História Ensinando Minseok a Amar - Capítulo 17


Escrita por: ~ e ~CahN

Postado
Categorias EXO
Personagens Chen, Xiumin
Tags Abo, Casamento Arranjado, Chenmin, Menção Kaisoo, Menção Sulay, Mpreg, Xiuchen
Visualizações 328
Palavras 3.930
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Fluffy, Lemon, Romance e Novela, Shonen-Ai, Shoujo (Romântico), Slash, Universo Alternativo, Yaoi
Avisos: Bissexualidade, Gravidez Masculina (MPreg), Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Oii meus amores, tudo beeem? :3 Espero que estejam tendo um ótimo dia das crianças, nenês ;)

Eu e zwu demoramos, não? Aiishh, devem estar querendo nos matar... >~<
Maas, em nossa defesa, deixo clara tal explicação: A escola tá um porre e a criatividade também = Difícil avançar a escrita do capítulo seguinte... Desculpinha, amoras. Amo vocês, tá? hihi ❤
Boa leitura! Espero que gostem rs :3

Capítulo 17 - Ya lyublyu tebya


Nos beijávamos com certa urgência. Arranhava os fios da nuca do alfa enquanto este ainda estava entre minhas pernas, vez ou outra ondulando seu corpo sobre o meu fazendo um atrito entre nossos membros ainda cobertos, tornando uma sensação gostosa.

Por um momento percebi que apenas eu quem estava recebendo prazer. Eu não queria isso pois na minha concepção devemos dar e recebe prazer.

"Dar prazer"

Foi nessa frase que pensei enquanto inverti nossas posições, sentando, agora sobre o quadril de Jongdae envolvendo sua cintura com as minhas pernas. Segurou minha cintura com suas mãos fortes; No momento em que nossos olhares de cruzaram, sorrisos um para o outro, de modo que fez com que meu coração se aquecesse. Portanto o contato fora desfeito pelo alfa pois fechou seus olhos e gemeu contido ao me ter rebolando sobre seu membro desperto.

Me inclinei para frente ficando com o rosto perto do alfa e ao invés de beijar seus lábios, mordi levemente seu queixo, passando logo a depositar beijos pelo seu pescoço e pomo de adão. Vez ou outra deixava chupões fortes sobre sua pele branca com algumas pintinhas.

Novamente o alfa inverteu as posições. Arfei surpreso pela rapidez. De cima, o alfa me olhava com desejo. Aproximou seu rosto do meu enquanto apalpava meu corpo com suas mãos. Chegou até a cós da minha cueca e a retirou rapidamente.

Eu estava corado mas não de vergonha por estar totalmente nu mas sim pelo olhar faminto de Jongdae. ‘Tá que nós já nos vimos diversas vezes nus porém seu olhar, antes, não transbordava tanta luxuria como agora.

Estava tão absorto em meus pensamentos que mal percebi quando o alfa abocanhou meu membro, apenas notei quando deu uma sugada forte na glande, me fazendo gemer alto. Suas mãos afastaram minhas pernas e apertavam minhas coxas; segurei seus cabelos e comecei a acariciá-los e apertá-los conforme a felação se intensificava. Não poupava meus gemidos. Não me importava se estávamos na sacada da casa e alguém poderia ouvir.

Jongdae levou dois de seus dedos até minha boca. Eu não era tão inocente ao ponto de não saber o que isso significava então abocanhei os dois sem hesitação alguma e passei a chupá-los enquanto mantinha contato visual com Jongdae que até parara a felação para me olhar com seus lábios entre abertos.

Quando o alfa achou que seus dedos estavam bem lubrificados retirou-os da minha boca. Novamente aproximou seu corpo do meu. Envolvi seu pescoço com meus braços e ele colou nossas testas. Ele me encarava como se pedisse permissão para que me preparasse (mesmo que por ser ômega e tivesse minha própria lubrificação precisava de preparação fora do cio, pois a lubrificação não era expelida em grande quantidade fora dos cios), apenas acenei positivamente sorrindo minimamente para si.

