História Entre Demônios e Feiticeiras - Capítulo 11


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Categorias Originais
Tags Demônio, Feitiçeira, Sexo
Visualizações 8
Palavras 2.036
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: FemmeSlash, Hentai, Orange, Yuri
Avisos: Adultério, Bissexualidade, Estupro, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Intersexualidade (G!P), Linguagem Imprópria, Nudez, Sadomasoquismo, Sexo, Tortura, Transsexualidade, Violência
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Notas do Autor


Agradeço aos poucos que tem feito algum comentário e aos que favoritam a fanfic.

Mais um capítulo leve.

Capítulo 11 - De volta ao antigo lar


Fanfic / Fanfiction Entre Demônios e Feiticeiras - Capítulo 11 - De volta ao antigo lar

Ayra caminhava pelas ruas mais vazias de Nova York, soluçando baixo, enxugando as lágrimas devido a dor que sentia ao deixá-lo: finalmente admitia a si mesma que a paixão por Thyfon consumiu todo o seu ser. Encontrou um beco escuro, escondendo-se de qualquer visão humana. Fechou os olhos, cruzando os próprios braços sobre o peito . Uma luz branca e reluzente tomava o próprio corpo e uma explosão de luz a fez desaparecer daquele lugar.

 

Naquele início de noite, Thyfon havia retornado do escritório, passando rapidamente pela boate, já havia quase duas horas. Percebera que o dia foi monótono, com nuances de desinteresse e algo que parecia fazer fugir da realidade.

Não foi diferente em casa: embora aquele recinto nunca estivera em total silêncio, e normalmente com muitos convidados e convidadas, mesmo assim, ele não conseguia se concentrar muito tempo no que via ali. Mas era o tipo de ambiente que ele provocara, que promovera, que gosta: haviam três lindas garotas transando no tapete da sala, um sátiro copulava com outra garota e um rapaz no sofá principal e as duas ninfas se divertiam com uma travesti.

Mesmo quando uma das garotas o acariciava, ele simplesmente não tinha concentração, andando pelo ambiente sem prestar atenção em nada. Percebera que algumas visões pareciam surgir em lampejos, como se fossem em outro lugar, de outra pessoa, e, paralelamente, uma angústia podia ser sentida. Para o demônio isso era terrível: estava distante do que gostava e sentindo coisas que jamais tinha sentido.

 

Ayra finalmente sentia os pés na grama macia e cálida. Olhou as próprias vestes delicadamente sensuais: um bustiê verde escuro, decotado, moldando bem os seios fartos e belos,  com mangas compridas e transparentes. A barriga negativa era exposta e a saia longa e levemente transparente ajustava-se às curvas e pernas torneadas, sendo vistas por duas longas fendas que iniciavam do início das coxas e iam aos pés descalços.

Ao caminhar, avistou a aldeia: um conjunto de cabanas de madeira escura. As portas e janelas eram de formato quadrangular e os telhados avermelhados triangulares e pontudos. Cada cabana, era cercada por belas flores de cores  e formatos diferenciados .

Como ela sentia falta do ambiente cálido e reconfortante, como um refúgio particular.

Mas, algo lhe chamou atenção: Algumas de suas irmãs trocando beijos e carinhos com seus companheiros.- “Eram demônios?” -  Ela se perguntou surpresa, percebendo o padrão de energia similar ao de Thyfon. Quando as outras sentiram a presença poderosa da feiticeira, ela sorriu saudosa, com lágrimas nos olhos.

 

- Ayra! - Uma feiticeira tão linda quanto a ruiva a abraçou forte e calorosa. Era pouco mais alta que ela, longos cabelos loiros e sedosos, uma franjinha acima dos olhos verde água. Vestia o mesmo uniforme de feiticeira, apenas diferenciava a cor, azul royal. - Você fez muita falta em nossa tribo. Por onde esteve em tanto tempo ausente?

- Precisei cumprir tarefas pendentes entre os humanos. Isso aperfeiçoou um pouco minha magia. Mas… Eu estou notando que algumas de nós se casou, estou certa, Rhiannon?

 

A loira corou na mesma hora, ouvindo as risadas de Ayra.

 

- Bem, sim. Como pode sentir na energia deles, imagino que já saiba que são demônios. Não posso mentir pra você. Não se preocupe, eles são nossos protetores agora.

- Entendo. - Ayra por um momento baixou o olhar, lembrando-se de Thyfon, o que foi notado por Rhiannon na mesma hora.

- Aconteceu alguma coisa? Conheço essa carinha triste… Venha, você precisa descansar. - A loira conduzia a amiga até uma das cabanas. Ayra cumprimentou cada irmã , abraçando-as e era apresentada pelos demônios residentes.

