História Entre a cruz e a espada - Capítulo 1


Escrita por: ~

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Categorias Bangtan Boys (BTS), EXO, Red Velvet
Personagens Baekhyun, Chanyeol, D.O, Lu Han
Tags Baekyeol, Bts, Chanbaek, Comedia, Drama, Drama Muito Drama, Exo, Hunhan, Jonghyun, Kaihyun, Kaisoo, Red Velvet
Visualizações 13
Palavras 3.208
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 14 ANOS
Gêneros: Colegial, Comédia, Ficção, Fluffy, Romance e Novela, Shonen-Ai, Universo Alternativo, Yaoi
Avisos: Bissexualidade, Heterossexualidade, Homossexualidade, Linguagem Imprópria
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Okay, bem-vindos a uma fic mal escrita pra caramba por uma criatura sem conhecimento suficiente pra juntar palavras e escrever frases
mentira, tá boa, tô meio orgulhosa
bem, a fic é inspirada em alguns freinds meus que me cobraram presente de aniversário, então PARABÉNS, vocês ganharam uma amizade descrita em palavras
bem, espero que gostem
tô super ansiosa e nervosa socorro
Boa leitura <3

Capítulo 1 - Como ser um bom amigo


Anta/Baekkie <3:

LUGE!

LUUUUUGEEEEE

CARA

AJUDA

Dez e quarenta da porra da noite e Byun Baekhyun, meu melhor amigo, querendo conselho. POR MENSAGEM! Nem pra ter a decência de falar comigo cara a cara, ligar nem rola, nope, nada, precisa ser por mensagem com as mensagens em fucking caps e... Não, não era hora pra isso. Era hora de descansar e digitar não é descansar. Onde já se viu. Me senti ultrajado, vou ficar chateado.

Anta/Baekkie <3

Beleza se não quer falar comigo era só avisar antes da gente virar amigo

Nunca mais te mando nada

Fui lendo as mensagens na tela de bloqueio mesmo, porque sou desses. Me ofendeu, dou o troco fingindo que nem vi que tentou falar comigo. Se não tiver ofendido eu faço do mesmo jeito, até porque eu não gasto energia sem um bom motivo. Se for um assunto que me interessa, beleza, senão, rala, nem vou me dar ao trabalho.

Anta/Baekkie <3:

Ow

           

Tô vendo como nunca mais manda nada 

Anta/Baekkie <3:

aSSUNTO SÉRIO AQUI

eita, Assunto sério aqui*

bom foda-se vem aqui em casa

Eu realmente seria obrigado a ir lá falar com o Baek. Não ia ter jeito mesmo. Então eu fiz o quê? ÉÉÉÉÉ, DEITEI! Deitei e descansei. Um baita dum amigo conversador que eu sabia que ia ficar falando sobre alguma coisa que provavelmente não me interessava. Se bobear até mesmo um “blablabla” sobre crush. Ai, ai. Esse papo de crush que não me interessava nem um pouco. Não tinha crush, mesmo. Falar sobre o crush dos outro por qual razão, huh? Obviamente por eu ser um ótimo amigo. Por isso, quando eu levantei, eu já estava praticamente na porta da casa do Baekzinho do meu coraçãozinho com uma mala pesada pra caramba na minha mão. PESANDO NA MINHA MÃO, DEVO DIZER.

Eu ouvi a mãe dele gritando antes daquele desgraça resolver atender, e eu estava quase ligando pro táxi vir me buscar de tanto que ele demorou. Agressivo? Eu? Não.

— Oi, Luluzinho lindo! — Amores, ele sabe quando faz merda.

— É dinheiro, né? Não tenho. — Disse enquanto entrava desfilando – porque eu não ando, eu desfilo – na casa do baixinho. Poucos centímetros de diferença? E eu lá me importo?

— Luhan, sabe por que eu te chamei aqui?

— Se eu soubesse, eu não teria vindo, concorda?

— Cara, o que você quer que eu faça? Carregue a tua mala e te trate como um deus? Dá licença, né? Eu te deixei plantado ali rapidinho por meia horinha só, cara, não tem necessidade pra isso!— Tá, desculpa. Eu sei que você demora oito anos pra chegar na porta quando são os outros e que eu sou privilegiado.