Seu dedo rodeou minha entrada e meu baixo ventre deu uma forte repuxada.

— Hyung, se sentir-se incomodado. Aperte meus ombros ou peça para que eu pare. Tudo bem?

— Fique tranquilo, alfa. — ri baixinho da sua preocupação. Ele me encarou como se quisesse respostas. — Okay, tudo bem.

Não demorou muito para que introduzisse o primeiro dedo. Não doeu, mas me senti levemente incomodado. Jongdae me encara procurando alguma expressão de dor, mas apenas me permiti passar as mãos pelos seus ombros. Logo introduziu o segundo dedo, desta vez senti um pouco mais de dor e contorci a expressão enquanto apertei os ombros de Jongdae que me olhava preocupado. Se estivéssemos em outra situação, até riria.

— Quer que eu pare?

— Não. — respondi convicto.

Começou a movimentar seus dedos e eu acabei por gemer. A dor ia passando conforme me estocava com seus dedos. Aproximei meus lábios de sua orelha e passei a gemer rente a esta. Senti soltar sua respiração no meu pescoço e me arrepiei completamente; Poderia me desfazer ali mesmo. A sensação de ter os dedos de Jongdae era ótima mas meu ômega interior pedia por mais.

— E-eu quero mais.

Jongdae retirou seus dedos do meu interior e me senti vazio. Afastou-se um pouco e observei o mesmo retirar sua cueca. Seu membro saltou para fora e logo passou masturba-lo. Era uma cena maravilhosa. Posicionou-se sobre mim, colocou suas mãos ao lado da minha cabeça e me encarou profundamente.

— Torno a repetir, desconte sua dor totalmente em mim, meu amor. — sorri diante disso. Jongdae era muito atencioso. Segurei seus ombros e acenei positivamente.

O alfa começou a me beijar e posicionou seu membro em minha entrada. Forçou a entrada e pude sentir a mesma tentando expulsar o invasor, tentou novamente e me penetrou lentamente. Afastei de seus lábios para poder gemer dolorido e cravei minhas unhas no seus ombros. Doía demais, eu sentia como se estivesse sendo rasgado ao meio enquanto terminava de me penetrar. Meus olhos se encheram de lágrimas, portanto o alfa fizera questão de enxuga-las. Para aliviar a minha dor, passou a masturbar meu membro e escondeu seu rosto na curva do meu pescoço.

Não demorou muito para que o aperto que eu ainda mantinha em seus ombros diminuísse permitindo que o alfa se mexesse.

No começo os movimentos eram lentos e torturantes. Eu ainda me sentia bem dolorido, confesso, e, as lágrimas não estavam mais presentes. Gemia vez ou outra. O alfa passou a beijar meu pescoço e não demorou muito para que aquele enorme incômodo se dissipasse completamente dando lugar a um prazer enorme antes desconhecido.

Eu já estava totalmente entregue então pedi que acelerasse os movimentos. Intensificou tanto os movimentos das estocadas quanto da masturbação. As estocadas eram fortes e rápidas. Gemíamos alto em total deleite. Em um dado momento Jongdae estocou um certo ponto e eu gemi muito alto. Aquele era meu ponto de prazer. O alfa passou a estocar o mesmo ponto diversas vezes me fazendo sentir espasmos fortes pelo corpo. Me agarrei mais ao corpo do maior enquanto gemia seu nome. Uma sensação maravilhosa se apossou de mim e me desfiz entre nossos corpos. Não demorou muito para que sentisse o alfa se desfazendo no meu interior gemendo rouco o meu nome. Logo depois formando o seu nó.

Ficamos alguns minutos ligado mas logo o alfa pode retirar seu membro do meu interior. Gemi em protesto e ele riu. Se jogou ao meu lado puxou meu corpo contra o seu me abraçando. Pude notar que sorria bobo.

