História Entre deuses e mortais - Capítulo 2


Escrita por: ~

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Categorias Originais
Tags Adolescente, Deuses, Deuses Gregos
Exibições 2
Palavras 1.385
Terminada Não
LIVRE PARA TODOS OS PÚBLICOS
Gêneros: Ação, Fantasia, Ficção, Luta, Magia, Misticismo, Saga, Sobrenatural
Avisos: Violência
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Capítulo 2 - Uma luz estranha


Como sua mãe estava gravida e a semana de provas se aproximando cada vez mais, Lucy se vê obrigada a passar menos tempo na colina e mais estudando, graças a isso, logo ao sair da escola, correu para o fim da rua e virou o beco onde o sutil buraco estava lá, com as mesmas caixas de papelão que deixara noite passada, jogou-os para trás e atravessou aquela grade passando pelos arbustos e logo chegando ao topo da colina, bem ao lado da grande árvore.

Sentar-se sozinha naquele lugar era a melhor coisa que Lucy fazia ao decorrer do seu dia, sentir o vento soprando em seus cabelos, ouvir os pássaros cantando enquanto via as folhas das árvores sendo levadas pela doce brisa daquela tarde, ela não se importava com o tempo que ficava lá a sós com seus pensamentos, apenas queria aproveitar o pouco tempo que lhe restava por lá, pois sabia que após alguns minutos teria que voltar para casa.

-Espera aí, eu poderia estudar aqui, de qualquer jeito eu chegaria primeiro que todos daquela casa! –Falou em voz alta e olhando para o lado onde estava sua bolsa Lucy logo a pega e de dentro tira um livro com a capa azul, era seu livro de história, uma de suas matérias preferidas –para tirar um cochilo–, dormia feito um bebê quando a professora começava a falar sobre as aventuras de pessoas que já morreram.

Após alguns minutos se passarem e Lucy se dar conta que apenas foleou as páginas de seu livro olhou para o horizonte vendo que o sol já estava se pondo, com medo de que seus pais cheguem mais cedo em casa, guardou seu livro, se levantou e voltou pelo mesmo caminho que fizera momentos atrás. Já do outro lado da cerca Lucy pega as caixas que logo em seguida serviriam como camuflagem para o buraco onde acabou de passar, ajeitando-as de forma como se parecessem terem sido jogadas lá assim não chamando a atenção e ninguém, logo após sair do beco em que estava dá de cara com Diego que jugando pela cara estava obvio que ele a procurava.

-Onde você estava, fiquei preocupado. –Perguntou Diego com um olhar de desconfiança– Você saiu correndo, nem se despediu de mim, está tudo bem?

-Sim, claro –Respondeu rapidamente– Desculpa, por não me despedir, meus pais disseram para mim chegar mais cedo em casa, preciso estudar para as provas.

-Serio? Você saiu tão rápido que eu achei que teria algo errado, fui até sua casa, mas sua mãe disse que você não estava lá. –Respondeu colocando uma das mãos na cintura e olhando diretamente para Lucy.

-Foi mal não me despedir antes, mas é que... espera, minha mãe está em casa? –Perguntou Lucy dando uma breve pausa até perceber o que Diego teria dito a ela– droga, por que você não me disse antes, tenho que ir depois te explico! –Gritou enquanto já corria para sua casa

-Ok. – Disse baixinho

Chegando em casa Lucy abriu a porta devagar e vendo que sua mãe estava na cozinha correu direto para o seu quarto onde trocou de roupa e saiu como se nada tivesse acontecido.

-Oi, mãe, não vi que tinha chegado –disse Lucy empurrando a porta de seu quarto fazendo-a bater logo atrás dela.

-Filha? Não vi que estava no quarto, quando cheguei a casa estava tão silenciosa que achei ter sido a primeira a chegar –limpou o resto dos legumes que ficaram grudados na faca com os dedos.

- Eu estava estudando, concentrada, sabe? Não percebi que estava aqui –bocejou e levantou as mãos esticando-as o máximo que pode– na verdade acho que vou dormir agora, tudo bem? O dia foi cheio e essas últimas horas estudando não ajudaram em nada

-Tudo bem, querida, boa noite. – Limpa as mãos no pano que estava ao seu lado e caminha até a filha parada na sala e lhe dá um beijo na bochecha.

