História Entre demônios e Feiticeiras - Capítulo 2


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Categorias Originais
Tags Demônio, Feitiçeira, Sexo
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Palavras 6.566
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: FemmeSlash, Hentai, Orange, Yuri
Avisos: Adultério, Bissexualidade, Estupro, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Intersexualidade (G!P), Linguagem Imprópria, Nudez, Sadomasoquismo, Sexo, Tortura, Transsexualidade, Violência
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Notas do Autor


Contém cenas de sexo.

Capítulo 2 - Ataque dos Espectros


Aquela situação permanecia insolúvel em sua mente, mas, se ele tem algo a favor, é tempo. Mais cedo ou tarde o mistério se defaria e tudo faria sentido. O fato dela resistir a ele estava parcialmente explicado, uma vez que ela era uma maga, ou feiticeira, ou bruxa. Não acreditava se tratar de um ser sobrenatural, no máximo uma híbrida, mas considerava isso uma chance mínima.

Sua mente trabalhava em busca de encaixar as peças do quebra-cabeça, enquanto seus olhos percorriam as páginas dos livros. Ficou nisso por quase quatro horas, antes de perceber que o sol nasceria em breve. Satisfeito com o pouco que encontrou até ali, voltou ao seu quarto, fechou as cortinas e deitou entre as garotas.

O dia amanhecera com os primeiros raios de sol invadindo o quarto de Ayra. A mulher lentamente abria os olhos , espreguiçou-se na cama e lembrou-se de Thyfon a observando pela porta. Ficou longos minutos olhando para mesma, perguntando-se os motivos da perseguição de ontem. Não saberia tão cedo. Olhou para o relógio e viu que faltava apenas uma hora e meia antes de ir para a empresa Suratrat [ Acho que era esse o nome ?] . Fizera sua higiene matinal e vestiu um top preto justo e calça legging da mesma cor. Atravessou o longo corredor e dirigiu-se à varanda, onde havia uma escada de acesso à academia pessoal.

Programou suas séries em um terminal inteligente que integrava todos os equipamentos de musculação de sua sala e, em seguida, iniciou as sequências de alongamento muscular e aquecimento. Durante a malhação pesada, recordou-se da noite anterior, perguntando-se qual motivo daquele homem persegui-la. Os tais pensamentos no homem aparentemente bonito e sedutor, levaram-na a sentir raiva da arrogância e ousadia dele, distraindo-a a ponto de não perceber que havia passado do horário que se impuzera.   

Olhou para o relógio eletrônico na parede e viu que já estava atrasada há dez minutos. Saíra rapidamente da academia e retornou apressada para o quarto.  Despiu suas roupas e tomou um banho rápido, vestiu uma lingerie branca e, após, uma blusa branca e justa, com decote em “v” que lhe moldavam os seios médios volumosos, acompanhados por um blazer preto e uma calça social da mesma cor, desenhando as nádegas sensual e delicadamente. Colocou nos pés um scarpin preto com salto fino. Prendeu os longos cabelos ruivos em um rabo de cavalo alto e apanhou os óculos de grau mínimo, apenas para leitura, guardando-o em uma caixa pequena, colocando-a dentro da bolsa. Fez uma maquiagem leve e rápida, aplicando gloss rosado nos lábios e um rímel preto levantando os cílios. Pegara as chaves do carro e a mini bolsa preta, fechando as portas rapidamente do apartamento. Desceu pelo elevador e buscou o carro na garagem subterrânea. Adentrou no carro e saiu em disparada: ela odiava o fato de se atrasar e, naquele instante, teria o encontro com o dono da empresa na qual presidia.

Após, finalmente, chegar ao local, deixou o carro no estacionamento da empresa e caminhou rapidamente. Dera “bom dia” sutilmentea quem cruzasse com ela e rumou para o corredor onde haviam elevadores disponíveis. Adentrou em um deles acionando o botão da cobertura.

 

"Vamos… Vamos… Odeio me atrasar! - Ayra dizia a si mesma desesperada dentro do elevador."

 

Quando o mesmo dera um sinal de chegada ao topo, saíra rapidamente, seguindo o próximo corredor em direção a sala de reuniões. Abriu-a devagar, com cuidado, e pode perceber que todos a esperavam: a sala estava repleta de homens e com poucas mulheres: “Não pode ser: Sr Dunkle?”. - A surpresa lhe veio aos olhos e mente.

 

- Desculpem o atraso. O trânsito está um horror! Peço perdão por ter feito os senhores esperarem por mim. - Ayra imediatamente dirigiu-se para a única cadeira vaga, bem próxima a Thyfon.

- Ah, presumo que seja a senhorita Ayra Kalya, ou seria senhora? - Dunkle pergunta, a olhando com um sorriso ligeiramente malicioso. - Nosso trânsito está cada vez pior, claro. Está desculpada, ao menos de minha parte!

- Senhorita. - O olhou levemente séria - Creio que o senhor seja o empresário proprietário desta filial. Encantada. - Ela estendeu a mão, mantendo a calma, mesmo com a vontade de socar a face cínica do homem.

- Sim, esta empresa é uma das que possuo o controle acionário. - Ela fala ao estender a mão, apanhar a dela e, lentamente, a beijar o dorso. - Sente-se, por favor. Suponho que esteja a par do contrato.

