História Entre espadas e deveres - Capítulo 18


Escrita por: ~

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Categorias Naruto
Personagens Gaara do Deserto (Sabaku no Gaara), Hinata Hyuuga, Ino Yamanaka, Kiba Inuzuka, Sakura Haruno, Sasuke Uchiha
Tags Gaahina, Hinata, Ino, Itachi, Kiba, Naruto, Sakura, Sasuhina, Uchiha
Exibições 108
Palavras 2.025
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Drama (Tragédia), Hentai, Romance e Novela, Universo Alternativo, Violência
Avisos: Álcool, Drogas, Nudez, Sexo
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Capítulo 18 - Lembrança


Ele observava os movimentos da escova indo do alto da cabeça até a ponta dos cabelos que aquela mulher fazia com tanta suavidade em frente ao espelho, aquilo sim poderia ser chamado de Cerimônia do Chá(1).

Não sabia dizer quando ficara tão fascinado com algo ou alguém. Na verdade, jamais saberia dizer se já ficou fascinado ou encantado. Até agora. Ela cantarolava sem abrir os lábios uma melodia bastante antiga, ela estava feliz. E por estar feliz, ela não percebia o os traços riscados pelo pedaço de carvão no caderno dele. Era difícil desenhá-la, não por ela se mexer – na verdade seus movimentos eram tão sutis que ele duvidava que aconteceram –, mas por ele esquecer constantemente de voltar sua atenção para o seu caderno.

- O que está fazendo? – ela questionou ao perceber que estava sendo observada.

- Desenhando você.

 Ela deixou um sorriso constrangido escapar. Ah, ele era tão esquisito! Mas não importava, ela sentia-se tão bem que amava até mesmo as esquisitices daquele rapaz pálido e sem sobrenome.

Sai abaixou o caderno e o pedaço de carvão e se aproximou de Ino, afagando-lhe os cabelos.

- Eu terei de fazer uma viagem. – ele disse tão calmamente, como se não fosse nada sério.

- Quer dizer... que você está indo embora? – Ino sentiu uma leve coceira no nariz indicando as lágrimas querendo escapar, ela já deveria estar acostumada a perder.

- Eu voltarei. Preciso fazer essa última missão e poderei levá-la daqui. – ele afagou os cabelos loiros dela e sorriu. – Até lá, continue envenenando os outros homens, está bem?

Sai definitivamente era um rapaz esquisito, mas ele sabia como fazer Ino feliz e isso era o que importava. A loira concordou em um aceno mudo e recebeu os lábios dele sobre os seus antes dele partir. A ideia de ir embora dali e viver com Sai era deliciosa, sequer se lembrou de que não poderia viver tranquilamente com o rapaz pois não era seguro. Ignorou quaisquer pensamentos assim ao sentir os lábios dele sobre os seus, como se a confortasse e reforçasse a volta dele – e, consequentemente, a saudade que ele sentiria dela. Concordou em esperar por ele, embora sentisse um peso enorme no peito ao pensar nisso.

-x-

                Despia a bela mulher a sua frente como quem tocava em asas de borboletas. Seus toques eram tão suaves que Hinata tinha dificuldade em assimilar que alguém que fazia as coisas que ele fazia, seria tão gentil.

                A ponta dos dedos de Gaara percorriam o corpo nu de Hinata, traçando cada curva. Esse toque mínimo, como se estivesse reconhecendo os detalhes do corpo a sua frente, aqueciam a pele leitosa.

                Em meio a suspiros e arrepios, a morena colocou os braços envolta do pescoço do ruivo e o puxou para perto. Com a aproximação, veio um beijo tão cheio de desejo que Gaara não se conteve em agarrar o quadril de Hinata.

                No momento seguinte, já estavam deitados sobre o futon. Gaara não se deitou sobre Hinata – não ainda –, mas guiou a mão direita até o meio das pernas da morena e começou a estimular a feminilidade. Mesmo depois de tudo, Hinata não pode evitar a intensa coloração avermelhada que se espalhou por seu rosto e arrancou um sorriso de lado de Gaara.

                O ruivo só se levantou para retirar as próprias roupas quando sentiu os dedos úmidos pela excitação dela. Antes de ficar nu, provou o sabor de Hinata e ela abraçou o próprio corpo por vergonha. A vergonha de Hinata se intensificou a ponto de fechar os olhos quando Gaara enfim ficara nu e ela viu o seu pênis ereto – nesse momento, ele praguejou internamente pela timidez e censura que as mulheres são ensinadas em relação ao corpo masculino, porque ele adoraria tê-la tocando-o como ele a tocava.

                - Abra os olhos, hime. – ele pediu ao se deitar sobre o corpo dela e ela o obedeceu. Os braços dela agora o abraçavam.

