História Enrolados no Amor (Hiatus) - Capítulo 17


Escrita por: ~

Postado
Categorias Kéfera Buchmann, Lukas Marques & Daniel Mologni (Você Sabia?)
Personagens Daniel Mologni, Lukas Marques, Personagens Originais
Tags Advogada, Amor, Buraco Negro, Caos, Dani, Daniel, Desejo, Emprego, Família, Flores, Floricultura, Ilusão, Lukas, Marques, Molo, Mologni, Pais, Pecado, Relacionamento, Sonhos, Vida, Voce Sabia
Exibições 15
Palavras 4.144
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Comédia, Crossover, Drama (Tragédia), Famí­lia, Fantasia, Festa, Ficção, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Violência, Yaoi
Avisos: Álcool, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Mutilação, Nudez, Sexo, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas da Autora


Oi oi genteeeee!
Vamos as notícias importantes.

• Eu passei esse tempo sem postar por causa dos motivos de sempre. Sem ideias, altas correrias, provas, família, namorado, vida!

• Eu peço realmente desculpas a vocês em modo de atender a demanda de desejos (eu espero que vcs gostem caralho. Quero que vcs curtam pra pooooorrraaa!). Esse capítulo ficou grande. SIM. Acho que ele é o maior que eu escrevi até agora e isso me deixou muito, mas muito feliz. Aos poucos eu estou voltando a escrever normalmente.

• Estou fazendo DUAS novas fic's, e postarei apenas o prólogo para que VOCÊS comentem o que acham e me ajudem. Por favor gente!

• A atualização da fic continuará por enquanto nessa marcha lenta até eu conseguir voltar a explorar minha mente para novas ideias.

• Estou pensando em criar um grupo no WhatsApp, para as pessoas que querem ler minhas fic's ou que já lêem elas para podermos criar um laço de ideias e pra que eu possa saber de mais histórias sobre o que vocês querem ler.

Capítulo 17 - Dia difícil


Fanfic / Fanfiction Enrolados no Amor (Hiatus) - Capítulo 17 - Dia difícil

"Ao perder alguém, é hora de se encontrar. De se reinventar. De se apaixonar por você."

                                                      -Isabela Freitas

                                  ...

 Era por volta das três da tarde quando descidi responder o e-mail de trabalho que recebi da tal empresa.
 Mamãe fez o favor de pesquisar tudo sobre isso e, ainda na floricultura, ela fez o favor de contar a todos que chegavam em volta, a nova novidade.
 Eu pensei bastante antes de aceitar e realmente eu me coloquei a prova em relação a essaa coisas. Uma estudante de Direito trabalhando como uma "faz tudo" para Youtubers, Deus, isso não era muito o que eu previa, mas duas oportunidades não batem na mesma porta não é mesmo?

 No final da tarde as coisas ficaram calmas e as pessoas diminuiram no estabelecimento. Era algo divertido, entravam pessoas estranhas e saiam amigos novos, era algo totalmente compensador, passar vinte minutos fazia você agradecer por dez anos.

 Foi por valta de umas sete horas da noite que ele entrou pela porta. Andar rápido, cabeça baixa, a velha e conhecida jaqueta vermelha com preto que tentava esconder uma blusa preta que é de costume, o jeans azul e uma novidade. Suas mãos estavam sendo seguradas por uma garota, estatura baixa, quase minha altura, mais magra que eu, cabelos perfeitamente lisos e escorridos que desciam como uma castata em suas costas, um cropped preto, uma jaqueta igualmente preta, uma calça um pouco mais folgada, dessas bem mais no estilo "Sou blogueira", mechas loiras no cabelo, tez branca e delicada, sorriso encantador...
A beleza dela doia em meu coração e eu senti inveja daquilo.

