História Enquanto houver amor - Capítulo 29


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Categorias Ashley Benson, Dylan O'Brien, Justin Bieber, Ryan Butler, Selena Gomez
Personagens Ashley Benson, Justin Bieber, Selena Gomez
Tags Diferença, Fotografia, Jelena, Justin Bieber, Romance, Selena Gomez, Sonho
Visualizações 131
Palavras 2.105
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Colegial, Comédia, Crossover, Drama (Tragédia), Escolar, Esporte, Famí­lia, Fantasia, Festa, Ficção, Hentai, Lemon, Mistério, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Suspense
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Intersexualidade (G!P), Linguagem Imprópria, Mutilação, Nudez, Sadomasoquismo, Sexo, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


O capítulo ta meio pesado? Sim, mas essa sou.
E... FELIZ DIAS DAS CRIANÇAS!
Estamos na reta final, acho que são, mais dois depois desse.
Pois é.
Segundo, Obrigada a todos vocês!
São as melhores pessoas do mundo!
desculpem os erros!

Capítulo 29 - Eu ficarei bem, Justin.


Fanfic / Fanfiction Enquanto houver amor - Capítulo 29 - Eu ficarei bem, Justin.

Selena Gomez. POV. 

Sexta-feira, 08h47 am.

Mobile, Alabama.

 

Uma semana depois.

 

Eu era feliz.

Mesmo que não soubesse o real significado da palavra, isso só fiquei sabendo muitos anos para frente com a chegada de seres pequenos e rechuchudos. 

Não tinha um modelo familiar padrão imposto pela sociedade, meus pais nunca casaram-se legalmente "O amor não está em um pedação de papel, querida" era o que papai sempre dizia, papai sempre teve razão, até mesmo quando achávamos que estava errado.

Não tinha residência fixa, afinal, morávamos em trailer, muito charmoso para ser sincera e não em uma casa de concreto como as outras família, gostávamos daquela vida, mesmo que ficássemos de coração partido ao dizer adeus, mesmo que as vezes eu quisesse ser como as outras crianças. 

Nunca tivemos um endereço também, morávamos na estrada, percorremos todo o país, o único lugar e que passamos mais de dois meses foi o Texas, visitamos a vovó e mamãe ficou doente.

Nós éramos felizes.

Então algo aconteceu, algo grandioso e milagroso, ela veio. Gracie, a gravidez complicada ampliou os horizontes e fez florescer o desejo eloquente em meus pais de entrarem para os padrões americanos, eles casaram-se em uma linda cerimônia no quintal da vovó e compraram uma casa em uma cidade afastada.

Mobile, Alabama.

Uma casa de verdade com gramado de verdade, cerca branca de verdade no jardim e claro, havia muitas janelas e plantas espalhadas pela casa.

Eu fiz amigos, não que fosse um problema, Ashley e eu havíamos construído uma relação profunda desde o Texas, então veio os outros, Vanessa, Steve e Dylan, sempre fui comunicativa.

Maldito estado do Alabama.

Maldito estado do Alabama e seu garoto bonito com família complicada, maldito coração! Eu poderia ter amado Dylan, os pais dele me adoravam, meus pais o adoravam, no entanto, o amei antes mesmo de sentir, antes de saber seu nome, me apaixonei por seus olhos atrevidos da cor do outono. Olhos com mel derretido chocando-se com ouro líquido.

Agora não sou mais tão feliz.

Não sou eu.

Somos um quinteto quebrado.

Um todo pela metade.

Poeira em um móvel antigo, um que nunca mais seria usado, abandonado, caindo aos pedaços em um sótão vazio. Enquanto esfrego as mãos no tecido negro minha cabeça torna-se gigante sobre meus ombros, esse é um dos motivos pelo qual a deixo cair para o lado sentindo o rosto ser completamente inundado pelo líquido quente que escorre.

A figura refletida no espelho transmite dor aos meus olhos, mesmo que ela seja eu, não me sinto, vivo moribunda há uma semana, não quero dizer adeus, não quero os deixar ir.

– Selena...

O receio em sua voz me faz olha-lo, ainda que me doa o ato quando o faço, a roupa escura o deixa tão mais magro que o normal, suas mãos recolhem meu rosto com delicadeza fazendo-me mergulhar lentamente em seus olhos cheios de ternura, ele transborda amor, isso aumentou em alguns dias.

– Você tem certeza?

– Não... Mas eu tenho que ir, Ashley e Steve precisam de mim, também preciso deles.

– E eu preciso de você, preciso que fique forte.

– Eu sei – O valor de seu toque é inestimável, é como ouro em terra de carvão.

– Preciso que se alimente corretamente, que durma pelo menos oito horas por dia e que...

– Farei tudo isso, eu ficarei bem, Justin, será apenas um mês e então eu irei.

– Sua mãe quer me matar e a minha também – O abraço com força sentindo cada partícula entrar em ordem em meu corpo – Eu ficaria aqui por mais um tempo, mas...

