História Enquanto Você Dormia - Capítulo 36


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Palavras 6.238
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Colegial, Crossover, Famí­lia, Festa, Ficção, Romance e Novela, Violência
Avisos: Adultério, Álcool, Bissexualidade, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Capítulo 36 - Last Chapter


Fanfic / Fanfiction Enquanto Você Dormia - Capítulo 36 - Last Chapter

O amor e a responsabilidade agora seria o dobro. O dobro não, o triplo. Eu teria que cuidar das minhas meninas e do Igor (que também era a minha criança). Duas vidas viriam pra dar uma reviravolta em tudo. Duas vidas pra amar e cuidar. Duas vidas para ensinar e educar. 

Essas duas garotinhas iriam mudar minha vida e rotina da água pro vinho. Não iria me decidar mais a fotografia quanto me dedicava antes, não iria curtir as festas como curtia antes. Se eu me arrependo? De nenhum maldito jeito. Eu faria tudo do mesmo jeito. 

- Duas, Alice. Duas garotinhas. - Lucas abraçou-me e sorriu com os olhos cheios de lágrimas. - Você não sabe quão grande é minha felicidade com a chegada dessas duas garotinhas. Eu as amo como se fossem minhas. 

- Elas são suas, Lucas. - respondo sorrindo. Saímos da sala de ultrassonografia com o exame feito em mãos e nos dirigimos ao estacionamento, que ficava nos fundos do hospital. - Suas, minhas e do Igor. 

- Sempre! - sorriu abobado. - Como diziam como eram pequenos? 

- Its love is forever... - falamos juntos. Sorrimos um para o outro e ele passou a mão pelo meu pescoço, dando-me um beijo na bochecha. - Eu te amo. Deus não poderia ter dado tio melhor para as minhas filhas. - riu e alisou meus cabelos. 

Lucas era minha vida, completamente. Se não fosse por seus conselhos, seus cuidados extrapolados, seus carinhos, seus abraços, suas palavras, acho que eu não aguentaria tanta pressão desses últimos anos. Não conseguiria assimilar o fim do meu relacionamento com Júlio e o início do namoro dele com Rebeca, que foi o que mais me atingiu. Eu me vi desolada. Um cara que dizia - e diz até hoje - me amar e mover montanhas por mim, amou outra em apenas duas semanas depois de nosso fim. 

Fui engolindo provocações, piadas, cacos e cenas patéticas. Engolia tudo para não me parecer fraca diante do meu ex-namorado e seus amigos. Eu mostrava estar ótima, com o meu melhor sorriso, mas só meu travesseiro sabe por quantas noites chorei e me perguntei o que ela tinha que eu não tinha. 

Sofri por uns longos meses. Lucas sempre esteve ali me deixando pé no chão, me deixando com a certeza que a fase ruim ia passar. E passou. Passou por que ele surgiu. Ele, Igor. Ele surgiu no meio de um turbilhão de sentimentos que minha mente tentava processar. Ainda surgiu por meio de uma aposta suja e idiota de Júlio, mas se hoje for pra agradecer, agradeço a Júlio Cocielo por ter feito essa maldita aposta e ter aberto meus olhos pra me mostrar que o amor da minha vida sempre esteve ali na minha frente. 

- Alice, você ouviu o que eu te falei? - Lucas cortou meus pensamentos. Olho para o mesmo que estava dirigindo concentrado por ter um certo problema de direção. Ele me olhou pelo retrovisor e deu risada. - Eu sei que você não ouviu porra nenhuma. 

- Está certo. Não ouvir mesmo. Do que você falava? - dei uma risada marota acompanhada de uma pergunta. 

- Esquece. Depois nós conversamos sobre a minha vida amorosa, agora você deve está paparicando as suas bebês. - disse sincero. 

Dou um riso nasalado.

- Nem estou. Quer dizer, meio que sim e meio que não. - rio mais da careta que Lucas fizera. - Eu estava pensando como minha vida mudou de uns tempos pra cá e como você é um irmão maravilhoso. - ele sorriu. - Aquele que sempre me manteve no chão apesar das ondas fortes que queriam me derrubar. Você que tomou minhas dores e brigou com seu amigo. 

- Eu faria mil vezes se fosse possível, por que... - ele me olhou maroto.

- Its love is forever... - dissemos em uníssono e sorrindo um para o outro. 

Igor Cavalari, - Porto Alegre, Rio Grande Do Sul.

O par de alianças brilhavam feito os olhos jabuticaba de Alice. Estou sendo maluco por a ver até num par de alianças, mas tudo que fosse singelo e brilhoso me lembrava o seu olhar. O olhar pelo qual sou tão apaixonado e pretendo passar o resto da minha vida a partir de agora. 

-Quanto fica? - pergunto assim que coloco as alianças no balcão. 

- São caras. - olhou-me com desdém. 

- Eu posso pagar. Me diga quanto custa. - tiro minha carteira do bolso e abro-a, vendo várias notas e alguns cartões de crédito. 