 Várias coisas passaram como flashs desenfreados na minha cabeça.
A queda de cara no asfalto, a rejeição na minha festa, a ligação misteriosa, o sumiço de última hora... Era fácil de encaixar os fatos agora. Ele tinha alguém.
Mas e os beijos? Mas e as vezes que estivemos juntos? E a nossa flor? Aonde ela esteve durante esses dois ou três dias em que estive ao lado dele? Porque ele não abriu o jogo e disse que tinha alguém ao seu lado para que ele não ficasse só.
Talvez, apenas talvez, ele tivesse sentido dó quando viu a pobre e ingênua garota da balada, sentiu pena da sua história e achou melhor dar um pouco de atenção aquela coitada, e acho que foi nesse momento em que me deixei levar.

Eu não poderia querer nada com ele, mas meu coração ia caindo aos pedaços enquanto eu via eles entrarem pela porta e sentarem numa mesa reservada, um tanto próxima do balcão em que eu estava.
 As palpitações do meu peito eram tão altas que eu podia jurar que todos ouviam, enquanto meu corpo, não se movia. Por mais que eu tentasse sair daquele lugar ou apenas parar de encara-los, eu não conseguia, era mais forte do que eu e aquilo doia!

 Por um momento tentei imaginar a cena de nós dois daquele jeito.
 Mãos dadas, andando pelas ruas, se divertindo e sorrindo como um velho casal normal. Mas...
 O QUÊ? Mas que diabos eu estou pensando? Ele está ali não está? Está muito bem por sinal, agora é hora de mostrar que o seu amor próprio ainda está ai dentro, pulsando para sair e mostrar a todos a mulher maravilhosa que ninguém viu ainda.

 Me limitei a fechar meus olhos e por um segundo senti tudo parar. Contei de um à oito, porque até dez era minha cota de alto estresse, abri os olhos e segui até a mesa com meu melhor sorriso, eu pareceria feliz até o último minuto, mesmo que precisasse fingir isso.

- No que posso ajuda-los? -Eu disse, simplesmente segurando os braços atrás do corpo para manter o equilíbrio. Concentre-se!

- Acho que vamos apenas esperar o café que pedimos e... -Então ele me viu. Paralisou. Gelou. Seus olhos olharam diretamente os meus, depois passaram-se para meus curativos e logo os vi parados em minha boca.

- Lukas? -A garota interveio!- Está tudo bem com você? -Talvez ela fosse legal e se importasse de verdade com ele. Talvez eles se dessem muito bem mesmo...
- Sophia? -Ele disse, quase como um sussurro, e eu calada como estava calada eu continuei.

 Observei sua feição. Era uma mistura de enigmas que eu não queria descifrar. A garota ao seu lado o olhou confusa, mordi o lábio nervosa. Deveria ser cômico, mas era uma tragédia!

- Lukas, você está bem, meu amor? -Amor. Aquela palavra bastou para me fazer engolir em seco.

- O senhor precisa de uma água? - Foi o que consegui dizer.

- Senhor? -Ele perguntou, juntando as sobrancelhas e me lançando o mesmo olhar mistério de antes.

- Vá rápido, garota! Não vê que ele está passando mal? -Continuou sua acompanhante.

 Sai em direção ao bebedouro que ficava atrás do balcão, me abaixei para procurar copos descartáveis mas problema é que era meu primeiro dia ali, eu não sabia aonde ficava nada. Isso me fez voltar a mesa dos dois, com as mãos abanando.

- Aonde está a água que você tinha ido buscar? -A garota com voz enjoada começou. - Essa espelunca não serve nem água para os clientes?

- Senhorita, acontece que hoje é meu primeiro dia e... - Nem precisei terminar, fui cortada antes de formular toda a justificativa.

- E ainda colocam uma pessoa despreparada e sem condições de atendimento? Quanta irresponsabilidade, quero falar com seu superior. -Ela exigiu e eu arregalei os olhos tentando parecer surpresa. Seria ótimo vê-la morrer entalada com o próprio veneno no momento em que mamãe me apresentasse como sua filha.

- ... Não precisa, deixa isso prá... -Ele tentou intervir me olhando desesperado mas ela também o cortou.

