História Entre Mundos - Dividida - Capítulo 3


Escrita por: ~

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Categorias Dragon Ball, Tokyo Ghoul
Personagens Bulma, Hideyoshi Nagachika, Ken Kaneki, Touka Kirishima, Vegeta
Tags Dragon Ball, Horror, Romance, Terror, Tokyo Ghoul
Visualizações 7
Palavras 2.967
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Crossover, Drama (Tragédia), Ficção Científica, Mistério, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Terror e Horror, Universo Alternativo, Violência
Avisos: Adultério, Álcool, Canibalismo, Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Mutilação, Nudez, Sexo, Spoilers, Suicídio, Tortura, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Mais um capítulo, aproveitem!

Capítulo 3 - Anteiku


Fanfic / Fanfiction Entre Mundos - Dividida - Capítulo 3 - Anteiku

"Nos capítulos anteriores de Entre Mundos - Dividida..
Meu nome é Bulma Briefs, tenho 16 anos e estou estudando em um colégio chamado Orange School. Recapitulando, o garoto mais bonito que eu já vi na vida pediu pra sair comigo. Um encontro. Obviamente aceitei.
Ele me levou em um prédio que estavam construindo, eu achei meio macabro, mas bem irado, tão irado que me esqueci como é o mundo em que vivemos. Após ele ter se transformado, eu decidi que era hora de correr, eu corri igual louca, então coisas começaram a cair, eu não sei de onde e nem como, tudo foi rápido demais, tudo estava vermelho demais. Eu tinha a sensação que corria com um borrão em meus olhos e com cordas em meus pés. Após tudo ter ficado sinistro demais eu desmaiei.
Fiquei no hospital durante muito tempo até que me dessem alta, durante esse período pude me recuperar.
Minha casa é enorme, tem dois andares e na parte de trás possui uma área de festa coberta e uma piscina, o jardim é lindo, muito vivo. O meu quarto fica no segundo andar, é bem grande, assim como o resto, e bem artificial, assim como o resto.
Assim como a conversa que tive no carro com minha mãe. Assim como o acidente. Assim como o Rize-kun, que me enganou. Assim como quase tudo na minha vida. Quase.

Subi as escadas e decidi que não queria mais filosofar sobre nada. Então fui dormir. "

 

Já faz uma semana que ganhei alta do hospital, durante esse tempo fui obrigada a ficar em casa passando um tempo com a família, como diz minha mãe, Hide-kun foi me visitar e nos vimos também na escola, era começo do ano letivo e eu pude me atualizar sobre os conteúdos do final de semestre passado e montar meu plano de estudos, o diretor ficou enchendo a cabeça da minha mãe para que eu tivesse um, e conseguiu, agora graças a ele eu terei que passar diversas tardes estudando e seguindo esse plano de estudos.

Por ser começo de ano, aqui em Tokyo faz muito frio, eu sempre apreciei o frio mas as épocas de calor são as que me definem. Como era sábado e eu já tinha estudado mais que o suficiente, decidi sair um pouco de casa. Minha mãe nem estava então não tive que me preocupar em pedir, era só me certificar de voltar antes das nove da noite que ela não iria reclamar, e meu pai nem deve saber que eu saio, aparentemente para ele o mais importante é o trabalho, por isso ele dedica todo o seu tempo trabalhando.

Coloquei um casaco azul bonitinho e uma calça preta, procurei alguma bota que combinasse e decidi usar uma marrom de cordas, para dar uma volta pela cidade estava bom, minha aparência melhorou muito depois de ter recebido alta. E uma das melhores coisas de ter uma mãe modelo é que ela se preocupa com sua beleza tanto quanto a dela, então assim que foi possível ela me levou a um salão de beleza e um spa, e aqui estou eu novinha em folha.

As ruas de Tokyo ficam muito iluminadas durante o inverno, a sensação é muito agradável e acolhedora, enquanto eu admirava a beleza da cidade comecei a pensar sobre o que aconteceu dois meses atrás, vendo agora nem parecesse tanto tempo, desde o momento em que conheci o Rize-kun até agora.

- Bulma-chan, você ouviu o que estão falando ultimamente, todo mundo comenta sobre o Binge Eater*, dizem que ele está sendo o ghoul mais devorador da atualidade, todos os investigadores da CCG estão procurando por ele. O que você faria se encontrasse com ele? Eu e Hide estávamos sentados na sombra de uma árvore falando sobre ghouls – que é o seu assunto preferido, maior fetiche da vida e etc, etc – enquanto o intervalo passava.