— Por que tanto sorri, hum? — perguntei meio sonolento enquanto fungava no seu pescoço, inalando seu cheiro de alfa que tanto me acalmava e ao mesmo tempo atiçava.

— Estou muito feliz! Você não está?

— Claro que estou!

Afastou meus cabelos da testa e logo depositou um beijo na mesma. Estava tão quentinho naquela barraca, mas eu sabia que deveríamos tomar banho e trocar as cobertas por ter a sujado. E em poucos minutos seria a queima de fogos.

— Vamos tomar um banho, meu anjo — sorri com o apelido carinhoso mas nem me mexi. Estava exausto. — Consegue andar?

— Acho que não. — me envergonhei um pouco. O alfa se pôs de pé e me olhou de cima e sorriu.

— Tenho uma obra prima como marido.

— Fala isso como se não fosse lindo.

— Eu sei que eu sou mas me deixe ser romântico.

— Ya! Convencido! — comecei a rir e estiquei meus braços pedindo colo.

— Parece um bebê. Tem certeza que é o mais velho da relação? — me pegou no colo sem muitas dificuldades e pude bater em seu ombro. Ele gemeu de dor pois aquela região estava machucada por eu ter cravado minhas unhas.

— Me desculpe. — beijei o machucado e deitei exausto minha cabeça no vão do seu pescoço.

— Não se desculpe. Valeu a pena. — ri soprado.

Acabou com que o alfa me deu um banho. Eu estava com uma dorzinha aguda “naquele” lugar e foi meio difícil permanecer em pé mas deu tudo certo no banho. Colocamos roupas quentinhas e Jongdae trocou os cobertores. Voltamos para a sacada e faltava apenas três minutos para a queima de fogos. Senti os braços do alfa me envolverem num abraço por trás e logo seu queixo se encostou no meu ombro.

Logo um alto barulho de fogos se fez presente e pudemos apreciar o céu noturno antes negro, agora todo colorido com os fogos.

— Eu te amo. — sussurrou no meu ouvido.

— Eu também te amo. — respondi sincero e pude sentir meu coração todo acelerado e um calor passou-se pelo meu corpo. O alfa me encarou surpreso e sorriu bem grande. Me virou de frente para si e me puxou para um beijo intenso. Passei meus braços pelo seus ombros e retribui aquele beijo maravilhoso.

— Está cansado, hm? — perguntou ao cessar o beijo. Assenti. — Acho melhor dormirmos.

— Eu também. — sussurrei no seu ouvido.

Dormimos, transmitindo calor ao outro de maneira gostosa depois daquela noite de amor.

E, talvez, só talvez mesmo, na madrugada fizemos amor novamente. Talvez!

--x—

Despertei daquele sono tão bom ao sentir a depressão entre o peito e o abdômen do meu marido quando inspirou profundamente. Esfreguei meus olhos e permiti-me olhar para baixo, avistando seu corpo desnudo Sorri, vista a beleza tão marcada de Jongdae mas também fiquei preocupado, sua imunidade era baixa e estávamos nus.

Dei-me o luxo de passar minhas mãos por seu corpo por um longo trajeto, sentindo e redescobrindo cada cantinho lembrando dos acontecimentos remotos. Pensar naquela noite maravilhosa era tão bom...

Via-me perdido, olhando e alisando seu corpo por toda a parte, sem ponto de origem ou limite, estava apenas aproveitando para lembrar da segunda vez em que fizemos. Meu rosto esquentou pois eu lembrava o modo como gemíamos o nome um do outro.

Distraído, sentei no colo do alfa com os olhos fechados e continuei a dar os beijinhos por seu peito, alisando também seus braços e sentindo nossas peles grudadas — também estava nu. Ouvi um risinho e, como se houvesse sido flagrado roubando o banco central, me assustei e arregalei meus olhos, olhando-o.

