História Enquanto houver o amanhã - Capítulo 20


Escrita por: ~

Postado
Categorias Once Upon a Time
Personagens Emma Swan, Personagens Originais, Regina Mills (Rainha Malvada), Ruby (Chapeuzinho Vermelho), Zelena (Bruxa Má do Oeste)
Visualizações 174
Palavras 3.311
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Policial, Romance e Novela, Violência, Yuri
Avisos: Álcool, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Sexo, Tortura, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Olá pessoas!
Nossa! Já estamos no capitulo 20! Estou adorando fazer essa fanfic, e espero que vocês também estejam gostando. Bom, sem enrolar, mais um capitulo para vocês. Ignorem qualquer errinho, geralmente eu não reviso por que só tenho inspiração nas madruga, e quando termino já estou cansadona! Nos vemos nas notas finais. Divirtam-se!!!

Capítulo 20 - Sentimentos


Fanfic / Fanfiction Enquanto houver o amanhã - Capítulo 20 - Sentimentos

Cada célula do corpo de Regina estava em alerta, sentia seus braços cansados vacilarem, mas os forçava a continuar. A massagem cardíaca parecia não estar funcionando, porém, não iria desistir. Ela sentia que esse não poderia ser o fim. Como viveria sabendo a pessoa por quem estava completamente apaixonada estava morta? O sentimento estava forte demais e muito jovem para acabar tão cedo. Não chegou a hora de dizer adeus, não era dessa forma que deveria acontecer! Queria Emma, precisava dela.

Lembrou-se de todas as palavras que foram ditas, sonhando com o passado tão próximo. Aquilo não poderia ser mentira! Aquilo não poderia ser uma ilusão! Procurava um caminho acreditando que tudo ficaria bem, acreditando que Emma voltaria, e assim poderiam ficar juntas. Lembrou-se de antes quando governava sua vida, quando tinha o controle de tudo e agora estava se perguntando como tudo chegou onde está. Como foi se apaixonar daquele jeito? E por que tinha que acabar daquela forma? Se negava a acreditar que um sol sem brilho iria chegar, e ao fim do dia, quando o céu de uma noite sem estrelas se aproximasse, estaria sozinha. Lágrimas hostis rolavam num rosto pálido. O barulho continuo do monitor cardíaco tirando sua paz.

- Vamos lá, Emma... – Sussurrou. O rosto de Emma estava bem perto do seu, e parecia tão sereno. Sentia seu coração despedaçando numa agonia lenta, o sabor ácido da tristeza em sua boca. – Tudo que eu preciso é ouvir você respirar...

A esperança estava se transformando em desespero, embora estivesse tentando com tudo que tinha, era tão difícil deixa-la ir. Ainda conseguia sentir seu coração bater? Estava lá se segurando, tentando não desistir, tentando acreditar, tentando não se acabar em pedaços. Já não sentia a presença de Zelena, e pareceu nem perceber que ela estava na porta impedindo uma Ruby raivosa que tentava entrar de qualquer jeito.

Uma luz piscou na consciência de Regina, e ela desceu apressada de cima de Swan, correndo até os armários tropeçando nos próprios pés. Seus olhos procuravam ansiosos pelo liquido que salvaria a vida de Emma, seria a última tentativa, precisava tentar só mais essa vez. Suas mãos trêmulas quase deixaram o pequeno vidro de adrenalina cair. Pegou-o, correndo de volta até Emma, e logo em seguida injetou o liquido diretamente em seu coração.

Olhou para o monitor cardíaco, esperando uma resposta. Não houve nenhuma. Seu corpo todo tremia, sua respiração estava entrecortada, tudo parecia turvo. O suor descia pelo seu rosto misturando-se às lágrimas.

“Maldita seja, Emma!” Gritou, as lágrimas desfazendo-se como neve, cegamente, estremecendo como um raio. “Como pôde fazer isso comigo?” Ela podia sentir o silêncio do vento, como um rouxinol que nunca canta, a tristeza jorrando de seu coração quase morto, a chama já pequena, se extinguindo na escuridão. Então, um soco foi desferido contra o peito de Emma.

- Acorda, Swan!

Fechou as mãos uma na outra, e usou toda a sua força. Mais um soco, e outro, e outro, e outro, e mais três. Tudo parou. Primeiro ela pensou que foi um sonho, mas então se precipitou em realidade: ouviu o bipe vindo do monitor cardíaco, e as primeiras frequências cardíacas de Emma apontar na tela. Olhou para o monitor um segundo certificando-se de que não estava sendo enganada pelos seus olhos. Ao constatar que de fato o que seus olhos viam estava acontecendo, virou-se com urgência e segurou o rosto de Emma retirando alguns fios loiros que se prendiam à pele suada.

