História Entre dragões e fadas - Capítulo 12


Escrita por: ~

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Categorias Originais
Tags Drama, Magia, Morte, Revelaçoes, Romance
Exibições 7
Palavras 1.883
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Aventura, Drama (Tragédia), Famí­lia, Fantasia, Festa, Magia, Mistério, Romance e Novela, Shoujo (Romântico)
Avisos: Estupro, Nudez, Sexo, Tortura, Violência
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Notas da Autora


TANTANRAAAAAAN! Desculpem mesmo. Espero que gostem.

Capítulo 12 - Mais mistérios


Fanfic / Fanfiction Entre dragões e fadas - Capítulo 12 - Mais mistérios

 Coloquei meu vestido, me olhei no espelho e tentei ver aquela mulher composta e decente de alguns dias atrás, mas a única coisa que via era a traição que cometera. 

 

     -Como pude chegar a esse ponto?

 

     Abri as cortinas e em seguida as portas de vidro. Me encostei na varanda e admirei as nuvens que se formavam no céu, pareciam ser tão delicadas e macias quanto as palmas das mãos de Kyrios. Ora!

 

     -Amor. -Pistã aparecera na porta sorrindo com duas bolsas de viagem. Não respondi, apenas olhei de relance. -O que foi? Está pensativa novamente? 

 

     -Acho que sim. -respondi seca.

 

     -Vai ficar tudo bem. -ele largou as bolsas num canto e veio abraçar-me por trás. -Eu te prometo.

 

     -Pistã, acho que... a Rory pode querer ajuda. -fui me soltando aos poucos até estar completamente livre e de costas pra ele.

 

     -O que ele disse que te fez mudar de ideia? O que ele faz pra confundir tanto você?

 

     -Do que tá falando? 

 

     -Você não vai conseguir adiar tanto essa discussão, mas me escute, eu quero ainda estar casado quando isso tudo terminar e você também.

 

     -Por favor. -abri a porta e olhei pro outro lado. Me recusando a encará-lo.

 

     Fechei a porta, peguei as bolsas e comecei a arrumar nossas roupas e itens necessários. Depois fiz o mesmo com as roupas da Rory. 

 

 

 

 

 

     -Ah é? Então você parece uma macaquinha! -Kyrios gritou depois de uma hora de discussão.

 

     -Mãe! 

 

     -Calem a boca! Vocês não sabem ficar um minuto quietos? E você pare de brincar como criança, deveria estar nos guiando!

 

     -Foi ela que começou.

 

     -Se tu der mais um "pio" eu quebro tua cara! -Pistã fez sua breve interrupção de sempre e todos se calaram.

 

     Estávamos andando há uma hora e meia e nada indicava que estávamos em outro mundo. Conhecíamos as maneiras de ir pra lá e sacrifício não estava incluída. Tentei usar todo o meu poder para abrir um caminho, mas nada nem se moveu. Não sei como utilizei meu poder antes, mas não funcionou de novo, até tentamos quebrar uns pratos. 

 

     Não podíamos deixar Rory com os vizinhos por tempo indeterminado sem mais nem menos, então decidimos trazê-la também. Utilizamos uma pequena mentira de que íamos acampar. Ao longo do caminho Kyrios contou que ao tentar controlar o tempo Rory acelerou o processo de crescimento, o que fez suas asas começarem a crescer mais depressa. 

 

     -Que droga! -Kyrios parou no meio do caminho para olhar em volta.

 

     -Nos perdemos! Eu sabia que era uma péssima ideia vir discutindo com uma criança de dez anos!

 

     -Não faz sentido. O tronco deveria estar aqui.

 

     -Você se baseou em um tronco? Dentro de uma floresta? 

 

     -Qual o problema? -Pistã se aproximou com Rory em suas costas. 

 

     -Tem algo errado.

 

     No início umas voz doce e calma, logo depois o medo tomava conta. Sua pele estava branca e gelada como seus cabelos, que estavam congelando e se partindo, e seus olhos haviam trocado de cor. Um estava verde e o outro azul.

 

     -Eu não sei o que está acontecendo com ela! -gritou Kyrios para Pistã, os dois estavam com as mãos na cabeça enquanto eu apenas tentava me agasalhar com minha filha. Ela não abria mais os olhos, como se estivessem congelados, mas ainda gritava.

 

     -Faça alguma coisa! Salve minha filha! -ele o pegou pela pescoço e o prensou contra uma árvore. -Não tire isso de mim também. 

 

     -Você que a tirou de mim, magricela.

