História Entre Anjos E Demônios - Capítulo 32


Escrita por: ~

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Categorias Once Upon a Time, Os Instrumentos Mortais
Personagens Abbadon, Alexander "Alec" Lightwood, Aline Penhallow, Amatis Graymark, Anna, Asmodeus, August Wayne Booth (Pinóquio), Capitão Killian "Gancho" Jones, Céline Herondale, Church, Clary Fairchild (Clary Fray), Cora (Mills), David Nolan (Príncipe Encantado), Elsa, Emma Swan, Fa Mulan, Hodge Starkweather, Imogen Herondale, Isabelle Lightwood, Ithuriel, Jace Herondale (Jace Wayland), Jem Carstairs, Jeremiah, Jocelyn Fairchild, Jonathan Christopher Morgenstern, Jordan Kyle, Julian Blackthorn, Lady Camille Belcourt, Lilith, Lilith "Lily" Page, Luke Graymark, Magnus Bane, Maia Roberts, Malévola, Mary Margaret Blanchard (Branca de Neve), Maryse Lightwood, Max Lightwood, Mérida, Neal Cassidy (Baelfire), Peter Pan, Ragnor Fell, Rainha Seelie, Raphael Santiago, Raziel, Regina Mills (Rainha Malvada), Robert Lightwood, Robin Hood, Ruby (Chapeuzinho Vermelho), Sebastian Morgstren, Simon Lewis, Sr. Gold (Rumplestiltskin), Stephen Herondale, Tessa Gray, Valentim Morgenstern, Will Herondale, Zelena (Bruxa Má do Oeste)
Exibições 41
Palavras 3.933
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Comédia, Crossover, Drama (Tragédia), Fantasia, FemmeSlash, Ficção, Hentai, Lemon, Luta, Magia, Mistério, Misticismo, Orange, Romance e Novela, Suspense
Avisos: Adultério, Bissexualidade, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Intersexualidade (G!P), Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Spoilers, Tortura, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas da Autora


Heey, pequenos gafanhotos, como estão?

Desculpem a demora. =(

Espero que gostem do capítulo. ♥

Capítulo 32 - Only wanna be with you


Emma acordou no final da tarde e arrastou-se para fora da cama em direção a sala dando de cara com Magnus e Simon em uma espécie de treino para o mundano. Sentia-se cansada e sua cabeça doía por causa das poucas horas de sono que estava tendo ultimamente. A falta de liberdade desde que a Inquisidora chegara, a falta que sentia de sua família, de Regina, nada disso contribuía para que se sentisse melhor e agora como se fosse a cereja do bolo, Simon estaria ali com eles o tempo todo. Ela tentava vê-lo com outros olhos já que ele era amigo de Regina e aparentemente Isabelle sentia alguma simpatia pelo garoto, mas isso parecia piorar ainda mais as coisas. Magnus acenou para ela enquanto Emma caminhava até a cozinha e pegava algo para comer na geladeira enquanto Simon apenas a olhou com certo descaso. Ela acenou de volta para o feiticeiro e mostrou a língua para o mundano o fazendo revirar os olhos e voltar a encarar Magnus. Ela sentiu seu celular vibrar e sorriu em silêncio ao ver que era uma mensagem de Regina. Respondeu a mensagem e guardou o aparelho no bolso da calça novamente pegando uma fatia de pizza e um copo de refrigerante. Ela se dirigiu para a sala e sentou-se na poltrona ficando de frente para os outros dois.

— Vocês estão jogando aquele jogo de ver quem pisca primeiro? – Perguntou dando uma mordida em sua pizza em seguida.

— Vampiros precisam aprender a controlar seus poderes. – Magnus respondeu sem olha-la.

— Então acho que não vão se importar se eu for fazer outra coisa. – Ela deu um gole em seu refrigerante e se levantou.

— Desde que você não saia desse apartamento, pode fazer o que quiser. – Magnus virou-se para encara-la finalmente. — As travessuras de vocês tem custado caro demais para todos nos últimos dias, então, por favor, não tente sair daqui. A nível informativo, eu encantei o lugar para que você não tente fazer nenhuma gracinha.

— Nós não fazemos travessuras. Estamos tentando encontrar e deter meu querido pai. Não tenho culpa se esse mundano se mete sempre em confusão por ir a lugares onde nunca é convidado. – Emma o encarou irritada.

— Apenas para esclarecer alguns fatos, eu sempre sou convidado por Clary. – Simon provocou.

