História Entre a ciência e o amor - Capítulo 1


Escrita por: ~

Postado
Categorias Orphan Black
Tags Cophine
Visualizações 115
Palavras 2.109
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Ficção Científica, Romance e Novela, Yuri
Avisos: Bissexualidade, Homossexualidade, Sexo
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Capítulo 1 - Dra. Cormier


Fanfic / Fanfiction Entre a ciência e o amor - Capítulo 1 - Dra. Cormier

Fazia uma bela manhã em Frankfurt, o sol brilhava com tamanha intensidade que os primeiros flocos de neves daquele inverno, derrubados do céu na madrugada passada, haviam se deixado derreter.

Delphine aperto o cachecol no pescoço, segurou firme seus cadernos e se preparou para descer do bonde elétrico. Respirou fundo aquele arzinho gelado, talvez tomando fôlego para mais um longo dia. Faziam poucas horas que acabara de chegar de Paris, mas logo correu para o DYAD, o motivo? Trabalho acumulado! Cinco dias resolvendo problemas pessoais significava, dezenas e dezenas de amostras pra olhar, dezenas e dezenas de dados para tratar.

Quando desceu do bonde se encaminhou pro destino contrário ao do trabalho, não pudera resistir ao cheiro de café que vinha da sua loja favorita.

- Bom dia, poderia me ver um Latte Macchiato… ou melhor dois – se lembrou de Gracie e de ter esqueci o presente da amiga em casa.

- Para viagem?

- Oiu – sorriu.

Enquanto espera seu pedido olhou para o lado de fora, a loira considerava aquele complexo antigo de prédios, que há alguns séculos atrás abrigará o maior mercado municipal de Frankfurt, muito mais bonito que o prédio extremamente moderno e alto da sede do DYAD em Paris. Definitivamente adorava aquele lugar.

 

 

- Bom dia Dra. Cormier – disse uma menina ruiva extremamente magra assim que a loira francesa passou pela porta – Cadê meu vinho?

- Bon Jouir. Você já tem idade para beber Gracie? – implicou com sua aluna – Está em casa, corri tanto que acabei esquecendo. Olha mais trouxe uma café para me redimir.

- Sei – fechou a cara mas logo sorriu ao ver os olhos de arrependimento da amiga – Quem resiste a essa sua cara fofa? Mas vê se trás amanhã.

- Oiu… mas… como estamos? Os resultados ficaram bons? – Perguntou enquanto tirava camadas e camadas de roupa para finalmente colocar seu jaleco.

- Não, não pode parar … primeiro, como VOCÊ está? – Delphine deu ombros e suspirou.

- Términos nunca são agradáveis mon cher, mas foi a decisão certa a se tomar. Havia prometido a Pierre voltar a Paris em 6 meses, você sabe … Frankfurt era apenas uma coleta de dados mas meu PhD seria todo lá – respirou fundo – Só que veio 324B15 … e aqui estou a um ano e meio – sorriu tristemente – Não era justo com ele, porque a verdade é que eu não quero ir embora... mais do que por outro título acadêmico eu quero terminar isso pela Jennifer.

- Também sinto sua falta – deu um sorriso fraco – Pois é minha amiga acho que você fez o certo. E quando nós não estivermos tão atarefadas, comemoraremos a solteirice da doutora mais gata do DYAD bebendo muito cerveja no estilo alemão.

- Vous êtes ridicule – gargalhou a loira – mas vamos ao que interessa … como nossas células estão?

- É promissor, pelo menos microscopicamente falando, elas continuam vivas, ocorreu pouca morte celular por ruptura.

- Ótimo, bom já é um começo – sorriu animada – Vou dar uma olhada e fazer alguns testes químicos.

 

Delphine Cormier e Gracie Johanssen trabalhavam juntas no DYAD desde que a francesa havia trocado os laboratórios de Paris, da multinacional, pelos de Frankfurt. A jovem alemã havia conseguido uma vaga de mestrado enquanto a mulher mais velha andava de encontro ao seu pós doutorado, o casamento perfeito, um trabalho complementava o outro, Gracie estudava os processos de duplicação genética, Delphine as anomalias em nível celular de genes duplicados, ambas por sua vez pesquisavam sobre clones.

 

 

----------------------------------------------------

 

- Faça-me o favor Marion – o homem de jaleco se levantou da cadeira e andou pela enorme sala – ELA NÃO É APTA – falou mais alto do que deveria e percebeu o olhar de reprovação da mulher que continuava calmamente sentada – Perdão, porém você tem que concordar comigo que ela é generosa demais… não percebe o quão errado isso pode dar?

