História Entre ElaEles: Um segredo - Capítulo 19


Escrita por: ~

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Categorias Bangtan Boys (BTS)
Personagens J-hope, Jimin, Jin, Jungkook, Personagens Originais, Rap Monster, Suga, V
Tags Bangtan Boys, Bts, Colegial, Romance
Visualizações 15
Palavras 1.766
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Colegial, Escolar, Famí­lia, Romance e Novela, Violência
Avisos: Álcool, Drogas, Estupro, Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Sexo, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Capítulo 19 - Capítulo 18 - Um apoio


Fanfic / Fanfiction Entre ElaEles: Um segredo - Capítulo 19 - Capítulo 18 - Um apoio

- (...)Eu não vou posso me envolver! Eu não tenho nada a ver com isso! – Tentava convencer a mim mesma enquanto caminhava. Naquele dia, eu havia dispensado o motorista, porque precisa, realmente, de um tempo para pensar.

            Não sei por quanto tempo fiquei repetindo essas palavras. Mas quanto mais eu repetia, mais errado me parecia ser. Não era como se eu estivesse realmente querendo isso. Em minha mente, os pensamentos eram completamente diferentes. Era quase como se eu estivesse arrumando formas de resolver todo aquele nó.

- Não parece ser difícil... – Falei, involuntariamente. Com isso, eu estava firmando minha posição de mediadora de conflitos. Como eu odiava Yoongi por implantar tal ideia em minha mente.

- Pensei que eu era o único que fala sozinho! – Me assustei ao ouvir a voz de Tae ao meu lado. Por quanto tempo ele estaria me seguindo?

- Você precisa mesmo parar de fazer isso. – Levei a mão ao peito, aliviando meu próprio coração.

- Desculpa. – Disse, com um largo sorriso típico dele. – É que eu te vi tão distraída aqui na calçada, que não consegui interromper seu devaneio, então só estava esperando um momento para te chamar.

- Poderia ao menos fingir que não estava mesmo me seguindo? – Debochei, pois ele acabara de confessar que estava ao meu lado o tempo todo.

- Não teria graça. – Brincou, rindo. Revirei os olhos.

- O que quer? – Perguntei, continuando a caminhada.

- Quero conversar sobre ontem. – Foi direto.

            Por um segundo, lembrei-me do abraço que lhe dei em frente a minha casa. Aquela sensação de constrangimento me invadiu. Era pra eu ter imaginado que ele gostaria de conversar sobre isso. Taehyung era indiscreto como um elefante. Seria uma boa hora para inventar um desculpa e sair correndo?

            Lembrei de Yoongi e do pedido de ajuda dele. Se eu fugir agora, talvez eu perdesse a oportunidade de descobrir o segredo de Tae. Por mais errado que isso fosse, já que eu mesma escondia um segredo. Eu não gostaria que descobrissem.

- O que aconteceu ontem? – Fingi não está lembrada. Seria melhor. Tae interrompeu meu caminho, ficando a minha frente.

- Vai mesmo fingir que não percebeu? – Perguntou, um pouco sério demais. Não consegui encará-lo. Estava me sentindo envergonhada demais. O que ele queria afinal? Que eu dissesse que o abracei e pensei em como seria beijá-lo? Jamais!

- Poderia fingir que aquele abraço não aconteceu? Foi impulso. Estava de TPM e geralmente, minhas emoções ficam confusas. – Tentei me explicar, sabendo que ele não acreditaria. Qual a garota que abraça alguém por impulso na TPM? Eu devo está ficando maluca. – Não tome aquilo como algo significativo. – Finalizei, e Taehyung parecia confuso.

- Oh... – Expressou. – Eu não estou falando do abraço.

            Olhei surpresa para ele, certa de que tinha acabado de fazer papel de boba. Queria realmente que o chão se abrisse naquele instante, ou na pior das hipóteses, Hoseok surgisse me chamando.

            Pensei em Hoseok... Ele nem era tão ruim assim para eu fazer comparações idiotas. Acho que não merecia esse tipo de pensamento. Me recriminei por isso.

- Oh... – Fiz gesto de negação com a cabeça. – Ok.- Seria melhor não dizer mais nada, ou eu me comprometeria. Percebi que Tae sorriu desconfiado.