- Já disse que são caras, senhor. Não deseja comprar em um outro lugar? - colocou as alianças de volta na pratileira. Olho-a incrédulo. 

- Se eu vir até aqui, vou comprar aqui. Se eu quisesse comprar em outro lugar eu teria ido em outro lugar. Mas, eu estou aqui e vou comprar as alianças do meu casamento aqui. - digo apressado e indignado com tamanha audácia da moça ao dizer que as alianças são caras. - Se não quiser finalizar a minha compra, chame outra pessoa. 

- O que merda que tá acontecendo aqui? - Júlio surgiu do além com um pacote de cheetos e uma coca-cola nas mãos. Olho-o, bufo e reviro os olhos. 

- Essa moça aqui não quer finalizar meu pedido por achar as alianças "cara demais". - faço aspas com os dedos, ironizando. - E dai que são caras? Eu quero comprar aqui e tenho dinheiro pra pegar o par de alianças.

Júlio olha para atendente com a maior cara de nojo o possível e me puxa pra trás. Deu-me o salgadinho e o refrigerante para segurar, passou a mão no seu bigode horrível e ajeitou seu nome. Andou em direção a moça que estava batendo o pé de impaciência. 

- Minha queridissima amiga... - parou por alguns segundos e olhou o crachá da atendente. - Lurdes. Eita que puta nome feio! Sua mãe não teve dó de você não? - soltou as palavras numa tranquilidade, como se estivesse em um de seus vídeos. Lurdes arregalou os olhos, incrédula. Acho que agora ela sentiu o que eu senti. - Será que você pode vender logos essas alianças? Elas podem ser um milhão de reias, estão ai para serem vendidas. Ou vão ficar de enfeite? - Júlio cruzou os braços e arqueou as sobrancelhas. - Então, se você não se importa... Hoje é nosso último dia no Rio Grande Do Sul pois viemos a trabalho e queremos curtir um pouco mais o sul antes de embarcar. Eu, Júlio Cocielo, - apontou pra si mesmo. - peço encarecidamente que você pegue essas alianças e venda para meu amigo. Se ele veio comprar nessa merda de loja, é por que ele pode pagar. - Lurdes ficou vermelha. - Cuidado que nóiz é Osasco e se tu não vender, nóiz faz o arrastão nela loja. Ou senão podemos chamar o gerente e mostrar o nível de funcionário que eles tem. - Júlio arrotou e a mulher olhou-o com nojo. - Esse veio da alma. - segurei o riso. Júlio deu continuidade... - Duas opções que ficam a seu critério: ou você toma vergonha nessa sua cara e finalize a compra do Igor ou a gente faz o arrastão aqui nessa porra e ainda chama o gerente. - cruzou os braços de forma autoritária. - E ai, prefere perder o emprego ou finalizar a compra?

Lurdes - vulgo funcionária. - abaixou a cabeça fazendo seus cabelos ruivos ir pra frente e pegou a caixinha com par de alianças que ela havia posto de frente pra vitrine, colocou em minha frente e ainda de cabeça baixa perguntou a forma de pagamento. 

- Cheque, cartão ou em dinheiro? - sua voz quase não saiu. 

- Cartão. - pego o primeiro cartão de crédito que vejo na minha frente. - Débito, por favor. 

Lurdes inseriu o cartão na máquina e pediu para que eu digitasse a senha. Digitei com calma, fiz a conferência, apertei enter e devolvi a máquina para ela. Esperei alguns minutos até as notas serem retiradas, peguei meu cartão e coloquei de volta na carteira. Lurdes ficou de costa, colocou a caixa com a aliança numa sacola de papelão preto com o nome da loja em detalhes dourado e me entregou, ainda de cabeça baixa. 

- Aqui está. - disse baixinho. - Obrigada pela preferência e desculpe o transtorno!

Agradeci pela finalização da compras e quando demos as costas, Júlio da pra trás e volta lá onde Lurdes estava. 

- Você até que é bonitinha. - segurou-a pelo queixo. Lurdes encarou-o com a face envergonhada. - Mas o seu caráter e seu nome te estragou por completa. - deu um sorriso sacana. Típico de Júlio. - Tenha um bom dia de trabalho! 

Deu uma piscadela e saiu deixando a atendente com a maior cara de taxo. 

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- Qual nosso rumo agora antes de irmos viajar? - pergunto colocando sacola de papelão em cima do criado mudo. 

- O mítico me mandou uma mensagem agora de que tá tendo uma socialzinha mó da hora na casa de uma das organizadoras do evento. - disse se jogando na cama. 

Lembro-me de Anne e meu estômago embrulha. Apesar de ter mandado a real para a loura, não existia cara o suficiente pra olhar pra ela sem lembrar do que aconteceu na sala dela ontem á tarde.

- Annelise estará lá? - pergunto meio chocho como quem não quer nada. 