— Eu não estou falando com você, mundano. – Ela o encarou e então se voltou para o feiticeiro. — Já que eu estou presa aqui com vocês, espero que pelo menos os demais possam entrar.

Emma saiu da sala a passos largos e voltou para seu quarto temporário. Ela pegou seu celular e voltou a conversar com Regina e algum tempo depois ela apareceu diante da loira. Sem dizer nada Swan se levantou e a abraçou apertado afundando a cabeça em seu pescoço. Regina nunca a vira assim. Ela estava descalça e usava uma calça de moletom e uma regata preta. Os cabelos amarrados em um rabo de cavalo frouxo e as olheiras profundas denunciavam seu cansaço. Regina tocou suavemente seu rosto a fazendo olhar para si e beijou brevemente seus lábios. Sem dizer nada ela a pegou pela mão e a guiou até a cama sentando-se encostada na parede e a fazendo deitar em seu colo.

— Gina, desculpe-me, eu não consegui protege-lo. – Swan sentia as lágrimas descerem sem controle por seu rosto. — Eu falhei com você, falhei com Clary, com Izzy, com todos.

— Ei, olhe para mim. – Pediu gentilmente. — Nada disso é culpa sua. Ele está aqui. É isso que importa.

— Mas agora ele é um vampiro, algo que ele estava com medo de acabar se transformando, algo que apesar de ele sempre ter achado legal, ele não queria ser um. – Emma virou-se no colo dela a encarando. Seus olhos um tom mais claro por causa das lágrimas.

— A decisão de transforma-lo não foi sua. – Regina acariciou seu rosto fitando-a com um sorriso fraco. — E creio que se fosse com você, nenhum de seus irmãos escolheriam perdê-la. Não pode se culpar pelo que houve e nem culpar Clary.

— Izzy disse praticamente a mesma coisa. – Emma sorriu fraco. — O amor pode ser uma arma as vezes, não é?

— O amor é a arma mais poderosa de todas, seja para fazer o bem ou o mal. – Regina se inclinou e depositou um beijo na ponta do nariz de Emma.

Elas fitaram-se em silêncio por alguns instantes e então a feiticeira inclinou-se novamente capturando os lábios de Emma em um beijo terno. Swan se ajeitou nos braços dela e aos poucos sentiu seu coração se acalmar. Regina sentiu o gosto suave e salgado das lágrimas de Emma se misturando ao beijo enquanto suas mãos exploravam timidamente os braços desnudos da loira e emaranhavam-se em seu cabelo desfazendo o rabo de cavalo e aprofundando o beijo. Emma sentia como se pudesse passar o resto da sua vida em momentos assim ao lado da feiticeira e no fundo, quando esquecia das coisas que lera no diário de seu pai, era isso que ela desejava. Poder viver um amor como o de suas mães, algo duradouro, intenso, verdadeiro. Regina trazia a ela uma nova paz ao mesmo tempo em que virava seu mundo de cabeça para baixo. Ela sabia que dias tempestuosos estavam por vir, mas ali, naquele momento, perdida na deliciosa sensação de ter os lábios de Regina contra os seus, seu corpo se encaixando ao dela, Emma conseguia esquecer-se de tudo. Elas se ajeitaram na cama sem quebrar o beijo, sentindo seus corpos incendiarem-se com os toques tímidos e suaves pelos braços expostos, os beijos distribuídos pelo pescoço e clavícula, suas línguas em uma dança sincronizada a cada novo beijo. Elas rolaram em meio aos lençóis e Emma não conseguiu conter um gemido baixo quando Regina cobriu seu corpo com o dela. A morena cessou o beijo confusa ao sentir a ereção da Caçadora e seus olhos se encontraram finalmente. Nos olhos de Swan um terror crescente ao ver Regina encarando-a com um misto de confusão e algo que ela não soube identificar.

— Gina eu sinto muito, eu deveria ter lhe contado antes, mas eu fiquei com medo, eu... – Emma a tirou de cima de seu colo gentilmente e se encolhendo na cama.

 — Ems, olhe para mim. – Regina se ajeitou diante dela esticando a mão em sua direção.

Swan apoiou o rosto nos joelhos e encarou a morena com os olhos marejados. Apenas sua família sabia sobre sua condição e isso era um dos principais motivos pelos quais ela nunca se envolvia com alguém, no entanto, a confusão inicial que ela vira no rosto da feiticeira havia passado e agora ela a olhava apenas com ternura e compreensão.

