História Entre o céu e o inferno - Capítulo 4


Escrita por: ~

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Categorias Supernatural
Personagens Bobby Singer, Castiel, Charlene "Charlie" Bradbury, Chuck Shurley, Crowley, Dean Winchester, Gabriel, John Winchester, Kevin Tran, Lúcifer, Meg Masters, Miguel, Sam Winchester
Tags Destiel, Sabriel
Exibições 58
Palavras 4.301
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Aventura, Comédia, Drama (Tragédia), Ficção, Lemon, Luta, Magia, Romance e Novela, Universo Alternativo, Violência, Yaoi
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Canibalismo, Estupro, Homossexualidade, Incesto, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Sadomasoquismo, Sexo, Tortura, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas da Autora


Então, demorei mais do que o normal mais tamo ae e.e
Não tem muito o que dizer desse capitulo não, vão lá ler vão.
Ah, eu to evitando botar os horários, só colocarei quando julgar realmente necessário.

Capítulo 4 - Lost


Fanfic / Fanfiction Entre o céu e o inferno - Capítulo 4 - Lost

Castiel 00:30

Permaneço no chão até recuperar o controle de minhas emoções, levantando depois de sei lá quanto tempo largado aqui, me pergunto se Bobby já havia começado o “questionário”. Tomo banho e troco de roupa e me jogo na cama com a espada de Caim em mãos; a encaro levantada no ar fazendo movimentos que nem uma criança com uma espada de brinquedo.

-Que coisa ridícula...- falo pra mim mesmo

Pouso a arma em meu peito fechando os olhos na tentativa de dormir, mas não conseguia, a imagem de Dean vinha a minha cabeça e o remorso me destruía, passei horas girando na cama mas simplesmente não pego no sono; com raiva daqueles sentimentos taco a espada o mais forte que consigo na parede e tento mais uma vez apagar mas sem sucesso. Levanto meio perdido, e desço para cozinha pegando um copo e depositando água nele, retiro um pacote de pílulas do bolso e engulo uma delas junto a bebida; deixo o copo na pia e vou para a sala parando em frente a porta do porão tentando escutar o que estava acontecendo lá em baixo, mas sem sucesso volto para a cama.

- Imaginei que depois de tomar esse remédio eu realmente fosse desmaiar... bem, parece que não é bem assim – Digo sozinho olhando a caixa de Rivotril em minhas mãos, pouco depois de dizer isso meus olhos foram ficando pesados, minha visão embaçada e finalmente, apago.

...

Acordo ainda muito lento, me sentando na cama para recuperar direito minha consciência, não demora muito e levanto indo até o banheiro. Ligo a torneira e lavo minhas mãos e rosto, esfregando bem os olhos na tentativa de acordar por completo, falhando miseravelmente. Olho minha cara no espelho reparando agora no meu cabelo e barba maiores do que o normal.

“Verdade, eu ia corta-los ontem, antes de toda a confusão. Estou parecendo um sem teto”- pensei rindo do meu comentário como se fosse um autista – “ Mas no momento, eu sou praticamente um sem teto.”

Desligo a pia e desço  para comer alguma coisa, não havia muito na casa do homem, então só restava me contentar com um copo de café e torrada com manteiga. Sento na mesa já com os alimentos em mãos, ouço o eco de um grito ao longe, sinalizando o que eu tanto queria saber, Singer estava realmente machucando Dean. Fecho os olhos e respiro fundo contendo  as lágrimas que insistiam em querer cair, até que surge um Bobby cansado na porta do comodo. Queria falar com ele, mas uma raiva repentina parecia surgir em mim ao vê-lo lavando suas mãos ensanguentadas.

- Finalmente acordou ein, princesa! Achei que fosse dormir pra sempre. – Fala rindo. Faço uma cara de confusão mais brava do que o esperado. – Já são quatro horas da tarde. – Completou me fazendo encarar o relógio na parede, confirmando o que ele acabara de dizer. Como assim eu dormi até quatro horas?!