 

Thyfon leva a cadeira de forma a auxiliá-la a se sentar. Todavia, ele permance de pé, indo por trás do assento que ocupava, reclinando ligeiramente e apoiando os braços cruzados sobre o encosto.

“Droga, por que ninguém me avisou que o dono deste lugar é justamente esse idiota? Terei que controlar meus nervos antes que eu enlouqueça dentro desta sala!” - Pensou enquanto observava o gesto cortês e cavalheiro e a forma como a tratava. Em respeito a todos presentes, seguiu as breves instruções dadas pelo empresário, sentando-se na cadeira devagar e mantendo o semblante sério e calmo, como uma profissional adequada deve ser.

- Bem, então vamos ao que interessa. Do que se trata este contrato? Poderia me esclarecer, por favor? - Os outros presentes percebiam que Ayra era uma mulher direta, não gostava de meias palavras ou assuntos que não  fossem importantes, muito menos a demora de chegar ao ponto do assunto principal.

- Talvez seja esse o motivo, então, de me parecer surpresa ao entrar aqui na sala. - A citação é de puro cinismo. - Perdoe meus associados, eles já deveriam ter feito o elementar, informando-a da natureza e detalhes do contrato. Sou um homem ocupado e não poderei me alongar nesta reunião, mas... Tratando-se do que aqui está em jogo, oferecemos uma oportunidade de negócio incomparável a essa empresa. Desenvolvemos computação quântica e precisamos de desenvolvedores de software para nosso hardware. Espero que a interesse.

- Ah sim, eu entendo que o senhor é bastante ocupado. Deve ter trabalhado bastante ontem à noite, treinando esse discurso “oralmente”. - Ela respondeu com um leve deboche nas palavras.

- Ah, digamos que sou o demônio quando vejo algo que me interessa. - Ele abre largo sorriso. - Sabe do potencial da computação quântica? Está familiarizada com o assunto? - Um dos presentes coloca uma pasta a frente, com dupla divisão. Uma  parte continha explicações sobre o negócio em si, enquanto a outra tinha uma cópia do contrato.

- Ainda não. Apenas recebi a carta de convocação nesta semana, vou precisar ler o contrato antes de assiná-lo. Preciso tomar o conhecimento dos objetivos e o como fazer a empresa de beneficiar ao máximo. - Apanhou delicadamente a cópia e a original, pegando os óculos de aro preto e levemente redondos, encaixando devagar sobre o rosto, a deixando mais elegante e levemente sensual.

- Philip e Lia, saiam da sala, por favor. Aliás, da empresa: vocês estão despedidos. Ela já deveria ter tais informações. - A determinação foi dada sem qualquer nuance de emoção. - Bill, assuma a função deles. Explica que à Srt Ayra o que for necessário e só me chame aqui quando tudo estiver explicitamente esclarecido.

- Ah, Sr Dunkle, eu poderia dar algumas considerações finais e tirar algumas dúvidas neste contrato, agora mesmo? Se não for incômodo, a sós.  - O olhou nos olhos séria, ainda com o semblante calmo, para não assustar os outros presentes na sala de reuniões, notando, mais uma vez, um sorriso estampar a face de Thyfon.

- Philip e Lia. - falou para o casal que acabara de reunir suas coisas e se dirigir para a porta de saída. - Vocês estão readmitidos, mas no departamento de transporte. - falou com a mesma frieza que os demitiu.- Bill, fique na sala ao lado para resolver aquilo que não terei tempo de fazer. Saiam todos!

 

Assim que os funcionários da empresa se dirigiam para fora da sala, Ayra caminhou até a imensa janela, procurando as palavras certas para contra-atacá-lo devido a imensa raiva que estava sentindo. Ela percebeu ele respirar fundo nesse momento. Virou-se rapidamente, olhando-o com um semblante muito irritado, cerrando os olhos levemente, em seguida o fuzilando-o, desejando socar aquele rosto cínico.

 

- Quem você pensa que é para simplesmente “demitir” dois funcionários com uma carga de trabalho enorme? Os coitados não tiveram tempo de me passarem uma informação sobre este contrato. E, depois, muda-os de departamento sem a minha autorização... Dane-se se o senhor é o dono deste lugar: a presidente deste estabelecimento sou eu! Eu que mando nessa merda! E eu que decido quem deve sair e quem deve entrar, seja na empresa ou em qualquer departamento! - Ela dizia com todo o ódio que sentia por aquele homem.

- Ah… Quanta emoção! Raiva, irritação, frustração... Paixão? - ele se desloca até um pequeno balcão com água e frutas, pegando uma maçã madura e a mordendo. - Ódio! Acertei, sou bom nisso: é mais doce que essa maçã. - Aplica outra mordida. - Eu poderia perder tempo aqui, explicando quem eu sou e porque faço o que faço. Mas eu diria que fiz porque quis. São incompetentes na função que exercem, diminuindo a eficiência da empresa, mas são de confiança. Realoquei-os para que cresçam e possam maximizar o rendimento deles. Mas, vamos falar do seu ódio: isso é arrependimento por não ter ido para cama comigo ontem? Ainda há tempo… Acho… Vou consultar a agenda da semana!

 

Ayra trincava os dentes, a boca franzida demonstrava o quanto ela sentia vontade de respondê-lo com um tapa no rosto belo, atraente e cínico. Ela controlou-se, pois poderia ser demitida também e seu próprio cargo dependia dela mesma, afinal, era seu único meio de manter sua sobrevivência. Mas ela não permitiria ser manipulada nunca por aquele homem.