- Não -Ela fez birra. Igual criança de cinco anos que não ganha o presente que quer dos pais no aniversário ou quando não faxem sua vontade! -Nós viemos aqui para um bom atendimento e não estamos tendo um. Eu E-XI-JO a presença da sua superior. A-GO-RA! -Ela disse desse jeito mesmo, dando ênfase e pausas nas palavras de ordem que ela achava que poderia dar sobre mim. E-U  S-E-I  L-E-R, era o que eu queria lhe dizer. Ela parecia falar com uma analfabeta, por Deus!

 A Sophia Advogada estava adorando toda aquela cena e implorando para que tomasse uma atitude, seria a vingança perfeita. Uma boa vergonha em frente a todos os presentes, uma que mostrasse o verdadeiro auter-ego que este ser tinha escondido, mas, a Sophia florista estava apenas se divertindo com o desprazer que lhe restava para aquele dia.

- Sim, senhorita. Chamarei o superior! -Falei obediênte e Lukas levantou da cadeira para segurar meu braço.

- Você não precisa fazer isso. Eu estou bem! Me sinto bem! -Ele falou olhando para sua companheira que o observada de boca aberta. - É seu primeiro emprego depois que chegou aqui e eu não quero que você...

- Desculpe! -O Interrompi.- Preciso chamar o superior. Com licença! -Disse soltando meu braço e caminhando até a mesinha de velhinhos que minha mãe atendia.

 Ao contar minha situação, minha mãe teve uma reação que eu não esperava. Ela pegou minha mão e caminhou ao meu lado até a mesa, paramos juntas ao lado de ambos os dois, que nos olharam atentos.

- A Senhorita tem algo a me dizer? -Mamãe perguntou irônica.

- Sim! Essa... Essa sua contratada. -Ela disse com nojo.- Não soube trazer um simples copo com água para meu namorado que estava passando mal. Ela está mal preparada e não sabe fazer uma devida recepção aos clientes, e essa roupa... Permite que seus empregados usem roupas do dia-a-dia dentro de seu estabelecimento? Sem uniformes? -Ela encerrou. Abri diversas vezes a boca para falar e em todas mamãe me fez calar com apenas um olhar. De canto de olho vi Lukas tamborilar os dedos, nervoso, em cima de um dos jarrinhos de flores. Era medo. Esse medo se intercalava entre eu e ele.

- E o que a senhorita aconselha? -Mamãe perguntou.

- Eu vim aqui para ser bem atendida, e não fui! Ela não merece estar aqui.

- Renata! -Lukas a repreendeu à assustando com sua reação. -Isso está indo longe demais! -Levantou-se, irado.

- Sente-se querido. -Mamãe o disse calma, com um sorriso derretedor de corações. Ele suspirou e em seguida confirmou com a cabeça voltando à sentar-se na mesa.

- Eu nunca soube mexer com contas, me dou bem com pessoas. Sophia é o cérebro gênio desse lugar, eu só entendo de algumas flores, mas a senhorita está certa. Esse não é o lugar dela. Ajudante. Nunca será. Amanhã passamos a escritura das coisas para seu nome, ok? Vá para casa e prepare um dos nossos deliciosos jantares. Faça Fricassê, eu amo o seu! -Ela disse sorridente enquanto retirava meu avental sujo de terra e algumas pequenas pétalas de rosas dos meus cabelos.

-A senhorita tinha toda razão. Aonde já se viu, deixar minha própria filha, assim, ser apenas uma simples florista atendente? Ela é a chefe! Nossa superior agora. Pronto. Resolvido! Qualquer coisa, não exite em chamar-la. -Mamãe disse, calma e se apróximou da mesa ainda a encarando para falar um pouco mais baixo.- Ela tem curso pra gerenciar empresas de pequeno e grande porte sabia? Fazia direito... Fui burra em pensar que poderia deixa-la assim, obrigada por abrir meus olhos. Essa demição veio bem a calhar em... -Falou por último em sua postura natural, me dando um abraço e um beijo na testa. Eu estava ali, radiante. Mamãe havia acabado com aquela patricinha de meia tigela repleta de ignorância, tinha aumentado minha auto estima, que pra falar a verdade estava nas últimas das últimas e por fim, teria arrancado um meio sorriso do Lukas enquanto falava tudo aquilo pra sua... Namorada?

