História Entre o amor e o desejo - Capítulo 16


Escrita por: ~

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Categorias Inuyasha Kanketsu-hen
Exibições 23
Palavras 2.347
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Artes Marciais, Ecchi, Hentai, Romance e Novela, Shoujo (Romântico)
Avisos: Adultério, Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Mutilação, Nudez, Sexo, Spoilers, Tortura, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


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Capítulo 16 - Capitulo 16- Medo!


Capitulo 16- Medo!

No Escritório, Sesshoumaru estava sentado na sua cadeira atrás da escrivania, olhando pela janela a destruição que era evidente pelo seu feudo, os sobreviventes trabalhavam na limpeza.  Mas quem visse ele diria que o olha do senhor das Terras do Oeste estava distante, alheio a tudo que se passava a sua frente. Parecia perdido em seus pensamentos. Aquele costumeiro olhar frio, sóbrio, agora tinha uma gota de tristeza como tempero. Talvez fosse o Maximo que qualquer um pudesse ver de seus sentimentos, por quer nenhuma lagrima correria pela aquela face impecável.

Mesmo com a pequena alteração no seu olhar não seria possível prever seus pensamentos, ainda continuava aquele youkai orgulhoso, que acha perca de tempo demonstrar seus sentimentos. Talvez ele tivesse pensando que quase perdeu seu reino, ou em quantos soldados perdeu nessa batalha, ou ate mesmo no contra-ataque para exterminar seus inimigos. Mas qualquer ser que conhecesse Sesshoumaru durante todos os séculos de vida dele jamais diria que aquela tristeza que seus olhos continham seria por causa de uma inútil e fraca humana, ou ate pior, que alem da tristeza pudesse ter o medo de perder essa humana.

#-#

Inuyasha respirou fundo, estufou o peito tomando coragem e bateu na porta do escritório do irmão mais velho.

Sesshoumaru – entre Inuyasha! – o hanyon escutou o comando do irmão através da porta.

Inuyasha – posso falar com você – perguntou depois de entrar e fechar a porta atrás de si.

Sesshoumaru - ... – não respondeu, e Inuyasha entendeu que era para continuar.

Inuyasha – o que você pretende fazer Sesshoumaru?

Sesshoumaru – a única coisa que eu quero agora é sangue – falou sem se virar para o irmão – vou matar cada um deles com minhas próprias garras, e Inuyasha, não ouse interferir, eu mato quem passar pela minha frente.

Inuyasha – isso é assunto seu, não vou me meter – aproximou-se mais da mesa de Sesshoumaru – só vim para proteger a Rin, mas parece que nem eu e nem você conseguimos isso ne? – viu o mais velho virar a cadeira e encarar seus olhos.

Sesshoumaru – sua humana conseguirá purificar o veneno do corpo de Rin? – sem desviar os olhos do mais novo.

Inuysha – não sei, só iremos descobrir na hora – deu um leve suspiro – Kagome estar esperando um filho meu, e ele consume muita energia dela, mas eu sei que ela não recusará em vim ajudar Rin.

Sesshoumaru – ... – ficou em silencio, também suspirou e voltou a olha para fora do castelo, a noite começava a cair – sua humana só deve chegar pela manha, não sei se Rin aguentará ate lá. Mas ela é a nossa única opção, outras Mikos não aceitariam vim ate as minhas terras.

Inuyasha – talvez você deva ficar ao lado de Rin, dando força.

Sesshoumaru – ... – mais uma vez não respondeu.

Inuyasha – eu sei que é difícil ver a pessoa que amamos morrer na nossa frente, mas... – foi interrompido.

Sesshoumaru – não fale besteiras Inuyasha, eu não sou como você – disse ríspido.

Inuyasha – ORA SESSHOUMARU – gritando – SERÁ QUE NEM NUMA HORA DESSAS VOCE DEIXA ESSE ORGULHO DE LADO?

Sesshoumaru – não me afronte Inuyasha, não estou com paciente para te aguentar seu hanyon maldito – com a voz firme, mas sem gritar.