- Provável que sim. - respondeu. Sentou-se na cama e me olhou, cruzou os braços, arqueou um canto da boca e juntou as sobrancelhas com seus cenhos franzidos. - tá querendo saber se a Anne vai tá lá porquê? Quer dar umas puladas de cerca?!

- Me respeite... - digo e taco-lhe uma almofada. - Homem que respeita a sua mulher mostra que se deu respeito também. 

- Certo, Aristóteles. - ironizou. - Mas porque diabos tu quer saber da Anne?

- Por causa do ocorrido que teve na sala dele ontem á tarde. - respondo-o, andando de um lado para outro na sala, com o celular em mãos tentando desde cedo falar com a minha menina. 

Júlio riu. 

- Não dá nada. Só vai ter clima chato se os dois quiserem e por isso aquele ditado mais certo e verdadeiro que existe: quando um não quer, dois não brigam. - disse me olhando. - Sério que você vai deixar de curtir uma social com seus amigos por causa de mulher atirada? Qual é, Igor. Você nunca foi assim. 

- Eu nunca amei ninguém, você quis dizer. - corrigo-o.

Júlio arqueou mais a sobrancelha e me olhou de braços cruzados. 

- Não? - rebateu. - Camila e Louise são ninguém? 

Dou risada. Júlio não conseguiu entender o que eu quis dizer e eu achei engraçado isso, ele sempre entendia tudo o que eu falava de primeira. 

- As amei, de certo modo. - respondo com um sorriso de lado. - Mas não como Alice. É um sentimento tão forte e árduo que eu não consigo explicar, só sentir. Quando eu vejo ela sorrir todo meu corpo aquece. 

Júlio desfez sua marra e engoliu em seco. Abaixou sua cabeça, passou a mão por dentro do seu boné e coçou a nuca. 

- Alice também me mudou. - disse baixinho, quase inaudível. Eu me agachei na sua frente e segurei em seus joelhos. - Impressionante como ela muda todos que cruzam a vida dela. - deu um riso nasal. - Nos primeiros meses que eu estava com ela, eu só queria saber de cachaça, farrar e festa. Ela me pôs nos eixos. Só tinha olhos para ela, mas eu não sei o que me aconteceu que eu a trai. - finalizou ríspido, com a voz bargada. Sério que o Júlio ia chorar?

- Ela é uma explosão de sentimentos. Passa de 8 para 80 num piscar de olhos, uma hora ela é amor e outra hora ela é furacão. - digo. Ele me olha sem entender e eu dou risada. - Alice é difícil de se lidar e de conviver. Para um bom convívio com ela, você passará por um processo de mudança que ela mesmo faz e você nem percebe. 

- Mas mesmo assim eu fui um canalha com ela, Igor. - reforçou. 

- Não se culpe á vida toda. Ela te perdoou, não perdoou? - ele assentiu vagarosamente.

- Ela tem um coração bom. Ela perdoou, mas não está comigo. De que adianta? - meu coração se apertou e eu abaixei a cabeça. - Igor, faça a nossa menina, muito... mais muito feliz. 

- Pode deixar que agora é minha vez e o sorriso dela tá garantido. - massageei seus ombros e nós sorrimos sincero um para os outros e por fim, nos abraçamos. 

Alice Olioti, - Osasco, São Paulo.

Ao chegar em casa, desco feliz e saltitando do carro. Era indecifrável tamanha felicidade que eu sentia. Só conseguia pensar nas duas garotinhas que eram uma junção minha e de Igor. Desenhava os rostinhos delas em meus pensamentos. Seriam parecidas comigo ou com Igor? Iriam ter meu olhos ou os dele? Ou iriam parecer com os meus pais? Eram tantas dúvidas. 

Entro em casa e vejo aquela aglomeração de gente na sala. Dayane aos auges dos seus seis meses de gestação, dançava enlouquecidamente no meio da sala enquanto Lukas filmava, provavelmente pro seu snapchat, todo bobo e apaixonado. 

Suellen e Pedro aprontavam algo pra comer na cozinha. Eu dou risada. Suellen na cozinha se garante, mas o Pedro só se garantiam em comer mesmo. 

Belle, Laura e Clara estavam sentadas no sofá. Laura e Clara pareciam enfunadas com alguma coisa enquanto Belle olhava pras duas e revirava os olhos. 

Sunaika pintava as unhas distraidamente. Pathy jogava Star Dance, Rebeca estava jogada num canto qualquer da sala - pra falar a verdade, eu não sei nem o que ela estava fazendo aqui - com Louise e Christian sentados ao lado dela. 

- Gosto disso. De todo mundo em paz. - digo e dou risada em seguida. Os olhares se voltaram para mim e logo alertou curiosidade. 

- Amiga, sua loka. - Suellen saiu da cozinha. - Como foi lá? Esse bebezineo ai é o que? 

- Foi bem, muito bem... - antes que eu respondesse, Day me cortou. 

- É um namoradinho pra Lara? - bateu palminhas. 