— Legal! Então larga a mochila e senta aí pra eu te contar os babados! — Eu ia obedecer, mas, quando fui me jogar no sofá, percebi o sorriso estranhamente alegre do meu amigo. Teoria comprovada, era papo sobre o Rio. Mas quem seria o Rio? Um lindão do time de vôlei da escola, também conhecido como a paixonite platônica do Baek. Ele tinha uma depressão – geografia, flores – por aquele moleque desde... BEM, FAZIA UM MÊS. Depois de menos de um mês, o Rio se tornara o crush OFICIAL dele – assim como “o Rio” se tornara o apelido oficial desse crush. Eu não apoiava, obviamente.

— Tô tão interessado quanto quando minha mãe faz lasanha.

Falando em mãe, a senhora Byun logo apareceu na sala. Ela era um amor, dane-se se ela brigava com o meu amigo, ele merecia. Também brigaria se fosse a mãe dele, e com motivo. Mas eu, a criança mais bem-educada dessa Coréia, cumprimentei a mãe dele direitinho, e ela disse que já ia dormir antes de subir as escadas. Eu já era da casa, então peguei a mochila de novo e subi com ela pra largar no quarto que só faltava ter um pôster enorme do Rio na parede, de tanta coisa sobre ele espalhada por aí. Já disse que sou muito educado? Dei uma geral naquela bagunça antes de voltar pra sala, onde o ruivinho invocado esperava impacientemente.

— Sempre que eu quero te contar alguma coisa que me interessa a tua animação é contagiante, hein. Arranja qualquer desculpa pra fugir.

— Sinceramente, é horrível te ter como melhor amigo. Eu vou, sou educado, te faço um favor, e você diz que é desculpa minha.

— Tá, mas deixa eu falar! É legal! — Temperamental pra porra.

— Uhum, ‘credito. — Baek franziu o cenho e revirou os olhos, logo voltando ao sorriso animado.

— Bom, eu descobri o nome dele! — Nem preciso perguntar de quem, não é mesmo?

— Legal. Qual é?

— Para de se pagar de Yoongi e admite que tá interessado! O nome dele é Jongin.

— Ótimo! Quando é o casamento?

—  Depende só dele. — Chegamos ao ponto que Baekhyun corou, paramos. Ele é tão lerdo que não percebe nem ironia.

— Ave Maria. Chega de amorzinho por hoje.

— Luge! É sério, ouve!

Quando um amigo te “pede conselhos amorosos” (claramente era o que ele estava fazendo subliminarmente), você senta e escuta. Mesmo que você odeie a pessoa que ele ama. Cê apoia o coleguinha, né. A menos que seja um traste, aí manda parar de ser trouxa e melhorar o gosto pra bofes. Fiz isso mesmo. Fiquei conversando sobre “Jongin –insira aqui uma voz irritante, boba e apaixonada–” até não aguentar mais. Aí taquei um “CHEGA, ELE É UM OTÁRIO!” assim que o Byunzinho resolveu comentar que o cara de quem ele gostava tinha uma fila quilométrica de pretendentes melhores que ele. Pode gostar de alguém, mas se gostar de alguém significar se menosprezar não pode mais.

— Baekkie. Olha pra mim. — Tirei sua atenção do Instagram de um jogador de vôlei que era amigo de Jongin, e seus olhos logo se voltaram para mim. — Se ele não te quiser, ele é um otário que não te merece. Se ele te quiser, vai ser um homem de sorte, afinal, olha pra você! Lindo, bonito, engraçado, com um bom senso de humor, inteligente, esperto,  legal, divertido... Perfeito, mesmo com imperfeições. — Ele riu. — Não fez sentido, né? Acho que repeti algumas coisas. Mas releva, finge que fez. Eu tô precisando dormir, mas quero comida antes. — Comentei enquanto começava a andar em direção a cozinha, com Baekhyun em minha cola.

— Me fala uma coisa. — Ele disse enquanto eu abria a porta da geladeira, recebendo um “Hum?” como resposta. — Você não gostou de ninguém desde Minseok, né?

— Não quero falar disso. — Peguei a garrafa de Coca-Cola e bati a portinha com força. — Opa.

— Só me diz isso. Não tem nada a ver com ele. — Baek foi até a despensa e pegou um pacote de biscoitos, bolachas ou Jubiscleitons, como você preferir, e dois copos – que por acaso também ficavam na despensa como qualquer pessoa (a)normal faria – que eu logo enchi de refrigerante.

— Sabe, eu não tenho mais interesse nisso. Desde... Aquilo.

— Hum... Entendi.

