História Entre hormônios e tentações (Larry-AU-ABO) - Capítulo 1


Escrita por: ~

Postado
Categorias Ed Sheeran, One Direction, Zayn Malik
Personagens Ed Sheeran, Harry Styles, Liam Payne, Louis Tomlinson, Niall Horan, Zayn Malik
Tags Alpha, Harry, Larry, Louis, Ômega
Exibições 240
Palavras 2.608
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Colegial, Crossover, Fantasia, Lemon, Romance e Novela, Sobrenatural, Universo Alternativo, Yaoi
Avisos: Gravidez Masculina (MPreg), Homossexualidade, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Baseada na fanfic de mesmo nome da ~Kamine, obrigada por ceder a base :)
Links para a fic dela e para a Pagina nas notas finais.
#CherryPie

Capítulo 1 - Capítulo 1


Louis se remexeu em seu sono durante a noite, inquieto mas não chegando a acordar. Seu corpo reagia por si mesmo e ele estava ficando quente quase febril. Em dado momento, Louis chutou as cobertas para longe, sem ao menos perceber.  De fato, estava cansado de todas as horas passadas estudando para as provas do bimestre de sua faculdade e agora o sono tomava conta de si com força total. 

Mas não demorou muito para o sol começar a se levantar no horizonte e o jovem despertar. Primeiro ele não sabia o porquê, mas a partir do momento que se mexeu para caminhar até o banheiro no corredor, ele pôde perceber o que era. 

Arregalando os olhos e olhando para baixo, ficou ainda mais assustado. 

Seu pijama grudava-se no corpo pelo suor excessivo da noite, e era uma sensação muito desagradável. Se levantou devagar e retirou o short e a blusa, vendo com vergonha que ele estava mesmo daquele jeito. 

Seu membro estava duro, gotejando e ele também já sentia a lubrificação natural escorrendo lentamente. Por um minuto, quis morrer, no outro, avançou para o guarda roupas, revirando até que encontrasse a cartela de supressores que tomava regularmente. Ela estava quase vazia apenas faltando apenas quatro de seus trinta comprimidos e então, girou-a olhando no verso. 

— Droga...— Amaldiçoou. 

A validade da cartela que tomava já havia vencido há mais de três semanas e ele tinha tomado praticamente todos. Então era por isso que o supressor tinha parado de fazer efeito. 

Jogou a cartela em qualquer lugar com irritação. Ele deveria prestar atenção para evitar aquele tipo de coisa, mas agora já havia feito e seu corpo reagia aos hormônios. 

— Droga.— Murmurou de novo. 

Isso era algo que um ômega passava, mas desde seu primeiro cio, ele detestava ser um. A primeira vez que aquilo acontecera foi quando tinha por volta de seus dezesseis anos, ainda estando na cidade onde nascera. Fora a alguns anos, mas Louis ainda se lembrava do principal: a dor. E quando tudo acabou cinco dias depois, o jovem chorou. O que realmente significava muito, pois Louis Tomlinson detestava chorar. 

E daquele momento em diante, detestava a sua condição também. 

Ser um ômega não era nem de longe uma bênção como muitos afirmavam. Qual era a vantagem de ter um cio em que acabava passando dor se não tivesse alguém? 

Ou ter os feromônios emanando para todos os lugares e atraindo atenção indesejada? 

Ou ainda ser visto como frágil pela sociedade e ser cuidado como um bebê? 

Existiam muitas desvantagens e ele podia enumera-las todas em uma longa lista. 

Quando uma fisgada passou por seu membro, acabou perdendo a estabilidade e caindo em seus próprios joelhos, murmurando xingamentos pela sua grande estupidez. 

Estava doendo, constatou, passando as mãos de leve pelo membro ereto e gotejante. 

— Ah... — Gemeu, deixando a cabeça escorregar para trás e se apoiar na parede. 

Um constrangimento tomou posse de seu rosto, mas logo depois mordeu os lábios para que aquilo não se repetisse. 

O que ele deveria fazer? Louis se perguntou baixinho, embora soubesse exatamente o que era, mas se negando a fazer algo assim. 

Não que fosse puritano, mas o ômega não queria passar o cio se masturbando loucamente, embora a ideia de procurar um alfa fosse ainda pior. 

Ele queria mesmo era que sua natureza mudasse. Era um erro ele ter nascido ômega. 

