História Entra na onda da Fairy Tail - Capítulo 7


Escrita por: ~

Postado
Categorias Fairy Tail
Personagens Acnologia, Angel, Anna Heartfilia, Aquarius, Bacchus Groh, Bickslow, Cana Alberona, Câncer, Capricórnio, Carla (Charle), Chelia Blendy, Crux (Kurukkusu), Droy, Elfman Strauss, Erik (Cobra), Erza Scarlet, Eve Tearm, Evergreen, Freed Justine, Frosch, Gajeel Redfox, Gemini, Grandeeney, Gray Fullbuster, Happy, Hibiki Lates, Horologium, Ichiya Vandalay Kotobuki, Igneel, Irene Belserion, Ivan Dreyar, Jellal Fernandes, Jenny Realight, Jet, Jude Heartfilia, Juvia Lockser, Kagura Mikazuchi, Kinana, Laki Olietta, Laxus Dreyar, Layla Heartfilia, Lector, Levy McGarden, Loki, Lucy Heartfilia, Lyon Vastia, Lyra, Macao Conbolt, Makarov Dreyar, Mavis Vermilion, Meredy, Mest, Metalicana, Midnight, Millianna, Minerva Orland, Mirajane Strauss, Mystogan, Natsu Dragneel, Nikora "Plue", Orga Nanagear, Pantherlily, Ren Akatsuki, Risley Law, Rogue Cheney, Romeo Conbolt, Rufus Lore, Scorpio, Sherry Blendy, Silver Fullbuster, Skiadrum, Sting Eucliffe, Taurus, Ultear Milkovich, Ur, Virgo, Wanaba, Weisslogia, Wendy Marvell, Yukino Aguria, Zeref
Tags Baccana, Colégio Misterioso, Gale, Gruvia, Jerza, Miraxus, Nalu
Visualizações 36
Palavras 3.830
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 10 ANOS
Gêneros: Aventura, Colegial, Comédia, Drama (Tragédia), Escolar, Famí­lia, Ficção, Mistério, Romance e Novela, Shoujo (Romântico)
Avisos: Álcool, Heterossexualidade
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Minasan kon'nichiwa!!
Venho trazer mais um capítulo da fanfic que me dá tanto orgulho.
Espero que gostem, fiz com muito carinho, especialmente a cena da Mira a...NÃO RECEBER SPOILERS NAS NOTAS INICIAIS!
Bom,
D
E
S
E
J
O
-
V
O
S

U
M
A

B
O
A
L
E
I
T
U
R
A!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!

Capítulo 7 - Eu não consigo


Fanfic / Fanfiction Entra na onda da Fairy Tail - Capítulo 7 - Eu não consigo

Makarov a narrar...

        Estou no meu gabinete. Lucy, por que será que não conseguiste integrar-te? Parecias tão bem na cerimónia, já tens uma amiga e mesmo assim parece que queres enfiar a cabeça num buraco. O que se passará contigo. Oh Mavis, explica-me esta situação que eu não entendo. A janela abre-se, vou até lá e uma brisa sopra e leva uma folha de Sakura para um carvalho, as folhas são diferentes. A folha da Sakura aproxima-se de um folha do carvalho, o ramo abana e chegam novas folhas de carvalho e então que a folha da Sakura vai descendo e descendo até ao chão. De certa forma, parece que está a olhar para a Sakura de onde veio. A brisa outra pega na folha e faz-la dar uma volta completa à árvore, quando a brisa desaparece e a folha cai nos ramos do Carvalho, ela rodopia como se estivesse tonta. É CLARO! É por isso! Como é que eu não vi logo? Mavis, obrigado, já compreendo. Do nada a suave brisa traz até mim uma flor seca do Outono, passa-me entre os dedos e eu fecho a mão, abro e a folha está desfeita. É verdade, se não agir rapidamente, a Lucy nunca se sentirá bem aqui. Vou até ao altifalante e anuncio.