Voltamos para a sala, abrimos o sofá-cama e pusemos todas essas frescuras de primeiro mundo: lençol de baixo e de cima, cobertor, edredom... Bobagens. Colocamos “O Incrível Mundo de Gumball” na televisão com o volume baixinho enquanto conversávamos mais sobre assuntos aleatórios que não nos deixavam dormir. Adoro amigos que tiram nosso sono sem querer, pelo simples fato de serem interessantes.

— Eu tô morrendo.

— Mais quinze minutinhos!

— Mas eu tô morrendo, sua anta.

— São duas e quarenta e cinco, só pra arredondar!

— Argh. Tá. — Aceitei a ideia mesmo estando morrendo interna e externamente porque Baekhyun insistiria se eu não aceitasse.

Foram mais três minutos de conversa até eu apagar. Já disse que adoro amigos? Pois é, repito. Principalmente o Baekkie.

— BOM DIA, ILUDIDOS DO MEU CORAÇÃO! — Um berro por alguém ainda não identificado pelo meu cérebro ainda fora de funcionamento me acordou com um susto. Por pouco que eu não caía do sofá, já que alguém tinha feito quase todo o trabalho por mim.

— Filho! — Essa eu reconheceria em qualquer lugar, senhora Byun. Jogo “adivinhe quem são esses com os olhos fechados e o Tico e o Teco começando a acordar”, meu novo hobby. Hora de arranjar novos hobbies.

— Omma, tá na hora deles levantarem e largarem mão de serem preguiçosos.

Eu demorei, mas entendi o que diabos tava acontecendo naquela casa.

— Beom, tá querendo morrer jovem? — Perguntei enquanto me sentava e esfregava os olhos. — Iludido é o ca–

— Sem palavrões. — Veja se não era o próprio senhor Byun. — É da família, mas, perto dos adultos, não xinga. Educação.

— Eu ia falar caramba. Juro pela minha alma.

— Ia, ia mesmo. Tô sabendo.

— E você, Beom, para de provocar. Vai lá arrumar tuas coisas, daqui a pouco temos que sair.

Ah, as vantagens de ser um aluno do período da tarde! Beom tinha que sair logo com o pai, mas eu e o Mister Sono-Pesado-Não-Acordou-Com-Berros podíamos levar o tempo que quiséssemos para tomar café, banho, arrumar os materiais do dia e almoçar. Tá, não podíamos levar tanto tempo, mas acabamos acordando cedo de qualquer jeito. Quero dizer, eu acordei. E fui tentando acordar o Baek. Quando ele finalmente acordou, fizemos tudo rapidamente para podermos conversar mais e andar com calma até a escola. Pra variar, o assunto era o jogador de vôlei mais popular na cabeça do baixinho.

— Sabe, Luge, não sei o que fazer.

— Chega nele, ué. Quer ver se vale a pena? Arrisca, sei lá. Não entendo disso, mas tá na hora de tomar atitude, você não acha? Chega de tagarelar pra mim, vá tagarelar pra ele!

— Você tem razão! Vou fazer isso!

Oi, produção, tudo bom? Eu tava brincando! Ele levou na brincadeira, certo? Porque não era o que o sorriso repentino e o locomover saltitante dele indicavam. Haha. Ferrou. Perdi um amigo.

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— Não, Soo, não se pode matar uma pessoa assim. Você não vai chegar na Irene com uma faca e falar “Oi, vou te matar porque te odeio!” sob minha supervisão.

— Mais capaz dele ameaçar com um pote de lip tint. “HEY, PARA DE SER RIDÍCULA OU VIRO TEU LIP TINT NUM BALDE DE BOSTA”!

Sabem o que tava rolando? Treta. Treta, treta, treta. Claro que eu tava no meio, né?! Eu respiro fofocas! Mas como aconteceu é a pergunta mais urgente. E foi o seguinte: eu e o Baek continuamos andando, eu na minha e ele pulando e sorrindo e dando bom dia pra estranhos até chegarmos na escola (até porque, por mais que quiséssemos, não era pra passar da escola e ir na cafeteria que ficava a cinco quadras dali). Aí foi só eu pôr o pé na sala que Do Kyungsoo – ou caos ambulante, como você preferir – veio berrando, falando que ia matar “a vagabunda da Irene”. A Irene era nossa coleguinha queridamente odiada por nós. E “nós” éramos um grupo de quatro: Baek, Kyungsoo, Jongdae e euzinho lindo maravilhoso aqui. Agora, por que odiaríamos alguém sem motivo? AH, MAS TINHA MOTIVO. E MOTIVO PRA CARALHO.

