História Entardecer dos sonhos - Capítulo 1


Escrita por: ~

Postado
Categorias Ao no Exorcist
Personagens Kuro, Rin Okumura, Shiemi Moriyama, Shirou Fujimoto, Yukio Okumura
Visualizações 23
Palavras 2.090
Terminada Sim
LIVRE PARA TODOS OS PÚBLICOS
Gêneros: Colegial, Famí­lia
Avisos: Spoilers
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Olá! Eu estou revendo o anime, estava com uma baita saudade do mesmo, então acabei escrevendo um one com sentimentos, (como sempre), não é yaoi e nem nada do gênero, está mais para uma passagem mesmo. Então todo mundo pode ter sem receio ^^ ele também é curtinho, sem complicação, uma leitura sem dores de cabeça srsr

Capítulo 1 - Capítulo Único


—  Você o viu, não viu?—  Perguntou Rin com às lágrimas nos olhos, enquanto colocava flores que a Shiemi havia lhe dado em frente à lápide.

    —  Pensei que era coisa da minha cabeça. Mas sim, era ele.—  Yukio disse tocando o ombro do irmão que jazia abaixado, chorava calado. Rin tremia.

      —  Como é possível? —  Perguntou com a voz embarcada.

   —  Eu não sem responder, estou tão confuso quanto você, mas sei que isso fará que tornemos mais fortes.

 

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Alguns dias antes.

 

    O verão havia começado mais cedo este ano, e para o jovem estudante de exorcista, seria uma ótima oportunidade para fugir dos estudos e das chatices do seu irmão mais velho — e professor — Yukio. Enquanto sorria feliz experimentando o novo sabor de sorvete da sua marca preferida; Gori Gori kun. Rin Okumura, espiava às últimas páginas do mangá completamente relaxado em sua cama enquanto  Kuro ronronava ao seu lado. Podia dizer que estava quase no paraíso se não fosse pela porta batendo e os resmungos do irmão.

    — Não acredito que eu terei que aguentar isso! Quantas vezes eu tenho que falar ‘pra você estudar com atenção. — Yukio entrava com a sua carranca zangado, as sobrancelhas contorcidas como se tivesse sentindo dores pelo corpo todo, os passos pesados de um soldado que era, a mão estendida quase tocando o rosto do tão tranquilo Rin com um papel branco que  neste momento lhe esfregava as faces. Era a última nota do teste que havia feito, a mesma? Vermelha com dois pontos a menos que deveria suportar no seu boletim.

    — Hã...não vejo nada desse jeito. — Suspirou o rapaz em desânimo. Não queria entender do que Yukio tanto resmungava, para o jovem meio-demônio, seu irmão iria envelhecer cedo e acabaria sozinho e barrigudo com uma lata de cerveja ao lado. Ele riu internamente imaginando como seria engraçado, a cena tomou-se forma; que de seus lábios, uma forte gargalhada ecoou pelo quarto, irritando, ainda mais, o professor que ficou indignado.

   — Você acha engraçado à sua situação? Entende, que sem isso, não conseguirá nunca se tornar um Palatino. — Sua voz saiu quase num tom de atrevimento.

    — Não seja tão duro, eu sei bem o que tenho que fazer.

   — Sabe tanto que perdeu a espada, e se continuar assim, eu acho que nem a sua carinha bonita vai encantar o diretor quando receber a carta de repetente.

    Aquelas palavras amargas foram mais venenosas, Rin se levantou jogando o que estava lendo sem querer em Kuro, que no susto acordou, mas na ira do rapaz ele não reparou, nem mesmo quando empurrou seu irmão para lá, nem quando bateu à porta quase deixando cair a parede. Yukio ainda conseguia tragá-lo para seus medos e perseguições.Para Rin, as pessoas, às vezes, eram piores que os próprios demônios. Ele saiu nem mesmo querendo saber para onde, batendo o pé praguejando baixarias de todos os tipos, como era verão, estava muito calor, na verdade, começava a se incomodar com a sua burrice. As cigarras cantavam no sol do meio-dia, na fonte do colégio ele se lamentava por ter que ficar sozinho e ainda por cima, com muita sede. Com a cabeça para cima respirando a pouca brisa que vinha, pensava em seu pai, e na saudade que o mesmo fazia em sua vida.

    — Velhote...será que o senhor está bem?

     Fazia tempo que não tinha uma crise de histeria, ou raiva, sabia que gostava das coisas à sua maneira. Mas lembrar daquele que sempre o amou, mesmo dependendo das circunstâncias, em momentos que achou que o mundo inteiro o odiava; era uma tarefa complicada, mas aquele homem que sempre sorria quando perdia o controle ou quando fazia pirraças, nunca mais voltaria. Sentia o peso do mundo em suas costas jovens, na mente cansada, os pensamentos perturbava-se diariamente, no dia a dia da escolas, dos treinos, e dos olhares dos amigos; que eram bons e certamente compreensíveis, todos entendiam seu lado, e a sua história macabra. Todavia, ele sentia que lá no fundo dos corações de todos que havia um certo receio na questão que martelava ele. Poderia se tornar algo obscuro? Sem qualquer racionalidade?