          - Lucy! Vem ao meu gabinete imediatamente! - peço. O altifalante chega a todos os cantos da escola, de certeza que ela ouviu, agora é esperar. Não posso dar logo a ajudinha, não é assim que funciona. Ela tem que reconhecer que precisa mesmo dessa ajudinha.

           - Mestre Makarov. - alguém diz atrás da porta, após uma leve batida.

           - Pode entrar! - digo. A tal pessoa abre a porta e vejo que é a Lucy.

           - O Mestre chamo-me. Eu fiz algo errado? - ela pergunta. Oh tão fofa, eu podia brincar com esta situação. Ih ih ih. Oh espera não posso. Não sei como, a Porlyusica instalou aqui uma camera e um microfone! Não posso fazer nada que ela desaprove se não ela vais puxar a minha orelha até sair.

             - Não Lucy. Não fizeste nada de errado. Eu só queria falar contigo. - respondo à coitada. Espero que ela não note que eu estou meio triste por não poder brincar com o medo dela, agora é que não posso mesmo...ela já está bem.

                 - Ainda bem. E falar sobre o quê, Mestre? - a loira pergunta.

            - Em primeiro lugar, o que achas da escola? - começo. O isco foi lançado, se ela responder como eu quero, chego rapidamente onde quero.

                 - Bem, o edifício é bonito, os quartos são confortáveis,... Não tenho razão de queixa. - muito bem, disseste o que eu esperava, assim chego ainda mais depressa à questão.

                   - E as pessoas? Como te dás no ambiente desta escola? E por acaso já fizeste amigos? - pergunto. Provavelmente nesta parte vai haver enrolação, mas, é isso mesmo que eu quero.

                     - Bom, ainda não estive com muita gente, porém, parecem todos...acolhe-lhedores e-e-e simpá-á-áticos. - ela começar a chorar um pouco, se calhar lembrou-se da escola antiga! Ofereço um lenço, ela aceita, limpa as lágrimas e continua - Desculpe. O ambiente é de certa maneira estranho, não estou habituada, mas não me intrepe-te mal! Eu não quero dizer que é mau, só que é diferente. Quanto aos amigos, pelo menos uma boa amiga já fiz, isso é bom, certo? 

                       - Sim. É a Levy? - pergunto. Ela abana a cabeça afirmativamente. - Eu achei que se iam dar bem. 

                       - Então é o senhor que escolhe quem fica com quem? - ela diz. Obviamente sou eu. Na hoara da escolha sou atencioso, mas, como já sabem, chegam tarde e eu sou o vosso pior pesadelo que vos enviará para a tortura durante um ano inteiro. Ah ah ah, como é giro o jogo dos atrasos.

                       - Sim sou eu. Só por curiosidade, voltaste a ver o Natsu? - pergunto. Posso estar a fazer filmes, mas, era engraço vê-los juntos.

                        - Sim, viu até hoje, na cerimónia. - não me surpreeende, alguns alunos que não falaram durante todos os dias das férias e viram-se nesta cerimónia. 

                        - E falaram? - tenho de tentar explorar mais, se não, posso não conseguir ajudá-la como desejo. 

                       - Não, ele estava do outro lado e acompanhado, por isso, eu não quis ir lá interromper. - Mavis, ajuda-me, esta conversa está a tomar um rumo que a qualquer momento vai sair do meu controlo. - Mas, por que é que me está a fazer estas perguntas todas, Mestre? - EU SABIA! SAIU DO MEU CONTROLO! AGORA O QUE É QUE EU DIGO?! Pensa Makarov, pensa bem! Já sei.

                       - Porque eu quero saber se tu estás bem, se estás a gostar e se estás a integrar-te bem. Eh eh eh - perfeito, parece que ela acreditou, sorriu e vai responder. Voltou a estar tudo sobe controle. 

                      - Obrigada. - ela responde. Muito bem, posso avançar. - Então, se já acabou eu vou voltar para o meu quarto, se não se importa. - ela está a levantar-se, ah oh!

