História Entre mim e você - Capítulo 14


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Categorias Originais
Personagens Personagens Originais
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Palavras 1.526
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Colegial, Ecchi, Escolar, Famí­lia, Hentai, Lemon, Mistério, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Sobrenatural, Super Sentai, Suspense, Violência, Visual Novel
Avisos: Álcool, Drogas, Estupro, Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Mutilação, Nudez, Sadomasoquismo, Sexo, Tortura, Violência
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Notas da Autora


"Uma pessoa que não tem mais motivos para viver, quando está em uma situação de risco, simplesmente deixa as coisas acontecerem, não existe o extinto de sobrevivência. Não há ninguém para amar."

-Arielli

Capítulo 14 - Última vez


Fanfic / Fanfiction Entre mim e você - Capítulo 14 - Última vez

  Pedro: Definitivamente não, Lys.
Lys: Ok, besteira minha - digo com um pouco de desapontamento.

Sorrio para ele, tentando abrir a porta da casa, mas não consigo. Ele então chega por trás de mim e empurra a porta.

  *Esse garoto é burro ou oque?*

Meu corpo bate com muita força no chão, e se já não bastasse parece que um elefante caiu em cima de mim. Eu estava de bruços, não era uma cena bonita de ser ver. Onde está minha honra de moça?!

- Pedro, mas que porra. Tu é muito burro. Sai. Levanta logo. - pronuncio com dificuldade tentando levantar. Uma tarefa quase impossível. Juro que senti um osso quebrar nessa queda - PEDRO -grito sem obter respostas.
Me acalmo, respiro profundamente, conto até três e... Até que enfim consigo jogar o Pedro de lado e me sentar, tento levantar, mas acabo caindo de novo. Parece que torci o tornozelo. Garoto, você me paga! Começo a mexer meu pé. Bom, nem foi nada demais mesmo.
- Ei, você está bem? - ... - Palhaço, acorda. - começo a sacudir seu corpo.
Pedro: Hum? - resmunga
Lys: ACORDA!! - grito sacudindo-o com mais violência, o que faz ele se levantar. Ora, quem disse mesmo que violência nada resolve?!
Pedro: Garota, deixa de ser chata. Você bem que poderia ser mais carinhosa. Ser uma garota de verdade - diz ele meio exaltado, passando a mão em seu braço esquerdo.

*Que? * Cruzo os braços e olho com certa raiva.

Lys: Olhe para meus olhos - me aproximo dele - essa sou eu, - aponto para meu corpo - mas creio que você não me entende, não é?! - sinto meus olhos arderem como fogo. Desvio meu olhar para o lado - Que se foda também. Tchau!

*Não sei, talvez ele tenha razão sobre eu ser muito indelicada. * Saio de lá sem me importar com qualquer outra presença ou no que ele teria à dizer. *Se ele acha que não me comporto como uma garota por que diabos ele me beijou?! * Ando pela floresta sem rumo, sem nem me importar se estou perdida ou em perigo. Sinto uma brisa gélida em choque com meu corpo quente pela raiva, porém está tão frio que, meu corpo se congela em segundos. Caminho em direção a esse frio que era diferente, era sombrio, bem mais sombrio que todo resto daquela floresta escura. Ouço um barulho que não me é estranho. Parece água...
Lys: Um rio?! - Susurro baixo para mim mesma.
Caminho na direção desses sons. O rio era lindo, mesmo nas trevas dava para ver sua tamanha beleza, a luz do luar facilitava bastante. Algo brilhante quase a beira me chama atenção. Quando ouço gritos vindos de não tão longe.
- Lys, cade você? Apareça por favor.

*É o Pedro, óbvio que é ele.* Meu coração se acelera com a quase certeza. Ele é mesmo um louco por sair gritando assim, no meio de uma floresta, a uma hora dessas. *Oque será que ele quer? Já não me insultou o suficiente? Por que as pessoas gostam de pisar em mim? E por que? Por que eu deixo isso acontecer? Tenho que deixar de ser trouxa, mas é tão difícil .* Enquanto tenho esse conflito interno, fora tempo suficiente para o Pedro me encontrar. Quando o olho ele já estava a me observar à apenas um metro de distância. * Não posso ser fraca, não posso ceder*.

- Oque você quer? - pergunto olhando friamente, pelo menos tentando.
Pedro: Lys, me desculpa, eu não queria dizer aquilo, é que você machuou meu braço, e acabei falando oque não devia - diz ele aflito. Sinto uma pontada no meu coração. Isto é certo?
Lys: Eu sei, eu te entendo. - meus olhos começam a lacrimejar - Pedro, eu gosto muito de você, porém, eu não sei se isso é certo. - sinto algumas gotas quentes descerem em minha face.
Pedro: Como assim? Oque tem de errado? - é notória sua preocupação, mas ele parece ter medo de se aproximar.
  Lys: Eu sou um erro - abaixo a cabeça -  acho que nunca sou o suficente na vida das pessoas, por isso sempre acabo sozinha, e não quero que você seja obrigado a me suportar. - choro mais ainda, só então ele tem coragem de se aproximar bem de mim. Limpando as insistentes lágrimas que desciam, levando meu rosto para olhar nos meus olhos, oque deixava minhas pernas bambas. Que injusto! Só ele parece causar esse tipo de efeito em mim.