- Emma, olha para mim! – A chamou. – Emma! Emma! Olha para mim! – Os olhos verdes entreabriram, confusos, seu pulmão procurando pelo ar já escasso. – Emma, sou eu, meu amor...

Então os olhos foram fixados um no outro, as esmeraldas ainda sonolentas, fracas, e as amêndoas grandes e ansiosas. Regina se sentia sendo arrastada para um lugar desconhecido. O destino não iria ser deixado para trás. A tempestade parecia violenta, mais o horizonte ainda estava lá. Era difícil respirar, a harmonia entre Emma e Regina estava se tornando tão elusiva quanto o tempo, porém quando duas almas têm que ficar juntas, todo o resto conspira ao favor. Sentiu toda a vigília de dor que se arrastava atrás de si, desvanece-se. Deu um sorriso estranhamente vago, toda a agonia estava desaparecendo.

Emma a olhava, tudo ao redor estava girando, mas o esplendor de Regina a iluminava, como um anjo. Sentiu quase que imediatamente a dor lhe açoitando, mas não se importou, levantou seu corpo com dificuldade da mesa desconfortável e abraçou-a. Levou um tempo até Regina cair em si, aconteceu quando ouviu-a sussurrando seu nome docemente, e foi nesse momento que seu corpo relaxou. Separou-se do abraço, a fitou. Emma lhe acariciou a face, limpando-lhe as lágrimas, apreciando a textura que muito se parecia com veludo.

Zelena ainda segurava Ruby, mas a batalha que haviam travado minutos antes havia cessado. A morena fez menção de ir até Emma, mas a ruiva logo impediu, deixando claro que aquele momento era de Regina.

- Você... me salvou! De novo. – Falou fraca.

- Sim... – Regina sorriu, dessa vez abertamente. – Quantas vezes forem necessárias.

Havia um mistério nesse sorriso de Regina, na luz que ele emitia. Algo que lhe entrava na alma, e dava-lhe paz. Deu-se conta de que em nenhum momento Regina a deixou para trás, que permaneceu lutando por ela, perto dela, por ela. Os sentimentos eram imperfeitos, mas não o que dizia respeito àquela mulher à sua frente. Secretamente almejou que aquilo durasse para sempre, teve que caminhar perto das fronteiras da insanidade para encontrar Regina, e tinha certeza que faria tudo novamente, apenas para encontrá-la de novo.

- Parece que a morte vai esperar mais um pouco.

- Não faz isso de novo, Swan. – Suplicou, dolorosamente, desviando do olhar de Emma. – Não me deixa...

- Ei! – Puxou seu rosto delicadamente para que pudesse olhá-la nos olhos. – Eu não suportaria minha própria existência se você não fizesse parte dela, Regina.

Emma não tencionava deixa-la, não depois de resistirem a tudo isso, pelo contrário, iria ficar, e iria enfrentar tudo por ela. Uma linha etérea invisível passava envolta aos seus corpos, apertando o laço cada vez mais, juntando-as para que se tornassem uma só. Regina colou seus lábios nos de Emma suavemente. As duas de olhos fechados deixaram-se guiar pelo momento envolvente, as mãos se entrelaçavam fortemente como um laço que nunca se desfaz,  e poderia facilmente confundir aquele toque com um elísio.

O impacto das palavras de Emma eram suficientes para fazer um estrago dentro de Regina e ela novamente podia sentir seu coração. Seria tola por acreditar nas palavras de Emma? Ou estava apaixonada o suficiente para não duvidar? Ela só sabia que estava se afogando naquele misto de sentimentos, lutando, perdida, mas não estava sozinha. Estava com Emma. E não iria procurar pela saída.

Ruby empurrou Zelena, ignorando de vez seu pedido e andou em passos rápidos até Emma, sendo seguida pela ruiva. Pararam, um pouco distantes, ao ver aquela cena que era tão incomum para as duas, seus olhares se cruzaram percebendo que nenhum mortal seria capaz de mudar um sentimento tão puro. Sorriram, apreciando a felicidade de ter dado tudo certo, de Emma estar viva.

- Que bom que você lembra que eu existo, Emma! – Ruby falou, se aproximando.

- Loba? – Emma se deu conta de que não havia perguntado o que acontecera, lembrava vagamente do ocorrido. A essa altura os pontos que fechavam o ferimento à bala já tinham se rompido e sangravam. – Espera, onde estamos?