— Você não está com raiva de mim ou... nojo? Eu sou uma... – Emma começou, mas o dedo de Regina sobre seus lábios a impediu de terminar a frase.

— Não ouse! – Ela aproximou-se da Caçadora tocando seu rosto gentilmente. — Eu só não compreendo porque você não me contou antes.

— Eu pensei que se eu te contasse você não iria mais querer me ver. – Emma admitiu num sussurro.

— Você acredita mesmo que um detalhe como esse é o suficiente para que eu não queira mais te ver? – Regina arqueou a sobrancelha

— Não diria que é bem um detalhe. Pelo menos não um que pequeno. – Emma se permitiu sorrir ainda que timidamente.

— Quanto a isso, o dia em que eu descobrir eu te falo o que acho. – Regina sorriu divertida e se aproximou mais da loira. — Agora se não se importa...

Ela encostou sua testa na de Emma e roçou seu nariz no dela, um sorriso discreto brincava nos lábios de ambas e Emma sentia seu coração bater ainda mais acelerado do que antes. Essa definitivamente não era a reação que ela esperava da feiticeira, as poucas vezes em que ficou com alguém mais de uma vez a reação nunca fora boa quando a pessoa descobria sobre ela, no entanto, Regina parecia não se importar com isso, apenas em estar com ela, independentemente de qualquer coisa. Emma fechou os olhos e deixou-se levar por aquele momento sentindo os lábios da feiticeira tocarem os seus suavemente enquanto suas mãos acariciavam seu rosto. Ela se deitou e trouxe Regina consigo abraçando-a forte contra si. Elas permaneceram ali noite adentro perdida em conversas, beijos e carícias. Emma sentia-se em paz ao lado da morena e em dias como esse tê-la por perto era uma das coisas que ela mais desejava. Conversaram sobre a ida de Killian ao Instituto levando o corpo de Simon, sobre a transformação dele e aos poucos Emma conseguiu falar sobre sua infância e o início de sua adolescência, contando algumas passagens engraças, algumas coisa que ela e os irmãos aprontavam, como quando foram espiar Jocelyn e Maryse na biblioteca e as viram dar seu primeiro beijo, ou de quando Jace quis mergulhar em uma piscina de macarrão em seu aniversário de seis anos, como ela e Sebastian pareciam ter uma ligação ainda maior do que a que ela possuía com Jace. Regina por sua vez contou algumas das travessuras que ela, Zelena, Ruby e Lilith faziam quando pequenas, a liberdade que sempre tiveram, seus passatempos favoritos e outras tantas experiências até que adormeceram.

 

(...)

 

Paris, tarde de sol.

Nate saiu do Portal a algumas quadras do Instituto de Paris; essa era uma das vantagens de viver com Valentim, não dependiam de portais específicos para poderem se locomover, o que facilitava em muito os seus planos. Ele aguardou sentado a sombra de uma árvore num canto isolado da praça que havia no final da rua até que avistou Matthew Verlac caminhando um pouco atrapalhado enquanto carregava suas malas. Como um felino que espreita sua presa ele observou paciente até que o garoto passou por ele. Sem que Matthew percebesse ele saltou de seu esconderijo pousando atrás dele com uma graça incomparável e logo suas mãos estavam em um agarre firme nos ombros do menino e o tirando do meio da rua. Antes que Matthew pudesse expressar qualquer reação a lâmina cortou sua garganta de um lado ao outro como se fatiasse um bolo. Nate sorriu satisfeito e guardou a adaga em sua bota. Com um aceno outros dois caçadores que estavam cobertos de símbolos para não serem vistos pelos mundanos se aproximaram deles e se encarregaram de desaparecer com o corpo do garoto enquanto Nate voltava para o meio da rua e recolhia as malas caídas. Seu cabelo estava mais curto e loiro fora substituído pelo preto. Ele pegou as malas e retomou o caminho que o garoto fazia em direção ao Instituto de Paris. Em pouco tempo ele estava parado diante da grande catedral e adentrou sem grandes problemas.

 

(...)

 

Instituto de Nova York.