O Baek estudava naquela maldita escola desde o primeiro ano, e, por acaso, A IRENE TAMBÉM (eu também, mas por que eu daria a mínima pra eles dez anos atrás?). Chocados? Não? Ok. Bom, Irene e Baekhyun eram ótimos amiguinhos ATÉ um moço bonito – na verdade, tava mais pra um moleque do quarto ano – passar na frente da creche ou seja lá que nome se dá pro hospício infantil, como diz Satansoo. Ele odeia crianças. Muito mesmo. Mas, voltando pro drama, a Irene descobriu que o MEU melhor amigo (MEU, VIU? Não, pera, li no Yahoo que ciúmes demais é ruim pra relação) gostava do mesmo boy magia que ela. Ela fez o quê? Acertou (ou errou, não sou vidente), jogou todo mundo contra ele! Começou aí o desgosto.

Foi só o Soo entrar na escola no sexto ano que ele já começou a virar um enterrado em maquiagens. Na verdade, já era, mas piorou o vício depois de ele chegar. Andava sempre com a Wendy e a Yeri, duas meninas bonitas pra caramba que davam uma leve exagerada na maquiagem. Puxavam aqui e ali, dobravam a base, “passavam cimento na cara”. D.O que disse, não tenho envolvimento nenhum, mesmo sabendo da música. É dissimulada essa Irene, começou a zoar o meu amigo lindão quando ele assumiu que é gay na escola. Ridícula, mas eu vou expor ela. Tô expondo, na verdade. Achou que eu e o Kyung estivéssemos saindo, falou merda, nos deixou na merda, ‘cabou tudo pra todos e fim. Só... Só o Chen que não sofreu mesmo, apesar de ter estado na escola para futuros patos desde o período Pré-Cambriano.

Aí, com todos nós no colegial, a Irene continuava sendo a menina mimada e otária que era, dava um ódio até no Jongdae. Ela continuava nos zoando periodicamente, e foi num desses dias que o Soo surtou e berrou com a gente por causa dela. Que amizade bonita.

—Vamos deixar meu filho em paz, POR FAVOR, lindos? — Baek tinha uma mania louca de adotar absolutamente todos. Achou alguém legal? Adotou. Ficou triste por alguém? Adotou. Adota todo mundo mesmo, e segue assim, vai sempre nessa.

— Eu vou chutar a cara de vocês, filhos da puta. — Depois de ouvir a gente zoar ele por uns dez minutos, Satansoo resolveu que sabia falar. E não, não me arrependo de rir da cara dele. Mas nunca, nunquinha mesmo.

— CHUTA ENTÃO, PORRA! — Chen estava mais agressivo do que o normal, tava estranho. Nah, tava não, ilusão, coisa da minha cabeça. Quando nos juntávamos, agressividade ainda era pouco pra descrever a nossa linguagem educadamente formal.

— Vamos nos acalmar, fofos? Tão me chamando de puta? Vou pôr fogo no cabelo de vocês. — Byunzinho baixinho – baixinho, falo mesmo – riu que nem uma hiena de alguma coisa sem graça que tinha pensado. Quando percebeu que só tinha uma pessoa rindo, parou de ser retardado. — Brincadeirinha. Aquelas. AH, MEU DEUS, QUE VONTADE DE MORRER.

— Nossa, somos dois. — Soo disse enquanto retocava o lip tint. — Gente, tava pensando, Baek não ia falar com o crush gostoso dele?

— Soo! — O baixinho – vou adotar esse apelido só de raiva. Que raiva? Eu sei lá. – o repreendeu e ficou com o rosto mais vermelho que o tomate que eu comia todos os dias no almoço, mais vermelho que os batons do Kyung.

— Na real, ia mesmo. — Chen apoiou.

— Na real mesmo, ele ia nos trocar. — Só eu reclamando, que lindo, gente, meus amigos são todos contra mim.

— Cara, o que você tem contra o Rio? — Baekhyun perguntou. Nem eu sei, querido. Nem eu sei.

— Tudo.

— Vai entender esses aí, são uns loucos. — Jongdae disse. — Olha, Kyungsoo, se eu fosse você, mas só se eu fosse você e você não fosse eu, fugia comigo.