– Eu amo você.

O brilho que suas orbes carregam, opacas esse semana, ascendem, mesmo que tão rápido, Justin sorrir ao envolver as mãos nas minhas, seus olhos miram o anel em meu dedo, aquele que um dia fora seu, em um gesto silencioso o leva aos lábios, depositando em minha pele fria e trêmula um beijo casto.

- Selena...  

- É, sério, eu amo muito você. 

– E eu gosto tanto quando diz que me ama – Ele não espera minha resposta, me abraça sorridente, beijando cada parte exposta do meu rosto úmido – Porque é raro de ouvi-la dizer.

– Eu te amo além de palavras, Justin, além de mim, sabe disso.

– É claro que sei, mas gosto quando diz.

Seus lábios possuem mais doce néctar e ele espalha-se por toda a minha boca quando o beijo lentamente, tentando ao máximo prolongar o momento, não quero que ela vá, não agora que preciso tanto, não agora que deixei de ser eu.

Agora sou nós.

- E eu te amo - Sussura só para mim.

Puxo sua camisa, infiltro-me pela gola não permitindo sua partida, uma hora ou outra ele teria que ir, quando afasta-se nota-me cativa, encolhida dentro do meu próprio corpo, me tornei depende dele depois que eles se foram de forma tão abrupta.

– Meu amor... – Ele é cuidado com o ato de retirar minhas mãos de si – Eu venho para levá-la comigo, é só o tempo para comprar o apartamento e mobilhá-lo

– Eu sei, eu só... Vou sentir sua falta.

– E eu a sua, de vocês... – Sua risada ecoa de forma calorosa enquanto pousa a mão sobre meu ventre habitado por um grão – Isso é tão novo.

Ele beija carinhosamente minhas bochechas, mas em nenhum segundo suas mãos abandonam meu corpo, pelo contrário, ele as mantém firme sobre mim, com medo que perdesse algo, mesmo que por enquanto nada haveria de acontecer ali.

Justin é rápido, com um único movimento encontra-se ajoelhado sobre o tapete felpudo em meu quarto, têm ambas as mãos em minhas laterais, me olha daquele jeito, cheio de amor, morno e eterno, agora ainda mais intenso quando focaliza em minha barriga.

– Quero saiba que eu já o amo, bebê, não importa como venha, nós iremos ama-lo.

– Ele ainda é um grão, Justin, não irá te ouvir – Tento ser racional, está grávida em meio ao apocalipse que vivo é um desafio, ainda tem a faculdade, nada no mundo me faria desistir de ir à Princeton – Muito menos entender.

– Nossa, Selena! Você é tão sensível.

– Estou sendo realista.

– Eu sei, sei que não é o melhor momento para termos essa criança, mas eu estou feliz – Ele sorrir largamente deixando seus olhos bem pequenos e luminosos  – Ela é nosso raio de Sol em meio a chuva.

Como não ama-lo? Era impossível, Justin era maravilhosamente solar, uma criatura estupidamente vívida, os olhos da cor de olhas folhas secas, delicados em um rosto mimosamente esculpido, tudo era harmonioso em seu ser.

– Querida – Minha mãe nós olha, o corpo gordinho coberto por vestido negro, assim como eu, têm o rosto cansando – Ashley e Steve chegaram.

Mamãe:

Ela fechou-se por um tempo depois de tudo, no entanto, quando eles chegaram, o mundo roubou o brilho do Sol para si.

– Eu já irei.

Mamãe não olha para Justin nem por um segundo, carrega consigo um rancor que não havia visto em seus olhos, ele sente o peso das palavras dita por ela há alguns dias, talvez por isso paga minha mão em silêncio, as escadas parecem não ter fim, provavelmente eu queira que tenha um fim, pois sei  o que me aguarda.

Eu a vejo primeiro. 

Ashley tem sua estrutura presa à de Steve,  os lindos olhos oceânicos transbordam dor e pesar ao encontrar os meus, a perda se faz presente de forma tão intensa quando juntos, nós três, não mais nós cinco, me liberto em lágrimas quando me envolvem em um abraço fragmentado. 

A tristeza nunca foi tão temida quanto agora é.

– Oh, meu Deus! Eu sinto tanta falta, mais tanta falta deles, Sel. 

– Ele se foi brigado comigo – A voz de Steve chega cortante como uma lâmina, cheia de palavras interrompidas – Eu me odeio por isso, deveria ter sido eu no lugar dele.

– Ei, não! – Minhas mãos trabalham em limpar seu rosto cheio e pintinhas marrons – Ele o ama, não importa onde esteja, Dylan não quer se quebre por isso.

– Sel... Eu não consigo...

 – Não! Nós vamos a esse memorial, eu vou ler... – Me sinto tão fraca, quase não me ouço falar – Vou ler o que escrevi para eles, não vamos deixar de ama-los, eles estão para sempre em nós.