- Dr. Nealon, generosidade não é um defeito, Dra. Comier é uma cientista brilhante e focada nos mesmos interesses que nós, o fato dela se tornar emotiva a certos fatos não significa que coloque em risco esses interesses, muito pelo contrário só acaba dando mais empenho. Não vê?! O tratamento de Jennifer Fitzsimmons vez ela ficar nessa unidade por mais tempo que era previsto.

- Ela não deveria fazer contato com os clones Marion, com nenhuma delas, e passou por cima de você duas vezes.

- Em nenhuma das situações ela teve escolha Alan.

- Se tornar amiga da 324B15 poderia ter sido evitado – rebateu.

- Meu Deus Alan porque isso te incomoda tanto?

- POIS ELA SÃO CLONES – bufou – E nós como cientistas deveríamos estudá-los não jogar xadrez bebendo chocolate quente as 3 da manhã no laboratório – desdenhou da cena em quem Delphine e Jenny foram encontradas meses atrás.

- Não o julgo por pensar assim meu amigo, porém cada uma delas é diferente mesmo partilhando o mesmo DNA. Cosima não precisa de um homem musculoso pra se sentir segura como Beth precisa do Paul. Nem um amor pra vida toda como Allison vê em Doug. Ela precisa de alguém que partilhe do conhecimento assim como Dr. Leekie vez, ele a amou e cuidou dela como deveria, isso não o impediu de nós passar dados e mais dados todos esses anos.

- Leekie foi um fraco… assim como Cormier vai ser – pegou a pasta que estava na mesa, saiu a passos largos mas antes de deixar a sala disse – Boa sorte Marion, chamarei sua querida doutora.

 

----------------------------------

 

Delphine teclava freneticamente enquanto olhava para duas estruturas moleculares em 3d na tela a sua frente.

- Gracie … Gracie venir ici – chamou a jovem.

- Está falando em francês, não sei se isso é bom ou ruim – estreitou os olhos olhando para tela.

- Pardon – balançou a cabeça – Digo, perdão. Olha Gracie, como as células reagiram a nossa proteína, elas desaceleraram em quase 87% o crescimento do tumor, isso fez como se diminuísse também a morte celular. Bem está longe de ser um tratamento e muito mais ainda de ser uma cura, porém é promissor.

- Um paliativo eficiente talvez.

- Pode ser – pensou um pouco e começou a digitar novamente – Bom estou acelerando o processo… isso daria uma sobrevida ao indivíduo de quase 10 meses – suspirou – Ainda é pouco.

- Calma Del… um passo de cada vez – ponderou e sorriu – Você já otimizou em mais de 70% os resultados.

- Nós mon cher... NÓS – sorriu pra ruiva.

 

O momento das duas foi interrompido pelo barulho vindo da porta, alguém parecia tentar passar o cartão de acesso na fechadura eletrônica, porém o acesso era negado.

- Esperando alguém? – questionou a loira, enquanto batidas na porta eram escutadas.

- Não.

- Cormier ... Johanssen … Abram essa maldita porta – as duas reconheceram a voz de Alan e reviram os olhos.

- Pode deixar que eu abro – Delphine vez que sim com a cabeça e voltou sua atenção para o computador, enquanto Gracie caminhava até a porta.

- Boa Dia Dr. Nealon …

- Posso saber por qual motivo meu cartão não passa nessa porta?

- As chaves de acesso mudam de 15 em 15 dias – ponderou – E como o senhor não veem nesse laboratório a mais tempo que isso … – sorriu ironicamente – Deve ter sido bloqueado.

- Tenho coisas mais interessantes a fazer minha jovem – olhou em direção a francesa que continuavam compenetrada em seu computador – Dra. Cormier – Delphine levantou o olhar, encarando-o, enquanto ele andava em sua direção.

Alan jogou algumas pastas em cima da mesa deixando ambas as mulheres intrigadas, o olhar gelado que lançou na loira vez com que a mesma sentisse uma corrente elétrica tomasse sua espinha. Aquilo não era bom. Definitivamente não era.

- É seu dia se sorte Cormier – sorriu ironicamente – Marion quer ter ver – nada mais disse e saiu. Só se virando quando chegou na porta e percebeu que a mulher continuava parada – E digo te ver AGORA – fechou a porta e saiu deixando ambas assustada.

- Mas que porra foi essa? – a mais jovem não segurou o palavrão.

- Merde – bufou – Gracie não estou com uma sensação muito boa.

 

Delphine pegou as pastas na mesa e todas eram 324B21. Folheou rapidamente cada uma delas, era praticamente um dossiê sobre uma das clones que atendia pelo nome de Cosima Niehaus.

- Que merda é essa? - a mulher mais jovem estava cada vez mais confusa olhando para aquelas pastas – Del olha isso até fotos dela tem nessas pastas, na faculdade, em bares … será que ela está bem?