- Acho que não teria muito o que fazer, se ele é tão bom como todos dizem não tem escapatória, ele me devoraria.  Minha resposta foi meio sem graça mas eu não me interessava muito por esse assunto, do que adianta ficar pensando sobre as criaturas muito mais fortes que vivem entre nós, eu só iria enlouquecer e criar paranoias, é melhor continuar a vida tratando eles apenas como algo que eu quero muito evitar, tipo ladrões.

- É claro que tem o que fazer, é só correr e encontrar alguém da CCG.

- Ah claro, não teria tempo pra isso tudo, ele ia te comer antes que você tivesse tempo para reagir. E acho que eu não correria, iria aproveitar meus últimos momentos analisando como é um ghoul de perto. O Hide ficou muito pensativo com o que falei. E logo explicou:

- Mas Bulma-chan, mesmo que ele seja um ghoul, ele não é tão invencível assim, claro que teria o que fazer, se não os ghouls dominariam o mundo, mas os investigadores sempre acabam vencendo não?

- Sei lá, talvez você esteja certo, não me importo muito com isso.

- Mais uma coisa Bulma, me promete que você irá correr, que se acontecer isso com você, você vai correr o mais rápido que puder. Ele estava muito sério, nem usou o sufixo no meu nome, acho que demorei um tempo porque ele repetiu a pergunta. - Promete?

Mas antes que eu pudesse dizer um “sim”, como era minha intenção, meu olhar se desviou para uma pessoa além dos muros do colégio, era um garoto, eu diria rapaz na verdade, ele estava encostado ao lado de uma parede de alguma das diversas lojas que tem em Tokyo, e ele me encarava, eu até pensei ser impressão por ele estar meio longe, mas depois de um tempo ficou nítido que ele me encarava,  e eu não fui capaz de desviar, aqueles lindos olhos verdes me encaravam com uma intensidade avassaladora, foi no momento em que ele sorriu – um sorriso cheio de lindos dentes brancos- que eu percebi que não seria a última vez que nos veríamos.

Após essa primeira troca de olhares eu e o Rize-kun começamos a nos falar, geralmente era quando eu estava em alguma biblioteca ou cafeteria, era sempre ele quem me procurava e assim se seguiu até o nosso primeiro – e último – encontro. Porém o meu melhor amigo loirinho nunca aprovou muito essa relação que eu tinha com o Rize, eu devia ter escutado ele, mas sempre pensei que era apenas preocupação por ser o primeiro garoto com que eu realmente ficava sozinha e já que meus pais não ligavam Hide se achava no direito de tomar conta de mim.

O mais difícil de tudo foi que Rize-kun havia sido meu primeiro em tudo, meu primeiro encontro, o meu primeiro beijo e foi provavelmente minha primeira paixão, algo que para mim é muito difícil de esquecer já que eu não sou do tipo que se apaixona fácil.

Enquanto eu andava sem saber para onde eu queria ir, acabei parando na frente de uma pequena cafeteria, uma placa indicava seu nome como Anteiku.

--

Assim que entrei uma moça de cabelos roxos veio me atender, eu pedi somente por um cappuccino e esperei que trouxessem meu pedido. Enquanto esperava, pude notar que os atendentes me olhavam, era algo um pouco incomodo, eu não era a única ali, mesmo assim sentia que estavam me olhando.

Não sei exatamente como isso aconteceu porque foi muito rápido, a moça de cabelos roxos sentou-se na cadeira em frente à minha e ficou me encarando muito séria, logo perguntou “Você sabe quem é Rize Kamishiro?”, eu fiquei espantada, por que ela me perguntava sobre ele?  Apenas balancei a cabeça positivamente e ela me puxou pelo braço em direção as escadas, eu não gritei nem corri como achei que faria. Apenas deixei que ela me levasse.

Havia muitas perguntas que exigiam respostas e eu não encontraria nada se ficasse apenas sentada estudando, por uma vez na vida eu permitiria ter um pouco de adrenalina na minha vida.

--

Ela me arrastou até um quarto e ali me deixou, apenas disse “espere” bem grosseiramente e saiu, eu me joguei na cama e fiquei observando o teto. Aquele quarto tinha o mesmo cheiro do Rize-kun, provavelmente era dele, será que ele e a garota de cabelos roxos se conheciam? Será que ela sabe onde ele está?

Antes que eu pudesse continuar com as perguntas ela voltou acompanhada de um senhor de idade.

- Ora, então essa é a garota do acidente. O senhor disse e eu fiquei me perguntando como ele me conhecia.

- Quem são vocês? Eu perguntei olhando para os dois. Nesse momento ambos pareceram discutir silenciosamente sobre o que dizer.