-Ela é... -Ela quis dizer e mamãe se apressou.

-Minha filha? Claro! -Ela disse dando os ombros e me olhando por fim.- Não esqueça de regar as tulípas quando chegar em casa, eu não me lembro de ter feito isso pela manhã, coitadinhas, está um dia abafado hoje, acho que teremos chuva.

-Sim, senhora mãe! -Falei lhe dando um abraço e observei o "casal" na mesa de canto de olho. A menina estava vermelha como pimenta ardida e Lukas tentava segurar o seu belo sorriso. Ele parecia se divertir com aquilo assim como eu! Foi ai que ele me pegou os observando e serrou os olhos para mim. Sorri tímida com aquele olhar e ele negou com a cabeça dando-se por vencido e sorrindo abertamente. Ponto para mim!

                                     ...

 Ao chegar em casa, a cena da floricultura não saia da minha cabeça, eu repassava tudo o que havia ocorrido sem tirar nem por absolutamente nada. Por mais que eu quisesse, aquilo continuava ali, nas lembranças que eu me orgulharia em trazer a tona mais e mais vezes, só para que eu, ficasse feliz por mais algumas horas.
 Eu sorria a toa a noite até me pareceu ficar mais leve, minha cabeça estava relaxada e eu me sentia boba por algo qualquer. O que era aquilo dentro de mim? Eu me sentia bem! Acontecia sempre que eu o via, embora nunca fosse uma boa hora o ver!

 Fiz o jantar da maneira mais simples que sabia, os velhos Disck's Pizza's. Tudo bem que minha mãe tivesse dito que sou ótima na cozinha e tudo mas, mais ai que está o erro... Eu não era boa na cozinha!
 Aquilo tinha sido um golpe baixo apenas para que eu me saísse por cima, nós duas sabemos bem que eu não sou uma muito boa com fogo, e facas, e em quebrar ovos, ou em fazer qualquer coisa que se relacione a gastronomia. Eu gostava de comer, não de fazer comida. Eu nem sabia o que diabos era um Fricassê, era uma comida mesmo? Na hora eu achei que fosse uma planta!

 Enquanto esperava meu jantar vir, aproveitei para tomar banho.
 O silêncio da casa estava sempre me incomodando, me deixava assustada, de cabelos em pé.
 Eu era pura bipolaridade, uma hora eu era completamente sim e outra extremamente não, uma hora gostava de rock e na outra estava chorando agarrada a um sertanejo universitário. Eram mil e uma coisas intensas dentro de mim que me faziam ser esse turbulhão de sensações estranhas e tudo piorava se eu ficasse ao lado dele.
 
 Era terrível admitir, acho que estava completamente atraida por um completo desconhecido! Será que ainda posso chama-lo assim? Ainda temos aquela relação de dois dias em que parecia que nossas vidas haviam se conhecido a séculos atrás?Eu não sabia. Eu não sabia quase sempre de nada. Era tudo muito incerto e inseguro.

  A campanhia soa! Desço apressada as escadas com minhas velhas pantufas de dinossauro e roupas de dormir, afinal, era tarde, já passavam das oito e tudo indicava mais uma chuva!
 Paro em frente a porta, coloco a toalha no cabelo para secar-lo, e a abro!

 Lá estava ele outra vez, o mesmo sorriso, a mesma intensidade de sempre, uma pizza em mãos. Foi tudo derrepente, foi só piscar o olho eu já estava paralisada!
 Ele havia se tornado um grande buraco negro, que engolia e destruia tudo que visse pela frente sem se importar com os destroços que deixava.

- Vai me deixar entrar ou... -Ele disse sorrindo e eu pisquei algumas vezes para sair do transe.

- Você avisou a sua dona aonde viria? Ela pode aparecer aqui na minha casa e falar com o ex proprietário me mandando ser expulsa por não saber admistrar uma casa! -Falei cruzando os braços e ele riu fraco.