                       - Só mais uma coisa, Lucy. - ela pára. - Posso ser teu diretor, mas, também sou teu amigo. Se precisares de desabafar quando não tiveres mais ninguém, eu estou aqui. 

                       - Muito obrigada Mestre, vê-se que é um ótimo diretor. - Ah ah ah! Toma lá Porlyusica, eu sei que estás a ouvir, e agora ficas a saber que ela acha que sou um excelente diretor. Ah ah ah!

                       - Oh, muitíssimo obrigado, é um grande elogio vindo da tua parte, é que sabes, eu muitas vezes sou substimado e ridicularizam-me, no entanto, quando um plano meu funciona, todos se arrependem de me terem chamado nomes, ou outra coisa qualquer. Eu gosto de ti Lucy, és inteligente e perspicaz, entendeste logo que EU, sou um maravilhoso homem e com um bom coração, nem sabes, o quanto eu sofro por ninguém notar as minhas qualidades. - digo. Viro-me e a Lucy já saiu!! Agora, a Porlyusica vai dizer: "Tu és tão chato que ela foi embora, e és tão desatento que nem reparaste!". Como é que eu posso evitar isso. Já sei, continuo a exibir-me e ela vai enlouquecer, com um pouco de sorte e muita vaidade até tira o microfone e a camêra! PLANO PERFEITO!!! - Então, eu já tive extraordinárias ideias, mas...

Narradora a narrar...

                         E assim continua o Makarov. A Porlyusica na enfermaria, desliga a camêra e o microfone já com os cabelos em pé, pelos auto-elogios do Makarov.

                            No refeitório, a Levy não comia, estava com uma cara de preocupação, as amigas também perdiam a fome ao olhar para ela. Do nada, os rapazes aparecem e o Gajeel senta-se ao lado da azulada.

Levy a narrar...

                             A Lucy está muito estranha. Por que é que quis ir para o quarto? Serei eu? O que é que eu posso ter feito mal? Pode ser dela, mas, não acho, a Lucy pareceu tão feliz e aberta quando nos conhecemos. Só queria uma explicação para tudo. Parece que a minha cabeça vai explodir!!

                              - Baixinha! EI! TERRA CHAMA LEVY BAIXINHA!!! - berra o Gajeel. Ele voltou a chamar-me baixinha, quando sabe perfeitamente que...eu...DETESTO!!!! 

                                 - O QUE É?!! - pergunto gritanto. Parece que se assustou com a surpresa do grito. Ah ah ah.

                                 - PARA DE GRITAR!! - ordenou ele voltando a subir o tom de voz.

                                 - PORQUÊ?! - pergunto continuando a gritar.

                                 - PORQUE ESTÁ A INCOMODAR-ME E NÃO TENS DE GRITAR!!

                                 - TU TAMBÉM NÃO TENS DE GRITAR!!

                                 - EU SEI!!

                                 - ENTÃO, POR QUE É QUE ESTÁ A GRITAR?!

                                 - PORQUE TU COMEÇASTE!!

                                 - NÃO!! TU COMEÇASTE!!

                                 - TU!!

                                 - TUUU!!

Juvia a narrar...

                                A relação do Gajeel e da Levy é tão querida! Parecem um casal, com as discussões fofas dos casais. Por que é que eles não assumem que gostam um do outro? Quem me dera que o querido Gray fosse assim, mais protector, e que ele e a Juvia andassem o tempo todo juntos! Era um sonho.

                                - Juvia! - o querido Gray chama. Será que a imagem "GaLe", motivou o Querido Gray e ele vai declarar-se? Os olhos dele... - Juvia, tu... - Querido Gray! Diz de uma vez! O coração da Juvia não aguenta muito mais! - Vais comer o pudim de chocolate? - o quêêê? Querido Gray.  

                                - Si-i-i-i-i-i-im. - digo chorando dando-lhe a taça. 

                                - Muito obrigado! - ele agradece comendo. A Juvia está...está...está...

                                - Juvia, estás bem? - pergunta o Jellal.