No dia seguinte Lucy acordou, escovou os dentes, tomou café da manhã sozinha como todos os dias e foi para a escola como de rotina. Chegando na entrada viu seu amigo conversando no meio de um grupo de meninos e ao perceber ela chegando ao fundo logo levantou a mão o mais alto que pode acenando para ela, era incrível o jeito que ele a fazia se sentir tão bem apenas com uma atitude tão simples. Como em qualquer outro dia comum na escola as aulas foram um tédio, Lucy, diferente de Diego apenas deitava na mesa e dormia enquanto ele anotava as coisas importantes e lhe ensinada depois. Diego era uma máquina de piadas ambulante mas sabia a hora certa de ficar calado e prestar atenção, muitas professoras consideram ele um exemplo de aluno, não que elas falassem na cara de todos, mas era obvio julgando-as pelo olhar.

Saindo da escola Lucy se despede rapidamente do amigo caminhando direto para a rua de sua casa, mas indo direto até o beco. Chegou no cercado e tirou as caixas da frente do buraco entrando novamente no bosque com a esperança de que ninguém tenha visto ela entrar naquele beco, muito menos naquele buraco. Chegando no seu lugar de descanso, Lucy sentou-se sob as estrelas e logo em seguida deitou, estava frio, mas ela já viera preparada com um grosso agasalho que ela não saia sem. Diante a calma do lugar, Lucy percebeu ficando cada vez mais cansada, achou que era porque teria estudado demais –ou dormido de menos–, então resolveu fechar os olhos. E sem perceber, adormeceu.

-Hm... Que luz é essa? –Disse abrindo os olhos repentinamente vendo um clarão vindo em sua direção

Se jogando para o lado, Lucy percebeu que tinha algo no centro, algo que não podia ser visto graças a luz cegante que o envolvia. Aquela coisa brilhante caiu muito rápido fazendo assim um grande buraco no chão, ela ainda um pouco estonteada pelo sono e com a visão um pouco embaçada graças a forte luz que o objeto emitia, caminhou devagar para a cratera, onde percebeu algo estranho nela, era como se fosse uma ave, mas muito maior, parecia uma águia gigante.

-Mas como... –disse Lucy já correndo diretamente para o local da queda esperando ver mais de perto e se possível ajudar a pobre ave. 
se aproximando cada vez mais, percebeu que lentamente aquela águia estava se deformando e cada vez mais ficava com a aparência de um homem, assustada, mas ainda curiosa com o que acontecia Lucy continuou se aproximando daquilo que agora já estava com total aparência de um velho, com uma grande barba e lisos cabelos brancos que lhe caiam nos olhos, mas o que mais lhe chamava a atenção era que esse homem emitia um brilho pulsante que sais de dentro dele. Não deixando que o medo a impedisse Lucy se aproximando ainda mais e viu que aquele homem ainda se mexia e que sua luz, com o passar do tempo estava ficando cada vez mais fraca.

-Minha jovem, venha cá. –Disse o velho homem com sangue no canto da boca e tossindo entre suas palavras– Você.... Você será a única que poderá salvar esse mundo. Apenas você poderá deter o mal que está a chegar.

-Que? O senhor seve estar delirando, ou chamar ajud...–disse Lucy desesperadamente até ser interrompida pela mão do velho homem se levantando e se estendendo como se ele quisesse que ela desse a sua mão a ele.

-Você está destinada a isso, eu sei quem você é, todos nós sabemos, basta você mesma descobrir quem é você -segurando a mão de Lucy e a puxando para perto, ele coloca seu dedo indicador na testa dela que assustada recua mas não o suficiente para evitar contato com ele– Aqui... Estou lhe dando minha essência, o meu poder, você saberá como usar, como despertar aquilo que há dentro de você... O destino desse mundo, pertence a você, mas não conseguirá sozinha, tens que encontrar os outros herdeiros –seu brilho sumia do seu corpo indo diretamente para o dedo que tocava a testa de Lucy que tentou recuar, mas sem sucesso, o dedo daquele homem parecia ter sido conectado à ela de algum modo. Após toda a luz do corpo daquele velho senhor ter sido direcionada à Lucy, seu corpo virou cinzas e ela desmaiou.



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