Inuyasha – SESSHOUMARU, DEIXA DE SER ESSE TREMENDO IDIOTA – batendo na mesa, fazendo com que Sesshoumaru voltasse a lhe encarar – Se Rin sair dessa, diga a ela o que você sente, não deixe escapar se acaso tiver essa chance, ou você vai perder lá sem experimentar o verdadeiro amor.

Sesshoumaru – eu não vou ser que nem você e nossa pai – sua voz continuava calma – humanos são fracos, não vivem muito, e seria uma fraqueza ter ela ao meu lado.

Inyasha – esse seu orgulho não vele de nada... – mais uma vez foi interrompido por Sesshoumaru que levantou da cadeira e também bateu na mesa.

Sesshoumaru – NÃO É ORGULHO SEU IMBECIL – agora sim Gritando –É...É... – as palavras pareciam presas na garganta.

Inuyasha – é o que Sesshoumaru?

Sesshoumaru – É ...Medo... – confessou por fim – medo de prende lá a mim e não fazer feliz, medo de ver ela a cada dia que passar  envelhecer e enquanto eu permaneço jovem, medo de um dia sentir o que estou sentindo hoje – sentou novamente na cadeira – medo de ver lá morrer e não puder fazer nada – um suspiro – você não sente a mesma coisa pela Kagome?

Inuyasha – eu...nunca pensei nisso – o mais novo abaixou a cabeça, não queria mostrar seus olhos que agora possuía a mesma tristeza que os olhos de Sesshoumaru.

#-#

A noite demorou a passar, ninguém dormiu no castelo, a preocupação estava estampada nos rostos de Todos. Sesshoumaru ficou a noite inteira reunido com seus Generais bolando estratégias de defesa e ataque.

Jaken – com licença Sesshoumaru-sama – o pequeno youkai verde pedia permissão para entrar na sala.

Sesshoumaru – ... – ele apenas acenou positivamente com a cabeça.

Jaken – a líder do vilarejo deseja falar com o senhor – atrás dele vinha uma Inuyoukai com longos cabelos pretos preso em um rabo de cavalo.

Sesshoumaru – o que deseja Naomi ?

Naome – Sesshoumaru-sama, sei que não restaram muito de nossos soldados, e que seria fatal um novo ataque do inimigo, então vim oferecer as fêmeas do vilarejo para ajudar na batalha.

Tekai – as fêmeas devem ficar nas suas casas e cuidarem das suas crias – disse autoritário.

Sesshoumaru – é você quem manda aqui Tekai?

Tekai – não, mas...- não pode terminar de falar.

Sesshoumaru – sem mais, se não é você quem manda então cale a boca – disse ríspido o Dayoukai – Naomi eu lhe respeito muito, mas você tem certeza que as fêmeas tem preparo para lutar?

Naomi – somos fortes, desde de pequenas somos treinadas para caçar e nos defender, muitas são filhas de ex-generais de seu pai, muitas perderam os maridos nessa batalhe, então queremos defender nossa linhagem contra o ataque dos youkais Tigres.

Sesshoumaru – certo... Takashi, leve Naomi e suas guerreiras e lhe der instruções para defender o castelo.

Takashi – Sim Sesshoumaru-sama – saíram da sala Takashi e Naomi.

Sesshoumaru – Tekai, ajudes os homens na reconstrução do muro, do jeito que está ate os humanos achariam que são capazes de nos derrotar.

Tekai – sim senhor – também saiu da sala.

Sesshoumaru – e Jaken cuide das coisas do castelo – viu o youkai verde fazer uma cara de quem queria falar alguma coisa – o que foi Jaken?

Jaken – eu queria ver a menina Rin – com pequenas lagrimas nos olhos.

Sesshoumaru – não é apropriado ir vê-la, as servas estão passando algumas ervas nos ferimentos dela – disse frio – agora faça o que eu mandei.

Jaken – sim senhor – fazendo exageradas reverencias.

#-#

O sol finalmente chegou e com ele veio Kagome montada em Kirara. Sua barriga de grávida estava bastante grande. Inuyasha que sentiu seu cheiro de longe lhe esperava na entrada do castelo.

Kagome – INUYASHA – gritava ainda montada em Kirara.