- Ele já está morto?!- O outro me encara – Queria saber se já o matou... – Digo tentando manter a calma.

-Não! Ele ainda nem me contou nada, nem mesmo fez provocações idiotas, ta calado a meio século, fala uma vez ou outra. Já fiz todo tipo de tortura possível mas ele nem pisca, só nessa ultima que gritou um pouco, mesmo assim isso é assustador, o cara é um monstro.

Encaro a comida meio pensativo, então levanto deixando o que sobrou do pão lá e passando por Bob para ir ver o loiro.

-Aonde vai?

-Vou vê-lo- Respondo como se fosse óbvio. Abro a porta do porão e o velho faz menção de ir comigo. – SOZINHO!

-Ele é perigoso Castiel.

-E eu sou forte! Mais do que você! Posso me cuidar, muito obrigado.- digo fechando a porta e descendo

- OQUE FOI?! VOLTOU PRO SEGUNDO ROUND?! OLHA, ACHO QUE NÃO TEM MAIS NADA SOBRANDO PRA VOCÊ DISSECAR!- A voz rouca do demônio corre pela escada junto a risadas.

- Não é ele não...

- Ah, Novak. – A voz dele estava repleta de nojo e raiva e seu corpo coberto por cortes e queimaduras claramente graves, faltavam vários dedos de seus pés e mãos e parte da orelha, sua esclerótica se encontrava muito vermelha, talvez pela imensa dor que suportou. Havia uma quantidade absurda de sangue no chão que me fez pensar em como ele ainda podia estar vivo e gritando daquele jeito; meu peito doía e eu tive que segurar as lagrimas, talvez pela frieza com que Dean se referiu a mim ou pelo seu atual estado, ou pelos dois. – Veio se divertir comigo?! Olha, devo dizer que com você eu preferia outro tipo de diversão- Sorriu maliciosamente.

-Não vim aqui pra isso.

- Se acha que eu vou chorar e pedir misericórdia já pode ir embora.

- Não é isso Dean!- Fiz uma pausa medindo minhas próximas palavras- E-Eu não queria que isso acontecesse com você- O loiro mantem um sorriso de descrença.

- Por favor né Castiel! Conta outra! E o que você esperava?! Que o seu amiguinho me desse beijinhos na bochecha e perguntasse o que quer saber carinhosamente enquanto me da um pedaço de torta?!

“Não, definitivamente o único que poderia te dar beijinhos sou eu.”- Mas que droga eu estou pensando em um momento como esse?!

- Precisava saber mais informações sobre minha família, sobre os demônios!

- ERA SÓ ME PERGUNTAR DROGA! EU TE RESPONDERIA QUALQUER COISA! EU FARIA QUALQUER COISA!- Ele para respirando fundo e me encarando com um olhar triste que cortou meu coração. – Bastava você pedir. Eu seria qualquer coisa que quisesse. – O observo surpreso e confuso com aquelas palavras que nunca esperei que pudessem sair de sua boca com caninos desnecessariamente grandes e finos.

- Você... – sou cortado por ele

-Afinal o que veio fazer aqui?

-Eu não sei...

-Então já pode ir, obrigado pela sessão de tortura, foi divertida. Me fez lembrar que só posso confiar em mim mesmo.

-Dean...

-O fraco que confiou em você fui eu, mereci isso, ta tudo bem. –Encaro suas orbes verdes que se esforçavam para parecer indiferentes- Não devo ter muito mais tempo, boa sorte com sua família Castiel.

- Não quero que você morra. Não vou deixar que te mate.

- Por que continua fingindo que se importa? Já conseguiu oque queria.

-PORQUE EU ME IMPORTO MERDA!

-E POR QUE SE IMPORTA?!- Ele permanecia me encarando com o cenho franzido

- EU NÃO SEI- Fecho os olhos e respiro fundo, tentando não gaguejar nas próximas palavras- Eu só, me importo. Querendo ou não, eu me importo.

Trocamos olhares silenciosamente até que o loiro virou o rosto, apertando os olhos fechados e gemendo extremamente baixo.