- Na minha casa, e você rompeu seus pontos. – Zelena se aproximou o suficiente para examina-la. – Francamente, Sis, eu achei que você era mais responsável com seus pacientes.

Regina se afastou, percebendo que sua blusa estava manchada. Era incrível como Swan tinha a habilidade de acabar com suas roupas de grife. Foi até o carrinho e de dentro de um saquinho tirou uma agulha, junto com uma linha.

- Deixa que eu cuido disso. – Falou começando a dar uns poucos pontos necessários no ferimento.

- “Não vou te deixar, sou incapaz disso” – Falou Ruby, mencionando uma parte da última conversa que teve com Emma no apartamento. – Você é uma mentirosa, Emma Swan.

- Lobinha, eu não saí de casa planejando levar um tiro... – Emma se defendeu, seu corpo já doía tanto que a agulha a perfurando não era nem sentida.

- Dois. Foram duas balas. Aliás, você deveria me agradecer por ter cedido minha sala de pesquisa, eu poderia tê-la deixado morrer... – Ressaltou Zelena, fazendo um bico que Ruby julgou adorável.

- Obrigada, Zelena... – Emma sorriu.

- Eu estou com ódio de você. – Ruby segurou-lhe a mão, sentando-se num pequeno espaço ao lado de Emma, algumas lágrimas caíram de seus olhos, mas rapidamente as limpou. – Eu achei que tinha te perdido.

- Não chora, meu anjo. – Emma segurou seu rosto. – Me desculpe, não tinha como eu saber... Você não vai me perder, Ruby. Nunca.

Algo desconfortável incomodou a médica quando, sem querer, viu aquele gesto. Numa análise mais profunda ela diria que foi uma pitada de ciúmes... mas não tinha como ser... Ruby era apenas uma amiga, certo? A sua sensatez estava indo para o espaço. Não lembrava de uma única vez que tinha sido ciumenta com Robert. A questão era que: ela não queria saber de sensatez nenhuma, não quando era Swan a envolvida. Sua expressão de incomodo estava cada vez mais perceptível, e Zelena logo percebeu. Não pode deixar de rir da situação, e isso chamou a atenção de todas na sala, Ruby e Emma ainda alheias, mas Regina sabia exatamente o porquê da risada.

- Já terminei aqui. – Falou, arrumando a postura, disfarçando. – Você precisa descansar Emma...

- Mas aqui está tão duro... – Queixou-se do mármore em que estava deitada. – E meu corpo todo está doendo.

- Eu te levarei para um lugar mais confortável. – Acariciou os cabelos loiros, sorrindo.

- Emma... – Ruby atrapalhou-as. – Viktor está aqui.

- Viktor? – Emma ficou séria. – Cadê ele?

- Vou chama-lo.

~*~

Viktor Orlov estava olhando para um jardim de rosas através de uma janela de vidro, um pouco afastado da sala. Não existia sentimento mais forte para ele, que o que sentia por Emma. Não havia cogitado voltar a trabalhar para o governo, mesmo depois de tantas propostas, por que não queria se afastar dela. Não era mais como antes, não tinha mais o coração duro, pois Emma o havia transformado. Sentia-se culpado, não havia posto um limite nas ações dela, e como uma criança mimada que quer tudo que ver, ela ultrapassara esses limites. A ânsia por ver até a inteligência de Emma conseguiria superar-se foi a sua destruição. Suspirou. Pegou seu celular e digitou um número.

- Alô? – Um sotaque russo masculino foi ouvido do outro lado.

- Andrei Pietrov? Quanto tempo!

- Viktor? Meu amigo! Mas que surpresa falar com você. – A voz do homem estava carregado de entusiasmo. – Dessa vez irá aceitar trabalhar comigo novamente!

Viktor riu. Andrei Pietrov era um grande amigo, sendo seu superior quando ainda trabalhava para o governo da Rússia.

- Não desta vez, meu caro. – A linha ficou muda por um minuto, Viktor estava pensando no que iria fazer a seguir. – Preciso de sua ajuda.

- Mas no que posso ajudá-lo? É só dizer!

- Eu tenho alguém que precisa... – Viktor suspirou. – Que precisa de proteção.

- Quer que eu mande meus homens para protege-la?

- Não.

A linha ficou muda novamente. Sabia que o amigo entendera, e sabia que o que estava pedindo era basicamente impossível de conseguir, no entanto, sem a proteção Emma não duraria muito mais tempo. Isto é se estivesse viva.