Louis não era delicado, submisso ou gentil. Na verdade, era o oposto. Tinha a personalidade forte, era mais alto do que a média e gostava de ter o próprio controle da sua vida. 

Então porquê? Porque era um ômega? 

Isso era realmente uma incógnita que ele nunca teria uma resposta. 

Olhou novamente para o pênis descoberto, franzindo o cenho. Era provável que o sangue dele estivesse todo naquela área pelo jeito duro em que estava. Mas depois de alguns segundos, um suor frio escorria por sua testa. 

— Ah. — Louis sentiu a onda de calor vindo com tudo, e ele não conseguiu se impedir de envolver o próprio pênis na mão e bombeá-lo algumas vezes. 

Era delicioso, admitiu, mas ainda estava relutante em prosseguir, pois a masturbação era como uma fagulha e assim que gozasse a primeira vez, o cio ficaria mais intenso. Não se lembrava bem de como era, pois fazia alguns anos recorrendo a supressores para inibir aquela fase do ano, mas sabia que aquela fase era um inferno. 

Suor brotava em grandes quantidades e ele sentia-o escorrendo pela têmpora até o queixo, mas não ligou. Suas mãos ainda estavam em seu membro, paradas e apertando-o sem machucar. Esperava que assim pudesse fazer aquilo parar, mas até mesmo ele admitia que era uma ideia além de idiota. O cio não se findaria assim. 

Sem que pensasse muito sobre isso, deslizou a mão novamente, ganhando aquela onda de prazer subindo pelo corpo. O seu próprio toque parecia bom demais, então continuou. 

Sua cabeça estava indo de um lado ao outro e aquela onda de prazer nublava quaisquer pensamentos. 

Acariciou-se ora rápido, ora mais lento, até que não aguentou mais e gozou. O sêmen espirrou pela própria mão e o chão, fazendo-o ofegar por ar. 

Demorou alguns instantes para voltar ao normal, e quando isso aconteceu, percebeu que estava mais calmo e teria algum tempo até que retornasse a ter que fazer aquilo. 

Levantou-se, pegando a blusa do pijama no chão e limpando a si mesmo e onde o gozo havia ido. Vestiu-se com algo leve em seguida, pegando toalha e roupa extra para trocar e abriu a porta do quarto, espiando para fora ver se havia alguém. 

Mas não havia. 

Era sábado de manhã e todos estavam dormindo profundamente. Louis quis suspirar e bater sua própria cabeça na parede, pois também deveria estar do mesmo jeito e não tendo um maldito cio. 

Caminhou para o banheiro rapidamente do outro lado do corredor e se trancou lá. Tomou um banho gelado para tentar amenizar a temperatura elevada do seu corpo e escovou os dentes. Se olhou no espelho, vendo aquela imagem meio deplorável de si mesmo. 

Tinha olheiras abaixo dos olhos e estava um pouco pálido. Louis indagou a si mesmo se alguma vez havia parecido tão mal quanto naquele dia, e logo chegou à conclusão de que não. Balançou a cabeça em negativa, antes de abrir a porta e sair. Quando olhou para frente, tomou certo susto ao dar de cara com um dos seus colegas de república. 

Ed estava escorado do outro lado, com olhos sonolentos ainda, mas havia algo neles que fez o mais novo temer por um momento. 

O Sheeran suspirou ruidoso, balançando a cabeça levemente para os lados, como se quisesse espantar os pensamentos. 

— Droga, Louis. Seu cheiro está por toda parte. — A voz dele ecoou no corredor e Louis tremeu, pois a voz de Ed havia lhe despertado novamente. Não era como se tivesse controle. Seu corpo parecia reagir quando um alfa se dirigia a si. 

O cheiro instantaneamente se intensificou e Ed franziu o cenho. 

— Vá falar com o Zayn, ele deve ter algo pra te ajudar.— Rosnou. Os olhos dele brilharam em vermelho, antes de Ed apertar os punhos e tentar se acalmar. 

Louis não esperou mais para sair de perto do mais velho e ir até a porta do quarto de Zayn depois que suas pernas atenderam seu comando. 

Bateu algumas vezes, sendo meio forte demais, e logo a porta estava sendo destrancada e um jovem de aparência desgrenhada aparecia em seu campo de visão. 