 

- Guarde seu cinismo para você. Se eu estou com raiva, ódio, irritação ou frustração, isso não é da sua conta! Não vou permitir que controle o organograma que eu construí nesta empresa. Foda-se se o senhor mudou os dois funcionários para a administração! Eu os colocarei de volta para ser meus informantes oficiais novamente. E não será você que irá se opor a minha decisão! - Ela se aproximou diante dele, mesmo tendo a altura mais baixa que a dele, o enfrentou apontando forte sobre o ombro do empresário, fixando os olhos azuis nos verdes, como duas faíscas reluzentes, demonstrando a irritação total que sentia por ele.

- Ayra, Ayra, Ayra… Gosta de música? Eu sim. - Ele sai da frente dela e liga um dispositivo, o que fez a seleção piano rock começar a tocar ao fundo. - Quando a vi ontem, minha decisão de a ter foi de pura emoção. Mas, hoje, aqui, na minha empresa, em que você é a presidente, porque assim o quero, minhas decisões são racionais. As funções são meritórias, o que a qualifica para o cargo, mesmo pensando que pode dar uma contra-ordem aos funcionários após uma decisão minha. Todavia, façamos o seguinte. Vou dar o bônus da dúvida. Você os coloque onde achar necessário. Se eles falharem, você será realocada. Se deixar as emoções passarem, verá que minha decisão foi desprovida de considerações emotiva, apenas com base no desempenho dos dois. Pense bem, você sabe que estou certo.

 

Ela odiava admitir, mas Thyfon estava certo. Ela não suportaria ver os dois funcionários sem seus empregos, eles precisariam muito mais do que ela mesma. Acalmou a expressão facial, mantendo-se séria.

 

- Tudo bem, faça o que achar melhor. Não quero ninguém demitido desta filial, não há ninguém incompetente nesta empresa e precisarei dos serviços de todos. Afinal, estamos lucrando, graças ao trabalho intenso e duro que estão dedicando. - Respirou fundo, já mais calma, porém ainda o considerava arrogante.  - Eu irei ler o contrato e amanhã mesmo irei trazê-lo assinado  - Guardou os papéis em uma pasta preta e fina, enquanto o observava - Ah e gosto de música sim, mas essa que você escolheu, não me agrada. Agora, não irei mais tomar o tempo do senhor, és muito ocupado. Imagino que precisa pesquisar outras filiais e firmar outras “alianças” importantes, certo? - Ela o provocava, imaginando que ele usava o tempo apenas para receber as secretárias e talvez copularem com as mesmas.

- Um minuto! - Como poucas vezes ele a viu, Thyfon ficou sério, concentrado, olhando-a por sobre a cabeça. Manteve-se em silêncio.

- O que foi? - Ayra franziu o cenho, estranhando a forma como ele mudara a expressão. Era a primeira vez que o via agir daquela maneira.

- Shiiii! - Seus olhos brilhavam como esmeraldas e seu dedo indicador estava esticado a frente dos lábios. - Espere! - Saiu em um tom sussurrante, mas horripilante.

 

Ayra estremeceu levemente ao ouvir a voz baixa e gutural, pensou que poderia ser perigoso estar ali com aquele homem sozinha .

 

- Depois que sua torrente emocional diminuiu, percebi algo incomum. - A raiva dela o alimentou, mas fez a aura de Ayra nublar o entorno dela. Além disso, ele estava concentrado nos dotes físicos da linda mulher. - Você está se sentindo bem? - Dunkle vira o plano astral por meio de Ayra. Nele, o duplo da ruiva estava sendo atacado, mas defendido por seus guardiões, anjos da guarda ou qualquer nomenclatura que as religiões costumam dar.  

 

Ayra poderia sentir a própria energia enfraquecendo, fazendo-a perder o fôlego levemente e seus pensamentos ficarem vagos.

 

- É, melhor eu ir embora. Deve ser apenas um mal estar. Preciso apenas respirar um pouco lá fora - Ayra não poderia se revelar a ele. Alguma coisa grave estava acontecendo com seus guardiões, ela sabia disso - Se me permite retirar… Eu…

- Quer que a mande te levar? Definitivamente, minha cara, você não parece bem. - Aproximando os lábios ao ouvido da ruiva, sussurra. - E vai piorar!

- Eu ficarei bem, não se preocupe… - Se afastou rapidamente há um metro do homem, tentando disfarçar o tremor que Thyfon causara, permanecendo próxima a entrada da sala.

- Faça o que preferir, mas asseguro-a: perto de mim, estará segura!

 

Ayra não acreditou nas palavras do homem, pois desconfiava de suas intenções. Chegara a  suspeitar que a presença dele tinha algo haver com sua súbita queda de força. Negou, com o balançar de sua cabeça, o respondendo, recusando a oferta estranha e incomum. Respirava ofegante, sentindo a nuances de fraqueza. A ruiva quase se desesperava, necessitando sair daquele prédio e recuperar as próprias energias. Ela sabia que corria o risco de ser atacada a qualquer momento.