                                - A Juvia...a Juvia está... FELIZ POR TER AGRADADO AO QUERIDO GRAY!!!!!!!!!!! - respondo. - O Querido Gray é tão bonito comendo o pudim de chocolate, da Juvia!

                                - Juvia... - todos dizem com uma gota na cabeça. 

                                - O que se passa? - pergunto.

                                - Nada... - eles respodem.

                                - OK! - digo voltando a olhar para o Querido Gray.

Mirajane a narrar...

                                Oh Juvia... Pelo menos não ficas abalada muito tempo. Vou até ao Laxus.

                                - Bom dia, querido. - cumprimento.

                                - Bom dia amor. - ele responde.

                                - Wendy, é melhor fechares os olhos. - aconselha a Erza à mais nova.

                                - O mesmo vale para ti, Romeu. - diz o Jellal.  Os dois mais novos olham-se aborrecidos.

                                - Fazer o quê?! - dizem ao mesmo tempo tapando os olhos um do outro. Assim que o fazem, ele beijo-me, eu retribui e depois sorrimos.

                               - Já podemos? - perguntam a Wendy e o Romeu de novo, em conjunto.

Romeu a narrar...

                             - Já podemos? - eu e a Wendy perguntamos. É sempre assim! Mandam-nos tapar os olhos porquê? O que é que não podemos ver e eles podem? Não é que não goste de sentir a mãozinha da Wendy na minha cara, mas, é irritante! De certa forma, parecemos uma família. A Erza e o Jellal são os pais! Eu já tenho um pai bem difícil de aturar, não preciso de outro, embora este seja mais fixe que o verdadeiro. Sem ofensa, ou se calhar com ofensa, ele está sempre no bar com o amigo a ver as empregadas.

                             - Sim, acabou o tempo de...ocultação ao menores. - diz a Lisanna destapando-nos o olhar. A Lisanna parece aquela tia que quer ser engraçada, porém, não é lá muito, apesar disso, quando precisas ajuda-te.

                             - Afinal, o que é que não podemos ver?! - indago irritado. 

                             - Mais tarde, a Juvia conta. - responde a azulada que fala na terceira pessoa. Esta é como uma avó que, após vários anos de vida, ainda está apaixonada pelo marido(não lhe liga nenhuma), que também tem um grande orgulho nos filhos e nos netos e na nora. Portanto, eu diria que o Gray é o avô que acabou por parar de demonstrar o amor, até ao ponto de fazer duvidar sobre o que sente. Eles constituem os avós paternos.

                              - Dizes sempre essa Juvia. - comenta a Mira.

                              - À quatro anos. - completa o Laxus. E estes dois últimos são aqueles tios que te compreendem e tentam defender, às vezes muito mal. Também aqueles tios muito pombinhos, que andam sempre juntinhos.

                              - Deixem lá os miúdos ver, mal não faz, o pior que pode acontecer é vomitarem! - defende a Cana. Esta é mais a amiga de infância da mãe, aquele que andou de homem em homem até chegar a um maluquinho de quem gosta mesmo e em, que na relação, o sentimento é mútuo. Ela é ainda a aliada dos tios pombinhos, ou seja, defende-nos mesmo que estejamos errados.

                              - Eles vomitam e temos de limpar o vomitado! - reclama o Natsu. O Natsu é o padrinho que não tem laços de sangue contigo e, no entanto, parece ser o teu tio ou assim. Ele é muito fixe e, apesar de querer entrar "oficialmente" na família, não quer ir contra os seus sentimentos.

                              - As senhoras da limpeza limpavam! - implicou a ''tia'' Cana.

                              - Achas?! Cá para mim, ELAS IAM OBRIGAR-NOS A LIMPAR! - reclamou o Natsu.

                             - Se não o fizermos elas não terão escolha se não limpar! Dah! - argumenta o Gajeel. Este é mais o avô que está sempre a discutir com avó, e discute com outros, apenas para irritar, e não para defender alguém.

