História Entre dois mundos - Capítulo 25


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Categorias Asa Noturna, Batman, Homem de Ferro (Iron Man), Liga da Justiça, Mulher Gato, Os Vingadores (The Avengers), Superman
Personagens Anthony "Tony" Stark, Bruce Wayne (Batman), Dick Grayson, Helena Wayne, Pepper Potts, Personagens Originais, Selina Kyle (Mulher-Gato)
Tags Batman, Catwoman, Iron Man
Exibições 36
Palavras 1.181
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Ação, Crossover, Drama (Tragédia), Famí­lia, Ficção, Romance e Novela, Suspense, Universo Alternativo, Violência
Avisos: Álcool, Drogas, Linguagem Imprópria, Tortura, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas da Autora


Olaaaaaá!

Preparem os corações porque tem momento fofo nessa capítulo, não aguentei.

Capítulo 25 - O nascimento de uma heroína


Hospital em Santa Fé. Centro cirúrgico.

Os monitores cardíacos mostravam uma perigosa linha. O som forte e incisivo ecoava pela sala de cirurgia. O coração de James parara de bater.

Afastem! Vamos a 200! Afastem! – os médicos tentavam reanimá-lo, com desfibriladores nas mãos. Qualquer segundo faria a diferença entre a vida e a morte.

Luzes brancas. Sons de atritos. Odores metálicos. Uma voz conhecida ecoou ao longe.

-James... James... Jamie, você esta acordado?

-S-sim

-Sabe... Eu achava que você era um idiota arrogante, antes de te conhecer. Não me leve a mal. – ela disse em um esforço para estabelecer comunicação.

Silêncio

- James, eu estava brincando.

- Eu não estou sentindo minhas pernas... E minhas costelas doem. Muito.

- Eu sei. Mas você não pode se concentrar na dor. Você deve desviar sua mente para o mais longe possível. Pense em algo específico e se concentre nisso. Olha, eu vou começar- a garota lutava contra as dores em seu corpo, lutava contra o medo, contra a raiva. Ela precisava continuar forte.

- Quando eu era criança, bem pequena... – ela continuou- Eu tentei fugir de casa, depois de uma briga... Eu coloquei algumas roupas e um par de sapatos em uma mochila. Peguei uma bolsa para viagem que era quase do meu tamanho e coloquei alguns sanduíches e água... Eu esperei a madrugada chegar, desci as escadas e saí. Meu pai... Ele acabara de chegar e como sempre, foi ao meu quarto. Quando ele não me achou, a casa inteira quase foi abaixo. Minutos depois minha mãe me achou no jardim. Eu sabia que se corresse, seria pior...

James esboçou um riso. Estava funcionando.

- Sua vez.

- Eu era criança. Estava aprendendo a esquiar. Eu quis descer uma elevação, sozinho, pela primeira vez. E assim eu fiz... Eu estava em alta velocidade, tudo passava por mim como pequenos vultos, eu não sabia o que fazer. Estava tão assustado que não conseguia pedir ajuda, só tentava desesperadamente diminuir a velocidade, levantando meu corpo... Eu acabara de passar o fim da pista e estava voando em direção a uma árvore. Eu fiquei apavorado, pareciam os últimos instantes da minha vida. Então, um vulto passou por mim e me segurou pela mão. Era minha mãe. Nós caímos e rolamos na neve, enquanto ela me desviava para longe do obstáculo que poderia me matar. Quando enfim paramos de cair eu ainda sentia a mão dela segurando a minha. “Eu sempre vou estar aqui para segurar sua mão” ela disse. Eu não estava mais desesperado, porque eu não estava sozinho.

Aproximando-se o máximo que as correntes que prendiam seus braços permitiam, ela segurou sua mão. Seus dedos se entrelaçaram e assim permaneceram.  Ele não precisava se desesperar, porque não estava sozinho.

A voz se afastou e as luzes voltaram.

-Temos o paciente de volta. 80 bpm.

- - -

Terra Paralela

Selina e Helena haviam acabado de chegar a Torre da Liga, após um chamado de ajuda para J’onn.

- O que houve? Por que não nos chamou ao ver que estava em perigo?- perguntou Superman, que também acabara de chegar de uma missão.