IInuyasha – KAGOMEEEE – respondeu o hanyon no mesmo tom – você estar bem? – ajudando a esposa a descer do youkai.

Kagome – só um pouco cansada, mas isso não importada agora – abraçando o marido – nossa isso aqui ta uma destruição total.

Inuyasha – sim, muitos morreram.

Kagome – me leve ate a Rin logo, não podemos perder tempo – antes de o marido responder outra voz foi escutada.

Sesshoumaru – deixe que eu a levo ate ela – aparecendo no local onde os dois estavam – Inuyasha fique aqui.

Inuyasha – feh... Você não manda em mim.

Kagome – Inuyasha, não arrume confusão, faça o que Sesshoumaru mandou – seguiu Sesshoumaru pelas escadas deixando para trás um hanyon com uma cara de total espanto.

#-#

Ao entrar no quarto Kagome se assusta com o que ver. Rin estava com vários machucados pelo corpo, e o veneno era muito forte, ela podia sentir a energia maligna emanando de dentro do corpo da jovem.

As servas tinhas trocado a roupa de Rin, agora ela usava um bem leve na cor branca. Uma das servas se dirigiu ate Sesshoumaru.

Serva – senhor, limpamos os ferimentos e passamos as ervas que ajuda nos ferimentos dos humanos, trocamos o kimono, a única coisa que não mexemos foi um cordão com uma pedra que ela tem no pescoço.

Sesshoumaru - cordão? – arqueou uma das sobrancelhas.

Serva – sim meu mestre – então sesshoumaru se aproximou da cama e viu em volta do pescoço um cordão simples com uma pedra azul pendurada.

Kagome – pareci uma safira – disse Kagome se aproximando – será que é verdadeira?

Sesshoumaru - safira? ? ?

Kagome – Sim é uma joia.

Sesshoumaru – você sente algum poder vindo dela?

Kagome – não...não sinto nada de estranho.

Sesshoumaru – vamos deixar você sozinha com Rin – ordenando apenas com olhar para servas saírem do quarto.

Kagome – eu vou purificar o veneno – sentando na cama ao lado de Rin, estendendo as mãos em direção ao corpo inerte da jovem, usando de seus poderes de Miko para purificar o veneno – você pode ficar se quiser.

Sesshoumaru – tenho uns assuntos para resolver – ele ia saindo do quarto quando Kagome fala mais alguma coisa.

Kagome – olha Sesshoumaru, eu posso ate conseguir purificar o veneno do corpo dela, mas ela estar muito ferida pode morrer por causa delas, então seria melhor você ficar ao lado dela, o coração poder ter sofrido algum dano por causa das garras.

Ao ouvir Kagome falar sobre o coração de Rin, passou na mente de Sesshoumaru a alucinação que ele tivera quando foi atrás crisântemo da vida eterna, a alucinação era ele exatamente arrancando o coração da menina com as garras. Toda aquela imagem sangrenta em sua cabeça foi como um choque, foi ali naquele momento que ele se lembrou do feitiço para quebrar o selo ta bakusaiga, o coração de Rin era puro, ela então seria seu sacrifício? Seria então ele, Sesshoumaru, a tirar a vida da menina?

Seus olhos tinha uma expressão que beirava o horror. Saiu do quarto sem dizer nenhuma palavra, caminhou para seu escritório, tinha que pensar isso pensar, ele não podia sacrificar a vida da menina.

#-#

No escritório Sesshoumaru pensava sobre o que Zang lhe falara – “Zang – Sesshoumaru tem mais uma coisa, para o ritual funcionar, você precisará sacrificar algo que goste muito.”

“o que seria essa tal coisa que ele gostasse muito?” – refletia Sesshoumaru ate ouvir alguém bater na porta.  – Entre – ordenou o Daiyoukai.

Kuzuo – Sesshoumaru-sama, queria falar comigo?.

Sesshoumaru – sim general – indicou uma cadeira a sua frente para que o general pudesse sentar e então continuou – o que você sabe sobre a pedra que zang sitiou para o feitiço?