 

- Preciso ir, agora… - Abriu a porta bruscamente e caminhou mais rápido que podia até as escadas de emergência, ignorando o aviso do empresário atrás dela. Empurrou a porta em desespero e saltou pelos degraus com a energia que ainda possuía. Correu até o estacionamento, pegou o carro e o dirigiu em alta velocidade, rumo ao próprio apartamento. Durante o caminho, obteve visões de sombras negras a perseguindo durante o trajeto. Ao chegar no prédio onde morava, estacionou o Porsche nos fundos do mesmo, adentrando pela porta de trás, correndo até o elevador de serviço. Entrou no pequeno local e subiu, finalmente chegando ao apartamento. Adentrou no quarto e olhou horrorizada a sacada. Mal pode reagir, pois, inexplicavelmente, os espectros invadiam o local, vencendo a barreira mágica e quebrando a vidraça da porta. O impacto violento a arremessou contra a parede, fazendo um corte pequeno no canto da testa quando bateu a cabeça.

Ayra abriu os olhos lentamente, vendo que os espectros rodeavam a sacada. Com dificuldade, desviava dos mesmos, percebendo todo o local sendo destruído. Ela despia-se quando luzes brilhantes saíam de seus dedos, como pequenos raios platinados envolvendo todo o próprio corpo, em seguida uma luz reluzente branca tomava conta de seu corpo  transformando-se na feiticeira que era. Os cabelos ruivos estavam mais longos, a raiz mais viva e as pontas loiras, douradas. Ela não possuía asas, pois mesmo sendo tão forte e poderosa, não era um anjo e sim uma mortal. Já transformada e nua: o corpo tornou-se mais curvilíneo e bem esculpido, como por anjos, os seios perfeitamente redondos e com bicos rosados e delineados incomparavelmente, a cintura era fina, o quadril largo e bem moldado completava exuberantemente as perfeitas nádegas redondas e duras, além de dispor de belas coxas e pernas torneadas. Então, ela decidiu encará-los e expulsá-los dali com todo o seu poder e força. Com pouca energia que lhe restava, dera um salto até a sacada, iniciando os ataques luminosos contra as sombras enormes. Naquele momento, viu Thyfon, percebendo, com sua visão periférica, que ele flutuava próximo a sacada. Desejou mandá-lo ir embora, mas não tinha tempo para isso. A dúvida lhe tomou conta: seria ele que organizara o ataque? Um mago negro que se fez despercebido para ela?

A cada ataque, aumentava a fúria das sombras, contra-atacando-a, imputando a ruiva  alguns golpes no pescoço, ombro e braços, derrubando-a no chão. Ela se deu conta de que a dificuldade de enfrentá-los sozinha era muito grande, mas nunca admitiria fugir de uma batalha.

Thyfon vira de costas para a janela e ordena que os espectros do lado de fora do apartamento, tentando entrar, retornassem às profundezas. Suas ordem reverberam nas paredes, como uma onda subsônica. Eles o encararam por breves segundos, retirando-se rapidamente, fugindo da criatura que os comandava.

Ayra, ainda atordoada com o que aconteceu, não se importava com os  ferimentos causados e sangrava. Engoliu a seco, imaginando que o momento anterior poderia ter sido seu fim. A respiração dela era acelerada, olhou para o lado e percebeu outros espectros dentro do apartamento. Ela correu com a energia que restava, encarando-os com bravura. Se tiver que morrer ali, que fosse: pelo menos morreria lutando. Ayra recebia mais golpes constantes e contra-atacava com bolas brancas e reluzentes, cada vez mais disformes e menores, como forma de autodefesa. Lidar com tantos deles mostrava-se uma tarefa  impossível. Emitindo uma forte luz verde, direcionada pela  janela e deixando todo o ambiente em tom de esmeralda, Thyfon chama atenção de Ayra. Ela percebe uma mensagem chegar a sua mente: "Deixe-me entrar!".

Ayra estava entre um dilema: se o criatura lá fora fosse seu inimigo,  mataria, mas talvez fosse mais rápido do que a agonia que agora enfrentava. Por outro lado, se não fosse, pelo que demonstrara segundos antes, poderia certamente a ajudar. Viu que não tinha alternativa e, com a consciência quase sumindo, desfez  parte da barreira por fora da porta de vidro estilhaçada. Sentia o corpo dolorido, o sangue pingando em volta de si: os ataques dos espectros não cessavam, sentia que a morte se aproximava. Torceu para que tivesse tomado a decisão correta.

Na medida que transpassava a janela para dentro do recinto, ele parecia maior: suas roupas começaram a estourar. Os espectros se afastavam daquele homem. Suas pernas começaram a criar pelo grossos, sua pele tomou, gradativamente, um tom de verde musgo, os pés se transformaram em cascos e seus joelhos dobravam para trás. Esporões ósseos despontavam dos joelhos e cotovelos, enquanto caninos extrapolavam a boca, projetando-se, a barba cresceu de volume e tamanho. O pênis era como de um cavalo e, do final do cóccix, uma cauda longa surgia. Os mesmos pelos das pernas surgiram no antebraço, na medida que asas, como as de morcego, cresciam às suas costas. Chifres reluzentes finalizaram a transformação do ser que tinha de se curvar para permanecer dentro do apartamento. Os espectros pararam, com exceção de um, que ousou atacá-lo, sendo desmaterializado por uma luz negra que saiu da boca de Thyfon.

Ayra observava a transformação impressionada. Mesmo debilitada, percebeu que Thyfon era imponente, perigoso contra aqueles meros espectros. Ela encolheu-se, segurando-se para não gritar pelas dores que sentia, soluçando baixo, recebendo mais um ataque de um dos espectros. Ela já não possuía mais forças, apenas observava, envergonhada.  