   — Nosso pai está sempre conosco.

   Uma voz veio ao seu lado, era Yukio que estendia uma garrafa de água mineral. Não se importou com o que tinha acontecido, pegou a mesma bebendo com vontade, que o líquido até arrepiou seus pelos finos no pescoço, a tensão à flor da pele era passado. O professor sorriu com a cara boba do irmão, como alguém podia ser tão infantil? Pensou, sentando ao lado retirando da sacola um novo presente, Yukio sabia que estava “mimando” o irmão mais velho, coisa que sempre fez, mesmo indiretamente, buscava de todas as formas ajudar o cabeça oca com as suas dificuldades. E lá estava, aquele sorriso gigante para o picolé azul, como todas às vezes, quando o pai comprava.

 

    — Aqui está, um para cada. — Shiro disse com as mãos na cintura vendo os meninos sorridentes. Era apenas um sorvete, mas parecia que para Rin; o mais velho dos gêmeos e  mais emotivo dos dois apreciava as pequenas coisas. O menino mordeu com à vontade gritante, já o outro, tímido, mas não menos importante, Yukio. Para conciliá-los o sábio Palatino sempre buscava caminhos brandos, ambos depois de uma dose de compreensão esquecia os males, esquecia as coisas ruins, e sorria como crianças meigas que eram. À noite caiu e todos jantaram na mesa entre risadas altas e brincadeiras.

 

     Para Yukio, as brigas deles eram sempre da parte de Rin, que não escutava-o com as malcriações e rebeldias, e sempre depois de uma discussão à vista disso portava-se como um cão louco. Era seu dever também pará-lo antes que enlouquecesse de vez. Já para Rin, ver qualquer lembrança da infância fazia seu peito doer cada vez mais. Sua estupidez era por sua causa, ele sabia.

    — Será que eu irei encontrar com ele? —  Rin baixou a cabeça, ouvindo os sons do verão.

    — Algum dia.

  Não foi dito mais nada, pois os irmão entendiam a dor que era falar no pai, e nas inúmeras positividades que o mesmo deixou apenas agora nas lembranças. Ambos voltaram para o quarto, um com o coração palpitante, o outro no silêncio e pesar, entretanto, agora, a briga se tornou algo passageiro. Rin sentou em sua cama segurando o boletim, enquanto seu irmão buscava a cadeira e alguns livros pondo-se ao seu lado, Kuro bocejou, o gato observava-os com atenção da mesa, o resto da tarde foi assim, nos estudos, e algumas brincadeiras engraçadas da parte de Rin, que fazia piadas onde não havia nem assunto para tal.

 

    A semana passou voando e Rin recebeu um dia de folga; coisa que agradeceu e sem esperar o rapaz saiu às pressas. Shiemi havia lhe mandado uma mensagem contagiante sobre alguma coisa sobre seu jardim — pois ela já estava de férias —  então não tinha que ficar ligada à nada da academia, assim como os outros, só ele mesmo o delinquente burro. Não sabia como chegou tão rápido à casa da moça, respirando com dificuldade Rin tropeçou numa grande raiz marrom caindo de cara no chão, ao longe Shiemi ria bastante. Ela segurava um vaso com flores roxas quase púrpuras, usava seu tão lindo Kimono, coisa que Rin gostava bastante.

      — Não sabia que gostava de flores Rin.

Na verdade ele não curtia muito, mas ficar fora e longe dos livros nas férias, era bem melhor.

    — Da forma como falava, eu quase não aguentei de curiosidade, sabe? —  Não era uma mentira. Ele se ajeitou, olhando para os lados, sim, aquele jardim estava cada dia mais lindo, com novas e mais lindas flores que ele já viu.

    —  São Monsenhor Pom-Pom, estas que tanto admira.— A loira disse ajoelhando ao lado, eram amarelas como o sol as mesmas lembravam líderes de torcidas. — Rin, lembra como conhecemos?

     — Ah, eu assustei você.

     Ela riu mais, cobrindo os lábios.

   — Sim, bastante, mas hoje eu percebo que o filho do satã não é tão medonho como as lendas contam, obrigada por ser assim. — Seus olhos brilharam, deixando um calor passar pelo jovem que olhava abismado.