- A Renata pode ser muitas coisas, mas definitivamente, não é minha dona. -Ele disse confuso mas ainda com o velho sorriso de deboche.

- Oh! Você já disse isso a ela? -Falei me divertindo e ele riu mais natural.

-Vamos lá Sophie, você não é ciumenta, não se encaixa no seu papel! -Ele disse fazendo bico e se aproximando da porta, mas o emburrei com o braço para que ele continuasse no mesmo lugar. Por Deus, ele estava malhando? Se sim, estava dando bons resultados!

-Na, na, ni, na, não! -Balancei a cabeça em negação.

Eu bancaria a difícil. Tudo bem que eu poderia até estar "atraidinha" por ele, mas dar uma de mocinha fácil não iria mais colar! Meu amor próprio gritava dentro de mim por liberdade de expressão, e eu daria, toda que ela desejasse. Chega de ilusões!

- Tá me expulsando? Eu trouxe pizza! -Ele disse mostrando a pizza e eu ri. Ele achou realmente que uma pizza poderia me comprar?

- Eu já estou esperando a minha! -Dei de ombros e ele bufou.

- Vai me deixar aqui? -Ele disse surpreso!

- Vou. Lembre-se: Nunca ignore torpedos e nunca comprar uma mulher com apenas uma pizza! Vamos lá Marques, achei que você era mais esperto! Uma pizza? Quem sabe na próxima você consiga me surpreender, han? Até mais, tenha uma excelentíssima noite.-E fechei a porta em sua cara.

 Ele merecia cada gesto ou palavra, na verdade ele merecia uma surra de xingamentos e palavrões bem ditos, e se ele achava que eu deixaria ele entrar nos meus pensamentos e bagunçar tudo de novo ele estava muito errado. Levou bastante tempo pra organizar aquela bagunça de antes, estou com preguiça de arrumar mais uma vez!
 As coisas mudaram de rumo, eu não seria "mais uma" para ninguém, eu seria, todos os dias, eu mesma e me apaixonaria todos os dias pelo meu reflexo transmitido pelos espelhos da minha casa!
 Ninguém nunca mais me mudaria ou me machucaria. No meu coração mando eu!

 Dez minutos após fechar a porta minha pizza chega! dessa vez seria uma pizza e não mais uma surpresa. Dei de cara com ele ainda lá, ao lado do entregador, com uma cara de poucoa amigos. Havia jogado a jaqueta no chão.
 Ele estava perdendo os nervos.

- Sua pizza senhorita! -Falou o rapaz.

- Muito obrigada! Fique com o troco -Falei gentil e ele sorriu para mim.

- Muito obrigada senhorita, tenha uma ótima noite. -Piscou.

 A cena foi cômica. Tirei a pizza das mãos do entregador e olhei para Lukas que me encarava perplexo com que acabara de ver.
 Eu tinha dado mole para um garoto na sua frente e ele não estava com uma cara de quem havia gostado e para completar fui embora mais uma vez, o deixando fora. Ele aprenderia por bem ou por mal como realmente deve-se tratar as pessoas e o quanto é ser disprezivel fazer com que uma pessoa seja agnorada!
Eu daria uma lição em Lucas Marques, e ele aprenderia rapidinho.

Enquanto comi e assisti as coisas aleatórias de sempre que passavam na Tv, pude perceber que havia começado uma chuva fraca pela janela.
Por impulso, sorri. Achei que ele ainda poderia estar lá fora tentando de tudo para fazer com que eu abra a porta, era involuntário, mas o pensamento sempre estava nele.

E como se os nossos pensamentos estivessem ligados o celular me informou: Mensagem!
Tive gosto de abrir e lê-la para mim.

"- Isso é ridículo cara! Está começando a chover e eu estou aqui fora!
 Olha, o Dani acha que eu vou passar a noite fora, estou sem as chaves de casa, preciso de um teto. (Já que você estragou o teto em que eu ia dormir hoje...) Acho muito mais que justo que você abra a porta e me deixe conversar com você! Por favor Sophie."