Pedro: Não, por que diz isso?
Lys: Deixa eu te contar - me sentei em meio as pedras, e ele faz o mesmo - Quando eu nasci, meu pai começou a trair minha mãe e quando eu tinha 10 meses de idade ele largou a nós: minha,mãe, meus dois irmãos mais velhos e eu. E na época minha vó ajudou muito, já que a dona Iara, minha mãe, tinha largado o emprego para cuidar de mim. Só que um tempo depois meu pai veio aqui com a desculpa de me levar ao hospital, porque eu estava doente à meses desde que ele foi embora, minha mãe permitiu, mas pediu para minha tia ver até onde ele ia, e meu pai tinha me trazido à esta floresta e me largou aqui e foi embora, mas como minha tia estava aqui ela me trouxe de volta para casa. Com o passar de anos essa tia se tornou a pessoa mais importante na minha vida, mas ela morreu por causa de câncer na mama. Quando completei seis anos de idade - suspiro - comecei a sofrer... abusos... sexuais - começo a chorar com vergonha.
Pedro: Ei, calma - olha com ternura - se quiser não precisa contar.
Lys: Não, tenho que continuar - enxugo algumas lágrimas - ... Eu sofria muito. Minha mãe às vezes jogava na minha cara de que eu era culpada pelo fim de seu casamento. Quando eu tinha 8 anos conheci, na escola, uma menina chamada Stefanny, ela foi a melhor amiga que tive, só que um ano depois ela desapareceu e nunca mais a viram. - tento controlar os soluços que queriam se mostrar - Ao fazer 12 anos os abusos... Acabaram, e por mais estranho que pareça, foi ai que eu entrei em depressão, juntando o fato de que minha mãe me desprezava, e ainda despreza, meu pai pior; minha tia, a Stefanny...os abusos. Foi ai que tentei fugir de casa, sem êxito, comecei a pensar em outras possibilidades. Só te digo que de lá até hoje já foram mais de quarenta tentativas de pôr fim nisso que muitos lutam para ter: a vida. E por que? Porque simplismente não queria mais viver, não queria mais passar por coisas parecidas... - Nesse momento nem consigo enxergar oque está à minha volta. O choro desce como potentes cachoeiras.

Pedro: Nossa, Lys... Eu sinto muito, desculpa por não saber oque dizer - mal ouço e abraço-lhe com todas as minhas forças restantes. Aconteceram tantas coisas só hoje. Talvez fosse alguma espécie de aviso. Passamos muito tempo assim, longos minutos. Depois de me acalmar mais, olho para ele e sorrio.

Lys: Vamos entrar no rio, Pedro-kun, por favor - digo fazendo biquinho. Ele arregala os olhos com minha fala.
Pedro: Mas deve estar congelado
Lys: Eu só quero ver aquela flor que está brilhando tanto. - Meus olhos deviam estar brilhando na mesma intensidade
Pedro: Eu pego ela para você - diz se pondo de pé
Lys: Não, eu quero deixar ela lá - a olho - espera, já volto. - me levanto.
Pedro: Cuidado, hein?! Vou ali descarregar meus liquidos - risos
Lys: Vai lá, bobo. - risos

Observo ele se afastar, ele é tão lindo e legal, não posso estragar a vida dele nem de mais ninguém.

Pulo dentro da água, meus músculos param por alguns segundos, pensei já havia me congelado. Não, andei para mais próximo da flor, só que quanto mais eu me aproximava mais ela se afastava. Meu corpo estava tremendo tanto, que estava se tornando incontroláveis meus movimentos. *Droga! Florzinha, não vá para longe, eu nem sei nadar.* Decido dar um impulso rápido, quem sabe assim consigo. Dei o impulso e a flor se afastou mais, porém diferente, meu corpo começou a fundar, não havia mais chão onde eu pudesse andar, e como não sei nadar começo a me debater, e o frio atrapalha muito o processo. Começo a gritar pelo Pedro, restanto mal a minha boca para fora do rio. Os gritos ficam abafados, não tenho mais forças, o dia foi tão cansativo. Já engoli muita água, minhas narinas ardem como se estivessem sendo arrancadas de minha face. Meu corpo já afundando para o profundo. Parece que finalmente chegou o meu fim, não vejo nenhuma luz ao fim, nenhum anjo, não há ninguém além de mim e as águas correntes. E assim é o final de pessoas como eu, passam a vida sozinhos e no fim, morrem sozinhos. Minhas vistas escurecem rapidamente, já não aguento mais esta agonia, é o meu Adeus! Eu te amo, Pedro!

               Lys off



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