- Viktor o que está pedindo é...

- Eu sei, eu sei – Estava ficando irritado. – É difícil conseguir, eu sei. Eu não estaria pedindo se não fosse grave. Ela realmente precisa, Andrei.

- Quem é esta pessoa e o que ela fez para precisar disso?

- Você pode fazer isso por mim? – Ignorou as perguntas. Não tinha necessidade de responde-las só para satisfazer a curiosidade do amigo.

- Ela é realmente importante para você, não é?

- É a única coisa que eu tenho.

- Verei o que posso fazer, Viktor. Mas não posso prometer nada.

- Já é um começo.

- E Viktor... – O homem pigarreou. – Se eu conseguir, você estará de volta à ativa. No meu esquadrão.

Viktor ia protestar, mas o amigo desligou antes que conseguisse. Não fazia ideia do que estava acontecendo na sala, pedia a todos os Deuses que ela estivesse bem. E quem era aquela mulher com quem veio no carro? Será que Emma e ela estavam... Nunca lhe passou pela cabeça que Emma ficaria com outra mulher. Ela sempre foi muito recatada, nunca se importou tanto com questões emocionais, entretanto, o jeito como aquela mulher estava a tratando... Iria procurar saber disso depois.

- Vik – Ruby o tirou de seus devaneios. Ele se virou na direção da voz, seu coração acelerou quase que automaticamente. – Ela... – Seu coração parou por um segundo. – Ela está te esperando.

Sua vontade era de esganar Ruby pelo suspense, tinha certeza que foi de pirraça. Colocou a mão o coração, permitindo-se soltar o ar que prendia.

- Matarei você quando eu terminar de falar com Emma. – Viktor falou, fazendo sua cara mais séria, Ruby riu, divertida. – E não ria.

A morena o acompanhou, pirracenta, se tinha uma coisa que ela gostava mais do sexo, era tirar Viktor do sério. No caminho ela explicou que Emma tinha que ser transferida para um lugar mais confortável, e ele apenas afirmou com a cabeça. Na sala em questão, Viktor parou ao lado de Swan, ainda portando seu olhar sério. A mulher morena estava lá, e agora uma ruiva, a qual ele achou bastante atraente. Ignorou as duas, correndo seus olhos ao redor rapidamente, vendo a sala muito bem equipada. “É aí de onde vem toda a riqueza. Vem de uma família de médicos.” Pensou.

- Você não morreu. – Falou, desviando sua atenção para Emma.

- Ainda não. – Segurou-lhe a mão.

- Está descuidada, Falcon. – Ele a pegou no colo, dessa vez com mais delicadeza. – Conversaremos sobre isso depois. Para onde devo leva-la? – Perguntou às mulheres, sem manter contato visual.

- Para o meu quarto. – Falou Zelena, recebendo um olhar desaprovador da irmã e um confuso de Ruby. Revirou os olhos para as duas. – Você fica com ela Regina, é lá onde tem a cama mais confortável da casa. Ruby fica comigo no outro quarto. E ele pode ficar com o dos hospedes.

Regina. Então esse era o nome da mulher. Viktor fez uma nota mental para puxar a ficha de Regina depois. Ainda estava desconfiado. Então também há algo rolando entra a ruiva e Ruby? Se perguntou, não que fosse novidade ver Ruby com alguma mulher. Estava acostumado a chegar no apartamento dela e ver três ou quatro mulheres saindo de lá. “Ruby sempre foi tarada...” pensou, sorrindo.

- Leve-me até lá. – Pediu, educadamente. – Você está pesada Swan. – Emma lançou um olhar negativo que o fez sorrir.

- Por aqui.

Zelena os levou até seu quarto, que era tão exagerado quanto o resto da casa. Todos foram em silêncio, a presença de Viktor parecia ter deixado todas em alerta. Ele a colocou confortavelmente na cama, pedindo licença e deixando o quarto logo em seguida.

- Nossa! – Falou Ruby, admirada com o tamanho do quarto e da cama. Identificou logo os lençóis de seda, o closet que parecia outra parte da casa, repleto de roupas e sapatos. – Acho que você nunca dormiu mal na sua vida.

- Não, nenhum dia. – Zelena sorriu, fazendo um carinho na ponta do nariz dela.

- Eu acredito. É assim que dorme? Entre lençóis de seda? – Ruby mordeu o lábio.

