História Entre os Mortos - Capítulo 5


Escrita por: ~

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Categorias The Walking Dead
Personagens Carl Grimes, Carol Peletier, Dale Horvath, Daryl Dixon, Glenn Rhee, Michonne, O Governador, Personagens Originais, Rick Grimes, Shane Walsh
Tags Apocalipse, Aventura, Daryl, Drama, Mistério, Mortes, Rick, Shane, Twd, Zumbi
Visualizações 80
Palavras 1.634
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Artes Marciais, Aventura, Drama (Tragédia), Fantasia, Ficção, Ficção Científica, Luta, Mistério, Policial, Romance e Novela, Sobrenatural, Suspense, Terror e Horror, Violência
Avisos: Álcool, Drogas, Estupro, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Suicídio, Tortura, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas da Autora


Mais um para vocês, espero que gostem :3

Capítulo 5 - Capítulo 04 - Biblioteca


Sentada em um galho grosso de árvore, observava o sol se pondo no horizonte. Mesmo no fim do mundo, o pôr-do-sol continuava lindo. Com uma perna esticada e a outra dobrada e as costas encostadas contra o tronco observava os últimos raios solares, não demoraria muito para a noite cair e os bichos despertarem, apesar de que dois já estavam despertos bem ali embaixo.

Sarah não se importava mais com nada e os zumbis podiam arranhar o tronco o quanto quisesse nada os faria subir e nada a faria descer. O barulho deles de fato não incomodava, talvez já estivesse acostumada. Umedeceu os lábios cruzando os braços, observando a figura de Malamute mais adiante dentro de um riacho comendo alguma coisa. Não tinha medo em perdê-lo, pois assim que a noite caísse totalmente, jogaria uma granada com seu estilingue em direção da cidade o que faria todos os bichos serem atraídos para lá.

Os zumbis arranharam o tronco mais uma vez, fazendo-a direcionar o olhar para eles. Daquele ângulo eles pareciam apenas dois pontinhos negros que poderiam ser esmagados com o pé, Sarah sorriu com esse pensamento, se ao menos as coisas fossem fáceis daquele jeito, estaria vivendo dentro de uma casa como uma pessoa normal.

Não tinha medo deles, aliás, não tinha medo de nada.

Desde que perdera sua família, a única coisa que restou para proteger era Malamute. Devem estar se perguntando, que deveria si proteger, mas acontece que Sarah não dava a mínima para sua vida, se um zumbi a mordesse ficaria torcendo para se transformar e alguém lhe acertar uma bala na cabeça.  Nunca quis viver mesmo, não valia a pena viver daquele jeito. Que tipo de vida tinha? Nenhuma.

Viver correndo e matando zumbis não era vida.

Voltou direcionar o olhar para a colina, não encontrando mais nenhum indício do sol. Piscou os olhos lentamente, ainda podendo ouvir os zumbis, e sentiu mais um dia indo embora. Mais um dia que continuava viva. Mais um dia que passou sem saber se existe, realmente, uma cura para o apocalipse. Mais um dia que passou sem saber o que seu pai quis dizer. Mais um dia que passou sem sua família...

Não podia negar que sentia falta de sua família, estaria mentido, e supostamente mentindo já teria uma passagem para o inferno. Mas negava, negava porque não acreditava no inferno. Não existia vida após a morte, quando você morre você se torna aquelas coisas e fica circulando na terra até alguém atirar em você e depois você se torna um nada.

Todos irão lembrar-se de você como: um zumbi que queria matar.

Do mesmo jeito que você mata um rato com a ratoeira, ele poderia ter uma família e talvez só estivesse invadindo a sua casa em busca de comida, mas acontece que nós o matamos e se ele tiver filhotes, morreram de fome. É a mesma coisa com os zumbis, quando se transformam só querem comer e vão em busca de comida, mas acabam morrendo por apenas querer comida.

É estranho pensar assim, mas Sarah só pensa a realidade. Não foi fácil matar seus próprios tios e primos para conseguir comida. É cruel atirar contra a cabeça de pessoas que amou, porque realmente ainda as ama. Mesmo sendo difícil, Sarah teve que apertar o gatilho e matou aqueles que um dia chamou de família, isso foi uma semana após perder seu pai e Caleb, depois as coisas mudaram.

Sarah se tornou fria e percebeu que tinha se tornado uma pessoa gelada quando encontrou com um pequeno grupo encurralado por zumbis no meio da floresta. Ela passou por eles sem sentir um pingo de pena. Os deixou para morrer, e sequer sabia se tinham sobrevivido ou não, também não se importava porque agora era cada um por si.