                             - A tua estratégia é super boa...PARA ALGUÉM QUE É TÃO PREGUIÇOSO QUE NÃO CONSEGUE ACABAR O ALMOÇO!! - grita a Levy. Seguindo a lógica anterior, a Levy é a avó materna, e com o Gajeel, formam os pais da ''mãe'' Erza.

                             - Podem, ao menos, dizer o que aconteceu, já que não podemos ver? - questiona a Wendy meio chateada. Eu acho que ela é a amiga do filho, que todos esperam que se torne mais. Eu até gostava, mas, por enquanto, é melhor deixar as coisas como estão.

                             - Se querem mesmo saber, depois não se podem queixar. - avisa a ''mamã'' Erza. Nesse momento eu assustei-me, já não tenho bem a certeza se quero saber, porém, a Wendy está tão decidida que eu vou estar também.

                             - Eu o Laxus beijamo-nos e eles não querem que vocês vejam essas cenas românticas. - explica a Mira. Eu virei-me para a Wendy com uma cara um tanto estranha. Ela estava com a mesma cara que eu...provavelmente foi um erro querer saber, pelo menos agora, vamos tapar os olhos de livre vontade.

                              - Está a ficar tarde! Vou levar alguma coisa à Lucy. - anuncia a Levy correndo com um tabuleiro nas mãos.

                              - Lucy?! - pergunta o ''tio'' Natsu. A ''avó'' Levy já ia longe, então, não ouviu a pergunta.

                             - Conheces primo? - indaga a Wendy ao cabelo rosa. É estranho, eu não estive assim tanto tempo com ele, mas, não me lembro de ele ter falado de alguma Lucy.

                              - Sim conheço. - após a resposta a miúdas olharam umas para as outras. O que é que vai sair daqui? Só a Lisanna não está com aquele comportamento, por que é que será?

Lucy a narrar...

                                O Mestre Makarov começou a gabar-se, e como já estva de pé saí, sem que ele nota-se. Corri pelos corredores, esbarrem em algumas pessoas, não me senti nada bem. Acabei por encontrar o quarto e, neste momento, estou a chorar, não sei porquê. Só me apetece estar aqui a chorar.

                                     - Lucy! - alguém me chama do lado de fora da porta. Oh não, eu não quero que ela me veja assim. Pensei que ela ia esquecer-se de vir cá porque, estava com as amigas e assim, mas, pelos vistos não se esqueceu.

                                        - Desculpa Levy, eu não quero que tu entres. - disse-lhe alto o suficiente para ela ouvir.

                                        - Lucy, a porta está fechada, passa-se alguma coisa? - ela questiona com um, visível, tom de preocupação.

                                        - Nã-ã-ão te pre-e-eocup-e-es, tá-á-á-á tu-udo be-e-m. - gaguejo devido ao choro e ao nervosismo.

                                        - Tens a certeza, não pareces. - ela insiste.

                                       - EU ESTOU BEM, LEVY! DEIXA-ME EM PAZ! - grito. Choro ainda mais, eu não me consegui controlar, estou tão mal. E ela também deve estar.

                                        - OK Lucy, eu deixo o tabuleiro aqui ao lado. - ela diz. Ouço passos, ela vai-se embora. Levanto-me e vou lá buscar o tabuleiro. Ela trouxe-me uma canja de galinha e um pudim de chocolate. Por que raio é que eu fui gritar com ela. É uma amiga tão boa...

                                           - Triiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiim - o telemóvel toca. Atendo sem ver quem é.

Chamada começa...

Lucy: Estou?

Rogue: Lucy, é o...

Lucy: ROGUE!

Rogue: Certo eh eh

Lucy: Por que é ligaste? 

Rogue: O Sting pediu-me. Ele disse que se ainda não tivesse voltado a esta hora, eu tinha de ligar à minha priminha emprestada.

Lucy: Então, se estás a ligar-me, ele ainda está no encontro com a Yukino?

Rogue: Sim, ele não voltou ainda, mas, não comeces a inventar histórias nessa cabeça, ouviste?