 

- Parem! A mortal é minha posse. Avise a seu mestre que não concedo interferência em meus assuntos. - Ele pega um dos espectros pelo pescoço, gerando uma fumaça negra no contato deles, gravando à testa do mesmo uma estrela de cinco pontas invertida com o símbolo astrológico lunar ao centro.

 

Os espectros se curvaram e, um a um, saíam do local semi-destruído. Ele se dirigiu a Ayra, que chorava baixo, encolhida junto a parede, levantando devagar o rosto, olhando-o com uma expressão misturada de medo e tristeza. Várias lágrimas rolavam pelo rosto angelical da feiticeira. Era a primeira vez que sentia-se frágil e vulnerável.

 

- Por… Por que me salvou?

- Ayra, Ayra, Ayra… Ainda não entendeu. Fiz porque quis! - Ela a pega no colo. - Não tolero que interfiram em meus assuntos.

- Seus assuntos… - Dera uma risada nasal, mesmo fraca, ela ainda via o cinismo no demônio. Sentiu quando ele a pegou no colo, com seu gigantesco falo ereto tocando-a por baixo.

- Sim, meus assuntos!

 

Um intenso brilho verde, que iniciara na íris dos olhos dele, enche o ambiente, ela pode sentir como se tivesse caindo em um abismo, mas o evento dura menos de um segundo. Ambos, agora, estavam no apartamento dele. Thyfo, agora assumindo sua forma humana e com a feiticeira em seu colo, a levou em direção a uma cama. Haviam duas mulheres lindas e belas, mas de pele vermelha, rabo comprido, pequenos chifres e unhas enorme.

 

- Cuidem dos ferimentos dela! - Dunkle determina, enquanto senta em uma poltrona larga, observando-as.

 

Ayra não poderia recusar nada agora, o corpo estava dolorido demais para protestar algo. Permitiu que as mulheres cuidassem dos ferimentos que eram doloridos demais. Fechava os olhos, sentindo que elas lavavam cada ferimento com cuidado, começando pelo pescoço e braços, limpando o sangue que escorria pelo mesmos. Em seguida as curvas e a barriga lisa e por fim as pernas, aplicando unguetos perfumados e mais espessos que a água por todos os ferimentos. Ela gemia de dor, estremecendo levemente.

 

- Minha saliva a curaria, sem dor. - Thyfon informa-a.

 

Ayra o olhou com seriedade, respondendo-o

 

- Sa..fa..do… - Respirou fundo, mesmo fraca ela ainda sabia o quanto arrogante e cínico ele era.

- Orgulho! Um dos meus pecados favoritos. - Falou ao levantar, caminhar até ela, tomando uma das mãos, com um ferimento que provocou enormes bolhas na delicada pele, a lambendo. Ayra estremecia ao sentir a língua quente passar pela mão.  

 

Na medida em que retornou a poltrona, a pele recuperava-se magicamente, retornando à normalidade.

 

- Não minto. Você escolhe como deseja se recuperar.

 

Ayra sabia que poderia se recuperar rápido com a saliva do demônio. Corou ao imaginá-lo pincelar a língua por todo o corpo ferido. Curar-se da maneira normal, demoraria pelo menos duas semanas no mínimo. E aquilo ardia, era como vinagre, sal e limão em meio a seus corte, queimando ininterruptamente, uma agonia incessante. Pensava, o que refletia um olhar perdido, morrendo de vergonha de encará-lo.

 

- Po… Po-pode me curar… - Gaguejava , ainda olhando para o chão, percebendo que o rosto estava marcado também, ao ver as mulheres limpando o mesmo.  

 

Nesse momento Thyfon determina que as garotas fiquem ao lado. Toma a perna esquerda e começa a lamber, passando a língua várias vezes. Um esfumaçar branco e uma efervescência da saliva eram seguidas pela restauração completa dos tecidos. Repetiu na coxa esquerda e na perna direita, fazendo tudo com atenção. As garotas riam, notando a ereção cavalar dele.

 

- Qual é a origem da sua magia? - Perguntou enquanto preparava para lamber a coxa direita. De propósito, ele abriu levemente a perna dela, subindo a língua até mesmo onde não tinha ferimentos, inspirando forte perto da vagina, onde fez uma pausa demorada, observado os lábios alvos, macios  e delicados, além da cavidade rosada, como uma bela flor delicada, expondo propositalmente o clitoris, os grandes e pequenos lábios vaginais.

 

Ayra a cada toque da língua arrepiava-se levemente e sentia que as dores cessavam aos poucos. Não deixou de suspirar de alívio, fazendo-a fechar os olhos. Respirou acelerado, podendo sentir a respiração quente por entre as próprias pernas.

 

- Eu… Eu… Sou uma Allyijah. Nasci numa tribo de mulheres feiticeiras descendentes de anjos. O que nos leva obter a magia espiritual e o poder próximo aos dos anjos. Por que quer saber? Não entendo você… - Dizia com uma voz calma, melódica aos ouvidos dele, suspirando baixinho, apreciando ser curada por cada parte do corpo.