- Se for menino vai ser namoradinho da Helena. - Suellen rebateu. - Se for menina vai ser namoradinha do João Miguel. 

- Oi? - dissemos de uníssono.

- Fazer o que, né gente? A vida tem dessas. - riu e se escondeu na curvatura do pescoço de Gui. 

- Não me diga que você... - Pedro Guilherme me cortou. 

- Sim, sim. Ela está. - respondeu depressa. - Agora me diga se eu vou ter um priminho ou uma priminha. 

Olhei para Pedro e dei risada. Me sento no tapete felpudo da sala e faço perninha de índio.

- Como foi o dia de vocês? - tento cortar assunto. 

- Alice eu vou rumar um vaso na sua cabeça, eu não tô brincando não. - Pedro disse com um vaso na mão. - Eu tô mó ansisosão pra saber e você fica fazendo presepada. 

- Posso respirar pelo menos? - perguntei rindo sapeca. 

- Você fala e respira, ó. - inalou o ar para dentro de seus pulmões como se ensinasse como fazia. - Super funciona. 

- Você tem um marido com o senso de humor nas alturas, Suh. - digo rindo. - Não precisa mais de nada. 

Pedro revirou os olhos e se jogou no sofá. 

- Quem vai jogar o vaso na sua cabeça sou eu se você não falar A G O R A qual é o sexo do bebê. - Day disse. 

Olho para Lucas e dou risada. Ele se senta ao meu lado no tapete felpudo, deita no meu colo e começa a conversar com as meninas. 

- Isso ai é apertado, né? - todos riram. - O titio tá aqui babando pra ver vocês logo. 

Path engasgou com a água que bebia e os demais arregalaram os olhos. Dou risada e estapeio o braço de T3ddy. 

- Você é idiota, sempre estraga tudo. - digo rindo. 

- Era isso ou elas esfolar você viva e ainda por cima as minhas meninas. - disse T3ddy. Suh começou a gritar e bater palminhas. 

- São meninas!!! - exclamou feliz. - Uma delas serão namoradinha do João. 

Gargalho da felicidade de Suellen. 

- Igor vai enlouquecer quando saber disso. - digo e Suh assente, respondendo com um nem me fale. 

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Igor Cavalari, - Porto Alegre, Rio Grande Do Sul.

Depois de Júlio muito insistir, resolvemos ir até a social que estava acontecendo na casa de uma das organizadoras do evento. Fui com um pé atrás caso encontrasse Anne. Borrifei um pouco de perfume, ajeito meu boné e pego meu cartão do quarto em que eu estava hospedado. 

Bato na porta do quarto de Júlio e ele gritou um já vai. Escoro-me na porta e pego meu celular, abro o meu whatsapp e mando uma mensagem para Alice. 

Whatsapp ON:

Igão Underground: Amor, saudades. Como você está? E o neném? Você precisa de alguma coisa?

Whatsapp OF:

A mensagem foi entregue, mas não foi visualizada. Alice deveria estar ocupada ou até foi para os exames de rotina. Dou de ombros, ponho o celular no bolso e espero Júlio sair do quarto. 

- Desenrola, Júlio. Você vai arrumar casamento na social?  - grito dando duas batidas na porta. 

- Calma, Igor. Caralho. - gritou em resposta. - Já estou indo. Só estou respondendo a Rebeca. 

Sempre a Rebeca. Penso. 

Escoro na parede e olho pra frente, para uma parede branca com bordas amarelas. Solto um suspiro pesado e fundo, esperando Júlio dar o ar de sua graça. 

Enquanto isso, eu cantarolava uma música qualquer...

-Vamos bonitão, tô pronto. - disse fechando a porta do quarto após uns cinco minutos de espera.

- Ainda bem, Júlio. Vamos logo para essa social antes que eu desista e vá arrumar as minhas malas. - digo. - E ah... Nós vamos ficar lá no máximo uma hora e meia.

Júlio assentiu. Fomos andando pelo corredor até chegarmos no elevador, entramos no mesmo, apertamos botão para ir até o térreo e ficamos fazendo alguns snapchats enquanto não chegavamos. 

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O som alto já podia ser escutado da esquina da rua onde Geovana - finalmente descobri o nome dela - morava com mais duas amigas, dentre elas Annelise e Ruthe. 

- Ainda dar tempo de meter o pé daqui? - reviro os olhos. 

- Santo saco, Igor. Me economiza. É só uma socialzinha idiota entre amigos. - Júlio disse enquanto estacionava o carro. - Alice não precisa ficar sabendo, e se ficar não arranca pedaço você ir numa social entre amigos. 

- Você só tá falando isso por que sua namorada é a Rebeca. - rebati. Ele olhou-me com as sobrancelhas arqueadas e com o cenho franzido. 

- O que tem de diferente na Alice e na Rebeca? - perguntou. 

- Tudo. - respondi rápido. - Rebeca te dar as liberdades que você quer, você vive como uma pessoa solteira. Alice é mais ciumenta e não me dar essas liberdades de viver como eu quero. 

