhando. –  Me dá mais um abraço, eu tenho que ir! –  o puxei para um último abraço antes de embarcar, e logo senti meus olhos marejarem.

–  Promete que volta? –  ele perguntou assim nos separamos.

–  Prometo! –  respondi dando um beijo em seu rosto. Léo me abraçou novamente, e então eu fui para o portão de embarque, mas antes o ouvi gritar "volta logo, amo você", e eu o respondi com um "te amo também!".

***

Quatorze horas depois - 20h pm

Eu já estava em casa!

Depois de seis horas de voo, e mais duas de carro, até chegar me minha cidade, eu finalmente cheguei.

Cheguei eram duas horas da tarde, então deu tempo de curtir com minha família, matar a saudade, e agora era hora de rever meus amigos.

Marcamos de comer pizza na casa do Gabriel. Meu grupo de melhores amigos eram: Emily, namorada do Gabriel, Jessica, irmã da Emily, Thais e Neto, e a minha irmã. Claro que eu tinha outros amigos, mas esses eram os da igreja. Temos até um nome para nosso grupo: "Panelinha". Porque assim que começamos a ser amigos, o pessoal da igreja falou que era uma panelinha, então começamos a nos chamar assim.

Alana estacionou o carro em frente a casa, e parecia que o restante já estava aqui, por causa das motos estacionadas.

– Em, pega pra mim a garrafa no banco de trás, esqueci! –  Lorena disse quando estávamos chegando no portão.

–  Ôh Jesus! – bufei e voltei para o carro. Abri a porta de trás, peguei a garrafa e entrei na casa. Lorena havia deixado o portão aberto, então só o tranquei quando passei. A porta da frente estava fechada também, e quando a abri:

– Seja bem-vinda! – gritaram em uníssono e eu dei um pulo pelo susto. 

–  Meu Deus, eu quase tive um infarto! –  exclamei com a mão no coração e só agora reparando que não estava só a "panelinha", mas tinha outras pessoas ali da igreja, e alguns outros amigos meus.

–  Que saudade! –  Thais exclamou vindo me abraçar antes de todos. 

–  Que saudade também! –  respondi assim que nos separamos.

Depois dela, veio a Emily, Neto, Jessica, Natália, Manu, Larissa, João, Felipe, Lucas, Heloísa e Gabriel.

Só agora pude reparar na decoração: tinha uma mesa enorme com muito doce e salgado. Um painel enorme com fotos minhas junto com eles, e estava escrito em dourado "Bem-vinda de volta!"

– Acho que cheguei um pouquinho atrasado... –  uma voz ressoou atrás de mim e quando me virei quase tive um segundo infarte: Raphael.

Raphael e eu tivemos um romance aos meus quatorze anos, ou seja, ele foi o último menino que eu gostei, e até então nunca tinha gostado tanto de alguém como gostei dele.  Aí nos separamos porque ele meio que estava com outra, não era realmente da igreja como tinha me dito, mas passado dois anos, voltamos a conversar e a quase voltar a ter o romance, porém ele foi embora para outro país estudar, e desde então nunca mais vi ele.

Ele sempre foi lindo: loiro, olhos verdes, relativamente alto, não tão magro, barba (isso é golpe baixo), e era dono do melhor abraço do mundo! Ele e Léo eram empatados nesse quesito. Mas agora que depois de três anos sem o ver, ele está ainda mais bonito. E como não ficar balançada com essa situação? Nós quase engatamos um namoro antes dele ir, e simplesmente fomos deixando de conversar, não colocamos um ponto final do que tínhamos, só deixamos as coisas esfriarem, e aí eu o reencontro depois de anos.

– Rapha? –  indaguei quase que num sussurro e ele abriu um sorriso e veio em minha direção me dando um abraço apertado, como ele sempre deu. Quando eu fechei meus olhos durante o abraço, foi como se nossa história tivesse passado em minha cabeça como um filme de curta metragem. O perfume dele era o mesmo de três anos atrás, o meu favorito: sexy 212. Nos separamos do abraço, e ele segurou meu rosto com suas mãos e ficou encarando como se prestasse atenção em cada detalhe.

– Você continua a mesma Aline de três anos atrás, porém mais adulta e muito mais bonita! –  ele disse e eu gargalhei.

A festa seguiu e eu me sentia muito mal, não por ter feito algo de errado, mas eu me sentia fraca. Talvez seja o cansaço da viagem, mas em meu coração o espírito santo me dizia "se fortaleça, se fortaleça", e eu estranhei, porque estava me sentindo forte em relação ao espiritual.

E a você: busque fortalecer o seu espírito, porque ele é que combate a carne e o pecado. Então alimente-o através da palavra, da oração, de experiências com Deus, e da intimidade. Nossa carne se torna forte em qualquer brecha que dermos, ou até a que não dermos, porque está na nossa natureza humana dar ouvidos mais à carne. Então busque a Deus, e fortaleça o seu espírito.



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