 

Ele permaneceu a lambendo, mas conduziu a língua sobre a vagina, passando pelo clitóris, antes de chegar ao quadril, demorando nessa região. Ayra gemia baixo, quando a língua circulava pelo clitóris, controlando-se para não se excitar, porém a língua provocou uma leve lubrificação.  Vez ou outra errava propositalmente o caminho, passando pelo pequeno botão sensível.

 

- Sabe que a paixão, o tesão, deixa-me mais forte? - A saliva continuava a ser espalhada sobre as feridas. - Não precisa me entender, pois é isso que estou procurando fazer com você no momento.

       

Ayra o olhava um pouco assustada ao ouvir a revelação.

 

- Então é melhor parar, já… Já estou me sentindo melhor… - Por mais que apreciasse ocultamente as carícias dada pela cura do demônio, ela estava apavorada ao imaginar sendo dominada pelo tesão e possuída por aquele enorme ser. - Já terminou?

- Sabe que mentiras são facilmente percebidas por mim. Seu corpo está se curando, mas suas forças estão longe de voltar. Posso ajudar nisso também, mas explico mais tarde. - Ele falava enquanto começou a lamber os seios dela, parando nos biquinhos.

- Pa-pare… Por favor… Pare! - Ela mesmo sem força tentava se contorcer na cama, encolhendo-se, tentando com dificuldade se cobrir com os lençóis - Você vai me machucar mais ainda… Eu sei o que você é… Vai… me… machucar… de novo… - Dizia trêmula, tentando afastá-lo.

- Ayra, Ayra, Ayra… Por que pensa assim? Não tive chance de a deixar a própria sorte? - Ele falava a fitando nos olhos, e, ocasionalmente, lambendo os ferimentos de sua face. - Não poderia a possuir a qualquer momento, diante de sua fraqueza? Então… Por qual motivo acredita que eu a machucaria agora?

- Mas… É esse seu objetivo… Me deixar ceder, me fazer querer ser possuída por vontade própria. E eu sei quais serão as consequências… Não me faça de boba… Não sou tão inocente, quanto pensa. E muito menos qualquer mulher que você consegue manipular - Mesmo fraca e ferida emocionalmente, ela ainda era uma mulher orgulhosa e teimosa.

- Como disse, orgulho é um dos meus pecados prediletos. Tomou as mãos e braços para os lamber, mesmo que ela tentasse recolhê-los. - Sim, você deduz corretamente: quero a possuir. Mas, se isso vier a ocorrer, isso não acontecerá hoje, lhe asseguro. Sou um cavalheiro, não me aproveitarei desse seu momento. Permita curar seu corpo, depois você decide se quer ou não ser seduzida por mim. Lhe garanto que sua integridade física não será alterada ao fim do tratamento. Ao contrário, recuperar-se-á brevemente. Basta consentir. Afinal, falta só as suas costas.

 

Ayra o olhava com leve surpresa, não encontrava nenhuma palavra ainda para responder. Consentiu positivamente com a cabeça, lentamente virando-se de costas, focando os olhos na janela do quarto, perguntando-se se ele era realmente confiável.

 

- Cante! - O homem determina a uma a uma das ninfas presentes. - Você sentirá um leve torpor, como se vivesse um sonho, o que a deixará relaxada. É a música dela.

 

- O som era de uma melodia linda, a qual instrumento ou voz humana alguma seria capaz de reproduzir. Thyfon lambia-lhe a nuca, seguindo para os omoplatas. Ayra podia perceber que a segunda ninfa se posicionou junto a seu amo.

 

- Sente-se relaxada, não? - Indaga-a.

 

Ayra ouvia a música cálida, reconfortante, parecia que iria dormir ali mesmo. Porém a voz grave, potente soando calma aos ouvidos, a mantinham ainda acordada. Ela respirava lentamente, relaxando o corpo totalmente, apreciando ser curada aos poucos. A feiticeira afirmou com a cabeça em resposta à pergunta de Thyfon.

Tendo chegado a região lombar, ele pergunta:

 

- Quer acordar amanhã não só recuperada dos ferimentos, mas também das contusões internas e com toda sua energia vital? Posso o fazer também. - A música da ninfa preenchia todo o ambiente.

- Eu… Iria pedir para me fazer companhia enquanto eu durmo… Mas acho abusivo demais de minha parte… - Ela dizia com um certo receio, mesmo envolvida pela música, sentia-se envergonhada.

- É, a  música nos deixa mais à vontade para nos expressarmos com transparência. - Thyfon passara a lamber a nádegas. A segunda ninfa permanecia junto dele. - Posso fazer o que me pede, não seria qualquer abuso. Preciso saber se você quer recuperar sua energia vital antes do amanhecer de amanhã. - Mesmo com os sentido entorpecidos, ela certamente percebeu quando a língua dele distendeu-se, cobrindo muito mais do que uma língua humana comum, dezenas de centímetros, e deslizou por entre as nádegas.

 

Ayra mordia os lençóis, evitando de gemer alto. Ela não queria admitir o quanto ele sabia levá-la ao delírio, devido ao prazer que sentia, quando a língua invadia por dentro, entre as nádegas, acariciando o orifício anal rosado e delicado.

 

- Eu… Não consigo pensar em nada agora… Só desejo recuperar minhas forças logo… Eu também não quero lhe dar mais trabalho, mais do que eu já dei por hoje… - Ayra viu-se  incomodada pela vergonha que sentia da própria nudez. Ainda mais dele, que, aos poucos, mexia muito com o seu próprio ser: era um desejo estranho e inexplicável, porém ela não queria admitir que estava se deixando seduzir por ele.