- Sim, as vezes eu jogo umas notas de cem dólares por cima, só para ter bons sonhos. – Zelena sentiu uma vontade incontrolável de beijá-la ao vê-la mordendo o lábio. – Podemos dormir juntas... ou não dormir. – Falou baixinho, perto do ouvido.

- Vocês poderiam fazer isso no outro quarto? – Regina estava incrédula. – Ainda estamos aqui.

- Ah sis, como você é chata. – Pegou a mão de Ruby. – Vem, vamos sair.

- Vê se não morre, Emma! – Gritou Ruby, sendo arrastada para fora do quarto.

Swan estava calada, refletindo. Regina havia dado um analgésico para as dores, pois era a única coisa que tinha ali, tudo estava doendo. Seu sangue esfriou e o ferimento estava latejando. Suspirou, cansada. Regina havia a encontrado partida, despedaçada num chão frio de Boston, e sem pensar, a levou, e cuidou dela. Sua boca não tinha um gosto amargo quanto estava com Regina, ela não sentia-se rejeitada ou esquecida. Com Regina era tudo bom, lindo, limpo, prazeroso. Sua boca era doce, assim como os beijos, e ela se adocicava cada vez mais que a tinha por perto. Em sua agonia mais profunda, Regina cuidou dela, quando estava morta, Regina a ressuscitou. A levantou. A cuidou. Regina foi seu anjo, seu demônio, sua liberdade e sua prisão, foi tudo que ninguém nunca foi. Queria construir um mundo inteiro com ela, sem se importar com sua vida em ruinas, sem se sentir condenada. E havia muito mais que a história poderia contar, e foi nesses dias de extrema turbulência que se viu apaixonada, porém, precisou dar de cara com a morte, para quando acordar vê a coisa mais bela que já tinha estado em sua vida. E foi nesse momento que soube que era mais que paixão. Não sabia se era pouco tempo, ou se já não era sem tempo, não queria saber das imposições de se retratar um sentimento, ou o tempo em que ele deveria ser retratado. Seria agora. Naquele momento. Ali. Naquele quarto.

- Ei... – Emma a puxou pela mão, fazendo-a sentar ao seu lado. – Eu preciso que saiba de algo.

- Tem alguma coisa errada?

- Não. Está tudo certo. – Acariciou sua bochecha, e manteve o olhar fixo no dela. – Você tem sido um anjo para mim. Esteve comigo quando eu precisei, cuidou de mim, e me manteve viva. Não me conhecia, mas me levou para a sua casa, e tratou dos meus ferimentos. Não desistiu, mesmo tendo todos os motivos para fazê-lo, e ainda está aqui, ainda que eu esteja acabada, feia, e cheia de cicatrizes.

Regina sorriu, em seus olhos formavam pequenas poças de lágrimas.

- Regina, não importa quem sou, ou se deixarei de ser. Não importa o que aconteça. O que sinto por você é único, é cósmico, e nada mudará isso. Nem a pior das torturas, nem mesmo a morte, pois quando eu morri, você foi o meu paraíso. Talvez esteja cedo demais, ou tarde, não sei, mas preciso que saiba...

- O que quer que eu saiba, Swan?

- Eu te amo, Regina, mais do que eu posso dizer. E se me permitir ficar, eu nunca fecharei essa porta.

Era assim que Emma era. Impactante. Mortal. Era assim para Regina. Seu coração parecia não precisa do seu corpo para funcionar, batia descompassado no peito, fazendo suas mãos tremerem. Não era um simples “eu te amo”, era o “eu te amo”. Não era apenas palavras, por que aquilo entrou dentro dela como um violino gentil que toca uma música com carinho, como um poeta que escreve a mais linda poesia. Aquele sentimento não fora feito para o silêncio, era algo irrefutável, Emma iluminava seu caminho, aquecendo sua visão de um mundo frio. A beijou, forte, tentando passar todas as emoções naquele beijo, as mãos traçando um caminho pelo pescoço, numa caricia intima e inocente. Iria amá-la, enquanto o destino ainda conspirasse à favor das duas, e até depois. Iria amá-la, até que não pudesse mais aguentar o sentimento e talvez até depois. Não pensava num limite, queria apenas amá-la. Iria sucumbir ao mais puro dos amores.

- Se depender de mim, Swan – Cruzou seu olhar com o dela. – Essa porta permanecerá aberta, por que eu também te amo.


Notas Finais


Então é isso bbs, espero que tenham gostado! Continuem comentando, é bom saber que estão gostando. Obrigado a todos que leram até aqui, beijos beijos, nos vemos no próximo capitulo <3


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