 Não respondi.

 Eu era idiota por escolher pessoas egocêntricas ao ponto de superarem todas as estatisticas das esgrotidades da vida! As vezes a melhor coisa a se fazer seria mesmo ignorar do mesmo jeito que se é ignorado. Os mais velhos dizem que quanto mais você rejeita, mais amado fica!
 Era a pura verdade das coisas. Você deve-se em primeiro lugar ter empatia, mas não esqueça, deve-se amar-se para poder saber o que é dar amor.

                                         ...

"- Sophia, agora estou falando sério...

 Era sua quinta mensagem desde que a chuva começou realmente a engrossar lá fora e ele continuava lá, em pé, encostado as grades onde havia uma pequena cobertura para as flores da minha mãe e ainda segurava sua pizza.

"- Eu te peço desculpas! É isso o que você quer de mim? Eu te peço. Eu te suplico. Só não te imploro pq vc não vem aqui e abre a porta, mas é capaz até de eu implorar mesmo assim!
Eu nem sei se vc está lendo isso, os ruidos que vc fazia pela casa já acabaram a horas. Vc deve estar dormindo, (espero que não) eu preciso muito. Muito. Falar algo com vc."

 É incrível como aquele ditado é verdadeiro. "Tudo que se vê mais difícil se torna mais curisoso, mais saboroso, mais interessante de se aproveitar!"
 Eu estava me sentindo um verdadeiro Nobel de tão maravilhada e radiante de alegria!

"- Eu fui um tremendo babaca, estou me comparando a seu ex agora e vc sabe bem o quanto esculachei o seu ex."

 Isso eu podia afirmar, era verdade de sua parte. Ao menos essa parte eu sabia, que era. Ele havia colocado sua grande sinceridade para fora!

"- Talvez vc não me queira aqui por causa daquele outro cara... "Kaus"... Algo assim! Vcs estão juntos?"

 Oh Deus, ele nem lembra o nome do cara que quase o engoliu por inteiro a mais ou menos vinte e quatro horas atrás!

"- Olha, eu preciso pedir desculpas por aquele dia, eu tenho meus motivos e nunca tive a chance de te explicar. (Embora as vezes eu me lembre do dia em que vc me expulsou do seu carro e nessas mesmas vezes eu queira dar um sumiço em vc da minha cabeça, mas eu não consigo! Vc consegue entender isso? Vc não sai da minha cabeça, garota!"

 Talvez ele estivesse fazendo charme para poder entrar, era o que minha cabeça dizia, não garota, escute! Ele está realmente arrependido, veja isto, está na chuva a te esperar. Corra, abra essa porta. Era o que o meu coração falava.

"- ABRE A PORRA DESSA PORTA, VOU TER HIPOTERMÍA!"

 As mensagens chegavam aos montes e senti dó de ter deixado ele fora por tanto tempo. Eu daria uma trégua! Estava decidido. Seria boa para que ele visse que eu o estava testando, mas seria suficiente? Quem sabe?
 
 Dê-lhe uma chance, dizia meu coração, volte atrás com essas palavras, dizia minha mente. Quem escutar? Nenhum!

                                       ...

 Foi por volta das onze horas da noite quando ouvi minha mãe chegar, acompanhada, aos sorrisos com outra pessoa. Eu rezei a Deus para que ela não tivesse deixado ele entrar, mas parecia que ninguém lá de cima não estava afim de me escutar!

- Querida, veja quem veio se desculpar por hoje mais cedo... -Ela disse sorrindo e apontando para Lukas que sorria falso em minha direção. -Ele disse que estava passando e descidiu vir aqui, veja que menino maravilhoso. -Eu sabia o que ela estava fazendo, ela estava tentando de todas as formas me desencalhar. -E ainda por cima... -Fez suspense. -Trouxe sua pizza favorita. -Ela abriu a caixa que revelava uma pizza, tamanho família, de bacon com bastante queijo. Ela não queria me comprar com comida, ela queria comer a comida, essa era a diferença!

