História Entre lobos - Capítulo 3


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Categorias Originais
Personagens Personagens Originais
Tags Amor, Aventura, Drama, Hentai, Lemon, Romance
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Palavras 1.397
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Artes Marciais, Aventura, Bishounen, Ecchi, Famí­lia, Fantasia, Fluffy, Hentai, Lemon, Magia, Mistério, Misticismo, Romance e Novela, Shonen-Ai, Shounen, Sobrenatural, Suspense, Violência, Visual Novel, Yaoi
Avisos: Álcool, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Mutilação, Nudez, Sadomasoquismo, Sexo, Tortura, Violência
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Notas da Autora


Desculpem a demora, mas aqui estar mais um capítulo.

Capítulo 3 - Transformação


Fanfic / Fanfiction Entre lobos - Capítulo 3 - Transformação

Coragem! Essa é a palavra certa para definir esse cara, ele cuida de meus ferimentos de forma tão ávida, que se torna impossível tentar entender o que se passa em sua mente. Enquanto tratava do ferimento em meu pescoço, bebia de forma descontrolada um copo cheio de algo muito fedorento, meu nariz já estava impregnado com o odor repugnante, olhei fixamente para ele, seus cabelos antes soltos, agora estavam presos em algum tipo de amarra, mas seus fios ainda caiam e cotornavam sua face. Seu olhar que há pouco estava voltado para meus ferimentos, agora olhava o copo ferozmente, tomou tudo de uma vez, olhou para mim e sorriu, mas dessa vez seu sorriso não foi sincero. Ele se dirigiu a lareira e pegou uma garrafa velha, veio até mim. 


- Desculpe, mas terá que passar a noite sozinho rapaz, não quero que me veja assim. Por favor, descanse. Amanhã cedo se sentirá melhor


Sua voz saiu turva, senti um terrível pesar ao olhar seu estado de bêbado sem destino. Soltou mais um sorriso falso e caminhou até as escadas e ouvi a porta bater. Olhei pela janela, e o sol já havia sumido, mas ainda se podia ver o crepúsculo dominando o céu. Me levantei de onde estava, andei até a janela, fiquei em pé e pude sentir o vento bater em meu rosto, vi meus pêlos voando...


A noite havia chegado e com ela minha mudança, detestava ter que passar por isso, precisava sair de lá, a dor da transformação já havia chegado, meus ossos começaram a quebrar de forma rápida, fui em direção a porta dos fundos, mas já não conseguia me mover, cada passo era um dor interminável, cai sob o chão gelido da cozinha, meus pêlos começavam a cair, meu rosto tomava forma, cada centimetro de meu corpo ardia em chamas, cravei minhas unhas no chão, tentei fazer o minimo de silêncio e me levantar, mas era impossivel me conter em meio de tanta dor, minhas costelas se moldavam, minhas unhas haviam entrado na carne, minha dentição diminuia, já podia sentir meus orgãos se deslocando dentro de mim, joguei-me no chão, minha espinha quebrava me fazendo sentir a pior das dores existentes, senti cada osso tomando seu lugar, minha pele tomava cor e forma e brilhava com cada gota de suor, já podia ver meus braços, meus cabelos começavam a cair sobre meus ombros, me arrastei até a porta e me estiquei até a maçaneta, abri e sai me arrastando para fora.

Precisava de ar, de ar puro. Levantei com dificuldade, esse tipo de transição me deixava exausto, e logo agora que estava ferido por conta da recente briga com Shiro, fui andando em direção a floresta, não podia ficar ali, não dessa forma, não queria que Ele me visse assim, tão indefeso e sem pudor algum. Adentrei a escuridão da mata, e caminhei sem rumo algum, queria apenas mantêr distância de tudo. Achei um pequeno riacho de água cristalina, sentei e me inclinei para beber água, não havia percebido que estava me comportando ainda como animal, bebendo água com a cara enfiada no riacho. Levantei meu rosto e sob a luz da lua pude ver meu reflexo, a tempos não o via, sempre que me tranformava, Shiro e os outros se isolavam de mim e me deixavam trancado em alguma caverna durante toda a noite, de tolo aceitava tudo calado, não via meu rosto a muito tempo, continuava o mesmo. Minha mãe sempre me dizia que havia herdado a aparência de meu pai, pele morena dourada, ombros largos, cabelos compridos e negros, mas dela havia herdado seus traços delicados, seus olhos delineados e como meu pai dizia, quando sorria parecia que a via em mim.