- Ficou pensando naquele abraço? – Perguntou, indiscreto. Fingi está ofendida.

- Cala essa boca. – Exigi. – Diz logo o que quer.

- Mas se eu me calar, como vou dizer? – Brincou. Senti que minha mente havia feito uma confusão mental. Taehyung era irritante, e estava me deixando uma idiota.

- Você entendeu o que eu quis dizer. – Coloquei a mão na testa, impaciente. Trinquei os lábios.

- Você fica fofa envergonhada. – Disse ele. Bufei e pensei em desviar o caminho e seguir em frente. Não conseguiria continuar ali e levar Taehyung a sério. Ele me impediu, e com o gesto apressado em puxar meu braço, nossos corpos de chocaram e ele me abraçou.

            Surpresa, eu não consegui dizer nada, apenas esperei o que quer que fosse acontecer com aquilo. Tae tocou em minha cabeça alisando meus cabelos com bastante delicadeza por alguns poucos minutos.

- Ontem eu precisei faltar aula para visitar meus irmãos no orfanato. – Confessou de repente. – Estou recorrendo a justiça para tê-los de volta junto a mim, mas para isso, vou precisar arrumar um emprego e abandonar a escola. – Senti que sua respiração ficara mais forte. Eu estava com a cabeça apoiada em seu ombro e percebi quando soluçou. Taehyug estava chorando. – Jiwoo... – Chamou meu nome. – Eu realmente preciso de apoio.

            Não sei por quantos minutos mais ficamos naquela posição. Nunca pensei ver Kim Taehyung chorando. Estava ainda mais surpresa por perceber que ele confessara a mim tão rapidamente o seu problema. E porque ele precisava de apoio? Já não o tinha com os amigos? O que ele quis dizer com apoio?

            Foram mais longos minutos nessa situação, até eu decidi que podíamos conversar em algum banco de uma praça. Era final da tarde, e as ruas estavam pouco movimentadas.

            Sentados lado a lado, eu não conseguia dizer nada que pudesse confortar Taehyung. Ouvi quando o castanho fungou. Nem ele mesmo parecia disposto a dizer algo mais. Engoli em seco antes de quebrar aquele clima triste.

- Tae... – Chamei por seu apelido. Talvez isso fosse arrancá-lhe um sorriso, mas sem sucesso. – Eu não acho que sou a melhor pessoa para te ajudar, mas talvez, eu possa tentar...

            Lembrei de Yoongi novamente. Desta vez, eu sentia que não era por obrigação que estaria ajudando neste momento, mais por realmente está preocupada. Meu coração apertou com sua confissão. Eu entendia muito bem o que era ter que lidar com os problemas sozinha sem apoio. Durante um bom tempo, eu me senti assim em relação a minha mãe. Mas na época, eu realmente não tinha ninguém para fazer isso por mim, e agora...

            ...Agora eu estava sendo o suporte de alguém, assim como meu pai, e a senhorita Abby, tem sido para mim logo após minha chegada. Eu não poderia, simplesmente, ignorar isso.

  - Eles não sabem disso. – Tae falou. Fiquei confusa com sua declaração. – Meus amigos.. – Olhou para mim. Seus olhos inchados e vermelhos. – Eles não sabem o que estou passando. Não quero aborrece-los com meus problemas... – Suspirou. –Além disso, eles não vão concordar com a ideia de que eu abandone o colégio.

- Compreendo... – Torci o nariz, pensando em algo para dizer. – E seus pais? – Eu realmente estava curiosa com tudo isso. Taehyung baixou a cabeça.

- Faz mais de um ano que faleceram em um acidente de carro. – Confessou. – Meus irmãos foram levados para um orfanato logo em seguida. Meus avós se responsabilizaram pelas minhas despesas, mas não podiam se responsabilizar por meus irmãos. A situação financeira deles não é boa. – Continuou. – Meus avós não moram aqui em Seoul, mas estão sempre enviando um dinheiro para me manter. Consegui arrumar um emprego de meio período em uma loja de conveniência próximo ao colégio. – Sorriu. – É por isso que estou sempre faltando. – Me olhou. – O Reitor Bang tem sido paciente comigo. Eu trabalho a noite, mas as vezes, preciso trabalhar durante o dia e conseguir extras.