Júlio não retrucou mais. Estacionou o carro e nós descemos. Bufo irritado por não ter desistido dessa maldita á tempo. Ajeito meu moletom da Adidas, meu boné e pego o celular no meu bolso para ver se Alice havia respondido. 

Nada. Ela ainda não havia respondido. 

Coloco o celular onde ele estava, respiro fundo e piso o pé no primeiro degrau da pequena escada que tinha na frente da casa. Júlio havia me deixado para trás, então eu tinha que me virar pra encontrar onde as pessoas estavam depois de ver que a casa era enorme. 

- Tu tá procurando pelo teu amigo? - aquela voz carregada de sotaque gaúcho invadiu meus ouvidos. Estremeco. Não por medo, mas por vergonha do que aconteceu ontem á tarde. - Ele está na área da piscina, guri. 

Annelise saiu. Nem sequer me esperou responder á sua pergunta. Saiu sem me olhar. Passou por mim como um furacão e andou na direção, que creio eu, seja á porta dos fundos que levava até a piscina. Resolvo segui-lá. 

Alice Olioti, - Osasco, São Paulo. 

Assistiamos a um filme idiota e enchíamos-nos de besteiras. Desde salgadinhos até doces. O médico me recomendou que não comesse besteira, mas uma vez na vida não mata ninguém.

- Ainda bem que esse filme acabou. - Pedro agradeceu. Ele acarinhava lentamente os cabelos de Suellen que havia cochilado no meio do filme. -  Esse filme é uó do borogodo. Minha pretinha até dormiu. 

- Ele é ruim mesmo. - Belle disse. - Acho que vou ligar pro Cellbit vir me buscar. 

- Firmou com o Cellbinho, hein? - fiz cócegas em sua barriga. 

- Firmaremos mais daqui pra frente, se Deus quiser. - sorrio toda apaixonada.

Comemos mais, conversamos, rimos até cansarmos. 

- Que saudade do meu amor! - digo manhosa e T3ddy faz cara de nojo. 

 Dou risada, pego meu celular e vejo a mensagem de Igor. 

WHATSAPP ON:

Meu Amor: Amor, saudades. Como você está? E o neném? Você precisa de alguma coisa?

Alice Olioti: Estamos bem e com saudades. Não preciso de nada. E você, está tudo bem? Quando você volta? Saudades. 

WHATSAPP OF:

Foi entregue. Bloqueio o celular e coloco em cima da mesinha. Olho para as meninas com cara de tédio e faço um biquinho. 

- Desamarra essa cara. Daqui á pouco o Igor chega de surpresa e você com essa cara chula. - disse Dayane. Dou risada. 

- Onde será que ele está agora? - pergunto e mordo meus lábios em seguida. 

- Deixa o Igor viver enquanto há tempo. Quando as meninas nascerem ele mal vai sair de casa, ter tempo pros amigos e olhe lá se tiver pro canal. - Day pontuou. 

- Não, o canal não. O canal é a base dele. - rebato. 

- Se poupe, menina. A base dele agora é a família. - Day me deu um peteleco na cabeça e eu dou risada. 

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Igor Cavalari, - Porto Alegre, Rio Grande Do Sul. 

Sigo Annelise sem que ela perceba. Não conheço a casa, então não sei para onde estou indo. O meu instinto pediu para que eu seguisse Annelise e assim fiz. 

Os meus passos eram leves, sem muito barulho. Não queria que Annelise me notasse e dissesse que eu estava querendo a seguir. De fato, sim. Mas eu só queria poder chegar até a área de lazer. 

Acabei prendendo meu pé numa madeira solta do piso e dei um grito nem tão alto, mas nem tão baixo. Pouco audível. 

- Igor? - Annelise virou-se pra mim e apertou seu copo. - Tu estavas a me seguir?

-Annelise, menos. Só me ajuda a tirar meu pé daqui. - digo ríspido. Anne revira os olhos e põe o copo na beira da escada, vem até mim e me ajuda a puxar meu pé, que sai no terceiro solavanco. - Obrigado! 

Annelise se levantou, pegou seu copo e me encarou com os cenhos franzidos. 

- Estava me seguindo? - perguntou. 

- Só queria saber se você estava indo para área de lazer, mas eu vejo que não. - digo. 

- Devias ter perguntando, Igor. - disse seca. - A area de lazer fica lá em baixo, depois da cozinha. 

- Tudo bem, obrigada! - me viro de costas, mas ela me chama. 

- Igor, espera. - chamou-me. Viro-a e a olho. 

- Sim? - respondo. 

Anne me olhou, abaixou sua cabeças e os fios loiros caíram nos seus olhos. Ela deu um sorrisinho de canto sem mostrar os dentes, cortoneou a boca do seu copo com o dedo indicador e passou a língua em seus lábios, umidecendo-o. 