-Está doendo? – pergunto logo continuando- Claro que está, que pergunta idiota.

- Isso não é nada, já passei coisa pior. – Disse voltando a abrir os olhos

- Bobby disse que você aguentou bem.- Ele ri friamente- Mas pra mim você parece péssimo.

- Hunf!- Me aproximo dele e colocando 2 dedos em sua testa uso o pouco de energia que tenho para regenerar seus dedos e fechar alguns poucos cortes

-Infelizmente não posso cuidar de tudo no momento. Já gastei muita energia concertando seu braço e o pouco que tinha só deu pra fazer isso. – Ele não diz nada, apenas me encara indiferente com a cabeça jogada para o lado.

Me aproximo ainda mais, levando meus lábios a sua testa dando um leve e demorado beijo. Ao me separar vejo o loiro abrir seus olhos devagar e mirar minha boca, senti minhas bochechas queimarem e logo após o outro sorri de canto de forma safada. Penso na possibilidade de beijar sua boca mais recuo antes que fosse levado pelo momento, vendo-o fazer cara de desapontado.

-Vou te tirar daqui, só aguente mais um pouco- Digo deixando o lugar.

 

Benny  13:20

Levanto faço minha higiene pessoal e vou até o quarto de Dean para acorda-lo, o mesmo nunca levantava cedo sozinho e se negava a usar um despertador, então sempre quem acordava-o era eu. Passo por alguns soldados, cumprimentando-os até chegar ao quarto do loiro. Abro a porta já preparado para as reclamações dele, mas me surpreendo ao entrar e encontrar a cama vazia, subo até o telhado para ter uma melhor visão da cidade e procuro-o, mas sem sinal nenhum desço dali. Tento buscar sinal da sua aura, novamente fracassando. Decido tomar café e esperar um pouco; talvez ele só tivesse encontrado alguma garota bonita e levado-a pra cama.

 ...

Olho o relógio marcando quatro da tarde e nada do Winchester voltar, já estava preocupado, ele não demoraria tanto; vou até o bar onde os demônios provavelmente estavam passando o tempo e ordeno que procurem pelo loiro pela cidade, e claro, também me junto a procura. Após longas horas de busca volto para o hotel esperando encontrar os outros na esperança de que algum deles tivesse tido sucesso, mas muito pelo contrario, não havia ninguém lá, fazendo minha preocupação aumentar, alguma coisa não estava certa. Subo para o quarto do Dean como ultimo recurso, e lá estava, continuamente vazio, só que agora tinha um papel em cima da cama; me aproximo afim de ler o que está escrito.

- “É aqui que minha vingança começa. Um pouco mais rápida do que o esperado. Me pegue se puder, Winchester.”- Franzi o cenho- Mais o que diabos é is- Antes que pudesse terminar sinto uma pancada forte na cabeça que me faz cair na cama derrubando o papel no chão juntamente com minha boina, antes de desmaiar consigo ver meio embaçado um vulto se aproximando,  a única coisa nítida era seus cabelos vermelhos.

 

Castiel

Bobby estava sentado vendo TV com uma garrafa de whisky em uma mão e o controle na outra, mudando os canais desanimado. Sigo até ele que, ao me ver se move, pegando e oferecendo um frasco da bebida; aceito sentando  ao seu lado.

- Isso não está certo- Falo abrindo o Whisky

- Ele matou milhares de pessoas, Cas- Diz olhando a TV, mudando de canal.

-Mas continua sendo uma pessoa também.

- Um demônio.

- Demônios não deixam de ser pessoas, não é?! – Dou um gole no liquido e sinto minha garganta queimar, pigarreio involuntariamente.

-Eu não entendo- O velho desligou a Tv e parou para me encarar- Você já matou milhões de demônios, então porque está hesitando tanto agora?- Finalmente tomo coragem e o encaro de volta

- Pela primeira vez estou tomando minhas próprias decisões e não só seguindo ordens do meu pai ou do rei. Sei lá, só não acho isso certo, parece clichê, mas mata-lo seria fazer o mesmo que ele. Não estou pedindo que confie nele, mas sim que acredite em mim.