- Que surpresa... Ótima!

- E não é? Aah! Ele também irá nos fazer companhia esta noite. Está muito tarde e tem muita chuva lá fora, você já esta bem enxarcado. Podemos pedir uma roupa do Klaus emprestada. Seria ótimo, ele nunca negaria nada a você Sophia. -Ela falou. Não evitei minha surpresa. Imaginar ir atrás de Klaus depois da tarde de ontem não era uma boa ideia. Eu não o havia visto desde então, e chegar de supetão sem avisar a uma hora dessas pedindo roupas para um homem que iria dormir na minha casa, isso não melhoraria em nada a nossa situação.

- Não é preciso. -Lukas se apressou em dizer. - Durmo com essa roupa mesmo, não tem problema. Eu só molhei um pouco a calça, posso dobrar o molhado e dormir assim mesmo. -Ele propôs, mas mamãe estava irredutível e aquilo me deixava furiosa.

- Você pode pegar diversas doenças com uma roupa molhada dessas garoto, não discuta comigo! Sophia irá na casa do vizinho e pedirá uma roupa para que você durma avontade!

- Mas senhora...

- Mamãe está certa Lukas. -Interrompi os surpreendendo e deixando um largo sorriso de satisfação no rosto de minha mãe! - Você não pode nem vai dormir com essa roupa, a riscos de várias doenças como já dissemos, fora as febres que podem chegar a te alucinar! -Falei a contra-gosto. Era verdade, por mais que eu quisesse afastar ele da minha vida e dos meus pensamentos nesse momento eu teria que ser sincera e ver o caminho correto! - Mas eu não vou pedir roupa de ninguém, na casa de ninguém a uma hora dessas da noite mãe. Klaus trabalha, embora nunca tenhamos perguntado, acho que isso é óbviu.

- E o que quer que eu faça? Deixe ele dormir pelado no sofá, mocinha? -Prendi o sorriso quando ouvi a ideia, mamãe me mataria a lapadas se eu concordasse com algo assim, mas ainda era tentador...

- Não! -Respondi mais fino do que imaginava. Eu estava fazendo um esforço enorme para não cair na gargalhada. Eu estava nervosa. -Lembra da vez em que as gêmeas deixaram cair tinta na roupa que Klaus vestia só para... Ver ele tirar a roupa? -Falei sem jeito. Podia jurar que Lukas me metralhava com o olhar. A única coisa que conseguir ver foi mamãe corar. Oh, ela lembrava, todas nós lembravamos deste dia, foi o melhor!

- Sim! -Ela respondeu rápido e sem exitação!

- Ele acabou tomando banho aqui e... As gêmeas disseram que iriam lavar e levariam depois para a casa dele, mas na verdade eu quem tive que lavar, por para secar, passar e dobrar. -Falei revirando os olhos só de imaginar. Tudo ficava a minhas custas naquela casa! - Eu nunca lembro de entregar, estão guardadas no armário, ao lado da caixa de roupas para a doação. Acho que serviria...

- Serve! -Lukas disse duro. Seu maxilar estava travado e eu via uma veia saltar em sua testa, daquelas de raiva súbita e em momentos de loucura. Por um momento pensei em me encolher e correr para meu quarto, ele estava me encarando duro e aquilo me assustava.

- ENTÃO... -Mamãe falou quebrando a tensão que havia se estabelecido entre nos naquele momento, me fazendo desviar o olhar gélido que ele me mandava. - Sinta-se avontade. Qualquer coisa pergunte ou a mim ou a Sophia, esta bem? -Ele não falou mais nada, apenas acenou com a cabeça e lhe mostrou um sorriso amarelo.

Algo me dizia que esta noite seria bem, mais beem longa!


Notas Finais


Ain genteee. Espero que vocês tenham gostado, próximo capítulo eu entro em mais detalhes com vocês sobre tudo o que pretendo fazer.

Leiam as notas iniciais, comentem o que acharam, por favor. Eu leio todos os comentários e adoooro ver vocês interagindo comigo, é ótimo!


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