- Qual foi a última amostra de sangue que recebemos da 324B21?

- 3 meses eu acho.

- Será que deixamos passar algo? Não... isso não seria possível – disse rápido respondendo sua própria pergunta – Será que adoeceu?

- Leekie teria ligado para nós avisar Del…

- Merde… Só tem um jeito de descobrirmos o que é tudo isso – se levantou e tirou o jaleco – Já volto.

 

A doutora andava rápido pelos corredores do antigo prédio onde ficava seu laboratório, escutava o barulho da sua bota de salto alto ecoar pelos longos corredores. “Merde, já estou com dor de cabeça”, pensou enquanto chegava ao hall do anexo administrativo. Não demorou muito para uma secretaria acompanhar a francesa até a sala de Marion Bowles, diretora do DYAD Frankfurt.

 

- Delphine – a mulher mais velha girou em sua cadeira e olhou em direção a francesa – Sente-se por favor.

- Mario on – sua voz tremeu levemente, limpou sua garganta e tentou completar sua fala porém foi interrompida.

- Eu imagino o quanto você deve estar apreensiva por está aqui.

- Eu diria... curiosa - tentou sorrir. 

- O quanto você sabe de 324B21 ? - a loira sentiu seu corpo gelar “Será que descobriram?”

- O indivíduo não apresenta nenhuma anomalia no momento, exames de sangue normais, cardiograma e eletro cefalograma perfeitos. Todos datados de 2 meses atrás, quando Leekie nos enviou.

- Delphine … o que você sabe sobre Cosima?

- Não entendo Marion? A algum exame novo que me passou despercebido, alguma amostra que não analisei?

- Não … eu digo o que você sabe sobre a vida dela?

- Hum… pouco – deu de ombros – 26 anos... estudante brilhante, cursa doutorado em Princeton … Olha eu realmente não entendo o que está acontecendo aqui, essas pastas que Dr. Nealon me entregou são quase que um dossiê... o que significa tudo isso?

- Infelizmente não existem formas boas de se dar noticias como essas, então não vou prolongar muito... Dr. Leekie faleceu.

- Mon Dieu – levou a mão até a boca – Como isso aconteceu?

- Infarto dirigindo, ele estava desaparecido a 3 dias quando encontraram o corpo dentro do carro em uma rodovia – suspirou – Uma perda gigantesca para DYAD, mas tenho certeza que onde estiver ele vai se orgulhar do trabalho que daremos continuidade… e ai que você entra… Dra. Cormier, quero você como monitora de 324B21.

- QUOI? Mas … mas … Marion e todo meu trabalho aqui? Meu PhD?

- Querida você vai conviver como seu material de estudo, conviver com a ciência viva, continuará seu PhD sem problemas. Será matriculada no Doutorado da faculdade de Princeton então poderá usar de seus laboratórios assim como os da DYAD em Nova York.

- Marion, porque eu? – perguntou confusa.

- Você se importa com elas, sempre se importou – sorriu – Fazem 26 anos Delphine, que acompanho o projeto LEDA e eu nunca estive com um cientista tão dedicado quando você. Cosima não precisa de alguém para admirar pela inteligência, não vejo ninguém melhor que você. E eu sei o que aconteceu dois ano atrás em Nova York. 

- Droga - a loira fechou levemente os olhos - Olha, sei que errei indo ao a apresentaçãod e mestrado dela, mas Leekie me deixou tão curiosa... e sobre o bar - abaixou a cabeça - Eu não tive escolha. 

- Eu sei que não - riu - Apenas por isso que está aqui aliás, convenci o conselho e principalmente Allan a esquecer tudo por conta de ter salvo ela. Delphine eu não quero explicações, que quero respostas! Então aceita? 

- Mon Dieu – respirou fundo e jogou a cabeça para trás – Se eu aceitar?

- Você terá uma semana para ler todos relatórios, se preparar e se despedir de quem queira.

- E se não?

- Com pesar eu te desligarei do quadro do DYAD – a francesa abriu a boca – Desculpe querida, situações difíceis exigem medidas drásticas – disse sincera.

 

A cabeça da loira está a mil por hora, passava a mão pelos cabelos enrolados enquanto pensava em várias coisas ao mesmo. Por último lembrou de Jenny, lembrou das lágrimas de Greg, do monitor cardíaco com aquele barulho contínuo mórbido. Não poderia desistir.

- Aceito.

 



Gostou da Fanfic? Compartilhe!

Gostou? Deixe seu Comentário!

Muitos usuários deixam de postar por falta de comentários, estimule o trabalho deles, deixando um comentário.

Para comentar e incentivar o autor, Cadastre-se ou Acesse sua Conta.


Carregando...