— Com você? Prefiro fugir com uma cabrita saltitante do que com essa sua cara ridícula e esse seu cabelo de feno. Ele tá tão ressecado que, daqui a pouco, vai ter uma Irene pastando nele, fazendo aquele barulho escroto com a boca, vomitando e engolindo de novo.

— Controla essa sua língua solta. — Baek disse. — Segunda vez que alguém aqui é envergonhado publicamente hoje.

— Paro quando você falar com o Rio.

— Mas eu não quero.

— Vá tomar no seu cu.

—TÁ, ENTÃO EU VOU! — Baekhyun gritou e pegou meu braço antes de me puxar pra fora da sala. Antes de sair ouvimos um “Tomar no cu?” do Soo, e quando chegamos no corredor, ele abriu um sorriso envergonhado e ficou encarando o chão como se ele fosse muito bonito e interessante, uma obra de arte fora do museu. Demorou muito pra ele olhar pra mim, mas ele tem a capacidade de ser decente quando quer. E ele foi. — Luge, me ajuda. Não sei a sala dele, vem comigo descobrir?

— Quê? Me perdi na vermelhidão do seu rosto envergonhado.

— MEU DEUS, PARA! EU SEI QUE TÔ VERMELHO, TÁ?!

— Paro não. Mas fala, que que cê queria mesmo?

— É sério! — Ele tava começando a ficar irritado, e uma das coisas que eu mais odeio é brigar com ele.

— Tá. Vamos perambular pela escola que nem uns retardados até achar a sala do seu crush!

— Não fala assim!

— Ele tem vergonha ele.

— VAMOS LOGO!

Depois disso, nós realmente perambulamos pela escola que nem retardados, comigo perguntando “Oi, você sabe a sala do Jongin?” por aí até alguém saber. Descobrimos que era a 15, e foi só descobrirmos que o jogo virou. Virou? Virou. O Baekhyun, que me puxava até então, perdeu absolutamente toda a atitude e eu tive que jogar ele no meio da sala e segurar a porta fechada até ele se conformar, coisa que causou a revolta de vários alunos que queriam entrar ali pra estudar, namorar, conversar, whatever. Aí consegui que ele ficasse parado, esperando, de cara emburrada e braços cruzados. Era muito engraçado ver ele assim, porque era fofo. E se tem uma coisa que Byun Baekhyun diz com orgulho é que não é fofo. Coitado, mal sabe.

— Vai lá, Byun, chega nele ali. — O Rio estava sentado na primeira carteira com uma blusa de alguma banda. Quando chegamos mais perto, vi que era de um “GRUPO”, como Baek e Soo insistiam em corrigir. Falavam de uns tais de “bias”, que eu imaginava como uma legião de Beatrizes e Biancas correndo atrás de mim até eles me explicarem que era o “MEMBRO” favorito desses “GRUPOS”.  Falavam e falavam por horas sobre essas coisas e músicas e vídeos e essas coisas que só esses dois entendiam. Ver que o meu amigo e a paixonite dele tinham alguma coisa em comum me deixava dividido. Baek provavelmente chegaria nele com facilidade, o que me deixava feliz. Mas se ele arranjasse alguém, nos deixaria de lado. Principalmente eu. Poxa, bff, por que cê não me nota? Mas, né, convenhamos, felicidade acima de tudo. Eu podia me mudar e trocar de escola e ter novos amigos, tranquilo. Me trocasse mesmo. Drama? Não. Ciúmes? Menos ainda. — Olha, a blusa dele é da banda que você e o D.O gostam.

Grupo. E desde quando a gente chama ele de D.O? Próxima coisa vai ser o quê? A gente chamando meu crush, seu crush, o crush do Kyungsoo e do Jongdae e formando um grupo? Sonha alto com esses apelidos chi– AH, MEU DEUS, A BLUSA DELE É DE BTS! — Sem perceber, adivinhem quem gritou? Aí o Rio olhou pra gente, e o Baek ficou vermelhão que nem um morango ambulante, que nem meu DSi de quando eu tinha oito anos.

— Oi, Sailor Sirene dois. — A número um sempre seria Oh Sehun, nosso amiguinho estrangeiro.

Quando eu percebi, o Jongin tava vindo na nossa direção e meu amigo tava sendo trouxa, secando o moleque. Claramente eu teria que falar por ele, porque só faltava um desmaio.


Notas Finais


PODEM CRITICAR A VONTADE, BRIGADINHA


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