 

     -Parem! Vocês não sabem fazer algo que...que pres...te?

 

     Uma dor envolveu minhas pernas e eu cambaleei. A seguir veio o chão e uma escuridão. Comecei a não ver mais meus homens e nem a ver a clareza da pele de Rory. Por um momento achei que o que aconteceu com ela aconteceria comigo, mas então vi que ela estava lutando pra voltar e eu não tinha nem forças pra isso.

 

 

 

 

 

     -Bom dia, flor do dia. Como está se sentindo? -uma voz rouca me acordou e um grande nó se fez bem apertado na minha garganta, deixando de brinde uma dor de cabeça e dores no corpo. Eu quase não sentia minhas pernas. 

 

     -Ai... -tentei levantar e abrir os olhos. 

 

     -Ei, relaxa. -ele me empurrou novamente pra cama. -Antes que pergunte qualquer coisa, sou Can.

 

     -Oi. O que aconteceu? 

 

     -Nada demais. Vocês foram sugados. -abri meus olhos mais devagar dessa vez e observei o homem a minha frente com cuidado. 

 

     Can era um homem muito bonito, pele morena, cachos bem formados e olhos verdes. Seu sorriso era largo e suas roupas pareciam velhas.

 

     -Está melhor?

 

     -Eu estava acompanhada... -ele me corta empurrando um morango na minha boca. -Está gostoso, mas você não foi legal.

 

     -Desculpe, não estou acostumado com visitas. Sua filha está bem e seus homens também e não, Rory não voltou ao normal.

 

     -Como sabe que o nome dela é Rory? -me levantei com calma para não cair e me senti um pouco zonza. Parei perto da porta e fiquei admirando a horta que ele cultivava. 

 

     -Eu sei de tudo. 

 

     -Então, por que ela está daquele jeito? -um vento entrou pela porta e algumas mechas do meu cabelo esvoaçaram. 

 

     -A magia dominou sua carne. -ele se aproximou e colocou uma de minhas mechas de cabelo atrás da orelha. Me afastei indo em direção a cozinha e comecei a notar que a casa era bem simples, por parte era de madeira e outra de barro. 

 

     -Como assim?

 

     -Suas asas já estão a mostra. São de um vidro muito lindo. 

 

     -Onde estamos?

 

     -Ah, esse aqui é o portal natural entre os mundos. E você só está aqui porque eu permiti.

 

     -Legal, eu acho. -sua beleza estava começando a deixar-me constrangida e as palavras não saíam da minha boca. -Por que você me permitiu entrar, então?

 

     -Acredite, você saberá. 

 

 

 

 

 

     -Então, você é meio que "O Senhor da Budega"? -disse Pistã com Rory no braço 

 

     -O que disse? 

 

     -Esquece. 

 

     -Quanto tempo ficamos dormindo? 

 

     -Dois dias. -ele deu um longo suspiro e continuou. -Bom, vocês têm muita coisa pra digerir e eu vou fazer a minha sopa. 

 

     -Tudo bem. -ele saiu pela porta de trás para buscar alguns legumes e antes de sair piscou pra mim. 

 

     -Não fui com a cara desse idiota. -Kyrios levantou a voz.

 

     -Ele só queria ser legal, cara.

 

     -Não importa, ele vai nos atrasar.

 

     -Kyrios tem razão.

 

     -Ah, é? E nos atrasar pra quê? Pra reconquistarmos seu trono? 

 

     -Isso não só envolve a mim. 

 

     -Pois é! Também temos uma criança nisso. Ela precisa de descanso. E de uma mãe.

 

     -Qual é, cara?! -Kyrios tocou em seu braço.

 

     -Fica quieto. Ela sabe do que eu estou falando. -falou apontando o dedo pra mim. -Ela sabe que não é uma mãe de verdade.

 

     -Me perdoe! -saí correndo pela porta de trás, chorando. 

 

     Eu realmente sabia do que ele estava falando, dias atrás tivemos uma conversa sobre isso. Eu não amava Rory o suficiente. Nunca cuidei dela o bastante, foi sempre ele que cuidou dela, da casa, e de mim. Por isso que Rory faria o que fosse preciso pra protegê-lo.

 

     -Está tudo bem? -a mão gelada do moreno em meu ombro me assustou, fazendo com que eu me virasse rapidamente.

 

     -Eu não sei. -falei ainda chorando.

 

     -Acalme-se. Não chore por eles, eu posso te ajudar. 

 -O que você quer?

     -Apenas ajudar. Eu juro!

