História Entre Manu e Fabio - Capítulo 3


Escrita por: ~ e ~shirlipe

Postado
Categorias Malhação, Originais
Tags Adolescentes, Fabiela, Fábio, Malhação, Manu, Primeiro Amor, Pro Dia Nascer Feliz
Exibições 258
Palavras 1.047
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 14 ANOS
Gêneros: Romance e Novela
Avisos: Linguagem Imprópria
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas da Autora


q historia é essa q morri eu tava lavando o cabelo

Capítulo 3 - Capítulo II


Eu fiz o máximo esforço possível para não me diluir em lágrimas profusas na frente do meu pai.

Contava até três, respirava fundo e engolia. Foi assim durante todo o trajeto.

Não sabia o que estava acontecendo comigo e não ter respostas racionais provocava uma sensação esmagadora de vulnerabilidade que resultava numa fodida dor de cabeça.

Meu displicente pai dirigia avulso ao que se passava com sua filha no banco de trás. Eu podia me desintegrar que ele nem notaria. Com os olhos sempre fixos no trânsito, ele falava uma vez ou outra. Frases desconexas para o meu cérebro aturdido compreender.

O meu equilíbrio emocional havia sido brutalmente abalado e eu apenas cuidava para restaura-lo.

Não foi um beijo, foi o beijo de Fábio! Que merda! Eu odeio ele!

Relutar contra a veracidade de sentimentos é o típico escape dos covardes. Eu já não tinha certeza d o que sentia por Fábio, se a minha vontade era soca-lo ou beija-lo então eu apenas me enfurecia contra ele, contra mim mesma.

Quando chegamos em casa eu tinha sangue nos lábios. Sim, eu havia mordido minha boca esquizofrenicamente até feri-la achando que mutila-la fosse afastar o desejo ansioso de beija-lo novamente.

Assim que alcancei meu quarto, me despi rapidamente. Tinha pressa de me desfazer do uniforme pegajoso do Dom Fernão e do cheiro de Fábio que estava incrustado nele. Entrei no banheiro como uma louca sedenta e me demorei debaixo do chuveiro como se aqueles filetes mornos de água escorrendo pelo corpo fossem a solução milagrosa para dissipar todos aqueles pensamentos que orbitavam em torno de Fábio. As lágrimas começavam a percorrer meu rosto. Salgadas e quentes misturando-se na minha boca com o gosto metálico do meu próprio sangue. Era uma choro de raiva e confusão. Eu estava me apaixonando ou sabe-se se lá o que era.

Eu tinha medo por que se apaixonar era bárbaro,atroz tem um gosto de sangue salgado, você se torna ridiculamente dependente de uma outra pessoa  e sofre, sofre pra caralho.

Eu não queria sofrer pra caralho.

Me recostei no azulejo gélido do banheiro sentido uma pontada no estomago. Fui deslizando placidamente até sentar naquele superfície fria e úmida. A água ainda corria livre pelo chuveiro, pelos meus olhos e eu não me importava. Eu estava fisicamente fraca para me sustentar em pé e, por altivez,tentar frear um choro de expurgação.Me encolhi como uma garotinha assustada abraçando as pernas.

 Eu queria a minha mãe pra me dizer que ia ficar tudo bem e que eu não era patética por estar gostando de um  garoto patético.

Me sentia mais desamparada do que nunca estava passando pela minha primeira crise adolescente e não tinha nem ao menos minha mãe para recorrer. Para me socorrer. Eu não tinha ninguém.

 É foda sentir tudo e não poder dizer nada.

Ouvi estampidos violentos do lado de fora do banheiro.

- Garota, você morreu aí? Eu quero usar o banheiro! – Era Juliana. O diabo da Tasmânia ruivo que eu devia chamar de irmã e que infelizmente dividia o quarto comigo.

- Já vou! – respondi energicamente me libertando daquela posição fetal em que eu estava e tratando de deixar aquela melancolia enfadonha ali mesmo.

 

 

                                                            ***

 

Lar doce lar. O descompensado que idealizou essa frase certamente não conhece o umbral do inferno que chamo de “minha casa”.

O almoço é sempre um monólogo: Meu pai falando com ele mesmo.

Na ponta da mesa, sentado com sua postura impecável de atleta e articulando com as mãos como se a qualquer momento fosse dar uma cortada decisiva para finalizar um set, Ricardo. O ex jogador de vôlei multicampeão, atual empresário, dono de uma academia bem sitiada na zona sul e meu pai era o parvo homem sisudo dos negócios. Nunca ria. Nunca contava uma piada. Nunca namorava.

A minha frente revirando um estrogonofe e desanimada, Juliana. A irmã chata pra cassete,  mais velha, rebelde irremediável, inventiva (criava as desculpas mais elaboradas e convincentes para poder faltar um dia de aula). Sempre rindo de todo mundo, debochando. Um namorado diferente por semana.

Entre meu pai e Juliana eu era um mero acessório descartável.  Eles tinham aquela ligação paternal, genuína mesmo, de pai que se ocupa e preocupa com a filha que me causava uma inveja dolorosa.

Eu não existia para Ricardo e sabia bem por que.

Mamãe havia morrido quatorze anos atrás logo após uma complicação em um parto difícil. O bebezinho se safou intacto e respirando, rosado e chorão. O bebezinho era eu.

“Ela está morta e a culpa é toda sua.”

Era isso que meu pai queria dizer todos os dias, mas nunca disse.

 

Só queria que ele me perdoasse e entendesse que analistas, psicólogos, terapeutas não iriam conseguir aterrar  o buraco fundo que eu tinha no meu peito, a saudade de uma mãe que nunca conheci, a falta que sentia dele.

Eu tinha uma rotina pré-definida a semana toda. Era sempre assim. Escola, judô as segundas ( por que o meu psicólogo me definia como uma garota agressiva que precisava canalizar a minha ferocidade praticando algum tipo de esporte que exigisse concentração e estratégia) ,  uma ida ao consultório do Dr. Jackie Chan, meu psicólogo  ( O nome dele era Cesar mas para me vingar o chamava de Jackie Chan por que ele era asiático baixinho e tinha o nariz batatudo)ás quartas, aulas de inglês as sextas e aos sábados e domingos me despachava para minha vó em Atibaia.

Com Juliana, não. Com ela era diferente. Ela sempre burlava as aulas de inglês pra ir fumar (não só cigarro) e beber com os amigos e meu pai nunca a repreendia por isso.

Bela merda de família a minha.

O meu celular tocou no meio do falatório entusiasmado do meu pai sobre a Forma patrocinar um dupla masculina nacionalmente promissora de vôlei de praia.

- Desliga Manuela... - ele lançou um olhar mortífero pra mim.

Era um numero desconhecido mas fosse quem fosse com certeza deveria ser melhor de se conversar do que com meu pai.

Deixei a mesa sem pedir licença e tranquei a porta do meu quarto.

- Alô? – Eu só ouvia uma respiração forte e cortada do outro lado da linha – Alô quem é? – perguntei de novo e nada. De repente um nome me ocorreu – Alô Fábio? Fábio? É você?


Notas Finais


a familia da manu sera somente o ricardo e a juliana ok?


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