- Será que podíamos ser amigos? - perguntou. Ela me olha, eu encaro-a. Existia verdade em seus olhos. - De certo modo, me arrependo do que fiz. Não sabia que tua noiva estava grávida. 

- Não sabia? - arqueio as sobrancelhas. - Eu te falei, Annelise. 

- Falou? - espremeu seus olhos, como se estivesse tentando lembrar. - Não me recordo de tu ter dito isso. 

- É melhor você dizer o que você quer, Anne. Eu estou ficando velho e não besta. - digo sem pestanejar. 

- Juro pra ti que só quero me desculpar. - reforçou. -  Por favor, Igor. 

Encaro Annelise e arqueio as sobrancelhas. Ela fez uma cara de cão sem dono que quase me convenceu de seu arrependimento. 

- Por que não consigo acreditar que você está arrependida? - rebato. Anne riu. 

 

Do nada, sou surpreendido com um abraço. Annelise aninhou em meus braços e sussurrou um pedido de desculpas ao meu pé do ouvido. Eu me arrepio da cabeça aos pés quando sinto voz aveludade e o sotaque arrastado de Annelise entrar em contato com meus tímpanos. 

- Pelo amor de Deus, Igor. Me desculpe. - sua voz estava bargada.

Annelise Fonseca

O cheiro agridoce e o abraço de Igor me envolveu. Os meus pés fraquejaram quando o mesmo retribuiu meu abraço apertado. Novamente concordei com a ideia maluca da Natalia e da Cazzle e apesar de estar arrependida, espero que dessa vez dê certo. Não estou disposta a ouvir Igor me chamar de todos nomes sujos o possível novamente. 

No fundo do corredor, vejo Cazzle e Natália rindo diabólicamente. Natália possuia uma câmera em suas mãos e estava prestes a tirar as fotos que ela enviaria para a noiva Igor. Jogo meu cabelo louro para frente, viro meu rosto, dando o ângulo que eu estava o beijando e agarro sua nuca.  

O meu coração apertou ao ter que fazer isso. Não queria destruir um relacionamento, Igor seria pai. 

Eram flashes e mais flashes, até que Natália desceu as escadas como um piscar de olhos. 

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- Júlio, vamos embora. Já estamos há mais de duas horas aqui. - chamo-o pela milionésima vez. 

- Espera, Igor. Só mais cinco minutos. - respondeu dando uma golada na cerveja. 

- Cinco minutos é o caralho. - gritei e todos viraram para minha direção. - Eu vou embarcar e te deixar ai. 

Júlio me olhou. 

- Nosso embarque é daqui no exato... - olhou pro seu relógio de pulso e arregalou os olhos. - UMA HORA! - afobou-se e deu um pulo. - Porra Igor.

- Porra Igor um caralho. - saimos depressa, andando até o carro. - Estou chamando você faz mais de meia hora, porra. 

Entramos no carro com pressa, Júlio esquentou os motores e saímos cantando pneu. Nós teríamos que entregar o carro que estava alugado, dar conta do hotel e pedir um táxi para irmos até o aeroporto. E se Júlio tiver lembrado, arrumar as malas. 

Tudo isso em uma hora...

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Autora.

Enquanto Júlio e Igor discutiam por causa do vôo, Alice sorria reunida com seus amigos. Era indecifrável o sorriso da menina. Era tão verdadeiro, tão singelo, tão aberto e tão apaixonante... Aqueceria qualquer coração. Aquele sorriso demonstrava paz, felicidade e dever cumprido. 

- Eu estou imaginando quando Igor souber que vai ter duas filhas. - Suh disse, com um sorriso estampado em seu rosto. - E um sobrinho... - complementou, olhando para Pedro. 

Dentre tantos olhares apaixonados e sorriso confortantes, Lucas se juntou novamente às meninas. Sentou-se em perninha de índio, colocou um violão em seu joelho. Ele não sabia tocar, apenas tinha aquele violão por ter. Olhou relutante para Dayane, deu uma piscadela e a mesma entendeu. 

- Eu toco. Me passa pra cá esse violão, T3ddy. - se ajeitou no tapete felpudo. Lucas passou-lhe o violão e Alice rapidamente se aninhou aos braços do irmão. Dayane afinou o violão e deu os primeiros acordes. 

Vozes se misturaram numa bela melodia de Caetano Veloso. Alice cantava de olhos fechados e deixa alguns sorrisinhos apaixonados escapas, provavelmente lembara de Igor. 

O silêncio se formou quando o celular de Alice começou a apitar sem parar. Ela arqueou as sobrancelhas, pegou o celular em cima da mesinha e desbloqueou. Eram duas mensagens. Uma de Igor e outra... desconhecida. 

Alice Olioti, - Osasco, São Paulo. 

Estranho o fato de ter recebido dez mensagens de número desconhecido. O ddd era do exterior. DDD 1. Arqueio as sobrancelhas, mas decido abrir a mensagem de Igor primeiro. Sorrio ao ler a mensagem. Escrevo uma breve resposta e termino com um "eu te amo por toda a minha vida"  e em seguida, abro a mensagem do número desconhecido. 