- Vou tomar isso por um sim. - Ele se posicionou de forma  ficar atrás das ancas dela, afastou as nádegas, abrindo-as com as mãos, e passou usar sua língua extensa, forte e pesada, lambendo a vagina e ânus dela. - Existem algumas formas de lhe acrescentar mais energia vital, recuperando parte da que lhe foi tomada. A mais agradável, prometi-lhe que não a faria. - A voz dele soava prazeirosamente trêmula. - Outras são sem graça.

 

A feiticeira ouvia atentamente as informações, suspirando devagar, gemendo enquanto a língua preenchia a vagina e o ânus. Arrepiou-se quando a voz dele soava como uma hipnose, fazendo-a gemer baixinho.

 

- Vo-você… Está… Me provocando… Isso é golpe baixo… - Ayra embora desejasse estar com ele, sabia que era perigoso permitir ir a fundo.

- Preciso ligar… huummm… Nossas energia vitais… - Sua voz tremia, parecendo que seu corpo era agitado, embora permanecesse grave. - Vou tomar um pouco de seu fluido sexual…. - A língua deslizava nela. - E dar o meu, infundindo seu corpo com minha própria energia... Entendeu?

- Não muito… Quer dizer que irá preencher meu corpo com sua energia? Eu… Não sei… Aaahh… - Não evitou de soltar um gemido melódico e angelical.

- Assim que você gozar, entenderá! - Ele alternava a penetração da língua, ora na vagina, ora no ânus. Ele estava em quatro apoios, enquanto ela estava de bruços com as nádegas a altura da boca dele.

- Está bem… Então… Ooooh… Continue… - Arranhava o travesseiro, sentindo a vagina pulsar pela excitação que sentia - Está gostoso… Huuum…

 

O pênis dele tocava a perna dela ocasionalmente, como se impulsionado por algo. Podia sentir a perna melar com o pré-gozo que já se fazia nítido. Percebia o pênis dele ser agitado vez após outra.

 

- Isso, continua! - Ele falou nitidamente virando a cabeça para o lado. - Estamos quase lá! - A língua gigantesca entrava e saia dos orifícios dela, como um pequeno membro úmido e liso. - Se quiser mais é só se abrir a mim...

 

Ayra sentia a vagina pulsar mais forte enquanto a língua invadia-a com mais intensidade.

 

- Thy… Thyfon… Eu não aguento mais… Aaahhh… Ooooh… Estou gozando… Aaaahhhhhh .- Gritou abafando o rosto no travesseiro, tomada por espasmos violentos que lubrificavam a língua do demônio.

 

Assim que ela finalizou seu orgasmo, Thyfon levanta o tronco: a ninfa o masturbava com avassaladora paixão e ele começou a ejacular abundantemente sobre a coluna de Ayra, desde a nuca até o cóxis, fazendo escorrer por entre as nádegas e vagina. Era uma cavalar quantidade de esperma, banhando-lhe as costas, mas com os jatos direcionados de forma a atingir pontos específicos da coluna, os mesmo chamados por iogues de chacras. O membro era empunhado pela ninfa com ambas as mãos, sendo muito maior que de um humano.

Ayra, naquele momento, sentia uma onda forte de energia retornar ao próprio corpo. O sêmen era absorvido aos poucos por toda a pele alva e macia da feiticeira. Abriu os olhos, levantando-se devagar, procurando os lençóis para assim cobrir a própria nudez. Olhou, com o rosto muito corado, para Thyfon que ainda tinha o membro rígido. A ninfa, com as mãos molhadas de esperma, naquele instante, entrega-a um roupão branco e imediatamente ela o veste, ainda envergonhada pelo que aconteceu.

 

- Obrigada… - Ela mal conseguia encará-lo novamente, cruzando os braços e olhava para o chão, evitando de visualizar a nudez dele.

- Acredite quando eu digo que foi um prazer. Você pode dormir nesse quarto, com ou sem companhia, minha ou delas. Fica a seu critério. Todavia, asseguro-lhe que estará protegida e se sentirá plenamente recuperada pela manhã. - Thyfon falava enquanto a ninfa que o masturbara lambia a glande, ao menos o que conseguia abocanhar, higienizando seu amo.

- A senhorita quer? - Como quem compartilha uma iguaria, de forma inocente, a ninfa perguntava a Ayra, mostrando os resquícios do prazer dele nas mãos e lábios dela.

 

Ayra a olhou com espanto.

 

- O que? Desculpe, eu não tenho cabeça para esse tipo de promiscuidade… Eu irei dormir um pouco… Estou tentando assimilar o que aconteceu… - Mordeu o lábio inferior, parecendo uma garotinha tímida . Ela estava com muitas dúvidas sobre os sentimentos novos em relação ao demônio.

- Cada coisa a seu tempo. Conversamos melhor amanhã. - Ele gesticula e ambas garotas saem. - Tem um kit de higiene lacrado no banheiro dessa suíte, que você pode fazer uso. Deseja comer ou beber algo? - Ele permanecia nú no ambiente. - Ficarei com você esta noite, não poderia deixar de o fazer. Indique onde gostaria que eu dormisse... Eu me comportarei.

 

Ayra o olhava em silêncio, percebendo que havia umas sacolas com roupas novas e lingeries de diversos modelos. Ela realmente não esperava a atitude nobre dele. Pegou uma das lingeries, uma calcinha cavada preta, tecido rendado e um sutiã da mesma cor.