— Lhe assustei!? Perdão! — seu perdão não parecia sincero pois ria. Corei e rapidamente voltei ao meu lugar me embrenhando nos cobertores.

— Estou com vergonha. Me deixe. — disse manhosamente abafado e tive o corpo abraçado, o que me causou aquele friozinho costumeiro e gostoso na barriga.

— Não precisa ter vergonha de mim, ?.— Assenti e saí de debaixo dos cobertores. Era perceptível que o alfa estava numa luta interna para não desviar o olhar para meu corpo nu. É... Pelo visto o mesmo perdera a luta.

— Estou tão feliz... — Sorri e acariciei seus cabelos, corando levemente mais uma vez quando me deu um beijinho de esquimó, que retribuí.

— Eu também, Min... Estou muuuito feliz — sorri e escondi meu rosto na curvatura do seu pescoço, passando meus lábios molhados levemente por sua pele quentinha.

— Não está com frio? — neguei e sorri de canto. — Você está? — O envolvi antes mesmo da resposta e ri anasalado.

— Um pouco... As manhãs costumam ser um tanto frias aqui.

— Manhãs... acho que o senhor está um tanto enganado... — Peguei seu celular debaixo do travesseiro. Analisei seu bloqueio de tela que era uma foto minha em que eu estava dormindo feito pedra com um bico nos lábios. Corei mas logo olhei o horário. — Já passa das duas da tarde, bobinho — ri anasalado e sorri de canto.

Um silêncio breve ocorreu, estávamos mirando lugares diferentes, porém ainda agarrados, corpo a corpo.

— Eu tenho algo a dizer... — sussurrei, quebrando o silêncio, e sorri de canto. — Eu estou...

— Você está...? — suspirei e, com a minha melhor cara de suspense aproximei do seu ouvido para um sussurro.

— Eu estou com fome e você vai fazer comida pra mim — sussurrei rapidamente e sorri.

— Aiiish! — ri baixinho e deixei um beijinho na sua bochecha.

— Achou o que? Que eu ia dizer que terei um filhote? Mesmo que isso seja impossível pois não passou-se nem 24 horas da minha primeira relação... —Deixei a frase no ar mas logo rimos e, acariciando minha barriga, vi a carinha do alfa mudar. Sorria sereno.

— Seria a coisa mais fofa! Imagina, você, do jeito fofo que já é, barrigudinho! Awwn!! — disse brincando quando voltou à realidade depois de tantas imaginações. Sorri e me sentei, enrolado num cobertor.

Engatinhei para sair da barraca e levantei assim que saí, seguindo ao quarto.

— Está nevando! — Dei leves pulinhos ao ver a neve caindo e voltei à sacada. Estiquei meu braço e senti leves floquinhos causarem choque térmico nos meus tecidos.

Era comum nevar em Seul, estava acostumado... Porém, tocar na neve era minha melhor distração nas férias escolares de inverno. Não podia sair, já que meu pai sempre pensava que ia me encontrar com algum alfa por aí, mas, como já experiente em criar estratégias para desviar dessas negações do meu progenitor, abria uma vez na vida a janela do meu quarto e esticava meus braços para fora, sentindo a sensação maravilhosa ao tocar naquela espécie de gelo maciço. Era tão gostoso sentir aquele ar nostálgico...

— Você pode acabar pegando uma gripe, pãozinho! — Olhei para o alfa todo enroladinho nos cobertores e ri baixinho.

— Não se preocupe... — me virei e sacudi meus braços com respingos — Não irei. Pelo contrário... É você quem pode acabar pegando uma gripe.

— É... — O maior sorriu.

— Mas eu cuidaria de você! — disse — Começando por... — Me sentei no seu colo após entrarmos no quarto e fechar a grande janela e deixei um beijinho no seu queixo. — Agora.