- Posso imaginar o quão cansativo deve ser... – Disse. – Mas não acha que está se precipitando? Loga terminará o colégio, e poderá retomar seus irmãos.

- Ontem o orfanato me avisou que não demorará muito para meus irmãos serem adotados. Há um casal interessado neles, e não poderão fazer nada se o quiserem. – Disse, quase em desespero. – Entende porque preciso manter meu emprego e conseguir sustentar meus irmãos?

- Eu sei, mas... – Suspirei, percebendo que Tae não ouviria sermão. Provavelmente ele já deve ter ouvido esse mesmo sermão de alguns dos seus amigos. – Já pensou na possibilidade de conversar com este casal e conseguir manter contato com seus irmão? Tenho certeza que eles não impediriam.

- Acha que já não tentei? – Suspirou. – Eles me aconselharam a deixar meus irmãos “seguir o caminho deles” – Fez aspas com as mãos, de forma debochada. – E ainda disseram que minha presença poderia remeter ao acidente dos meus pais, e meus irmãos poderiam crescer traumatizados.

            Eu não sabia se ficava com raiva por causa disso, ou entristecida. Ninguém tinha o direito de afastar Taehyung dos irmãos desta forma. Era um claro sinal de terrorismo psicológico.

            Bufei. Eu realmente não sabia o que fazer para ajudar Tae. Sentia que ficar ao seu lado e apoiá-lo não ajudaria em nada. Demoraria anos até que Taehyung conseguisse se estabilizar financeiramente. Além disso, poderia correr o risco de não conseguir a guarda dos irmãos.

            Era uma situação além do meu alcance... o que ele queria que eu fizesse?

- Você sabe que, ainda que consiga manter seu emprego, poderá não conseguir a guarda dos seus irmãos, não é? – Questionei, para ter certeza de que ele tinha essa consciência.

- Eu sei... – Disse. Era incrível sua determinação arriscada. – Você me apoiaria?

            Era uma pergunta específica. Se eu dissesse não, o magoaria, mas talvez, ele pudesse perceber a loucura que estava prestes a fazer. Contudo, dada a situação, ele parecia mais certo do que nunca sobre isso. Por outro lado, se eu dissesse Sim, ele  faria o que pretendia, e poderia sair ainda pior do que já se encontra, caso perdesse a guarda deles.

            O que eu deveria fazer?

- Eu não posso dizer nem que sim e nem que não. Mas estou aqui pro que precisar, independente da sua decisão.

            Não sei porque motivos eu havia dito isso. Mas senti que era a coisa certa a se fazer. E eu não estaria mentido. A partir do momento que me deixei ser o apoio dele, estava aceitando minha condição de amiga. Não tinha como voltar atrás, e eu, por incrível que pareça, não queria.

            No entanto, mil e uma loucuras surgiu em minha cabeça. Não sei até que ponto eu estava disposta a ajudar Tae, e muito provavelmente, poderia me arrepender mais tarde.

            Fechei os olhos tentando me concentrar em uma ideia só. Porém, eu sabia que não dependia apenas de mim. Mas eu sabia que faria o que fosse preciso para convencer de que estava fazendo a coisa certa.

- Mas que droga! – Me levantei em um salto. Taehyung se assustou com meu comportamento. Olhei para ele. – Não decida NADA até amanhã.

- O–o que? – Taehyung parecia confuso.

- Me encontra aqui neste mesmo horário. Preciso resolver um assunto. – Falei, seguindo meu caminho para casa e deixando um Taehyung sozinho. Antes disso, ele concordou, surpreso.

            “Porque eu simplesmente não pedi transferência desse colégio? Teria sido bem mais fácil.” – Pensei. – “Eu te odeio Yoongi, por fazer eu me senti responsável por todos eles.”


Notas Finais


Oii genteee!!! Me perdoem a demora para postar. Estou trabalhando muito esses dias, e ficou bastante cansativo para mim.
ou tentar postar aos sábados. Se eu não postar no próximo sábado, no domingo eu posto. ^^
Bjsss e até o próximoooo! ♥


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