              Os lábios do ruivo pressionaram os lábios femininos por ele não se conter quando aquelas enormes pérolas pousaram sobre ele. Gaara a penetrou devagar e Hinata soltou um suspiro durante o beijo. Com o quadril se movento devagar, o rapaz continuava com o beijo para evitar que os suspiros de Hinata se tornassem algum som mais alto.

                Quando estava sentindo que estava para alcançar o ápice, Gaara inverteu as posições e colocou Hinata por cima dele. A pobre garota não sabia como reagir e, por vergonha, quis esconder os seios com as mãos. Mas antes que o pudesse fazer, os dedos de Gaara entrelaçaram os dela e ele fez um movimento sugerindo que ela se movesse para cima e para baixo.

                Com o rosto em brasa, ela o fez. A morena mordia o lábio inferior para abafar qualquer som que tentasse fugir de sua boca. Olhou para o ruivo abaixo de si e sorriu para ele de forma terna. Sua timidez foi sendo silenciada conforme ela se movia sobre o rapaz e ditava o ritmo, conforme lhe era mais prazeroso.

                Não demorou muito para que Gaara sentisse o corpo dela estremecer e soube que ela havia atingido o seu ápice. A morena deitou o corpo cansado sobre o dele, tentando acalmar a respiração. O rosto ainda estava avermelhado, mas agora havia um sorriso de satisfação dela. Mesmo que ele não houvesse atingido o orgasmo como ela havia feito, ele sentiu essa mesma satisfação e envolveu o corpo feminino em seus braços.

                Aquilo era melhor que o paraíso.

                Gaara desejava que isso pudesse durar para sempre.

-x-

                Céus! Aquilo não tinha fim! Reportavam as missões e elas ficavam cada vez maiores. Sasuke não sabia se algum dia conseguiria se livrar daquela redenção ou se algum dia o imperador ficaria satisfeito com os seus feitos. Fazia-o apenas para lavar a honra de seu clã e ser aceito novamente como noivo de Hinata. Desejava de todo o coração reerguer seu clã e, quem sabe, trazer o seu irmão de volta – mesmo que Itachi tenha ganho a fama de traidor por fugir do país. Mas, toda vez que seu sonho parecia próximo, as missões aumentavam e seus objetivos se distanciavam.

Sempre que pareciam derrotar alguém importante, descobriam alguém que o auxiliava. Isso inquietava o imperador e o seu sonho de reformar o país.

Quem apoiava essas revoltas? Quem lucrava com estas batalhas? Quem atrapalhava o xogum e o imperador? Quem lucrava com os nobres que exploravam os camponeses e os impediam de terem quaisquer direitos ou fé? Quem auxiliava os nobres com armas para conter a revolta de uma classe que clamava por liberdade?

Sasuke havia descoberto que alguém havia instigado o seu pai a querer tomar o poder do país assim que se casasse com Hinata e comandasse, também, os guerreiros Hyuugas. Mas tinha a certeza de que só descobriria quando resolvesse o mistério que suas missões trouxera. E as respostas? Estas pareciam apenas um borrão, ou melhor dizendo, uma fantasia a qual não tinha certeza se poderia realizar. Até mesmo as informações a respeito de seu clã e a possível traição estavam fora de seu alcance.

- ... descobri que há um homem que atende por Danzou que está eliminado todos os que têm apoiado a nova era e quem vêm tentando um contato com outros países, por serem contra o regime que vivemos agora. Pelo o que eu soube, ele é quem tem fornecido armas de fogo para massacrar meus aliados... – a voz do imperador parecia distante, Sasuke estava distraído demais para prestar atenção, não era bem um problema pois Kakashi lhe contaria melhor sobre a missão, mas algo na fala do imperador prendeu a sua atenção – Creio que os Inuzukas possuem alguma ligação com ele. Ele sabe dos planos para o fim desse regime e está fazendo de tudo para impedir. Talvez esteja até mesmo incitando revoltas camponesas para enfraquecer o exército e o poder das principais famílias que podem apoiar o fim do xogunato.

- Seria ele o fornecedor de ópio? – questionou Kakashi e observou o imperador colocar a mão no queixo antes de responder.

- Não. Embora esse mercador também represente problemas, parece que os interesses desse Danzou e desse homem estão em conflito. Encontramos ópio nas terras de quem está se opondo ao novo regime que planejo implementar, mas ninguém sabe quem é o responsável por ele.

- Imperador-sama... – começou Kakashi e agora Sasuke estava totalmente focado na conversa a sua frente – Quando teremos acesso às informações que os seus espiões conseguiram? Seria muito mais fácil se soubéssemos de tudo.

- Eu sei disso, Kakashi-san. – o homem lhe respondeu com um sorriso amistoso no rosto. – O problema é que não há muitas informações. Meus espiões têm enfrentado dificuldades em conseguir novas informações porque muitos não têm retornado. Entenda que eu tenho tanta pressa quanto vocês em terminar com essa missão. Há muitos países que estão me cobrando pelo fim da punição aos cristãos. Preciso começar essa nova era.