“E Dean não é tão mal assim” – falo na minha mente.

- E sugere que a gente faça oque? Se o soltarmos ele mata nós dois. – Bobby diz, logo após da um gole levando a bebida restante.

-Não mata não, eu vou conversar com ele.

- E desde quando você e o Winchester são amiguinhos?!- Penso se deveria contar para Singer que o loiro iria me ajudar a encontrar meus pais, mas não acho uma boa ideia e guardo para mim.

-Vai ficar tudo bem Bobby. Apenas pare de tortura-lo, tudo bem?!- Digo enquanto me levanto e sigo para o quarto.

- Espero que sim.

Subo e pego a espada de Caim jogada no chão e volto para onde o demônio estava.

-Pronto, aqui es- Digo com a faca estendida no ar, mas antes de terminar ela voa para Dean que em segundos corta as algemas que o prendiam, se levantando com um sorriso sádico no rosto, sinto todo meu corpo reagir aquilo com vários arrepios.

-Obrigado Cassie- Diz se aproximando a passos lentos- Sabe, soltar um demônio como eu após tortura-lo não parece uma boa ideia. Achou que só porque consertou os meus dedos estamos quites?! VAI SE FUDER!

-Dean...- Um soco acerta meu rosto me fazendo cair. O outro se abaixa sentando sobre meu tronco e soltando socos repetitivamente no meu rosto- De-Dean. P-Pare- Me esforço para falar entre as agressões.

-Me dê um bom motivo para eu parar! – O loiro cessa por um tempo, me puxando pela gravata, estávamos tão perto que podia sentir sua respiração pesada em meu rosto. Permaneço quieto encarando seus frios olhos verdes, eu não tinha uma desculpa para dar, machuquei-o e não há mais o que fazer.

-Pode me matar se quiser, mas por favor deixe Bobby em paz.

O winchester continuou ali, silencioso, não retrucou, os movimentos de seu pulmão começavam a ficar descompassados e seu olho agora fitava minha boca. Após longos e angustiantes segundos ele corta a distancia que restava, selando nossos lábios em um beijo selvagem e desajeitado, como se fizesse anos que não ficássemos daquele jeito. Sua língua brincava dando voltas e algumas mordidas, de um jeito que só ele sabia fazer, enlouquecedor. O loiro cessa o beijo indo até meu pescoço distribuindo chupões e mordidas pelo lugar, sem parar para respirar, como uma fera sem controle, algumas vezes mordia tão forte que senti doer, mas na maioria eram boas, me faziam arquear de prazer. Sua cauda envolvia meu corpo me trazendo para mais perto de si, e ao mesmo tempo em que atacava minha clavícula, sua mão desabotoava minha camisa de forma atrapalhada, arrancando alguns botões pelo caminho.  Abrindo a blusa com sucesso ele desce dando beijos pelo meu tronco até parar em meu peito e começar a chupa-lo, o ato me fez segurar seus chifres e soltar os gemidos que estou segurando junto a alguns ronronados. Sua língua brincava com o bico em movimentos circulares decididos, Dean retira sua boca e espero que ele faça o mesmo com o outro mas não fez; em um ato brusco o loiro me empurra e se levanta ofegante com o braço na boca.

-Fique longe de mim! Ouviu?! Nunca mais apareça na minha frente!- O loiro falou de forma firme e logo depois sumiu, me deixando aflito jogado no chão em meio ao seu sangue.

 

Dean

Chego no quarto em que estou hospedado cambaleando um pouco, esbarrando e derrubando algumas coisas no caminho até minha cama, onde me jogo.