Passamos um tempinho no quarto, nos trocamos de roupa e logo descemos para o andar debaixo.

— Gosta de panquecas? — assenti como uma criança — Então teremos panquecas! — ri baixinho da sua animação.

— Obrigado! – agradeci. Caminhei para sala e me joguei no sofá.

Liguei a televisão num canal aleatório e permaneci ali jogado. Olhei para a TV e mirei num ponto qualquer, lembrando mais uma vez da noite anterior. Seus cabelos suados, sua pele colada na minha, seu corpo invadindo o meu e me dando prazer... Juro para mim mesmo que nunca esqueceria daquela sensação totalmente maravilhosa.

--x--

Alguns minutos se passaram e voltei para fora dos meus pensamentos. Senti-me incompleto e a vontade de tê-lo aqui aumentava quando o friozinho do inverno me era significativo... Credo, eu estou muito meloso ultimamente, mas fazer o quê quando se tem um alfa maravilhoso ao seu lado.

Me levantei, seguindo até a cozinha. Entrei de fininho, visto que encontrava-se de costas virado para o balcão. Não tardei a agarrar sua cintura, abraçando-o por trás.

— Miin! Me assustei! — Dei de ombros rindo. Solteira sua cintura e me encostei no balcão de braços cruzados. Eu sabia que seu susto fora falso pois alfas tendem a perceber a presença de qualquer um que se aproximava, já os ômegas, não tinham “isso”.

— Era a intenção... — Dei língua e ri quando me segurou pela cintura e me sentou no balcão, agora deixando mordidinhas pela minha pele desnuda da clavícula. — Jongdae-ahhh — Ria e dava leves tapinhas no maior, mas não para tirá-lo dali... Confesso que estava gostando daquelas mordidinhas.

— As panquecas já estão prontas — Sorriu e se afastou pegando nossos pratos e o potinho com a cobertura de mel que eu tanto gostava. Pulei do balcão e fui até o mesmo, o abraçando por trás, o que não o impediu de andar, já que caminhamos assim mesmo até a sala de estar.

— Sabe que amo suas panquecas, hum? — Sussurrei no seu ouvido antes de me acomodar na cadeira e incrementar minha panqueca com o molho delicioso.

— Eu também gosto muito das suas panquecas, ômega — O mesmo, que sentara ao meu lado, apertara minha coxa, sorrindo maliciosamente.

— Alfa pervertido — falei rindo.

— Panquecas são molengas, suas coxas não... Não foi uma boa metáfora. — ri baixinho e assenti, mas no fundo, queria discordar. Minhas coxas estavam mais para feias e molengas. Não via essa coisa toda não.

Comi minhas panquecas bem mais rápido que o alfa, já que o mesmo não calara a boca enquanto comíamos. Era sempre assim e eu até gostava, tornava as refeições mais prazerosas e ainda, quando tinha que esperá-lo, me sentava em seu colo, apenas para zoar. Me levantei e fui para trás da sua cadeira, segurando nos seus ombros com firmeza.

— Posso fazer algo diferente hoje? — Sorri meio sem graça quando me olhou e sorriu, assentindo.

Comecei a fazer-lhe uma massagem relaxante nos músculos bem definidos enquanto comia, que o fez intervalar gemidos baixinhos de aprovação. Seus ombros estavam tensos; Sabia bem fazer massagens, aprendi com minha mãe, que sempre fazia no meu pai quando o mesmo chegava cansado e enfurecido da empresa. Não sei ao certo porque fazia, mas já criei hipóteses que tal massagem tinha o objetivo de acalma-lo antes que descontasse em nós.

— Você é bom nisso, Min... — Sorri quando o maior disse e prossegui até o mesmo levantar-se e virar-se, puxando meu corpo para colar no seu.

Corpos colados, tive meu pescoço acariciado pela ponta do seu nariz levemente gelado e suas mãos na minha cintura agarrando com força.