Sebastian e Jace haviam voltado de uma patrulha no Brooklyn enquanto Maryse e Jocelyn lidavam com Imogen que estava cada dia mais irritada com a demora no julgamento de Emma. Isabelle estava na sala de treinamento com Merida e Clary enquanto Julian e Max se distraiam jogando videogame. O mais novo andava irritadiço desde que Emma passou a ficar no apartamento de Magnus e todos os dias pedia a alguém para leva-lo até lá para que pudesse vê-la, mas sempre recebia um não como resposta.

— Sebastiaaaan! – Max se jogou no colo dele assim que o garoto entrou no quarto em que ele estava com Julian. — Por favor, eu quero ver a Emma.

— Você sabe que não pode. – Sebastian fechou a porta e sentou-se com ele na almofada no chão.

— Mas vocês vivem encontrando com ela. – Ele cruzou os braços diante do peito e fez um bico adorável. — Só porque sou criança eu não posso. Vocês vivem quebrando as regras para vê-la e eu nunca posso. Ontem a noite ela esteve aqui e nem veio me ver.

Sebastian sentiu-se derrotado pelas palavras do pequeno e após considerar por alguns segundos ele se levantou e colocou Max no chão.
— Apronte-se, mas sem chamar a atenção. Eu vou leva-lo para visita-la, mas ninguém pode saber. Julian, você pode guardar esse segredo para mim?

O menino acenou e em seguida Sebastian saiu com Max em direção ao seu quarto. Lá ele pediu ao garoto que esperasse enquanto ele trocava de roupa e então poderiam ir. Quando saiu do banho ele viu que havia uma mensagem de Emma em seu celular pedindo para que levasse uma de suas guitarras para a casa do feiticeiro para que ela pudesse se distrair quando Regina não estivesse lá. Eles saíram do quarto em silêncio e seguiram para o de Emma onde havia uma Ibanez preta com detalhes dourados apoiada em um suporte e debaixo da cama estava o hard case. Sebastian a guardou com cuidado e saiu com Max em direção ao apartamento de Magnus.

Após o treino Isabelle enviou uma mensagem para Lilith e em seguida foi para seu quarto tomar um banho e trocar de roupa para encontrar a garota mais tarde. Sebastian havia enviado uma mensagem para ela contando que levara Max para ver a irmã e pediu que ela o acobertasse. Ela respondeu a ele dizendo para encontrá-la na casa de Lucian depois que saíssem do apartamento de Magnus e assim os três voltariam juntos para casa e se alguém perguntasse eles haviam ido levar Max para se distrair um pouco.

Lilith a estava esperando no jardim e sorriu ao vê-la se aproximar. Isabelle a abraçou apertado e afundou a cabeça em seu peito deixando que a outra acariciasse seu cabelo enquanto ela permanecia em silêncio. Ela não sabia nomear o que havia entre ela e a feiticeira e nem como isso tinha acontecido exatamente, mas Lily fazia bem a ela. Desde que estivera na Corte das Fadas e aquilo acontecera seus pensamentos andavam divididos entre sua Parabatai e a feiticeira. Tudo que veio depois a deixou ainda mais confusa e a mensagem de Lilith para encontra-la foi uma pequena luz nos dias escuros em que ela parecia estar caindo mais e mais.

— Hey, vamos entrar? – A feiticeira acariciou suas costas e sorriu quando a outra assentiu contra seu colo.

Ela entrelaçou seus dedos aos de Izzy e seguiram para o quarto de Lily. Zelena havia saído com Ruby e seus pais estavam em uma reunião na casa dos Mills o que deixava a casa apenas para elas. A morena fechou a porta do quarto e guiou a caçadora até sua cama sentando-se ao lado dela em silêncio.

— Lily, desculpe-me por ter sumido depois da festa do Magnus, mas tudo virou uma loucura desde então. – Isabelle brincava com os dedos da outra em meio aos seus.

— Iz, – Ela tocou gentilmente a face da garota a fazendo olhar para si. — Está tudo bem, você não me deve explicação, além do mais, Zelena nos contou o que houve.

— Não foi muito legal da minha parte simplesmente sumir depois do que aconteceu entre nós na casa do Magnus. – Isabelle corou, mas manteve seu olhar no da garota. — Você poderia pensar que eu não gostei ou que estava apenas te usando e isso não é verdade.

— Não pensaria que você estava me usando, mas confesso que a primeira opção passou pela minha cabeça algumas vezes, sim. – Lilith esboçou um sorriso de canto e brincava nervosamente com os dedos da outra.