Kuzuo – depois que o senhor partiu em busca dos ingredientes para o feitiço eu fui falar com os anciões do vilarejo, eles sabem de muita coisa por causa dos longos séculos vividos – como Sesshoumaru nada falou o general continuou seu relato – um deles me disse que essa tal pedra se chama Safira dos desejos, e ela concedi a pessoa que ela esta ligada os desejos do seu coração. Mas ninguém sabe onde ela esta, e muitos duvidam da sua existência.

Sesshoumaru – ela esta no pescoço de Rin – viu o general arregalar os olhos de surpresa.

Kuzuo – mas como?, como  a Senhorita Rin conseguiu essa pedra?

Sesshoumaru – eu não sei, só Rin poderá dizer quando acordar... se acordar – um leve suspiro – o que me intriga é que eu não consigo sentir nenhum poder emanando dela, mas no momento em que vi a pedra é como se ela me dissesse que é a qual eu procuro.

Kuzuo – o mesmo ancião me disse que não basta apenas desejar, a pessoa tem que merecer.

Sesshoumaru – e a flor? Qual é seu poder?

Kuzuo – dizem que curam os ferimentos e prolonga a vida de uma humana... outras lendas dizem que dar a vida eterna, nunca se ouviu falar sobre alguém que obteve o poder da flor. O senhor consegui achar flor?

Sesshoumaru – sim.

Kuzuo – então o senhor já tem quase todos os ingredientes para o feitiço? Os inimigos seriam rapidamente derrotados com a bakusaiga.

Sesshoumaru – o terceiro ingrediente seria o coração de Rin.

Kuzuo – mas pode ser o coração de qualquer jovem pura, porque o senhor escolheria logo o coração de Rin-sama?

Sesshoumaru – qualquer outro não funcionaria pós tenho que sacrificar algo que me é importante, e para mim não a nada mais importante do que a vida de Rin.

Kuzuo – se é tão importante assim não sacrificaria a vida da menina pela katana – falou com certo desrespeito.

Sesshoumaru – o que me sugere então? Que eu abandone a bakusaiga por uma humana.

Kuzuo – o ancião que me falou sobre as lendas ele serviu seus antepassados, muito antes de seu pai reinar sobre nos, ele me deu um pergaminho que diz se um humano beber o chá da flor ele viverá ate quando seu coração desejar.

Sesshoumaru – esta me pedindo para sacrificar minha katana, sacrificar a segurança do meu povo para que Rin viva?

Kuzuo – é o certo – encarou os olhos âmbares de seu senhor – ela se sacrificou em lhe esperar todos esses anos, sacrificou em deixar os semelhantes dela para viver num lugar onde todos a rejeitariam, aceitou cuidar das suas terras enquanto estafa fora, e ela morreria para salvar esse povo que tanto a rejeita. Tenho que lhe falar meu senhor, que ela só iria para o esconderijo se eu ajudasse a sua serva que estava ferida, eu não tenho duvida que ela seria uma ótima rainha.

Sesshoumaru – parece que você teve bastante tempo para conhecer lá não é general?

Kuzuo – é... e admito que ela é encantadora, se o coração dela já não tivesse dono eu lhe cortejaria–  viu seu senhor lançar um olhar de fúria.

Sesshoumaru – você não foi capaz de defende lá, não é merecedor de seu coração.

Kuzuo – nem o senhor foi capaz – o olhar de Sesshoumaru tinha mais fúria ainda depois de ouvir as palavras de seu general – mas eu não entraria nessa luta, afinal ela já estar vencida, só basta o senhor abrir seus olhos para isso.

Se encaram em silencio por mais alguns segundos ate Jaken entrar gritando.

Jaken – SESSHOUMARU-SAMA...SESSHOUMARU-SAMA – o olhar de fúria de Sesshoumaru agora estava em cima do seu fiel servo – ahh...desculpe atrapalha mas é que...

Sesshoumaru – diga logo seu inútil.

Jaken – ahhh menina Rin... ela acordou.

Sesshoumaru – por que você não disse isso logo – Sesshoumaru levantou-se e foi rapidamente ao encontro de Rin.

Continua...


Notas Finais


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