    E não foi uma ida perdida até àquele jardim rico e quase poderoso, ficar ao lado de uma pessoa que gostava já era perfeito. A amiga seria tão  capaz quanto qualquer um, possuía uma calma quase palpável que deixava-o tranquilo, como se em um simples gesto, transforma as feridas mal cicatrizadas em uma nova pele sadia. Ao despedir-se dela percebeu que seu velho tinha razão, ele teria que saber cultivar suas amizades, e Shiemi já era uma linda rosa em seu jardim.  

     E lá estava mais uma vez seu pai rondando sua mente com as suas frases motivadoras e paternais. “Eu quero que no futuro, você seja uma boa pessoa, cercado de amigos e popular com as garotas”  No caminho de volta comprou alguns ingredientes para a janta, pois prepararia algo que lembrasse do pai, faria tamago, um bom e delicioso prato em homenagem à bondade eterna.

 

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   — Uhum, adoro seus pratos, deveria cozinhar mais irmão. — Yukio comentou com muita vontade de comer, havia alguns pratos sobre à mesa. O cheiro estava tão bom que até despertou à fome negra do professor. Rin não tinha lá muitos talentos, provavelmente todos os outros se transformaram na arte muito desejado de algumas pessoas, mas para ele simplesmente não parecia ser complicado. Yukio pensava quando Rin colocaria essa vontade nos estudos.

    — Não sou sua esposa Yukio! — Gritou irritado jogando uma colher para o sorridente Yukio que já se sentava agradecendo à refeição bem preparada, Kuro miava ao seus pés também muito interessado no que acontecia.

    — Seria interessante. — Brincou provando com a boca salivando — Mas acho que não seria uma esposa comportada. — Jogou mais uma gracinha vendo as bochechas avermelharem de Rin, que bufou, sentando-se também, puxando o gato até seu colo. — Até parece que eu me casaria contigo, tu é muito feio Yukio! Eu prefiro uma bela moça. — contrapõe levantando o queixo desaforadamente, e era claro que o professor não ficaria para trás, também olhou para o irmão querendo jogá-lo dentro das panelas, mas um brilho novo apareceu nos olhos de Rin, como uma surpresa e uma palidez quase sombria estampava seu rosto.  

    Yukio estranhou o silêncio repentino, até a postura altiva de Rin desapareceu quase por completo. Kuro também não parecia entendê-lo. Até que olhou para trás, porém, nada apareceu, não tinha nada que explicasse a reação estranha. Não havia praticamente nada ali.

    — Irmão, está tudo bem?

   — Só me senti um pouco doente, nada para se preocupar, vamos, não espere que esfrie.

 

    Yukio observou o decorrer na refeição, que foi calma, todavia, sem qualquer brincadeira, comeram e subiram para o quarto, Rin se enfiou nos cobertores, mesmo estando bastante quente, assim levando consigo Kuro que aceitou o convite. Se sentando com o ventilador ligado na sua escrivania observou à noite calma de verão, mas adormeceu sem querer e cujo sonho o iluminou a tempestade que inundava.

   Era da sua infância, do seu pai, do seu toque gentil que lhe segurava em momentos conflituoso, e em como era chorão. Sentia até seu cheiro muito próximo, como se tivesse ali naquele momento que lhe afagava os cabelos, como antigamente, quando ainda era uma criança medrosa.

     — Lembra da frase meu filho, lembre-se dela, e tudo será mais fácil.

     Quando começou a aprender sobre o que o pai fazia, até se tornar um exorcista, se tornar o que ele prometeu.

 

   "Yukio, não quer lutar ao meu lado? Em vez de viver com medo da escuridão, não quer ficar forte para proteger o seu irmão e as pessoas?"

 

    Esta era a frase que o ajudou a entender o mundo a qual temia. Quando abriu novamente os olhos, se viu deitado em sua cama, na penumbra do quarto, um homem jazia sentado onde estava, olhando para à janela, e para as infinitas estrelas. Não disse nada, muito menos Rin que também via aquilo, se ambos estava sonhando, então que nunca mais acordassem.

     Era apenas um sonho compartilhado de gêmeos, coisa antiga que nunca mais fizeram.

    — Se não dormirem, amanhã não vão acordar cedo, principalmente você, Rin. — Ele disse baixo, mas autoritário, não se virou,para os irmãos era apenas um sonho bom.

 

    Aquele verão foi um aprendizado e uma lembrança de alguém importante, os irmão fizeram algo que nunca mais fariam, tiveram um último contato com aquele que muito os amou. Agora em frente ao passado, ambos entendiam que não estavam sozinhos, Yukio agachou ao lado do irmão cantando uma antiga balada de despedida, assim como, um breve adeus, daquele que sempre os fortalecerá com bons sonhos.

 

 

 

   

 


Notas Finais


Espero que tenham gostado! Fiz com carinho, então, beijos.


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