- Escute, minha intenção é lhe contar a verdade, e em troca peço que também me explique o que sabe, peço também que não se assuste ou faça algo sem pensar. Ele falou, obtendo em seguida uma reclamação da roxeada.

- Como assim! Ela pode contar para algum Dove, você não deveria – chega Touka-chan, me certificarei que nada de ruim aconteça, agora nos dê licença por favor. Ele falou interrompendo ela, que ficou muito aborrecida mas saiu.

Ele se voltou para mim e disse:

- Certo, agora podemos conversar, acho que poderei responder algumas de suas perguntas, então, quais são elas? Eu tinha esperado por esse momento durante muito tempo, finalmente terei minhas respostas.

- Quem são vocês? Quem realmente era Rize-kun e o que aconteceu na noite do acidente? Ele é um ghoul? Ele só queria me devorar? Ah e também o que é um Dove? Por favor senhor, me responda.

- Olha só, você realmente tem várias perguntas.  Muito bem, nós nos chamamos de Anteiku, e somos ghoul – ghouls, eles são ghouls, estou diante de um agora mesmo, eu deveria correr, com certeza, mas mais uma vez, eu não fiz isso – espero que você perca a ideia errada que provavelmente tem, é claro que precisamos nos alimentar, mas nossa organização não foi treinada para matar ninguém, desejamos apenas manter a tranquilidade que há entre nós e os humanos desta região, o Rize é um ghoul que fazia parte da nossa organização durante o tempo que conheceu você, ele ainda era desviado do caminho mas acredito que teria melhorado, sobre o que aconteceu no acidente sou eu quem deseja respostas suas. E infelizmente não tenho como saber se ele queria somente devora-la, sobre os Doves, nós ghouls apelidamos os investigadores da CCG assim, agora as coisas estão esclarecidas para a senhora?

Mais ou menos, não muito na verdade, mas eu não diria isso a ele, afinal ele parecia querer respostas ao invés de ter que responder e também é um ghoul que deve ter toda a capacidade de me devorar.

- Sim senhor.

- Ótimo, a senhorita poderia me dizer seu nome? E também contar o que sabe sobre o acidente.

Eu respondi tudo o que ele havia perguntado da melhor forma possível, ele pareceu satisfeito e pediu educadamente para que eu não informasse a CCG e mais ninguém sobre a Anteiku, eu afirmei que não diria nada e era verdade, as respostas que eu queria, sobre o paradeiro de Rize-kun e todo o resto não seriam obtidas pela CCG, que provavelmente pensa que eu sou doida. Nos despedimos e eu falei que voltaria ali, Yoshimura-sama era o gerente da cafeteria e aparentava ser muito agradável, já a garotas de cabelos roxos, chamada Touka-chan não foi muito com a minha cara, ela era bem rude e me enxotou dali o mais rápido possível, eu não fiquei o suficiente para conhecer os outros, apenas sai dali assim que foi possível.

Sempre tive a ideia de que quando eu me encontrasse com algum ghoul seria morte na certa, agora eu estava vivendo em conjunto com uma organização deles e mesmo que pequena, ainda assim era uma organização de ghouls e tinha também Rize-kun, eu não pretendia desistir de encontra-lo, o que ele fez foi muito covarde, ninguém deveria iludir uma garota para apenas devora-la e depois sumir de repente. Eu o encontraria e descobriria tudo sobre aquele acidente, que eu desconfiava ser muito mais do que um simples cenário de ghoul devorando a humana, já ouvi muitas vezes dizerem que sou inteligente, então acho que eu não estou totalmente errada.

Deve ter sim algo a mais em tudo isso, e seja o que for, eu fui a envolvida, então alguém me deve explicações. O Sr. Yoshimura também parece suspeitar de algo, a forma mais garantida de eu descobrir a verdade será através da Anteiku, eu estarei me envolvendo com criaturas mais fortes do que eu, mas não importa, já passei tempo demais apenas estudando e sendo obediente às minhas obrigações, nunca me permiti sair ou me divertir, toda minha vida foi baseada em estudar para fazer alguma faculdade dos sonhos e conversas com Hide-kun. Quando eu conheci o Rize, foi o primeiro sinal de mudança dessa vida medíocre que eu levava até então, agora a mudança realmente ocorreria e eu já estava mais do que pronta.

Segui até minha casa com esse pensamento, mas a intenção não era dormir para estar descansada durante a aula e sim me arrumar para ir em alguma festa e começar a viver. Olhei no relógio e marcava 20:17, minha mãe ainda não tinha chegado, nem meu pai, daria tempo para sair se eu me apressasse.