 

-Ficarão lindas em você.

- Eu irei tomar um banho rapidamente… - Adentrou no banheiro, tomou um longo banho por meia hora. Vestiu a lingerie antes de sair do banheiro e secar os longos cabelos ruivos, penteando-os durante o caminho até a cama. O conjunto desenhava bem o belo corpo curvilíneo e bem esculpido que possuía. Ayra deitou-se sobre a cama, percebendo que o sutiã apertava levemente o colo dos seios, juntando-os como dois montes atraentes.

- Acertei: ficaram encantadoramente sedutores. - Disse ao se dirigir ao banheiro. - Agora sou em quem precisa tirar o fedor dos espectros do meu corpo. Aviso: durmo nú. - Disse sorrindo.

- Ah… Thyfon! - O olhou receosa antes que ele entrasse - Pode dormir comigo? É que… Não quero dormir sozinha hoje.

- Confesso que a parte difícil vai ser dormir! - Ela já fala de dentro do banheiro, com o chuveiro ligado.

- É só me abraçar e pronto. Se me atacar, eu soco sua cara! Simples assim… - Falava já deitada na cama.

- Só terá de alocar minha incessante ereção… - Ria.

 

Alguns minutos passaram até ele retornar, perfumado e com pele úmida. sentou-se a cama, observando-a por alguns segundos.

 

- O que foi? - Percebeu que ele a olhava, relaxada sobre a cama. Os longos cabelos ruivos espalhados pelo travesseiro, invadindo a parte plana da cama. - Eu… Posso lhe fazer um pedido, antes de dormir? - O olhava nos olhos, demonstrando receio e curiosidade.

- Depois do que vivemos, ainda tem dúvidas? - Ele permanece sorrindo.

- Posso te dar um beijo… Na boca? Eu gostaria de sentir seus lábios e poder sonhar com eles enquanto eu dormir…

 

Ele se inclina, aproximando a boca da dela, ao mesmo tempo que a abraça. Seus lábios tocam o dela, provocando o entreabri deles. A língua dele, que ela já conhecia em outras partes do corpo, adentrou a doce boca de Ayra. Uma das mãos dele acaricia o delicado e lindo rosto dela enquanto a beija.

Ayra fechou os olhos, sentindo a boca do homem invadi-la de maneira gostosa e envolvente. Ela já beijara outros homens, porém nunca sentiu um beijo tão delicioso como o de Thyfon, Permitiu abrir os lábios e ousar explorá-los com a língua, deixando um leve gemido escapar, puxando-o levemente contra o corpo feminino, podendo sentir toda a masculinidade sobre ela. Durante o beijo, enroscava os dedos pela nuca, por baixo dos longos cabelos negros do homem. Por falta de ar, interrompeu o beijo, olhando-o nos olhos como se procurasse respostas nos mesmos. Ela não sabia o que ele sentia, o que ele queria com ela, embora ele provocava desejos de senti-lo por todo o corpo.

 

- Adorei seu beijo… É gostoso… Me faz querer mais de você. Porém, eu  tenho dúvidas… Eu não sei o que você quer de mim. Eu tento não admitir que eu não sinto nada por você, mas ao lembrar que você transa ou transou, irá transar com tantas mulheres… Sinto a desilusão de que nunca o terei… - Ela finalmente confessou que ele era seu maior desejo e pecado.

- Gostou do sabor de sua intimidade mais profunda em minha boca? - Ele busca a descontrair sem deixar de provocar.

- Estranho para mim, mas foi bom. O que me refiro é que estou confusa com o que você me fez sentir agora. Mas percebo que isso é um momento apenas passageiro, não irá durar. - Ela sorriu sem humor.

 

Olhou-a intrigado. Seu membro pulsava. Não resistia àqueles encantos, levando a língua a base do pescoço e a conduzindo, subindo, passando pelo queixo e boca, até a ponta do nariz empinado.

 

- Talvez o que eu busque em você seja o mesmo que buscas em mim. - Parou e a olhou nos olhos. - Mas hoje tenho uma promessa a cumprir e você está com informação demais para absorver. - Disse-a, identificando que realmente não queria que algo de ruim acontecesse àquela ruiva, não se tratando de mera disputa infernal de posse territorial. Isso era um sentimento totalmente novo para ele.

 

Ela sorriu levemente e consentiu com a cabeça, voltando a deitar-se , olhando-o tocando os próprios lábios , lembrando-se do beijo. Voltou a olhá-lo e indagou:

 

- Dorme comigo? Só esta noite… Se irá cumprir a promessa, então só me resta confiar - Riu levemente, chamando-o manhosa - Vem, por favor!

 

Thyfon desliza para a lateral do corpo dela, abraçando-a, enquanto sua longa língua passa no braço, pescoço e ouvido da ruiva. seu membro desliza pela coxa e cintura de Ayra.

 

- Manterei minha promessa, hoje!

 

Ayra sentiu um frio na barriga e um arrepio quando ouviu a informação, imaginando como seria ser possuída por ele, ficando violentamente corada. Fechou os olhos, aconchegando-se nos braços fortes dele, suspirando satisfeita, não percebendo que a vagina estava bem lubrificada. E por fim , dormiu, com um sorriso leve.

 


Notas Finais


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