História Entardecer - Capítulo 3


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Categorias Originais
Personagens Personagens Originais
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Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Comédia, Drama (Tragédia), Romance e Novela
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Heterossexualidade, Homossexualidade, Sexo, Violência
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Capítulo 3 - Capítulo 3


Zonzo me encontrava. Era sempre assim, sempre que te via. Era entorpecente a sensação que me causava. E sabe... eu adoro.

-Bom alunos, como todos já sabem, daqui a uns dias será a reunião geral de professores e coordenadores. E caso queiram dar sugestões de algo que poderia ser discutido, estaremos à disposição.- A Diretora estavas na sala fazia uns 30 minutos. Essa hora nunca irá passar?

Eu estava agoniado. E ela não parava de falar. Minha cabeça zunia mais que tudo.

O sinal soou e era intervalo. Todos desciam desesperados para o pátio.
Pra quê todo este desespero? Cada pessoa tinha seu grupinho. Havia o grupo do time de futebol, que no qual estava Lúcio. Ele não era titular nem nada, era apenas um bosta que se achava pos estar de reserva. Havia o grupo dos mauricinhos e patricinhas, estes eram os alunos com uma situação financeira numa estatura, consideravelmente, alta. Tinham também a turma que se reunia todo sábado para atividades Extracurriculares, que na qual eu deveria fazer parte, mas sou um lezado e não estou lá. Entre outros grupos menores de amigos e conhecidos. E por fim, eu. Eu não tinha ninguém com quem conversar ou ter um contato social, até porque, nunca fui bom em me socializar.

Caminhei pra área externa da escola, estava muito calor e o local onde costumo ficar é fresco. Ao chegar percebo que havia alguem lá.

Me aproximo e então a pessoa me encara.

-Fique a vontade.

Ela tragava um cigarro. Sua expressão era serena, como o mar. O cheiro e a fumaça não me incomodou muito. Eu a observava em certos momentos e percebia que ela fazia o mesmo. Dava pra sentir o peso dos olhos dela sobre mim.

-Me chamo Alice. Prazer.

-Bernardo.

-Então, Bernardo, o que te traz a este pedaço isolado do colégio? Aliás, nunca te vi muito pelos corredores.- Ela continuava a tragar. Olhando sempre reto como se sua pergunta fosse algo para se refletir. E realmente era.

-Bem, eu não tenho muita companhia. Mudei pra cá a um tempo, mas mesmo assim, não tive muitos amigos. Eu tinha uma, mas ela já não está mais aqui.- Meu olhos marejaram de leve. Doía lembrar dela.- E bem, eu sou quieto. Sou na minha. Não há motivos para passear no pátio. Lugares com muitas pessoas me deixam nervoso.

-Entendo. Normal até. Eu venho pra cá quando quero pensar. E claro, fumar. Por falar nisso, desculpe a fumaça.- Ela virou seu rosto e me encarou. Seus olhos eram castanhos claros. Deu um breve sorriso tornando o momento sutil.

-

O sinal soou novamente e entramos. Era aula de Química e eu levaria bronca, esqueci meu livro.
Ao entrar na sala, haviam no máximo umas 7 pessoas ainda, dentre elas Eduardo. Ao me ver, ele levantou a mão como um aceno e retribui. Sentei-me duas carteiras atrás. Aos poucos a sala foi-se enchendo
A professora entrou, cumprimentou todos e iniciou a aula.

-Formarei duplas. Iremos para o laboratório.- Disse. As duplas estavam formadas e eu fiquei com o Eduardo.
A sala de Laboratório era grande, alem de ser bem ventilada. Cada mesa havia um microscópio e umas 5 placas.

-A atividade de hoje será mais para descontração e para solucionar curiosidades, então, nas placas que estão a disposição vocês poderão observar com mais nitidez qualquer coisa que quiserem. A vontade.

A professora se sentou e os ruidos na sala começaram.  Estavam todos eufóricos vizualizando fios de cabelo, cílios, a saliva etc.

Eduardo e eu haviamos pegado uma borboleta que estava na janela, talvez estivesse machucada, pois ela não voou. Vizualizamos suas asas e corpo. Fizemos o mesmo com uma abelha que encontramos, folhas de uma planta que havia ali, água e sangue. Com uma agulha de teste para diabetes furamos nossos dedos e colocamos na placa para ver o que acontecia.