 --

Uma vez eu e Hide fomos a uma área diferente da que costumamos frequentar, era um tipo de bar com música alta e bebidas, aquele dia foi um dos mais loucos que vivi, eu tinha visto um homem de olhos vermelhos, que pensando agora com certeza era um ghoul, eu só conhecia aquele lugar então foi para lá que decidi ir.

Vesti um vestido vermelho, era um modelo um pouco diferente, foi feito especialmente para mim, apesar de ser curto possui um tecido preto por baixo que fica somente um pouco amostra, é justo e tem um corte no meio que começa logo junto as coxas, deixando a parte preta a mostra. Enfim, é muito lindo, calcei saltos pretos, fiz uma maquiagem forte nos olhos e fui.

O táxi parou em frente ao Helter Skelter e eu desci. Quando eu entrei no bar a agitação tomou conta, tinha uma pista com música alta e várias pessoas dançando, em um lugar mais afastado havia um balcão onde estavam servindo bebidas.

Como eu estava sozinha decidi ir na pista, fiquei rebolando por alguns minutos até que senti alguém atras de mim, quando me virei levei um susto, não por mal porque o sujeito era bonito, mas isso nunca tinha acontecido antes, ele simplesmente deu um sorrisinho se inclinou e me beijou, sem nem me conhecer, mesmo assustada eu preferi manter as aparências, já que eu sabia que em lugares como esse, isso era normal. Eu correspondi e ele logo me soltou, apertando minha cintura e indo para outro lugar, eu acabei de beijar um cara sem nem trocar uma palavra com ele. Isso pareceu muito errado, mas todos os adolescentes da minha idade fazem isso, então parei de me recriminar e fui curtir a noite.

Dancei mais um pouco e beijei outro rapaz, quando minhas pernas começaram a doer demais decidi beber alguma coisa, fui até o bar e antes que eu pudesse pedir algo um sujeito se aproximou.

- Traga algo forte para essa moça, ela parece precisar relaxar. Ele falou e quando eu o olhei, vi um homem de cabelos negros coberto por tatuagens, seu visual era bonito e o fazia parecer um “cara da rua”, mas meu coração disparou ao ver seus olhos, eram vermelhos, como o de um ghoul.

Assim que minha bebida chegou eu tomei um gole, ele me encarava de um jeito estranho, com os olhos semicerrados e uma cara de deboche. Eu me irritei e falei a coia provavelmente mais idiota da minha vida.

- Olha, você é bonitinho e tudo mais, porém eu não estou com vontade de virar comida de ghoul hoje, portanto pode dando o fora.

Ele riu, - Você só pode se louca, como pode ter tanta coragem para falar assim com um ghoul?

- Já fui iludida por um que só queria me devorar e não pretendo deixar acontecer de novo, e como você pode ter tanta coragem para sair por ai com os olhos assim, ninguém percebe? Eu falei e bebi o segundo copo de bebida que trouxeram, era bem forte.

- Até agora ninguém teve coragem de me enfrentar princesinha, e eu não pretendia te iludir, simplesmente comer, simples.

- Simples, muito simples, então por que não come? Não sei como tive coragem para dizer isso, uma vez disse para o Hide que se um ghoul fosse me devorar eu o observaria para saber como é um de perto, eu de fato observei, quando Rize-kun quase me devorou, não era nada bonito mas me deixou fascinada, eu diria que ele era mortalmente bonito. Esse que estava na minha frente tinha somente os olhos de ghoul, o resto era bem humano, e bem interessante de observar. Por kami, estou virando uma pervertida!

- Porque você pareceu interessante, difícil de encontrar alguém assim ultimamente. Ele falou e fechou os olhos por um instante.

- Bem, se não quer me comer, eu vou indo, não vou dar bobeira para você mudar de ideia.

- Espere, você não disse seu nome, o meu é Uta. Até que é um nome legal, será que seria certo dizer meu nome para um estranho.. para um ghoul.

- O meu é Bulma, até mais Uta-kun.

Eu falei isso e sai apressada, quando olhei para trás Uta sorriu de canto acenando com a cabeça, eu apenas virei e continuei em direção a minha casa. Já era quase duas da madrugada, minha mãe ia me matar com certeza.

 


Notas Finais


*Binge Eater: Rize é também conhecido sob o apelido de 'Binge Eater' . Por causa de seus hábitos alimentares.

Então gostaram? O que vocês acharam do Rize-kun? Ficou muito estranho fazer "ela" homem? Eu sempre consegui imaginar facilmente, e a personalidade será muito parecida.
Não esqueçam de comentar, até o próximo capítulo! u.u


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