-Mais que droga- Digo ainda meio atordoado

Se fosse qualquer outra pessoa eu teria matado sem hesitar ou piscar, mas perto de Castiel me tornava um fraco, molenga e mimado, e isso me irrita muito, coisas que nunca senti antes embaralhadas com meus pensamentos irracionais causados por ele que me traziam um desejo de mata-lo, mas ao mesmo tempo sentia uma necessidade enorme de controlar esse desejo. Esse tipo de coisa não deveria mais fazer parte de mim, não posso continuar desse jeito e para isso preciso me afastar do moreno. Fecho os olhos e respiro fundo, finalmente percebendo que não tive sinal de Benny, passei muito tempo sumido e não havia visto soldados pela cidade, nem encontrado meu amigo parado me esperando do lado de fora. Levanto do móvel em um pulo, estranhando a situação, olho para os lados meio perdido com a mão na nuca e vejo a boina de Ben no chão, me abaixo para pega-la e ao levanta-la um papel cai de dentro dela, seguro o papel com as duas mãos e levanto-me virando o papel para ambos os lados checando-os, paro para ler o que está escrito. Olho pensativo focando em um ponto físico da parede e ao mesmo tempo focando em nada. Mas que merda de mensagem era aquela?!

-FILHO DA PUTA!- Saio a passos rápidos do quarto procurando pelos outros demônios mas tudo está vazio. Sinto calafrios pelo corpo, eu estava sozinho, sozinho e longe do lugar que eu chamava de casa.

 

Castiel

Estou na cozinha botando gelo nas partes inchadas do meu rosto quando Bobby chega em casa, ele havia saído para comprar remédios para amenizar a dor que eu estou sentindo e buscar informações. O outro joga as chaves em cima da mesa e vem em minha direção me entregando os medicamentos, ele para, olhando para meu pescoço, especificamente para os chupões e marcas de mordidas deixadas por Dean, provavelmente já havia visto antes, mas como eu tomei banho e coloquei uma roupa básica estava ainda mais visível.

- Vocês se espancaram ou se comeram?! Francamente... – Singer diz levantando as sobrancelhas e indo até a geladeira, retirando de lá uma garrafa de alguma bebida alcoólica que eu nem sabia existir no mercado. Me meto atrás dele devolvendo a bolsa de gelo ao seu lugar; pego um copo de água e engulo alguns comprimidos, sendo um deles o meu amado Rivotril.- Vê se não acorda quatro da tarde de novo. – Seu tom de chacota me faz revirar os olhos- Antes que vá deitar. Soube que o rei de Skyfair já sabe sobre os demônios estarem aqui na cidade e do discurso do seu demôniozinho querido; no entanto não ouvi nada sobre sua família, parece que estão tentando apagar o caso, ou encobrir.

-Bem, faz sentido, se os humanos não sabem sobre o que aconteceu com os Novak, ainda vão nos apoiar.

-Sim, claro. – Fez uma pausa- A questão é que... – Bobby é interrompido por um vulto que velozmente me empurrou segurando a gola de minha blusa e me imprensou contra a parede, involuntariamente, como se fosse algo cravado no velho desde que nasceu, sacou uma arma da cintura e apontou para o homem a minha frente. Gemi pela dor do impacto, levando algum tempo para me recompor e abrir os olhos. Em uma luta de verdade eu teria reagido de forma mais rápida, mas aquele cheiro inconfundível que invadiu a sala antes mesmo do rapaz me atacar deixava claro quem era, me fazendo abaixar minhas defesas.

-Já está com saudades?!- Pergunto retoricamente com um sorriso safado no rosto. Minha voz saiu firme na frente do loiro pela primeira vez, eu ja estava parcialmente dopado pelos remédio- Olha se você ficar fazendo esse tipo de coisa não tem como eu ficar longe.

-Onde está ele?! Onde estão eles!?- Ele fala alto

- Eles quem? Do que você está falando Dean? – Franzo o cenho

-NÃO FINJA NÃO SABER!

-HEY! SOLTA ELE SEU IDIOTA!- Bobby diz destravando a arma. Dean nem se quer pisca. Seu olhar está cravado no meu. Havia raiva em seus olhos verdes, muita raiva, mas não era só isso, os movimentos dele estavam errantes, suas mãos meio inseguras, suas palavras menos firmes.