Liam olhou para o amigo na porta e torceu o nariz, fazendo uma careta estranha. Não era como se ele não sentisse o cheiro, mas como já havia marcado um ômega, já não tinha o mesmo efeito em si. 

Louis sentiu as bochechas corando e olhou para o chão. 

— Liam, Zayn está acordado?— Ele perguntou rouco, com certo desespero até. 

— Vai pro seu quarto, Lou. Vou chamar Zayn e ele vai até lá. Ficar no corredor esperando só vai atrair os outros.— Liam respondeu, desviando os olhos para atrás do jovem a sua frente e vendo o melhor amigo no final do corredor observando-os, mas ignorou o olhar de Ed enquanto voltava a atenção para Louis, que assentiu e deu meia volta. Ele então foi para seu quarto, entrando e se fechando lá sem dizer qualquer coisa mais. 

— Poxa. — Nam resmungou confuso, bagunçando os cabelos ainda mais. 

Entrou no seu próprio quarto novamente e foi chamar Zayn. Pelo que viu, Louis precisava de ajuda e Malik tinha mais conhecimento daquela fase. 

Louis se revirou na cama com o calor subindo pela espinha. Seu próprio rosto estava ficando vermelho de excitação e ele mentalmente xingou. Havia terminado seu banho a pouco e ele já estava precisando de outro. 

Alguns minutos depois, Louis ouviu batidas na porta e se sobressaltou. Limpou a garganta quando ouviu a voz de Zayn do outro lado e chamou-o para entrar. 

— Oh, Deus, Louis. — Zayn comentou, enquanto entrava e deixava uma jarra com água na cabeceira da sua cama. Seus olhos demonstravam preocupação e Louis se sentiu mal sem saber o porquê. 

— Olá, Z. — Murmurou constrangido. 

Zayn se sentou perto de si, passando a mão por seu rosto para sentir a temperatura que ele tinha. 

— Você não estava tomando supressores?— Indagou, ganhando um aceno positivo em seguida. 

— Eu estava, mas não percebi que a cartela já tinha vencido. 

Zayn suspirou. 

— Isso explica então. 

Pegou a jarra e um pano que havia trago também e o molhou. Colocou em cima da testa do outro, comentando o quão quente o jovem estava. 

— Eu vou ter que ir ao supermercado depois para comprar ingredientes pra fazer um chá pra você. Ele não é cem por cento eficaz, mas ajuda a amenizar os efeitos, se você não quiser achar alguém pra te ajudar, Louis. 

No entanto, ouviu um grunhido em resposta para aquela sugestão. 

— Não, eu não quero! — Murmurou contrariado. As ondas de calor estavam ficando mais fortes e ele só queria poder se aliviar. — Eu preciso desse chá... por favor, Z. 

Houve um suspiro e a concordância em seguida. 

— Vou chamar o Liam pra ir ao supermercado e passar no quarto dos garotos pra avisá-los de você e para não te incomodarem. — Zayn se levantou, passando o pano molhado pelo rosto suado, antes de molhá-lo novamente. 

— Não quero que eles saibam que estou assim! — Reclamou com pesar e o mais velho riu. 

— Você sabe, seu cheiro está muito forte para você esconder. Provavelmente todos conseguem senti-lo do corredor. 

Louis gemeu desgostoso, revirando na cama. 

— Encontrei Ed no corredor agora a pouco e acho que não poderei olhar em sua cara mais. 

Malik riu novamente. As vezes seu pequeno era dramático. 

— Não seja bobo, isso não é algo para se sentir envergonhado. É a natureza de um ômega, Louis. 

— Mas eu não quero ser um ômega. — Rebateu prontamente. 

— Mas você é, criança e enquanto você viver, terá que lidar com isso. — Respondeu firme. 

Zayn tinha consciência de que o mais novo não gostava daquilo, mas era algo que precisava ser aceito uma hora ou outra. 

Ele ouviu apenas um murmúrio e resolveu sair. Porém antes acabou parando entre a porta aberta e se virou olhando Louis. 

— Fique no quarto até chegarmos, ok? Ed está acordado e Niall logo logo também vai. Harry, no entanto, não sei. Não que eles fossem te atacar ou algo assim, mas é melhor evitar se aproximar tanto. 

Louis deu de ombros, mas concordou. Não era como se ele estivesse bem para sair andando pela casa naquele dia. 