Então nosso inimigo é mais poderoso do que imaginávamos... provavelmente há espiões dele aqui dentro.”, pensou Sasuke. Mais tarde compartilharia esse pensamento com seu líder, Kakashi. Por agora, o moreno focava em observar todos presentes na grande sala onde o Imperador recebia os samurais que buscavam servir seu senhor de alguma matéria ou buscavam por redenção.

Enquanto seu líder conversava com o imperador, notou a movimentação de alguns servos um tanto inquietos. Seguravam bandejas com chás e alguns petiscos, mas era notável que a atenção deles estava na conversa que fingiam não ouvir.

Droga.”, praguejou o Uchiha remanescente ao ter certeza de que estava certo em relação aos espiões.

-x-

                Já era capaz de sentir suas forças retornando, embora precisasse de uma bengala para caminhar por causa das pernas que ainda fraquejavam. Hanabi o acompanhava o tempo inteiro e fazia o favor de ler os livros que ele gostava, assim como Hinata costumava fazer. Ainda que não fosse tão boa em “dar vida” à história, mas o esforço dela era o que realmente importava.

                Não era nítido, mas havia uma pressão velada para que o jovem samurai se lembrasse do que havia acontecido na mansão Inuzuka. Neji havia aberto os olhos há pouco tempo, mas os cuidados não diminuíram por ordem de Hiashi que deseja entender o que havia acontecido com a filha. Um sequestro não demoraria tanto tempo para pedir dinheiro, talvez ela tenha fugido com os Inuzukas que também estavam desaparecidos. Morte? Não, Hyuuga Hiashi não havia criado uma filha tão fraca para morrer na primeira luta que enfrentasse.

                - Mas o som da explosão pegou todos de surpresa e...­ – a voz de Hanabi parecia distante, mas algo nela intrigou o rapaz.

          - Explosão...? – o rapaz perguntou mais para si mesmo do que para a prima, que havia interrompido a leitura ao ser questionada e agora o olhava curiosa. – Céus!  A EXPLOSÃO!

                E aquelas lembranças que ele não conseguia acessar pularam diante os seus olhos. Era como se ele revivesse tudo novamente. Hinata estava ao lado dele lendo um livro qualquer, assim como Hanabi estava fazendo, então veio a explosão. A adaga que ele havia entregado à Hinata e o esconderijo no guarda-roupas e a luta. A invasão!

                Neji levantou-se da cadeira onde estava sentado e caminhou o mais rápido que pôde com as suas pernas fracas. Hanabi o seguia tentando entender o que havia acontecido, mas ao notar o brilho determinado nos olhos do primo não o questionou, apenas o seguiu. Pararam em frente ao escritório de Hyuuga Hiashi que analisava alguns papéis – provavelmente sobre os negócios da família.

                - Hiashi-sama. – a voz séria tirou os olhos do patriarca dos papéis. – Eu me lembro o que aconteceu e preciso partir para encontrar Hinata-sama. É o meu dever como protetor da futura herdeira Hyuuga.

                Hiashi apenas o olhava o rapaz que agia estranho. Neji sabia bem do seu lugar na família secundária, mas falava com o líder de forma autoritária. A pose de Neji não durou muito, pois suas pernas fraquejaram e ele precisou da ajuda de Hanabi para não cair. Percebendo que nenhum pedido seria atendido se não houvessem explicações, Neji respirou fundo.

                - A mansão Inuzuka foi atacada... – começou o rapaz de olhos perolados.


Notas Finais


Cerimônia do Chá(1) – cerimônia onde as mulheres são treinadas para servir chá (dããr), o próprio aprendizado costuma levar anos pois requer movimentos bastante delicados e graciosos.

MINHA FANFIC ESTÁ VIVA!
Gente, peço perdão pela demora. Nem vou mais prometer que vou atualizar com mais frequência porque eu sou horrível em cumprir, não é?
Talvez realmente demore para o próximo porque eu simplesmente não encontro livros ou artigos sobre esse período do Japão e o único livro que encontrei na biblioteca da minha faculdade, eu não posso pegar porque os servidores estão em greve e minha universidade está ocupada. Sem falar que eu ando sem tempo por ajudar nas ocupações, fazendo trabalhos, etc.
Obrigada por todos que não desistiram de mim e da minha fanfic. Vocês são incríveis e eu agradeço por cada um que dedica uns minutinhos para comentar aqui.
INFORMAÇÃO FINAL: eu não vou abandonar nenhuma fanfic. Tenho todas as histórias com final planejado, eu realmente só demoro no desenvolvimento dos pontos importantes. rsrs
Até a próxima! o/


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