História Entre a Besta e o Humano - O Réquiem de um vampiro. - Capítulo 8


Escrita por: ~

Exibições 8
Palavras 1.540
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Drama (Tragédia), Fantasia, Mistério, Misticismo, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Sobrenatural, Survival, Suspense
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir culturas, crenças, tradições ou costumes.

Notas da Autora


Heeeeeeeeeeeeeeello
pessoas maravilindas brilhantes do meu coração

São quase meia noite, horario perfeito para um cap novo
Espero que não estejam dormindo kkk


Enfim, to muito animada.
Mas não vou puxar muita conversa, tem alguém que vocês precisam conhecer,
mas corram corram ou vocês vão ficar atrasados (huhuhu~ adorei )

Capítulo 8 - A hora do Chá


Fanfic / Fanfiction Entre a Besta e o Humano - O Réquiem de um vampiro. - Capítulo 8 - A hora do Chá

Eugene estava sentado no sofá, apreciava sua leitura calmamente quando ouviu um barulho ritmado de uma unha batendo no vidro da janela. Todos os servos casa de Nicolai estavam avisados da visita que chegaria naquela noite. Mas a campainha não havia tocado.

Do outro lado da janela, uma jovem de olhos vivos, cabelos desgrenhados, num loiro mais claro que o natural. Ela tinha um brinco comprido de pena em apenas uma das orelhas e olhava para o homem com olhos de coruja.

A pela descrição, era a pessoa aguardada. Mas não esperava tanto quando Nicolai informou que ela podia não ser muito “convencional”

Eugene abriu a janela e ajudou a jovem a subir. A mão era gelada, mas suave. Ela vestia um vestido rodado amarelo, um cachecol azul claro, meias cobrindo toda a perna com estampas e cores diferentes, sendo uma branca com largas listras roxas, enquanto a outra era vermelha com bolas pretas. Suas botas eram de um marron gasto e estavam despreocupadamente desamarradas.

A jovem parou diante de Eugene com as mãos nos quadris inspecionando-o com um misto de surpresa e confusão: “Tu é um humano?”

- Sim - Eugene respondeu meio sem jeito com a objetividade da pergunta.

- E tu mora aqui? - Continuou disparando seus questionamentos sem qualquer pudor.

- Sim. - Ela não parecia um vampiro, antes disso, ela mais parecia um ser de outro mundo.

- Mas essa é a casa do Nicolai! - Constatou

- Sim, ele é o mestre dessa casa.

- E tu sabe o que ele é?

- Acho que sei a que se refere, e sim, sabemos.

- E não tem medo? O que tá lendo?- Mudando bruscamente de assunto.

- O Fausto é um livro bem interessante.

- Mesmo? - Inclinando a cabeça com a curiosidade de um animal - Do que fala?

- É sobre um homem que faz um acordo em troca de poder.

- Mas vem cá, tem mais humanos aqui?

- Sim.

- E você ainda sorri? E tem humano que não foge?

- Creio que são casos especiais.

- E vocês não são todos góticos, com cicatrizes de corte nos pulsos?

Eugene deixou escapar um riso.

- Não, não temos cicatrizes

- Que loko - Se perdeu em seus próprios pensamentos

- Você quer que eu*

- Não, não quero frango.- Respondeu sem pensar, então seus olhos mudaram e ela voltou a notar o rapaz - Vocês jantam frango?

- Talvez seja esse o jantar, mas não passei pela cozinha ainda.

- Pensei que vocês comessem carne vermelha, beterraba, essas coisas. Mas, vem cá... o cara do livro, ele faz um acordo com quem?

- Bom no livro, ele fez um contrato com um demônio.

- Mas por quê vocês usam lavanda?

- Como? - Ele se perdeu na conversa, a garota o encarou com severidade:

- Pra limpar as janelas...

- Sim… a Aba (vó) gosta do cheiro de lavanda. Desculpe a minha lentidão de raciocínio - Manter a conversa com aquela figura era um desafio e tanto 

Ela deu os ombros desanimada.

- Tudo bem, tu é apenas um humano, afinal. Onde está Nicolai?  - Adentrando na casa ignorando o rapaz.

Um leve tom de frustração se abateu sobre Eugene. Ele estava acompanhando cada devaneio até então, bastou, mesmo, que ele se perdesse em uma única pergunta, para ser resumido a "apenas um humano"?

 

Nicolai dobrou o corredor com uma feição amistosa.

- Hunt!  - Ela soltou animada correndo para o vampiro, mas logo em seguida interrompeu o passo e fechou a cara - Por que verde?

Eugene não entendeu, Nicolai não estava com nada de cor verde. Seu casaco era preto, assim como a calça, sua blusa branca e seu cachecol era azul escuro, nada era verde.

- Ah... - Suspirou Nicolai ficando ao lado da garota e lhe fazendo uma reverência. - Não encontrei meias de outra cor.

"Mas hoje não é dia de Verde!" Ela protestou ressentida. “O verde hoje está amargo”. A conversa seguiu por um nível de incoerência que Eugene desistiu de acompanhar, sua atenção ficou presa numa pequena peça verde-musgo, uma pequena brecha entre o sapato e a calça do seu senhor.

… Verde …

 

***

 

- Eu encontrei uma pessoa que tinha o mesmo nome que o meu... curioso não?!

A jovem “patinava” pelo corredor.

- Curioso... Se bem que "Alice" não é um nome tão incomum.  - O vampiro comentou enquanto a guiava até as celas subterrâneas.