- As coisas não saíram como desejadas. – respondeu Selina. – Aparentemente mais uma vez eu fui confundida com a Mulher-Gato desse mundo. Ela cruzou o caminho de Higgs de uma maneira não muito agradável...

- Não era um envolvimento comercial, do contrário teríamos descoberto- respondeu Batman.  

- Mas, nós conseguimos as informações. Esta tudo aqui. – Selina falou, colocando um diminuto cartão de memória em cima da mesa.

- Nós?- perguntou Superman.

- Eu estava lá. – Helena respondeu do fundo da sala.

- Você não deveria.– Respondeu Superman.

- Ela se infiltrou para me ajudar. Fui capturada por um sádico descontrolado. Estava sem contato com a base. – explicou – Eu corria o risco não só de perder a missão, como também morrer. – Helena me resgatou e entrou no sistema de segurança para retirar as informações. Ela é quem deve receber o reconhecimento.  

Superman apenas acenou com a cabeça, encerrando a reunião.

As duas estavam quase saindo quando Helena ouviu uma voz grave dirigir-se a ela.

- Como você se infiltrou na mansão? – perguntou o Cavaleiro das Trevas.

- Eu descobri que Higgs recebe modelos internacionais que trabalham como prostitutas de luxo, sempre nos mesmos dias e horários. Eu criei uma identidade falsa e me tornei uma delas em menos de algumas horas. Era arriscado. Mas, às vezes é necessário quebrar algumas regras para que o mundo seja salvo no final do dia.

Um quase indetectável olhar de aprovação se formou por baixo da máscara negra.

...

Selina fechou a porta atrás de si e observou a filha deitada na cama, exausta.

- Eu deveria brigar com você, garota. Você não deveria ter feito aquilo. Mas, eu estou muito, muito orgulhosa, minha gatinha. – disse encostando-se na cama e lhe dando um beijo na testa. Helena encostou-se no colo da mãe, pensativa, passando uma corrente entre os dedos.

- O que esta se passando, minha pequena gênio?

- Nada. – respondeu, desviando o olhar.

- Helena Kyle-Wayne, não tente me enganar. Eu posso ver em seus olhos... Hey, você se alistou no exército ou isso pertence a um corajoso soldado com um belo sorriso?- Selina levantou uma sobrancelha.

- Ah, não é uma dog tag propriamente dita. James Stark me deu como lembrança.

Flashback on

- Helena você tem uma visita e é a mesma de ontem. – disse a enfermeira, sorrindo, enquanto abria a porta para um jovem homem com muletas.

- Olha só... Eu diria que você esta quase 100%. Nem parece que você esta completamente quebrado- Helena falou, rindo.

- Pelo menos eu já fui pra casa.- James respondeu.

- Idiota.

Ele riu e sentou-se na poltrona.

- Quando você vai sair?

-  Amanhã a essa hora já estarei em Gotham. Finalmente vou voltar pra casa.

James a olhou por alguns segundos. Aqueles olhos azuis, sempre instigantes lhe roubaram a atenção desde a primeira vez em que se viram.

- Helena, eu vou cursar o próximo ano em Nova York.

- Então... Nós não vamos mais nos ver.- falou surpresa.

- Não com tanta frequência... Mas eu faço questão que você não esqueça da minha cara “quebrada”.

Ela sorriu.

- Eu tinha lhe prometido entregar o protótipo do sistema que criei. Eu estava com a memória dele no dia em que fomos raptados. Não sobrou muita coisa... – Ele mostrou em sua mão uma pequena placa, de 2 cm quadrados.  – Eu quero que você sempre se lembre de que foi uma heroína, Helena.

Helena pegou a plaquinha na mão. O pequeno pedaço de metal fora polido e ganhara a inscrição de uma data, a data em que haviam saído do cativeiro.

Flashback off

- Nós não nos vimos mais depois que voltei para casa. É estranho, mas eu sinto falta dele... Eu queria saber como ele esta agora. Se ele tem tido pesadelos como eu tenho ou se ele se esqueceu de tudo.

- Vocês dois foram heróis, Hel.  – Disse Selina, colocando de volta a corrente no pescoço da filha. –  Tenho certeza de que ele esta bem. 


Notas Finais


Comentários, please! Como vou saber se vocês estão gostando?

Aguardem o próximo, porque vai ter foco em Helena's daddy. To com saudades do lindo. ♥

Beijos da tia!


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