Ashley segura minha mão com força, os dedos presos aos meus e junta com os do garoto ruivo, ela sorrir doce por um segundo, mas é quando as mães deles aparecem é que mundo desaba, a dor de suas perda se tornam minhas.

Só há lágrimas e lamentação, lembranças e palavras não ditas.

Tudo jogado ao vento.

Jogado ao acaso do destino, cruel e indigno. 

 

 

High School Mobile.

Noite para baile de formatura.

 

A multidão a minha frente espera, não existe clima algum para comemoração, Dylan fazia parte do time assim como Vanessa, eles era queridos por todos, por isso há uma faixa preta nos braços de todos espalhados pelo ginásio esportivo.

Eu sempre odiei o silêncio, principalmente aquele que cerca o lugar.

Respiro fundo, não apenas uma, talvez algumas centenas de vezes.

– Mesmo sabendo que um dia a vida acaba, nós nunca estamos preparados para perder alguém, em nossas vidas, a mudança é inevitável. A perda é inevitável, afinal, em momento algum nos disseram que seria fácil viver, quando alguém que amamos se vai, fica uma dor muito grande que com o passar do tempo se torna em saudade. Ainda que Deus nos ensine muitas coisas todos os dias nós nunca, nunca aprendemos a perdeus! - Pauso.

Meus dedos brincam com os papéis sobre o suporte no palco, estaríamos entregando os diplomas, mas o diretor forá gentil e compreensivo, nos deu o momento para prestar homenagens, encontro refúgio nos espaços vazios a minha frente, olho fixamente para a linha vermelha que marca a quadra de basquete, inspiro o ar para poder continuar. 

- A vida ou a morte se tornam sinônimos quando nos levam para junto de uma separação – As palavras formadas no papal tornam-se incompreensíveis aos meus olhos quando as lágrimas se formam e a garganta fecha, mas Ashley e Steve me dão forças, apartam minhas mãos, eles estão ali comigo - A saudade é um lago transparente a refletir sempre a imagem da pessoa ausente, não há conforto para seus pais, não palavra que amenize a dor de perder um filho, mas temos a certeza,  Dylan e Vanessa estão aqui - ponho a mão sobre meu coração quase parado, pulsando lentamante, vez outra dando um grande salto - Estão aí com vocês, eles não se foram para sempre, pois terão um parte em nós eternamente. 

Sou como uma pedra jogada em um poço sem água, um corpo que cai lentamente dentro de si mesmo,  se fundindo a própria escuridão, sem medo ou vontades, apenas me deixo ali, bem ali, nos braços de Ashley enquanto Steve continua aquilo que me tornei incapaz, não estou mais em mim, o abalo me envolve pacientemente, só agora me dou conta.

Nunca verei Vanessa dançar. 

Nunca mais escutarei Dylan reclamar. 

Não sei se deveria sentir raiva, não acho justo sentir nada que não seja o vazio de um sorriso ou o peso de uma lágrima. 

Como um balão sendo inflado, me preencho de coisas ruins quando o avisto seu corpo esguio surgir entre a multidão, como sempre, envolto de um implacável terno escuro, repugno o sorriso tardio em sua face talhada em aço, em passos lentos sobre o piso de mármore acinzentada ele se aproxima, cumprimenta meus amigos, no entanto, diferente deles, eu recuso seu toque.

– Boa noite – Sua voz grutal ecoa por todo o espaço, ele não espera uma reposta, pois sabe que ela não virá – Minhas condolências aos pais desses jovens, o acidente terrível que ceifou a vida deles tão cedo servirá de exemplo para aqueles que tentam burlar as leis de trânsito, muitas mortes acontecem assim, basta um desvio para que nunca mais voltem para casa – Os olhos gélidos encontram os meus, esse ato módico espalha um balde de sensações pesadas sobre mim, abraço-me em busca de amparo - No entanto não é sobre isso que vim falar, estou aqui para inaugurar o Memorial em homenagem aos jovens, Dylan S. O'Brien e Vanessa R. Hudgens.

Mesmos insertos, aos poucos o som palmas ecoa sobre a área fechada, o gesto teria sido notório, se ele tivesse vindo de outra pessoa, Bruce não fez e não faria algo sem que suas ações lhe redescem. Ele queria algo, ele teria algo.

Sobre mim:

Eu senti a falta deles por anos, mas com o passar do tempo  a cicatriz tornou-se fina e rasa. 

 

"Eu sei que a vida é curta e que todos nós somos frágeis feito papel que dobra e rasga, mas quando a gente perde alguém, não quer nunca ouvir que é natural – Saudade"

 


Notas Finais


Ela está? Sim.
Quem percebeu, pegou, quem não, até o próximo e para aqueles que não sabem.
Asleep.
https://spiritfanfics.com/historia/asleep-10223286
Tbm é Jelena, só que na era medieval.


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