Lucy: SIM! Afinal, por que é que o Sting te mandou ligar-me?

Rogue: Vamos ver se isto responde à tua pergunta...Como vão os amigos na nova escola?

Lucy: Ele contou-te, não foi?

Rogue: Ya!

Lucy: Vais me dar um sermão?

Rogue: Claro que não, tu precisas de falar e não de ser repreendida. 

Lucy: Obrigada, mas, eu não consigo desabafar com alguém pelo telemóvel, não é por ti, já com o Sting foi complicado para mim.

Rogue: Eu não me sinto ofendido. Já tentaste desabafar com tua a companheira de quarto?

Lucy: Quando nos conhecemos eu até o fiz, só que...

Rogue: Só que?

Lucy: À pouco gritei com ela por motivos tontos.

Rogue: Ela está chateada?

Lucy: Não sei...

Rogue: não há mais ninguém?

Lucy: O DIRETOR!!!!!

Rogue: O que é que isso significa? Vais desabafar com diretor?

Lucy: Ele disse-me que se eu precisasse de falar, podia contar com ele!

Rogue: UAU! Esse diretor é BEEEEEM diferente do nosso.

Lucy: Obrigada priminho emprestado!

Rogue: Sempre às ordens!

Lucy: Quando o Sting chegar não te esqueças de me dizer o que ele te contar!

Rogue: Saberás tudo!

Lucy: Tchau.

Rogue: Tchau!

Chamada acaba... 

                                  O Rogue é o melhor amigo do meu primo, calmo, inteligente e complexo, ajuda-me sempre e garante que abra os olhos. Acabou por se tornar no meu primo emprestado. Corro até à sala do diretor. Bato à porta.

                                   - Pode entrar! - diz-me a voz do Mestre. 

                                  - Desculpe Mestre mas...eu...o senhor... - ergo a cabeça e vejo o diretor DE VESTIDO!!!!!!!!!!!!!!!!!!

                                  - É claro que ser tão genial, não é nada fácil, e ser um dos únicos homens do universo que fica bem neste vestido, isso facto é que, verdadeiramente extenuante! - gaba-se ele. Se ele ainda está a falar, então, durante este tempo todo, ele não reparou que eu saí. Ou então pode ter começado a finjir, agora para me dar uma lição por ter saído sem avisar. - Oh Lucy, és tu, achava que era a Porlyusica a pedir pra eu parar de me gabar, ah ah ah ah, longa história, IGNORA!!

                                  - Se quiser, eu posso voltar mais tarde! Não há problema nenhum. - digo levantando-me na cadeira onde, entretanto, tinha-me sentado.

                                           - Lucy, eu consigo perceber que não estás bem. O que é que se passa, querida? - ele pergunta com uma voz carinhosa e meiga. Eu sento-me e volto a chorar.

                                           - Mestre, eu eu eu eu não sei porquê, mas, eu não me sinto bem aqui. Eu não o quero insultar, muito menos á escola, ou aos alunos, mas, mas, EU NÃO CONSIGO! Só quero chorar, EU NÃO CONSIGO, Fazer amigos. Não consigo. Eu quero integrar-me, só que não sei. Falta algo aqui.

                                         - Lucy. - chama o Mestre. Ele tinha um sorriso carinhoso nos lábios, um sorriso tranquilizante que me acalmou. - Eu sei o que tu tens, o que falta e o porquê de só quereres chorar.

                                           - Sabe? - indago a sentir as lágrimas abrandarem.