Eram uma sessões de mensagens. Dez, no total. Eram cinco fotos e cinco mensagens de texto. Eu torço os lábios, baixo as cinco fotos de vez e meus olhos se arregalaram. Minha boca abriu automaticamente, levando uma mão até a mesma e cobrindo-a. 

As fotos atingiu-me em cheio. Os meus olhos encheram-se de lágrimas e minha garganta deu um nó.

- Alice? -perguntou Guilherme. -  Alice, o que foi? Ficou cabisbaixa do nada. 

Não respondo-o. Aperto meus olhos e deixo as lágrimas cairem. Jogo o celular desbloqueado no chão e aninhei ao colo de Lucas, danando a chorar. 

Não tive forças. O meu mundo havia desabado. Eu só conseguia pensar nas fotos, nele se agarrando com aquela loira que estava na foto. Dayane não esperou Pedro pegar o celular, pegou-o ecomeçou a ler as mensagens com calma. 

- Você achou mesmo que o Igor ia ser fiel á você? - leu a primeira mensagem. Suellen despertou, arregalando os olhos. Eu chorei mais, me espremendo ao colo de Lucas. - Você é ingênua Alice. - leu a segunda mensagem. - Se nem o Júlio foi fiel á você, quem dirá Ig...

-PARA! - gritei. - NÃO LER MAIS ISSO. EU NÃO QUERO SABER, EU CANSEI DE SOFRER. SEMPRE É ASSIM! SEMPRE! 

Eu me solto de Lucas e saio correndo. Não queria mais ficar ali, vendo todos me ver chorar. Eu corro direto pro meu quarto e tranco á porta com a chave, me jogo no meu travesseiro e choro copiosamente.

Aquele sofrimento que passei com Júlio pareceu ter voltado num estalar de dedos. Lembranças das noites perdidas que chorei, me acabei, vieram á minha mente. O sentimento de devastação e desprezo se alastava mais em mim, me tornando a pessoa mais fugaz e frágil. 

Sempre que sou magoada, me fecho. Me torno uma pessoa fria e ignorante, fechada para sentimentos. Foi assim com Júlio, mas até Igor chegar e mostrar que faria diferente. Até... até fazer tudo igual. Igual a Júlio. Me acabar, me destroçar, me iludir e vir com pedidos de perdão e eu te amo. 

Os meus "eu te amo" foram em vão?

Eu amei sozinha? 

Nossas meninas seriam fruto de um amor só meu?

Eram tantas perguntas sem respostas. 

Me viro pra frente, ainda com os olhos cheios de lágrimas, olho para o teto e passo a mão carinhosamente na minha barriga. 

-Agora, somos só nós três... - digo entre lágrimas.

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Acordo no dia seguinte com alguém afagando meus cabelos. Sorrio com o cafuné delicioso na minha cabeça, me fazendo esquecer totalmente da noite passada. 

- Meu amor... acorda. - ouço aquela voz. Abro os olhos, tiro sua mão do meu cabelo e me encosto na parede. - O que foi Alice?

- Quem te deixou entrar NA MINHA CASA, Igor? - pergunto, me controlando para não voar em seu pescoço. 

- Desde quando precisam deixar eu entrar numa casa onde eu também já morei? - cruzou os braços. 

- Sai. Da. Minha. Casa. - digo pausadamente, apontando pra porta. Respiro fundo e seguro o choro. 

- Alice, eu não estou te entendendo... - tentou se aproximar de mim. Eu me levanto da cama e vou para o outro lado. - O que está acontecendo, meu amor?

- Você é um mentiroso como todos os outros que passou na minha vida... Como o Júlio e o Matthews. - a primeira lágrima desceu queimando. Minha garganta já estava seca. - Eu deveria saber que você é igual á todos os outros. Ninguém iria querer uma garota como eu. 

- Como você? - arqueou as sobrancelhas. - Olha que merda você tá falando, Alice. Você é maravilhosa. Eu te amo!

- PARA DE DIZER QUE AMA! - gritei. 

- EU NÃO VOU PARAR. - andou na minha direção e segurou meus dois antebraços. - EU TE AMO, PORRA. EU TE AMO COM TODA SINCERIDADE DESSE MUNDO. SOU CAPAZ DE MOVER MONTANHAS, ATRAVESSAR O MAR POR VOCÊ. EU DARIA TUDO, ALICE, TUDO PRA FAZER A MULHER MAIS FELIZ DESSE MUNDO. 

- Cala a boca, só cala. Você é igual á todos os outros homens que existem no mundo. - grito mais baixo. 

Ficamos em silêncio, nos entreolhando. Minhas lagrimas desciam sem parar, pingando em todo chão amadeirado da casa. 

- Que gritaria é essa? - T3ddy abriu à porta acompanhado de Pedro Guilherme e Suellen. - Igor, vai embora. 