Suspirou quando a porta foi fechada e voltou seu olhar para o teto. 

Seu membro dava pontadas e ele sentia o pré-sêmen escorrendo dele e isso só lhe causou um choramingo e uma vontade imensa de atirar alguma coisa na parede. Porém quebrar algo não adiantaria, então apenas se ajeitou na cama e desceu o shorts que usava. Seu pênis saltou livre, batendo na pele da barriga e gotejando algumas gotas no local. Olhou para ele e deixou os pensamentos tomarem conta enquanto envolveu-o na palma da mão, expirando profundamente pela sensação gostosa. 

Vinte minutos depois, outro toque na porta soou e ele se assustou, levantando o short novamente sem ter chegado ao seu limite, quando a cabeça de Zayn apareceu na porta e ele arqueou as sobrancelhas. Um olhar de sabedoria percorreu seu corpo, antes dele deixar um sorriso de lado aparecer e Louis jurou que iria morrer ali mesmo se pudesse. 

— Eu e o Li já estamos saindo, ok? Vamos demorar um pouco mais, pois temos que reabastecer a despensa. Já avisei os outros e Ed e Niall vão conosco, alegando que se ficarem aqui, acabarão loucos. — Zayn riu brevemente. 

— O Josh está visitando a mãe ainda? 

Zayn concordou com a cabeça. 

— Ah, Harry está dormindo e não consegui acorda-lo. Acho que passou a noite em uma festa e como tem sono pesado, aposto que não acordará antes das duas. 

— Ok, Z. — Louis sussurrou.— Obrigado. 

Zayn apenas sorriu e fechou a porta. 

Louis suspirou de maneira satisfeita, depois de terminar e seu corpo relaxou. Sua mente entrou em branco por conta do orgasmo e ele curtiu aquele pequeno momento até que voltasse a consciência. E quando se deu conta da bagunça em que estava, decidiu tomar outro banho. Não havia maneira de ele permanecer todo suado e grudando. 

Recolheu as roupas jogadas no chão e se limpou parcamente. Ele não desejava um banho, ele tinha a necessidade de um e por isso arrumou algumas roupas e a toalha novamente, antes de sair do quarto. Estava tudo tão silencioso que realmente não parecia com uma república de sete rapazes. Nunca era assim e ele achou estranho o silêncio por alguns momentos antes de dar de ombros e ir pro banheiro. 

Tomou um banho rápido, se vestindo e penteando os cabelos desgrenhados. 

Quando saiu, olhou no relógio no fim do corredor, vendo que eram quase nove da manhã. Zayn e Liam haviam saído há pelo menos uma hora e provavelmente iriam demorar mais um pouco, afinal, o mais velho dissera que precisavam fazer as compras da casa e Louis sabia o suficiente para entender que não era fácil comprar comida para um bando de jovens esfomeados. 

E pensando em comida, o estômago do Tomlinson roncou. 

Não havia comido nada desde que acordara. Nem mesmo seu precioso café pudera tomar. 

— Ah, eu preciso de algo antes que acabe voltando o calor e fique difícil de pensar em algo. — Murmurou pra si mesmo, observando o corredor largo e deserto. . 

Desceu as escadas por fim, sentindo a fome duplicar quanto mais se aproximava da cozinha. 

Sentou-se numa das cadeiras com uma xícara de café e um pão doce que achara nos armários. Não sabia se era de alguém mas deu de ombros pois não havia qualquer nome nele, então não viu problemas em come-lo. Qualquer coisa, Louis só precisaria dizer que não sabia de nada. 

Abriu um sorriso com a infantilidade, comendo um pedaço do pão doce e tomando o líquido escuro, já ficando com um humor melhor. 

Café parecia sempre melhorar as coisas para ele. 

Passou os minutos seguintes desfrutando do café da manhã, até começar a sentir-se mais fraco e a temperatura ambiente esquentar. Na verdade, sabia que era apenas ele que estava ficando com mais calor e não o ambiente em si. 

"De novo." Pensou, se apressando em colocar a xícara na pia e sair em disparada para o seu próprio quarto. 

Subiu as escadas correndo, sem ao menos olhar para frente, mas quando um cheiro masculino começou a ficar mais perto, parou no último degrau da escada olhando para algo além de si. 

Louis engoliu em seco. 

Era Harry Styles. 

 


Notas Finais




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