                                          - Sim, foi a mudança de ares. - ele responde. Mas, como assim a mudança de ares? O que é que significa? - Tu estavas num colégio com um familiar, ou seja um amigo eterno, e outros melhores amigos que te apoiam, também tinhas um diretor mais frio, que não se importava tanto como eu, já para não falar nos professores e aulas entediantes, e com a pouca concorrência que tinhas, acabavas por te desleixar por não teres motivos para o esforço necessário. - como é que ele sabe isto tudo? - Aqui é totalmente diferente, não tens aqui ninguém que já conheças e reconheças como amiga de longa data, então ficaste desamparada. Como estavas com mais medo do que empenho a fazer amigos, sem querer, afastaste aqueles que mais próximos estavam de serem bons companheiros, ombros para chorar e rir. O espanto pelas enormes diferenças também contribuiu. Imagino que não seja nada fácil, isto tudo que te está a acontecer. Bem, o que eu quero dizer com tudo isto é...que nem todos são capazes de encarar a vida a virar-se, de pernas para o ar. E isso não é motivo de vergonha, é um sentimento, perfeitamente, comum. Não tens de te sentir excluída, aqui, ninguém deixa ninguém. - aí, eu me lembrei da Levy, eu achei que ela ia acabar por se esquecer de mim, MAS NÃO! Ela lembro-se, trouxe-me o que sabia que eu gostava, o que quer dizer que aquela azulada baixinha estava a ouvir o que dizia! - Mesmo mais aliviada agora, não vai ser tão fácil continuar. Aqui, o ambiente é diferente, mais diferente do que todos pensamos. Por isso, vou dar-te um dos 5 grandes segredos da escola.

                            - 5 Grandes segredos, os meus pais não disseram nada sobre isso. - revelei-lhe. Estou um pouco assustada, estam a passar-me mil e uma coisas pela cabeça, pelo menos, o peso que eu sentia desapareceu por completo.

                            - Na realidade, a tua mãe chegou a tê-lo, no entanto, quando deixas de possui-lo, esqueceste pela vontade da Mavis. - ele explica-me.

                            - A Mavis? Por que é que a primeira aluna deste colégio quereria isso? - pergunto.

                          - É que, muitos acham que têm problemas que nunca se vão resolver, quando até a solução é bem simples e fácil. Este segredo é poderoso, e se todos soubessem dele por causa de alguém contar, todos iriam quere-lo, lutariam por ele, e a Mavis detestava conflitos e queria sempre evitá-los. - Que segredo será este?! Estou a ficar ansiosa!

                            - Então, posso saber qual é esse segredo? - ele mete a mão numa gaveta da secretária e tira de lá um livro, parece ser bastante antigo. Com um gesto, ele manda-me pegar nele.

                        - O diário da Mavis, onde estão guardados as resoluções dos problemas que alunos, em graves situações se encontram. Quando aparece uma nova geração, eu dou esse diário, a quem o espírito da Mavis acredita precisar de ajuda. 

                                - Eu nem sei o que dizer! MUITO OBRIGADA MESTRE!! - digo gritando um pouco alto.

                                - Não me agradeças a mim, agradece à Mavis.

                                - Obrigada Mavis. - sussurro abraçando o diário. A janela abre-se e eu e o Mestre Makarov vamos até lá. Uma linda pétala de uma árvore Sakura ''dança'' com folhas de um carvalho. Não é nada de especial, e mesmo assim, parece tão bonito. Uma muito suave entra no gabinete e ''abraça-me'' a cara. O barulho da brisa era ligeiramente bizarro, parecia uma voz feminina a dizer 'De nada'. Deve ser só da minha imaginação.

                                - Bom, é melhor ires resolver as coisas com a Levy, esse livro pode ajudar. - aconselhou o Makarov. Espera lá!

                            - Como é que sabe que eu e a Levy não estamos bem? E como, já agora, sabia aquilo tudo da Sabertooh? - pergunto muito admirada.

                                - Eu não sabia, foi a Mavis que me contou.

                               - Claro, adeus e obrigada por tudo. - despeço-me acenando e correndo. Muito bem, se este diário é tão bom como o Mestre disse, é o que eu preciso para a minha vida de volta aos eixos!

Continua...


Notas Finais


Acabou. Espero que tenham gostado. E para os fãs de Miraxus, tiveram já uma cena! Talvez porque seria algo fácil de acontecer com eles no ínicio, e também porque eu gosto do casal Miraxus!

https://youtu.be/HltIbNhZFMw

Até à próxima!!!


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