História Entardecer - Capítulo 2


Escrita por: ~

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Categorias Originais
Personagens Personagens Originais
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Palavras 865
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Comédia, Drama (Tragédia), Romance e Novela
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Heterossexualidade, Homossexualidade, Sexo, Violência
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Notas da Autora


Boa leitura.

Capítulo 2 - Capítulo 2


Então ela atravessara a rua. Era de praxe ele a observar. Gostava do modo em que seus cabelos voavam conforme o vento. Gostava da forma que andava. Mas o mais espetacular era a forma que ela sorria pra ele, parecia que todo sorriso que dava ela estava embreagada, pois ela sorrindo embreagada era lindo. Era sincero.

-O que me diz, Bernardo?- Perguntou.

-Oi... desculpe- Gaguejei.

-Estou peruntando sobre a matéria. Estava tão concentrado achei que estivesse prestando a devida atenção.- Repreendeu- Pagina 240. Questão 4 e 5.

Faltava apenas alguns minutos para acabar a aula e eu estava nervoso e ansioso para que se passasse logo.

Vamos lá... vamos lá...

O sinal soou e eu finalmente saí. Deveria ter entregue o dever, mas farei isso amanhã. Aliás ele nem me deu prazo.

Ao sair da sala notei uma grande movimentação no pátio.
Uma roda de alunos em volta de uma pequena discussão.

Havia muitos alunos e a gritaria havia tomado todo o pátio. Os diretores chegaram com alguns policiais para conter antes que aquilo piore, mas acabou piorando.
Tudo que me lembro fora uma correria e eu sendo atingido por alguma coisa, ou alguém.

-Ele ficará bem?

-Sim. Agora vamos.

-Não, ficarei aqui.

Ao abrir meus olhos, uma luz clara o invadiu. Uma sala branca e eu deitado sobre o leito. Era a enfermagem do colégio.

- O que aconteceu?- Perguntei.

-Bem, primeiro quero pedir desculpas. No momento da correria, acabei caindo sobre você e caímos no chão. Você bateu a cabeça e desmaiou. Fora que foi constado que sua pressão estava baixa, então você desmaiou bem antes de bater a cabeça.- Ele respondeu. Estava nervoso. Me observava e olhava o curativo a todo instante

-Poxa... aí... Esta tudo bem. O que aconteceu pra toda aquela algazarra?

-Não sei bem, mas está tudo normal agora.- Ele riu.- Aliás, me chamo Eduardo.

-Bernardo.

-Eu sei. Somos da mesma sala de Química.

Nós rimos. Então ele me deixou na sala dizendo que já precisava ir e havia ficado apenas pra ver se estava bem.

Sai da enfermagem. Depois de responder um puta questionário resumido em "Sente algo?", "Está zonzo?", "Em algun lugar dói", finalmente estou indo pra casa. Ligaram para minha mãe e ela me buscou, desta vez sem brigas nem tapas. Ela estava preocupada comigo.

Em casa, passei o dia inteiro no quarto. Precisava descansar. Havia dormido mal e vou tentar dormir mellhor agora.

A tarde...

-Estou saindo.

-E você vai aonde?

-Na praça.

Fechei a porta logo que disse onde ia. Sabia que ela faria um discurso e não estava afim de ouvir.
Pensei em pegar a bicicleta e ir até a praça, mas decidi ir a pé mesmo. Assim teria mais tempo pra pensar.

Ao chegar na praça, era exatamente 17:45 pm. Fui ao meu local favorito. Ainda bem que não retiraram a árvore daqui.
Sentei-me na grama recem cortada e fiquei observando a paisagem ouvindo musica.
Começo a me sentir fraco, frágil, quando me deparo com algo, algo que sabia que estava esquecendo.
E então torno meu olhar a paisagem. A sensação de vazio interno me toma por inteiro e então, em prantos, me encontro.

-Bernardo?

Soou como sussurro a voz me chamando e eu podia jurar que era ela.
Quando me virei, vi a silhueta escura me olhando. E se aproximando.

-Está tudo bem? Estava passando e te vi aqui...  chorando...- Ele se aproximou.- Aconteceu algo?

-Não...- Enxuguei as lágrimas que escorriam- Está tudo bem sim. Fica tranquilo.

-Se quiser desabafar.

-Agradeço, Eduardo.

-Certo... Então, te conheço a "pouco tempo", mas tera um campeonato em casa de video games. Gosta?- Perguntou. Seu tom de voz mudou repentinamente, quando percebi ele estava animado com a proposta.

-Ah, sim...

-Ótimo. Será daqui uns 3 dias. Aparece lá. A taxa pra entrar é de cinco reais, mas é pra comprarmos as coisas para comer e beber. Se quiser ir, pode me dar o dinheiro até amanha ou depois. Ok?

Eu assenti com a cabeça. Sua euforia foi tanta que fiquei confuso

Voltei pra casa pensando nesse dia.
Que loucura.

Ao chegar em casa, próximo ao batente ouvi uma gritaria vindo de dentro

-Cala a sua boca, sua vadia...

-Não!

O som de um tapa foi bem nítido e assim que entrei vi meu pai, em pé, escorado no balcão da cozinha e minha mãe no fogão, mexendo algo dentro de uma panela.

-Oi... pai... Boa noite.

-Boa noite, Filho. Onde estava?

-Na praça. Estava com um amigo.

-Amigo? Hm... isso é bom. Que bom que tenha se divertido. Por que não vai tomar um banho?

Concordei e subi, mas fiquei esgueirado na escada pra ver o que acontecia.

-Você nunca mais minta pra mim. Ouviu?! Eu sou o homem da casa e mereço respeito! Respeito.- Disse proximo ao ouvido de Mary.

-Não farei mais. Prometo.- Respondeu com a voz trêmula. Ao se virar era visível a marca vermelha em seu rosto.

Minutos mais tarde, Rodrigo se aproxima e a beija no local onde havia batido.

-Me perdoe, meu amor. Não ira acontecer novamente. Eu juro. Eu te amo.

Ela tremia e chorava baixo, mas mesmo assim, se aproximou e afagou o rosto em seu peito.


Notas Finais


Obrigada.


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