Sem se importar com a panqueca ainda não terminada, mordeu meu lábio inferior o puxando. Passei a língua sobre os seus lábios o puxando para um beijo intenso. Agarrei-me aos seus fios da nuca o trazendo mais para perto. Suspirei entre o beijo ao ter minha cintura apertada.

Subimos as escadas aos tropeços, desfrutando do corpo do outro com os beijos e mãos bobas até chegarmos na cama para no final apenas assistir um filme de ação na TV e cochilar.

--x—

Acordei sem sentir o corpo do alfa ao meu lado. Olhei ao redor do quarto enquanto esfregava um dos meus olhos.

— Da-dae...? — chamei meio rouco e me levantei ao pôr as pantufas e enrolar meu corpo nos cobertores.

Mirei a gaveta que nossas meias estavam guardadas e que raramente o alfa mexia. Estava, por algum motivo, aberta e totalmente bagunçada. Mais parecia que um vendaval havia visitado a gaveta

— Jongdae! — O chamei mais alto e segui até a suíte, onde também não estava. Andei a passos longos até a porta do quarto, onde me escorei para novamente clamar por seu nome na mais intensidade.

Estremeci e engoli em seco. Onde estava Jongdae? Ele não era de sair sem deixar um bilhete, um beijo de despedida... Suspirei e lembrei-me de algo crucial para desvendar todo aquele suspense horrível.

— N-não... — Falei desesperado e corri à gaveta e revirei a mesma em busca dos meus comprimidos que havia escondido debaixo das meias. — Não! — Dei um tapa no móvel, que estremecera e fechei brutalmente o mesmo.

Respirei fundo várias vezes e saí do quarto às pressas enquanto puxava meus cabelos, nervoso.

— Jongdae! — Disse desesperado enquanto descia as escadas olhando toda parte. O vi sentado no sofá, vestido, enquanto na mão direita rodava uma caixinha de remédios. — O-o que houve? — disse baixinho gaguejando e o vi olhar para mim decepcionado. Isso fez com que eu sentisse meu coração se despedaçando aos poucos.

Suspirou, me olhando diferente, o que me fez parar para não aproximar-me mais.

— Você sabe... Das consequências, não sabe? — engoli em seco e paralisei, olhando-o. — Esses tipos de remédios não são nem um pouco recomendados, Minseok!

Senti meu corpo começar a soar e minhas mãos tremerem. Ouvindo-o falar assim comigo era um tanto assustador e queria muito poder sumir naquele momento.

— Remédios para retardar o cio... Estou certo? — Suspirei e finalmente senti a coragem para me manifestar, sentando-me ao seu lado.

— E-eu não quero que tenha raiva de mim... Tudo há um motivo para ser feito e-

— Não consigo acreditar... — O mesmo cortara minha fala e levantara me olhando de cima impondo sua presença.

— Não fala assim comigo, Jongdae... — implorei baixinho, olhando para baixo. Suas palavras estavam fazendo minha mente vê-lo como meu pai... Como numa visão, enxergava meu progenitor naquela face.

— Você mentiu para mim... Eu acreditei em você. Pensei que fosse fiel e sincero. — disse entredentes — Você não passa de um mero ômega qualquer. Só quer o meu dinheiro, estou certo!? — impôs sua voz de alfa e eu me encolhi. Era a primeira vez que isso acontecia. — Você esconde coisas de mim! Remédio!? Minseok, por que você toma isso!? Está disposto a ser um ômega defeituoso!? — gritou.

— Não grita comigo... — supliquei baixo e rapidamente senti meus olhos marejarem. Meu pai estava longe, mas ao mesmo tempo, pareria tão perto... Eu realmente só queria sumir dali!

Jongdae continuou a falar um monte de coisas, insinuou coisas, dizia coisas mas eu não escutava.

Deixei as lágrimas caírem por todo o meu rosto, dos meus olhos ao maxilar, até escorrerem ao pescoço.