- Está com medo...- Falo ainda de cenho franzido inclinando a cabeça. – Do que está com medo Dean? – Ele me olha com a boca semi aberta, um pouco confuso, as mãos que prendiam meu colarinho se soltam devagar, me devolvendo ao chão e se afastando de costas para mim. – Olha, eu não sei o que aconteceu com seus amigos.

 

-Seus... Seus irmãos, seu pai, algum deles, deve ter sido algum deles.- O loiro se embolava nas palavras, parecia nem mesmo pensar no que falava, o tom confiante e arrogante que sempre permanecia na sua voz, sumiu, dando lugar para um suave, doce e perdido Dean. Segui em sua direção virando-o pelos ombros fazendo com que olhasse para mim.

- Não foram eles Dean.

-Como pode saber disso? Eles sumiram, podem ter se escondido e ai voltaram agora e estão se vingando pelo que fiz no castelo.

- Não foram eles!

- Oque vo- o interrompi

-Se tivesse sido eles significaria que me abandonaram.

-E?- Seu olhar era de incredulidade

-E que nunca fariam isso! Os conheço muito bem, NUNCA fariam isso. Entendeu?!- Minha voz ao contrario da dele era firme, devido ao dopante- Além de que você um demônio , milhares de pessoas te odeiam, pode ter sido qualquer um.- Bobby tosse forçadamente para que prestássemos atenção nele.

-Sem querer estragar o drama ai, temos problemas maiores para tratar agora- O velho fala fazendo com que o encarássemos- Bem, Skyfair planeja atacar Hellblood.

-Mas eu não tomei conhecimento disso. – Dean se pronuncia um pouco mais firme.

-Eles estão escondendo bem. Só descobri isso porque sou um deus!- Bobby ria enquanto eu e o loiro olhávamos sérios um pro outro

-Se meu pai não conseguir ter conhecimento disso então...

-Vocês serão dizimados- O winchester passava a mão na nuca e andava em círculos com uma expressão cansada e preocupada. – Sem a minha família nós perderíamos um ataque direto contra vocês, mas se for de surpresa, não tem jeito, seria algo horrível.

- DROGA! Não tenho energia para correr até lá. Preciso me apressar – Disse querendo sair quando segurei seu pulso

- Não pode ir. Não vai chegar a tempo!- Falo mirando seus olhos, o verde deles parecia desgastado, a luz que exalava era agora muito fraca, ele não estava bem e o único que parecia não perceber isso era o mesmo.

-Sugere que eu faça o que então?! Você deve me achar um monstro, mas tenho coisas que quero proteger sabia?! Não posso ficar parado aqui vendo-os destruir minha casa.

-Não disse para fazer isso!- Fiz uma pausa vendo-o relaxar um pouco diante das minhas palavras- Skyfair fica muito mais perto daqui. É só ir até lá.

-Grande ideia ein! Se eu sequer pisar lá, estou morto. E acha que conversar com o rei vai resolver?!

-É só você se disfarçar, ninguém lá vai sentir sua aura demoníaca não, sabe escondê-la bem. E do resto deixa que cuido eu- Falei soltando sua mão.

- E por que eu deveria confiar em você?

-Porque você não tem muitas opções, tem?!- Trocamos mais alguns olhares até ele abaixar a cabeça. –Vamos amanhã de manhã, estou morrendo de sono agora. Se quiser tem espaço na minha cama- Digo subindo as escadas e noto um sorriso de canto que ele fez força para esconder. Dean se vira deixando a casa e eu capoto na cama.

 

Dean

Minha mente não conseguia se focar em uma só coisa, era tanta merda acontecendo ao mesmo tempo e pensar nelas fazia meu cérebro doer. Deixo que meus pés me levem para onde eu poderia esquecer de tudo. O bar mais próximo. O lugar estava levemente cheio, muitas pessoas sentadas bebendo e conversando, outras jogando sinuca e alguns poucos casais dançavam no centro do local. Assim que adentro o local param para me olhar.