— Não! – Isabelle se apressou em responder. — Não foi isso é só que... é complicado. Olha, eu ainda não estou pronta para falar sobre isso, mas talvez, se você quiser, nós possamos continuar de onde paramos e ver o que pode acontecer...

Lilith não esperou que a morena terminasse a frase e capturou seus lábios em um beijo que mesclava saudade e desejo. A primeira vez que elas ficaram havia sido algo inesperado e maravilhoso, Isabelle se abriu com ela de um jeito que ela duvidava que fizesse com alguém além de Emma e ela se sentiu especial por isso, mas então ela simplesmente desapareceu e Lilith não sabia mais o que pensar. Depois de descobrir o que ocorrera com Simon e com Emma ela resolveu que era hora de fazer algo e por isso a chamou para ir a sua casa. Lily sentia seu coração bater acelerado e seu corpo se incendiar a cada toque que Isabelle dava, ela sentia como se houvessem borboletas em seu estômago e isso a deixava assustada pois ela não sabia como as coisas poderiam acabar entre elas. Isabelle sentira saudade de Lily, claro que sentira, mas ela simplesmente não sabia o que fazer pois nunca se sentira assim antes. O que ela sentia na companhia da garota era diferente de como se sentia ao lado de Emma e mais diferente ainda de como se sentia perto de Simon. Não era apenas desejo, havia algo mais que ela não sabia identificar. Ela apertou os olhos com mais intensidade e deitou-se puxando Lilith consigo na intenção de afastar esses pensamentos e sensações. Em pouco tempo as roupas de ambas estavam espalhadas pelo chão do quarto e o que acontecera na casa de Magnus se repetia de forma ainda mais incrível.

 

(...)

 

Jocelyn estava deitada de bruços na espaçosa cama de casal quando sentiu o corpo de Maryse contra o seu e beijos castos sendo distribuídos por seus ombros. Ela se permitiu sorrir e virou-se para encontrar os olhos de sua amada a encarando preocupada. Tudo que acontecera nas últimas semanas simplesmente virara suas vidas de cabeça para baixo e elas temiam pelo que ainda estava por vir e por isso tentavam aproveitar ao máximo cada momento de calma que estavam tendo.

— Teve notícias de Simon? – Maryse perguntou passando a ponta dos dedos pela face da outra.

— Alec disse que Magnus o ajudará a entender como as coisas vão funcionar para ele daqui para frente. – Jocelyn suspirou cansada. — Sobre Isabelle... acha que devemos conversar com ela?

— Eu não sei, talvez devêssemos deixa-la vir até nós.

— Ela e Alec. Você acha que isso aconteceu porque sempre conviveram ou poderia ter acontecido mesmo que morássemos em Idris e eles convivessem com outros caçadores? – Jocelyn ajeitou-se na cama e trouxe a companheira para seus braços.

— Eu não tenho ideia. Digo, Isabelle sempre esteve por aí com Emma e as duas sempre aprontaram bastante juntas, ela sempre foi mais descontraída e sempre ouvimos algumas de suas histórias sobre se envolver com seres do submundo até com um mundano ou outro... eu me sinto terrível por nunca ter notado que meus filhos, nossos filhos – Ela se corrigiu antes que Jocelyn pudesse pensar em dizer algo. — Que eles estivessem presos a sentimentos com os quais não sabiam lidar.

— Não é sua culpa. Você também não percebeu que eu era apaixonada por você até o dia em que te beijei. – Jocelyn sorriu divertida. — Eu notei alguns sinais mais fortes nos últimos meses, mas acho que queria tanto me convencer de que era coisa da minha cabeça que acabei não dando a atenção que eles mereciam e agora eu não sei como chegar a eles.

— Talvez o melhor seja deixar que eles se resolvam. Alec pensa que não sabemos de seu envolvimento com Magnus e por hora vamos deixar que ele pense assim. Sei que ele ainda está confuso com seus sentimentos, mas conhecemos aquele feiticeiro o suficiente para saber que ele pode ajudar muito nosso menino e sabemos também que quando ele se apaixona ele se entrega como ninguém. – Maryse apoiou-se sobre os cotovelos para encarar sua companheira. — Quando a Isabelle... ainda não sei exatamente o que pensar.

— Se você achar que vai ser bom, eu posso ir falar com ela. Talvez ela se sinta como o Alec e esteja apenas confusa, mas se não for isso...