Sentei e continuei a me encarar, meu corpo estava coberto de suor e sangue, meus ferimentos estavam abertos novamente. Entrei na água, e havia esquecido de como era delicioso banhar a noite, nadei por um bom tempo, quando fui dar meu último mergulho, senti uma presença próxima dalí, olhei em meio as árvores e vi um par de olhos brilhantes olhando fixamente para mim, sai da água sem pudor algum, e fiquei em pé encarando o intruso. 

- Ser discreto nunca foi seu forte Haku, e não possuí vergonha alguma em estar dessa forma para mim. 

Ele falou isso, com  certo tom de sarcasmo, fiquei sem entender. 

- Vejo que conseguiu esconder seu segredo do humano. Não precisa ficar receoso, não vim lhe matar. 

Shiro emergiu da escuridão da floresta e ficou frente a mim. Sua voz ecoava em minha mente, vi em seus olhos que não veio com a intenção de lutar. 

- Percebi que algum de seus ferimentos estão cicatrizados, foi aquele cara? 

Não queria ter que conversar com alguém que já tentou me matar duas vezes seguidas, mas resolvi escutar o que ele tinha a dizer. Sentei de frente ao riacho e ele fez o mesmo, a lua iluminava o local, fazendo tudo parecer ainda mais sombrio. 

- Sim, foi ele.

Minha voz... Ela não havia mudado, soltei um sorriso de soslaio, nada havia mudado em mim, continuava a ter aparência de um rapaz de dezenove anos, mas com a idade sobrecarregada. 

- Sua voz em nada mudou Haku, você em nada mudou, estar da mesma forma, se passou duzentos anos, mas continua com a mesma cabeça de sempre, agora que o vejo claramente, percebo que foi um erro manter você distante de mim. Nesse tempo, enquanto apenas você se transformava em humano, decidimos que seria melhor evitar que você tivesse contato com o mundo exterior e o privamos até de ver a si mesmo, falando isso agora soa até egoísta, trancar uma pessoa todas as noites, tínhamos inveja por você ser o único a ter esse privilégio, enquanto continuamos a viver nesses corpos de lobos, eu fui um tolo em levar vocês comigo naquele dia, maldito seja o dia em que conhecemos aquela mulher. Mas não pense que vim aqui me desculpar por antes ou implorar que volte... mas...

Sua fala fez uma pausa brusca,  aquela era a primeira vez que vi Shiro abaixar a guarda e abrir de alguma maneira seu coração blindado. Mas eu sabia que ele não viria apenas para desabafar, ele trazia notícias, meu peito doía, talvez eu soubesse o que seria, mas no fundo preferia estar errado. 

- Haku... Fuki... Ela... Nunca mais a veremos. 

Fuki, era sua irmã mais nova, ela estava junto quando aconteceu tudo, e por todos esses anos, ela era única que nunca se deixou levar pela a tristeza, sempre levou isso como uma aventura, onde no final seríamos todos felizes para sempre. Meu coração apertou, jamais veria a alegria dela contagiar a todos novamente... 

- Onde ela estar? 

- Já nos livramos de seu corpo fétido, e estamos migrando para o sul, Chou ouviu dizer que o Japão estar em guerra com um lugar chamado Estados Unidos, não vi aqui partilhar do luto, vim aqui lhe dar uma  chance de se redimir e ir embora conosco.  Não pretendemos ficar no meio de uma guerra, mas se voltar, terá que obedecer cada palavra que eu disser, assim como foi sempre. Como sei que não gosta de matar humanos, posso lhe poupar de nossas caçadas. Mas irá comer o que o bando comer. 

- Te ouvir dizer essas coisas, me fez arrepender de ter sentido compaixão de você, sua irmã morreu, é assim que se refere a ela? "Nos livramos do seu corpo fétido " é assim que expressa sua dor? Seu amor por ela é assim tão fútil? Não irei a lugar algum nunca mais com você. Irei permanecer aqui, até que decidir o que farei. 

Seu olhar encheu-se de ódio, a calmaria da noite foi embora com o uivo que ele deu, logo em seguida, apareceram os outros. 

Como não notei a presença deles? 

Todos me rodearam e Shiro me olhava como uma sede interminável por sangue. 

- Essa é sua resposta final? Não? Não se engane com sua deduções sobre meus sentimentos para com minha irmã, ela morreu porque era fraca, mas sua morte não será em vão, ela terá a vingança, e ela será tida sobre o sangue dele. Não irei te atacar, mas irei atacar onde faz mais estrago. 

Shiro correu em direção a cabana, logo foi seguido pelos os outros, mas algo estava errado, Fuki devia estar morta e não correndo atrás de todos. 




Notas Finais


A insensibilidade de Shiro as vezes irrita muito. Gostaram do Haku homem? Eu amei.


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