“Nada discretos”- Reviro os olhos e vou me sentar na cadeira pedindo com os dedos uma bebida, não demorou muito para que o homem a trouxesse, assim como para uma aparecida se pôr do meu lado.

-Então, Dean Winchester né?! Não param de te olhar. Eles tem medo de você- A mulher era extremamente bonita, seu corpo torneado somado a seus cabelos vermelhos, olhos verdes e maquiagem provocante davam um ótimo combo, do tipo que eu levaria pra cama.

-E você não?- Pergunto e bebo em um só gole o que havia no copo, sentindo a garganta queimar de um jeito que já estava acostumado e era muito bom.

-Não- Arqueio as sobrancelhas- Para mim você só parece um homem solitário, quebrado e fujão.

-Sua visão de mim é interessante- Rio um pouco enquanto peço outro copo- Mas do que eu estaria fugindo?! Quer dizer, eu sou forte, decidido, inteligente, corajoso, bonitão. Tudo de bom- Falo de forma convencida, tirando alguns risos da outra.

 -Está fugindo do passado. Do passado que você nunca enfrentou, Dean. De si mesmo, do que sente, de como se sente. E essa arroganciazinha barata é uma tentativa de convencer a si de que é realmente tudo isso, de se odiar menos.- Dou de ombros e bebo o outro copo.

-Descobriu isso tudo só de olhar pra mim por alguns minutos?! Sabe, eu não to com muita vontade de transar hoje não. Deixe pra outro dia- Digo me levantando, cambaleio um pouco quase caindo, sinto minha visão um pouco turva e logo associo. Pego o copo da bebida e cheiro, sentindo algo diferente misturado com todo aquele álcool. Não me embriago fácil, com certeza havia algo ali.

-Não. Não descobri agora. Te conheço a muito tempo, Winchester. Sabe, você não é muito amado por aqui, deveria prestar mais atenção no que bebe. –Olho a ruiva que sorria de canto a canto e a raiva cresce. Me mexo em sua direção para tacar um soco naquela cara de piranha dela, mas meus pés estavam frouxos e desisto antes que caísse. Eu precisava sair dali. Ando até a porta com um pouco de dificuldade,  vendo as pessoas ao redor cochicharem - Não adianta fugir, vai morrer de qualquer jeito. Esse veneno não mata tão rápido mas é bastante difícil de achar um antidoto- Agradeço mentalmente por ela ter dito aquilo senão teria voltado para o hotel e morrido lá, mas agora eu tinha uma chance. Pensei em Castiel e seus poderes de cura e corri o mais rápido que pude até a casa, quanto mais me aproximava mais minha visão ficava turva e meus pés se embolavam, já as dores musculares causadas pelo veneno não eram nada, eu conseguia suportar tranquilamente. Estou bem perto do moreno quando minhas pernas falham por completo me deixando atordoado no chão. Tento gritar seu nome mas as palavras não saiam, talvez culpa da bebida ou do veneno, não sei dizer; meus membros não funcionavam mais e meu sentidos eram quase nulos.

“Não há mais o que fazer” – rio mentalmente- “Então é assim que vou morrer?! Que patético.”

“Foi mal Cas, não vou poder te ajudar com sua família”- Fecho os olhos

“Ah, que cara você vai fazer quando os encontrar?! Talvez dê um sorriso enorme.”

“Como será o seu sorriso de felicidade?”

“Queria poder vê-lo, já que você não é de sorrir muito”

“Que idiota. Decidi me afastar de você, e nos meus últimos minutos a única coisa que consigo pensar é em o quanto eu ainda queria te mostrar.”

“Sou um idiota mesmo.”- Aos poucos perco a consciência até tudo se tornar um grande vazio.


Notas Finais


Então, foi isso ae é.
O que será que vai acontecer com nosso loirinho? :v
Quem era a piranha que envenenou Dean?
Hehe, vamo ver.
Bgda por lerem bjundas e té próximo capitulo e.e


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