- É, preciso mesmo relaxar. Não foi fácil a minha vida no mundo real. - Ayra olhava cada feiticeira abraçada a seus demônios, percebendo o quanto eram atenciosos com cada uma. Sorriu com discrição, desejando estar com Thyfon.

 

Todos eram bem altos. O mais forte, Nalabh, era calvo, com uma pequena barbicha, olhos verdes, sobrancelhas grossas, nariz  afilado, pele ligeiramente morena, pelos abundantes no peito, braços e pernas (de acentuado volume muscular), ombros robustos, vestindo apenas uma calça jeans. Azi-Thur é o que exibia menos força física tinha traços orientais, olhos negros, cabelo também pretos, lisos e trabalhados em uma longa trança descendo pelas costas, orelha ligeiramente pontuda e narinas mais grossas que a proporção do rosto pedia, de braços e pernas fortes, mas aparentando mais agilidade do que força bruta, trajando um quimono escuro, como sapatilhas negras. Havia um ruivo, Technok: cabelos aparados, pele muito clara, sardas e um pouco de pelo no corpo, de peito e costa largos, feições finas, com vestimentas que lembrava vikings. Andrakar é negro, cabelos rastafari, lábios grossos, nariz achatado, olhos negros, dentes muito brancos e grandes, corpo sem pelos, sendo poucos centímetros mais baixo que os demais, trajando uma calça branca, com uma faixa negra e chinelos de couro.

 

- Então Ayra, nos conte como foi sua passagem no mundo dos humanos? - Freya , uma belíssima feiticeira de longos cabelos negros, ondulados, olhos dourados e expressivos. Estava abraçada ao demônio calvo e o mais forte dentre eles.

- Foi difícil me adaptar e me esconder perante os humanos da Terra. Mas, recebi suporte e ajuda de um dos demônios, jamais imaginaria que encontraria um por lá. Thyfon era seu nome. - Suspirou longa e saudosa, com um leve sorriso triste. - Ele era é demônio incrível, embora eu nunca pensei em me relacionaria com um. - Riu. - Muito belo, forte , sedutor. O que é bem característico de todos vocês. Mas precisei voltar. Talvez, um dia, eu o encontre novamente.

 

Houve um riso geral dos demais demônios. O que estava com Freya falou:

 

- Faz quase três séculos que não vejo Thyfon. Não sabia se ele tinha voltado para o inferno ou onde estava.

- Thyfon? De volta? Lembro, Nalabh: ele foi o primeiro a sair. - Falou o ruivo.

- Quem é ele, meninos? - Kiara perguntava curiosa, recebendo carinhos nas coxas pelo demônio ruivo. Era baixinha, pele branca como a neve, longos cabelos castanhos claros e olhos cor de mel.

 

O negro olha para os outros, impondo certo ar de respeito.

 

- Quando Semjaza falou de seus desejos, quando os dezoitos acompanharam seguidos dos cento e oitenta anjos, em conjunto com todos os que caíram, Thyfon estava lá. Andara pela terra, mesmo após descer aos infernos: os humanos faziam rituais que permitia que ele viesse até eles. Quase sempre que colocavam a  culpa em Lúcifer, era Thyfon que tinha aparecido, sobretudo em ritos que favoreciam seu círculo: a luxúria. Logo se tornou poderoso.

- E o que aconteceu, depois? Não conheço ainda a história de vida dele. Embora, vejo-o como um ser muito poderoso e temido perante a todos. Ele uma vez salvou minha vida, me afastando de todos que tentavam me exterminar. E isto jamais esquecerei da atitude nobre, além de cuidar do meu bem-estar. - Ayra olhou para cada demônio com suas feiticeiras - Porém, eu não sei se me acostumaria a viver ao lado dele.

- Thyfon era insubmisso: abandonando os planos do criador e dos que, assim como ele, o fizeram também. - Continuou Technok. - Mas como ele canalizava muitas almas perdidas estando na Terra, não houve tentativa de o trazer aos infernos quando ele não voltou mais, um milênio antes de inventarem a escrita.

- Entre os séculos XIV e início do século XVIII, encontrei Thyfon várias vezes. Ele continuava divertido, envolto sempre em festas e luxúria, luxo e prazeres. Era muito bom estar com ele. - Falou Nalabh, enquanto beijava fervorosamente a feiticeira ao seu lado.

- Nalabh, temos uma convidada, acalme-se e finja que somos cavalheiros. Ainda sobre Thyfon: eu só o via se revoltar quando os humanos, para diminuírem sua culpa, colocavam a culpa em demônios por seus atos. - Assim que Andrakar citou isso, os outros três demônios gargalharam.