-Eles se aceitaram...- Eduardo estava surpreso- Qual seu tipo sanguíneo?

-Acredito que seja O- e o seu?

-AB+- Nos encaramos e rimos. Fizemos anotações do que achamos importante e entregamos.

-//-

-Ei! Bernando!

Parei e olhei para trás e vi que Eduardo estava correndo.

-Então, sobre o campeonato, você irá?

-Ah, eu havia me esquecido...

-Vamos cara. Será bacana.

-Campeonato? Video game?- Disse a Morena se aproximando.

-Sim, Alice. Vai participar. É cinco reais.

-Claro. Tome.- Ela entregou o dinheiro um pouco amassado por entrar dentro do bolso.- É sábado às 15:00 certo?

-Sempre.- Ele sorriu.

Se despediu e foi andando.

-E ai, vai?

-Ah, vou. Amanha trago o dinheiro.

-Beleza. Vou nessa.

Ele acenou e caminhou para fora do estacionamento.

-//-

Ao chegar em casa, percebi que não havia ninguém.
Saíram e não deixaram ao menos um bilhete?
Subi para meu quarto e percebo que não há ninguém

Que merda está acontecendo aqui?...

Ouvi a porta ser aberta no hall e desci logo em seguida. Lá estava meu pai, mãe e Ruiz.

-Filho, achamos que seria bom para seu ensino se você se estudasse em tempo integral. Então fiz questão que você fosse para este colégio.

Meu pai ergueu o braço e me entregou o folheto.

-Mas que merda é isso? Um reformatório? Colégio militar? E ao menos pensaram em me perguntar?- Senti meu rosto queimar de nervoso.

-Olha como fala com seu pai.-Minha mãe tentou se tornar superior, mas eu estava explodindo de raiva. Ela tentou se aproximar, mas meu pai a barrou.

-Você é meu filho e fará o que eu acho melhor pra você. Você vai. Será ano que vem. E sem mais!-Disse em tom autoritário. Ruiz apenas o observava.

Isso não pode estar acontecendo...

Estava no quarto, não saí a tarde toda. Não conseguia comer, estava sem apetite.
A noite caiu e minha mãe chamou para jantar

-Vem jantar, filho...

-Estou sem fome. Obrigado.

-Você não comeu o dia inteiro...

-Já disse que estou sem fome. Obrigado!

Ela se retirou do quarto. Sei que não era culpa dela, mas o que eu podia fazer, ano que vem ia pra um reformatório ou coisa do tipo e ninguém falou nada comigo. E eu ao menos dei motivos.

Ainda no quarto, após tomar um banho, estava mexendo no notebook recebo a mensagem do Eduardo

"Você irá?"

"Irei"

"Sábado. Às 15:30. Não se atrase."

"Ok"

A conversa se encerrou ali.

Entrei na minha conversa com Paola, mas ela não estava Online. Sentia sua falta, precisava conversar com alguém...

Decido então escrever em meu antigo diário, que não é bem um diário e sim o bloco de notas do computador.
Dou uma checada na última atualização que fiz e início a nova.

"Bom, não sei por onde começar.
Desde a última atualização muita coisa aconteceu dentre elas foram: Deixei de ir ao terapeuta. Ele era um louco e eu não confiava nele. Não tomo mais os remédios de antes, e se voltasse agora, acredito que a dosagem seria bem mais alta.
Estou a alguns meses já na escola nova. Sim, saí daquela e me transferi pra este colégio. Ele é bom, confesso, mas não fiz nenhum amigo até hoje. Bem, pra não mentir, tem o Eduardo. Ele esbarrou em mim.  E a Alice. Ela fuma. Queria saber qual o sabor de se fumar. Qual a sensação que temos.  Sera que quando tragamos quando estamos estressados inspiramos nevorsismo expiramos soluções? Talvez. Não sei.

Estou ficando nervoso novamente. Sinto a falta dela. Tenho tido o mesmo sonho sempre e ontem foi aniversário dela e eu havia esquecido. Como eu pude?!
Eduardo me lembra ela, não sei no quê. Talvez seja os olhos. Pode ser.
Ate mais."

Ao fechar o notebook percebi que estava tremendo. Não era um bom sinal.


Notas Finais


Obrigada.


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