- Mas... - Prosseguiu com ar de astúcia - Não era só o nome, ela também queria a mesma coisa que eu.

Nicolai estendeu a mão que ela segurou e usou de apoio para descer as escadas de pedra num animado saltitar.

- Imagino que o conteúdo da disputa seja um segredo.

- Um segredo é apenas uma caixa fechada. - Soltou triunfante ao pular o último degrau.

Nicolai não entendeu exatamente o que ela quis dizer com aquilo, então encaminhou a conversa para o objetivo da visita.

- A criatura está do outro lado da porta. Acho que já pode senti-la.

- Sim! Ela tem cheiro de Azul. - Constatou animada. Então começou a bater o dedo no lábio de uma forma Pensativa - É uma cor curiosa.

- Certo... Ela responde por Meredith, embora não fale a menos que esteja sobre controle mental...- Nicolai se perguntava se tinha sido realmente uma boa ideia trazer Alice. A vampira podia ser peculiar e forte demais para a visitante. Entretanto, Boris estava lhe tirando dos nervos e resultados precisavam ser apresentados se queria ter alguma paz. - Eu preciso saber mais sobre o passado dela. Você pode me mostrar? Você é a única que eu conheço que pode fazer isso.

- Claro claro. - Ela respondeu ficando na ponta dos pés - Mas o que eu vou ganhar com isso?

- Bom, eu soube que você está tendo problemas com vampiros fazendo bagunça perto do hospital. Eu posso lhe ajudar com isso.

Ela girou, uma, duas , três vezes e parou, como quem aterriza de uma queda.

- Por quê você não abriu a porta ainda? - perguntou com impaciência olhando para o vampiro.

- Você ainda não me respondeu…

Ela fez uma careta e depois riu.

- Hunt, eu respondi quando vim. - Ela ria como uma mãe sorri, quando seu filho tropeça tentando dar seus primeiros passos, então fechou a cara, como se acometida de um pensamento ruim - Mas eu ainda não gosto de lavanda.

- Você pouco ficará na sala ou perto de vidros.

 

***

 

A porta de metal se abriu exibindo o quarto de paredes de cimento cru. A garota dentro dele estava aninhada entre almofadas de formatos divertidos: Flores, animais um grande tigre Branco que parecia um colchão. A vampira entrou no aposento de ponta de pés, em saltinhos, como se desviando de algo que ninguém mais via.

- Huhu~ - Soltou Alice divertindo-se cobrindo a boca  - Quem diria...  tantos mimos.

- Ela tem alguém que lhe manda presentes. - Ele resumiu sem comoção. - Sinta-se à vontade.

A vampira afundou nos lençóis ao lado da garota.

- Olá Meredith ... - Alice cumprimentou com ar de velhas amigas - Vamos começar… sim?!

 

“C'est l'heure du thé”

(É hora do chá)

 

***

 

”No que você pensa quando fecha os olhos?” 

 

** *** Uma viagem por dentro de uma mente quebrada *** ***

O escuro consome

A fome e a sede

O desespero tem gosto de terra.

O desamparo escorrega pelo corpo como vermes

 

Os gritos vêm

A consciência vai.

A fome e a dor permanece

 

O tempo perde o sentido

A garganta é sufocada por barro e cascalho

“Não adianta gritar

Niguem vai te ouvir”

 

As lembranças, elas são quem mais castigam

quando a alma está em silêncio

// Não importa, deixe elas fluírem //

Elas vão esmagar você

Como as pedras de um desabamento.

 

“Demônio!”

“Monstro!”

Eles gritam

 

“Você deveria morrer” quantas vezes eu já não ouvi isso... “ Tudo seria melhor se você não tivesse nascido”

 

“Demônio!”

“Besta!”

Eles gritam

“O único bem que você pode fazer, é encerrar sua existência” me disse aquele que seria minha última esperança.

 

A fome e a dor

o medo e o desespero

Você consegue sentir?

// A fome e a sede

// O desespero tem gosto de terra.

// O desamparo escorrega pelo corpo como vermes

 

// Não existe lugar para onde se possa escapar

// As pedras prendem meu corpo, não tem pra onde ir

//  Não adianta gritar

// Eu não consigo mais gritar.

// Mas ninguém iria ouvir


 

// Fugir

// Fugir

// Fugir

 

// Eu quero sair daqui/

// Eu preciso sair daqui/

// Eu preciso sair fugir...

 

// “Alice!” A voz de Nicolai rasgou meus ouvidos, “Parada!” ele ordenou, mas para onde eu iria? Eu só preciso fugir… Mas meus músculos não se movem.

***

- Durma!, ordenou Nicolai colocando o braço em volta das costas de Alice para ampará-la quando ela desabasse. A garota fechou os olhos amarelados, apavorados de uma fera que começava a perder o controle para escapar de algo que não estava ali.

 

Nicolai olhou assustado, intrigado, para a jovem sentada no canto do quarto.

 

“O que você mostrou a ela?”

 


Notas Finais


Beeeeeem, esse final é a Alice dentro da mente da Meredith. A parte em italico é a consciência da Mere e a normal, a consciência da Alice (coloquei ate "//" ), espero que não tenha ficado muito confuso.

Enfim aiiiiiiii to tão feliz, particularmente eu achei esse capítulo bem legal
Espero que vocês tambem. ^^


Bom
Nos vemos nos Coments
Ou no próximo cap


Beijos beijos
Ss


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