 

Ayra não entendia o motivo das gargalhadas, preferia não perguntar a respeito. As feiticeiras percebiam o olhar triste e perdido da ruiva.

 

- Sente falta dele, não é? - Rhiannon a olhava com um sorriso leve e um olhar acolhedor.

- Sim, apesar de ter seus desejos insanos por sexo. Ele me protegia, era carinhoso e muito atencioso comigo. Thyfon é um deus na cama. Uau! Só de lembrar, eu perco o ar agora! - Ayra ouvia altas gargalhadas masculinas e femininas, admirando o romantismo erótico descrito pela ruiva.

- E como ele é na cama, Ayra? - Kiara perguntava com um sorriso malicioso.

- Se conheço bem, exagerado em tudo! Nós gostamos de sexo, muito, mas Thyfon… Ele é sexo. - Falou Andrakar enquanto puxava Rubi, uma belíssima mulher de pele negra, olhos verdes escuros e cabelos cacheados bem avantajados para sentar em seu colo e olhava para Ayra. - Mudou?

 

Ayra corou ao lembrar de cada cena vivida. Olhou para o demônio, engolindo a seco envergonhada.

 

- Bem. Ele é bem viril e safado na cama. Mas ele buscou ser carinhoso comigo, não sei o porquê.  Isso responde sua pergunta?

- Então Thyfon mudou, é muito! - Falou Azi-Thur. - Ele não interrompia suas práticas sexuais: trepava sem parar se quisesse, por dias. Não conheço humana que conseguia aguentar o pau dele sem ele o diminuir, por magia. - Olhou para Andrakar e começou a rir bastante alto.

- Ele inicialmente tentava me seduzir, envolver. Mas eu o desprezava de forma natural. O que, de fato, o espantou. Eu o quis por minha vontade. E Thyfon me questionava intrigado e, ao mesmo tempo, senti um desejo enorme vindo dele. Como se ele me quisesse com ele todo o tempo.

- Como assim “o desprezava”? - Indagou Nalabh de olhos arregalados. - Thyfon quer, Thyfon tem. É simples. - Nalabh abraça sua companheira Freya, beijando a orelha e, sem tirar os olhos de Ayra, colando seu quadril ao dela, fala baixo ao pé do ouvido. - Sua amiga é muito gostosa…

- Foi diferente comigo. Thyfon me desejava de fato, porém, quando eu o vi pela primeira vez, não me impressionou em nada. Thyfon facilmente despertava o tesão nas outras mulheres apenas por seu sorriso, beleza e a maneira que ele seduz. Para mim, a primeira impressão que tive era que ele não passava de um playboy e sedutor barato.  - Ayra estranhava a forma como os demônios gargalhavam enquanto ela relembrava o primeiro contato com o demônio. - O que acham tão engraçado? Thyfon ficou impressionado, notei isso nele. E por causa disso, ele não desistia de tentar me impressionar.

- E depois? O que achou dele? - Falou Azi-Thur.

- Eu o desprezava. Porém, em uma noite, eu fui atacada por espectros. - Andrakar olhou-a com atenção. - Eu quase fui morta: sozinha eu não pude dar conta. Então, Thyfon, por sua intriga em tentar entender os motivos do meu desprezo por ele, me observava: não sei exatamente como, mas eu sentia fracamente a energia dele. E quando os espectros atacaram meu apartamento, Thyfon se ofereceu para tentar me ajudar. Ele conseguiu parar os ataques dos espectros, impondo uma autoridade, parece. Não sei como ele fez para que fossem interrompidos os ataques. Eu estava muito ferida e, mesmo em confusão, percebi que os espectros recuavam e o olhavam com respeito ou medo... Não me recordo bem.

- E o que seria esse poder, Nalabh? - Freya indagou curiosa - Eu me recordo quando você me salvou, enquanto estive em Paris. Foi quando nos conhecemos, lembra? - Olhava nos olhos do companheiro, apaixonada. Deslizava a mão direita sobre o rosto do demônio.

- Não poderia deixar de lembrar! - Fala com Freya. - Ainda tem marcas de batalha pelo corpo, ruiva? - Ele indaga a Ayra e complementa só para Freya ouvir, enquanto desliza a mão pela bela coxa da morena de cabelos ondulados. - Queria ver o lindo corpo dela. Vocês são muito amigas? - Em seguida, fala para todos ouvirem. - Espectros são serviçais da última ordem, lidando com energias muito baixas, quase matéria. Sabem que devem obediência a nós, de círculos infernais superiores.

- Nós somos como irmãs, nunca escondemos uma da outra nada. Ayra é uma belíssima feiticeira - Sussurrava de volta ao companheiro, antes de ouvir Ayra continuar.


Notas Finais


Até a próxima quinta, devo lança + um capítulo.


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