— Vamos esperar mais um pouco. – Maryse beijou brevemente os lábios da ruiva e virou-se em seus braços ajeitando-se ao seu lado. — Max me preocupa também, ele sente falta de Emma. Os meninos estão se esforçando para o distraírem, mas não estão obtendo muito sucesso.

— Emma e Sebastian sempre fizeram todas as vontades dele. – Jocelyn riu enquanto várias imagens das bagunças dos três passavam em sua mente como em um filme. — Eles têm verdadeira adoração por ele. Espero que consigamos trazer nossa menina para casa em breve. Imogen vai acabar vendo que isso tudo é um disparate sem necessidade.

— Eu estava pensando... – Maryse virou-se para ela novamente a encarando séria. — Talvez fosse melhor nos mudarmos para Idris.

— Não que eu ache ruim, mas porque agora? – Jocelyn acariciou o rosto da morena suavemente.

— Lá é mais seguro. Poderemos ter mais tranquilidade com nossos filhos andando para lá e para cá. Ao menos em relação aos demônios.

— Talvez, mas primeiro devemos resolver essa questão com Valentim e então poderemos conversar com nossos filhos sobre isso e ver o que eles acham. – Jocelyn sorriu e então capturou os lábios de sua amada em um beijo carinhoso e intenso.

 

(...)

 

Sebastian colocou Max sentado em suas costas e carregou a guitarra de Emma em uma das mãos pela calçada até chegarem a porta do loft onde Magnus morava. Ao chegarem a porta do feiticeiro ele colocou o garoto no chão e quando a porta foi aberta ele simplesmente disparou para dentro do apartamento se jogando no colo da loira que estava sentada no sofá com Regina ao seu lado. Sebastian cumprimentou Magnus e adentrou em seguida. Ele esperou até que Max finalmente soltasse sua irmã para finalmente cumprimenta-la e entregar-lhe sua guitarra.

— Certa vez eu aprendi a tocar um charango. – Magnus disse para ninguém especificamente. — Foi uma experiência e tanto.

— Ah, sim, já ouvi Maleficent falar sobre isso. – Regina riu lançando um olhar divertido para o amigo. — Pena que ela não concorda com a sua versão da história.

— Oras, ela só ficou enciumada porque o jovem Imasu ficou caidinho por mim e não por ela. – Ele deu de ombros e caminhou em direção a cozinha.

— Parece que os feiticeiros têm histórias bem interessantes para compartilharem conosco. – Sebastian brincou balançando as sobrancelhas enquanto olhava para Regina.

— Na verdade, eu não tenho muitas, mas com certeza Magnus, Maleficent e minha irmã tem. – Ela respondeu enquanto sentava-se ao lado de Emma e pegava Max no colo.

Sebastian sentou-se na poltrona diante delas e ficou observando as duas brincando com o pequeno. O riso dele preenchia o apartamento e aquecia o coração de todos ali, ele era de fato a alegria daqueles irmãos em meio a tantos problemas. Emma fazia cócegas em sua barriga e o segurava de cabeça para baixo causando em Regina olhares apavorados e em Max gargalhadas cada vez mais altas. Eles assistiram um desenho, Emma tentou ensina-lo alguns acordes em sua guitarra, fizeram brigadeiro de panela e passaram boa parte da tarde correndo para um lado e para o outro pelo apartamento do feiticeiro. Era difícil saber qual deles era mais criança. Ao final da tarde Isabelle enviou uma mensagem para Sebastian dizendo para encontra-la no meio caminho e assim poderiam voltar para casa juntos. Eles se despediram de todos e mais uma vez o caçador colocou o garoto em seus ombros e saiu caminhando pela cidade em direção ao ponto de encontro que Isabelle indicara.

— Eu acho que seria interessante você usar uma cacharrel para esconder isso aí. – Sebastian provocou assim que encontrou com a irmã.

— Não me enche. – Ela deu um tapa em seu ombro e se olhou para cima encontrando o sorrido de Max quase rasgando-lhe a face. — Como foi com Emma?

— Foi ótimo! – O garoto sorriu ainda mais. — Nós assistimos um desenho, ela me ensinou a tocar guitarra e ficamos brincando a tarde toda.

Isabelle sorriu largamente diante de tal comentário e os três seguiram para o Instituto. Ao chegarem lá ela foi direto para o seu quarto onde passou parte da noite trocando mensagens com Lilith até que adormeceu com o celular em seu peito.


Notas Finais


E então?

Gostaram?
O que acham que vem pela frente?

Nos vemos em breve. =)


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