     -Fique longe de mim. -eu tinha o dom de parecer bem quando quisesse. Enxuguei minhas lágrimas e dei as costas pra ele. Dei passos largos para longe dali, mas algo que ele disse me fez congelar.

     -Eu posso mudar a sua filha. Deixá-la normal!

     -Ela é normal! 

     -Talvez outras pessoas, como seus conhecidos e a pobre coitada da Lucy, mas nós sabemos que não é. Posso tirar esse peso das suas costas. 

     -E o que vai ganhar com isso? 

     -Quero partir junto com vocês. Sei o caminho além do portal e sei de mais segredos que o próprio criador. Deixe-me ir.

     -Não. -Kyrios interrompeu, ficando logo atrás de mim. -Se ele quisesse, teria saído antes. O que te impede? 

     -Alguém teria que ficar no meu lugar. Aliás, eu recebo as almas e as direciono pro caminho correto. -nesse momento seus olhos brilharam mais que o normal. 

     -Ninguém vai ficar aqui por você. Iremos sozinhos, você não vale a pena. 

     Kyrios pegou a minha mão e me puxou para um quarto afastado para conversarmos. 

     -Temos que sair daqui o mais rápido possível. Esse cara é muito estranho. 

     -Você fala como se nada fosse estranho na nossa vida. Desde que eu te conheci tudo é estranho e eu tenho agido como se fosse normal, como se eu tivesse gostado. 

     -Ah, para com isso. Estamos falando de algo completamente diferente. 

     -Quero saber? Eu vou sozinha. Vou arrumar um jeito de viver a minha vida longe de vocês. 

     -Até da sua filha?

     -Ela não é mais minha. 

 

 

 

                 7 anos depois

 

     "Doeu bastante ouvir aquilo dela, mas doeu mais ainda ver ela partir. Eles não tinham me visto, até Kyrios virar e tentar me consolar. Meus sentimentos estavam a 1000 por hora. Eu apenas explodi. Eu o congelei e fui atrás de minha mãe. Não acho mais que foi uma boa ideia. A vi sendo sequestrada por Can. Meu pai nunca soube o que aconteceu, nem ao menos sabe porque se tornou o guardião. Depois de congelar Kyrios, jurei nunca mais usar magia, mas ainda o procuro. Can terá que morrer por tudo que fez comigo e com meu pai, vou encontrar a minha mãe e principalmente a deusa. Nunca tive muita coisa explicada na minha vida e acho que a de muitos dessa longa jornada, também não."

 

     -Deixe que sua mente relaxe, mas continue em alerta. 

     Kyrios disse que não havia nada melhor que saber lutar, se proteger.

     -Você não terá uma segunda chance. Nunca terá!

     O melhor professor que eu já tive.

-Respire!

-Me desculpe, hoje não está dando. 

  -O que tá acontecendo? Nos últimos dias você não conseguiu fazer nada. 

    -Eu vi as fotos que você guarda dela. Por que nunca me contou? Todos esse anos e eu apenas pensei que você fosse um amigo da família. E meu professor. 

      -Rory, as coisas não funcionam assim. 

      -Olha, eu não tô com cabeça, tá? Até amanhã. 

Há vários anos não vejo meus amigos e sinto que nunca mais vou ver. As coisas mudaram muito desde que eu cheguei. Estamos num reino vizinho ao do Kyrios. Onde toda a desgraça começou. 

-Rory! -olhei para trás e vi uma forma vestida como eu de cabeça baixa. -Temos que conversar. -ela levanta a cabeça e vejo que sua pele é esverdeada. -Irmã. 

-Sinto muito, mas é engano. -virei-me para ir embora mas algo me prendeu ao chção. 

-Eu recebi o poder da terra. Posso te deixar aí pra sempre. Apenas aceite ir comigo. 

-O que você quer?

-Precisamos achar nossa mãe. 

-Rory! -Kýrios aparece gritando. -Não vá com ela. Não é o que você pensa.

-Está procurando Mary também? -depois de tanto tempo não quis mais chamá-la de mãe, já que nem ela mesmo queria que eu fosse sua filha. 

-Estou procurando Yaq. 

Kýrios já havia me contado toda a história. Como a deusa tomou o corpo de minha mãe e no que isso iria acarretar. Elas dividiram o corpo então sou filha das duas e tenho poderes que equivalem a muitos. 


Notas Finais


É isso. Sim, tem os dois últimos capítulos finais aí. Só que isso era o que eu queria fazer, ele completo. Só que devido a tais coisas só consegui fazer pequeno. Perdoem-me e digam-me se gostaram.


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