- Eu não vou sair daqui até saber o que foi que aconteceu e porquê eu sou mentiroso. - olhou para Luvas, segurando em meu antebraço. Dou um solavanco, tentando me soltar. 

- Solta ela pelo menos. - Pedro pediu. Igor o olhou. - Sério Igor, solta ela. 

Igor me soltou. Eu passo a mão no lugar, limpo meu rosto e aponto um dedo na direção de seu peitoral. 

- Você mentiu para nós. Mentiu para mim e suas filhas. - ele arregalou os olhos. 

- Duas? - assenti. - Então quer dizer que... 

- Sim, são gêmeas. Duas garotas. - me afasto. - E eu quero você longe de mim e delas. Você para a loira que você estava aos beijos. 

- Que loira? - riu nasaladamente. - Você enkouquceu...

- Vai embora da minha casa, Igor. - viro-me de costas, olhando a paisagem pela janela. Cruzo os braços e comprimo os lábios, segurando o choro. - Aproveita e vai embora da minha vida e das nossas filhas... pra sempre. 

- Você está insinuando que... - o corto. 

- Sim, Igor. Acabou. - o olho, chorando copiosamente. - Tem alguém que não quer nos ver junto e conseguiu.

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Meses depois...

Eram duas horas da manhã de uma segunda feira, do mês de fevereiro. Acordo pingando em suor e com dores fortes que vinham da minha barriga. Viro-me com cuidado, sento na beira da cama e procuro pelas minhas pantufas. Ando cautelosamente até o banheiro, abrindo a porta e entrando no mesmo. 

Paro em frente ao espelho e seguro-me na borda da pia, fechando os olhos e rangendo os dentes de dor. Regularizei minha respiração e me sentei na tampa do vaso sanitário. 

- Meninas, calma. Esperem mais um pouquinho. O tio de vocês não está em casa e eu não quero ter que recorrer ao pai de vocês. - digo alisando a minha barriga.

Outra dor pontiaguda veio e eu dei um grito. Sinto a calça moletom de Igor que eu usava umidecer e uma poça de um líquido amarelado se formar no chão. A BOLSA HAVIA ESTOURADO!!! 

Não queria ter que recorrer a Igor e Lucas está em Ribeirão Preto. Ou eu esperava o dia amanhecer morrendo de dor ou recorreria a pessoa que eu tenha certeza que largaria tudo pra vir correndo me ajudar... JÚLIO!!!

Saio do banheiro, com uma das minhas mãos no pé da barriga e volto pro quarto. Sento na cama, alcanço meu celular e digito o número de Júlio com as mãos trêmulas. Gemi de dor enquanto chamava. 

Ligação ON:

- Alice? Que surpresa você me ligar... - disse sorrindo do outro lado da linha. 

- Te acordei? - pergunto com a voz tensa. 

-Nada, não acordou não. - respondeu-me. - O que aconteceu? Você está com a respiração rápida e sua voz está tensa... 

- Júlio, a minha bolsa estourou. Será que você pode me ajudar? - pergunto. Gemi de dor. 

- Meu Deus, Alice!!! - disse afobado. - Se arruma e arruma as coisas das gatinhas, tô ai em dez minutos.

Ligação Of:

Já havia deixado a bolsa arrumada. Apenas fiz esforço para tomar um banho. 

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4 horas e 15 minutos, AM. Hora do parto. 

Depois de estar dilatada o suficiente, fui encaminhada para sala de parto. Júlio havia ligado para Lucas que pegou o primeiro vôo para São Paulo. Ele segurava minha mão enquanto me levavam numa maca para a sala. 

- Júlio... - o chamei com a voz falhada. 

- O que foi? - ele alisou minhas mãos. 

- Minhas meninas vão ficar bem? - pergunto, ele arqueou as sobrancelhas. 

- Que merda de papo é esse, Alice? - rebateu desesperado. - Você e elas vão ficar bem. 

Dou uma risada sem vida. 

- Eu estou vendo tudo embaçado, não sei se vou aguentar. - depois de passar pelo longo corredor,  a maca entrou na sala de parto. - Eu vou desmaiar... 

Os meus olhos foram ficando pesados e as pálpebras se encontraram. Ouço Júlio chamar meu nome diversas vezes e por fim, a escuridão tomar conta. 

Na minha mente, flashbacks. Tudo passando com um tiro. Dos momentos bons aos ruins, do choro aos risos, da queda ao levantar, do amor a ilusão e por último...

Choro, duas lindas garotinhas, Igor e mamãe. 

 

"Foi cada um pro lado, acabou."

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 


Notas Finais


Obrigada á todos que me acompanharam nessa loucura e esse romance. Sério, muito obrigada mesmo. Vocês são 10!!! E eu amo muito vocês.
Espero que gostem desse capítulo, comentem bastante e me desculpem a demora, os erros e se estiver pequeno. Obrigada novamente, á todos.

Desculpem se estiver ruim!!

Amo vocês 😍😍

Segunda Temporada já está disponível! 😍


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