— Nunca quis me casar com você para ser sincero! Até pensei que me apaixonaria, mas pelo visto, você é o problema! Mentiroso... Ah! Será mesmo Minseok o seu nome!?

Esfreguei meus olhos, soluçando, trêmulo, e tive minhas bochechas amassadas fortemente por suas mãos pesadas, o que me fez pressionar os olhos.

— Não quero lhe ver nunca mais seu... Desprezível! — levantou a mão num movimento brusco para me bater e...

— Minseok! — Arregalei meus olhos e abracei o alfa deitado ao meu lado imediatamente, que me chamava, preocupado demais. — O que houve, amor!?

De primeira não consegui falar. Apenas me agarrei mais a si e comecei a chorar forte.

— Sonhei que me odiava e que... E que quase me bateu. Foi horrível... Via o rosto do meu pai no lugar do seu... Quis morrer por uns instantes!

— Shhh, foi um pesadelo, meu bem... Eu estou aqui e te amo demais. Nunca levantaria uma pena para lhe agredir... calma — Me ninava acariciando minhas costas com uma mão e com a outra fazia-me cafuné — ‘Tá tudo bem agora... Eu estou aqui com você, meu ômega.

— Me prometa... Nunca...

— Nunca farei nada de ruim com você, pequeno... Eu prometo! — O olhei enquanto enxugava minhas lágrimas e sorri levemente.

— Obrigado. — Sussurrei e deitei minha cabeça em seu ombro, agora, mais calmo.

— Vou sempre lhe fazer esse carinho... Lhe dar esse amor... Lhe proteger — Sorri e dei-lhe um beijinho no pescoço.— Ah... E quanto ao seu pai. Esqueça-o, ele não lhe fará mal algum nunca mais

Assenti e mirei o chão. As consequências... As temidas consequências. Eu sabia que elas existiam. Talvez esse pesadelo tenha sido um aviso... Minha vó relacionava seus sonhos aos acontecimentos da sua vida... Dissera até mesmo que sonhou com o homem que casaria, meu avô...

Não era muito de crer em superstições, para mim não passavam de baboseiras e coincidências, porém, confesso que o medo tomara conta da minha mente e alma... Não poderia dizer ao alfa, não ainda... O que faria? Com quem falaria? Minha mãe distante sem poder ao menos me visitar por conta do meu pai... Minha única saída seria Jongdae, senão, meu médico, que sempre enchera meu saco falando dos efeitos daquelas pílulas..

Iria até o mesmo e conversaria... Estava precisando checar e esclarecer algumas coisas antes que o alfa descobrisse por conta própria e eu, como sempre, estragasse tudo.


Notas Finais


Quem descobrir o significado do nome (estranho) desse capítulo vai ganhar uma drabble feita pela @zwu do shipp que preferir hein... Boa sorte :3

Enfim... O que vou contar aqui hoje é um tanto estranho e eu juro que não sou uma doida varrida — é... Talvez eu seja um pouco, mas não taaanto kkk.

Quem nunca teve aquele paquerinha do primário não sabe o que é um amor platônico... Hihi.

Aos 6 anos era completamente apaixonada por um garotinho da minha turma, porém, não me vinha à cabeça contar que gostava bastante dele, até porque seria totalmente zoada... E assim, começou minha paixão platônica de exatamente 3 anos!

Desesperada devido ao velho segredo, aos 9, comecei a desabafar com o querido pé de manga do quintal da minha antiga casa. Sim, UM PÉ DE MANGA. Eu não tinha muitos amigos e também, usava a imaginação conversando com meu amiguinho pé de manga...
Passava horas da manhã conversando e até dando beijinhos na árvore...

Só de lembrar disso... Que vergonha, Carina ndkdjdndn.

Ah... Mas até que era um amigo fiel, que me ouvia e não fofocava para ninguém... Saudades de você, amigo.


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