Suspirou levando as mãos até os bolsos, vasculhou encontrando uma granada que tinha tirado de dentro da sela antes de subir. Puxou o estilingue que estava pendurado em um galho de árvore ao seu lado e o ajeitou para atirar, carregou com a granada e assim que se viu pronta, ativou e mirou em direção da cidade, lançou e logo viu a enorme explosão que causou se refletindo na escuridão.

Os dois zumbis que lhe enchiam o saco foram atraídos em direção do som e finalmente ela conseguiu silêncio para se deitar no tronco e tirar um cochilo. Malamute era esperto e Sarah havia lhe ensinado como se defender de zumbis, um coice e algumas patadas bastavam.

Com toda a força que tinha nos músculos dos braços empurrou a porta da enorme biblioteca, assim que deixou a luz do sol entrar, algumas pombas cinzas voaram. O cheiro de mofo deixava claro que ninguém entrava ali faz muito tempo. Segurando as rédeas, adentrou e levou o cavalo consigo, não o deixaria para morrer, não de novo.

Quando acordou com os relinchos de Malamute, o encontrou cercado por três zumbis, sem contar que havia um em cima dele. Isso mesmo deu merda. Sarah teve que descer como um jato da árvore e correr até eles, não podendo usar as armas, teve que se virar com a faca, foi fácil derrubar um a um, mas não gostou quando viu o que eles fizeram com seu cavalo.

Na lateral do pescoço de Malamute tinha três marcas de arranhões, aqueles filhos da puta tinham conseguido machucá-lo. Por sorte foram apenas arranhões, com um pouco de cuidado logo estariam cicatrizados.

E agora de volta para Atlanta, nada mais justo que adentrar a biblioteca com Malamute, afinal não tinha ninguém para expulsá-los.

Soltou as rédeas e se certificou de que a porta estava fechada, quando tudo estava seguro, correu até a escada que lhe ajudava chegar até as prateleiras mais altas e se jogou contra ela. As rodinhas que estavam conectadas com a estante rangeram, porém Sarah não parou e continuou circulando entre os livros.

Por que estava ali? Porque tinha sonhado com as últimas falas de Shadow Aaron.

A lenda da luz azul poderia ser real e se fosse, existia uma cura. E se existisse mesmo essa cura, novamente existiria vida e Sarah poderia conviver com sua família de novo, porque Caleb e Shadow ainda estavam vivos, ela não tinha os matados. É estranho ver o quanto uma garota fria se importava com a família, Sarah queria paz e se fosse preciso rodar o mundo para conseguir essa paz, rodaria.

Lendo os nomes nas laterais dos exemplares, concluiu estar com sorte, porque assim que bateu os olhos neles encontrou com as palavras: lendas. Puxou o livro grosso e abriu já procurando pela suposta lenda da luz azul, folheou sentindo o cheiro de mofo invadir suas narinas, tossiu com a poeira e finalmente encontrou o que tanto procurava.

As palavras eram claras, e tinha registrado desde que ano surgiu a lenda até o dia que tudo pareceu ser uma farsa. Virou a página encontrando com os escritos feitos por uma espécie de caneta tinteiro de pena, percebeu isso por causa da coloração amareladas nas páginas. O livro deveria ter uns dois séculos ou mais.

“Segundo conta a lenda, uma luz azul desce dos céus e invade a terra. O primeiro ser humano que disse ter presenciado essa luz foi James Black, um integrante de uma tribo indígena que estava caçando quando de repente uma luz azulada saiu do céu escuro e penetrou o solo.” – encarou a imagem do índio ao lado meio borrada. – “Cientistas afirmam que o indígena estava ficando louco, mas sua teoria foi confirmada quando a suposta luz voltou aparecer em meados do século XV a. C.” – observou a fotografia que mostrava a luz descendo do céu. – “Desde o século XIX, com a independência do Brasil, a luz nunca mais foi vista o que impediu que os cientistas a estudassem. Mas segundo relatos do último que a presenciou, Taylor Locke, após o aparecimento, pareceu ter visto uma criatura totalmente horrenda e cheirando a carniça vagando pela noite, ele a observou bem e depois foi pesquisar sobre ela, a batizando de ‘comedores de carne’; Taylor pesquisou por longos anos, até que de repente a cidade ficou infestada por eles se tonando assim uma ameaça.” – virou a página, encontrando com uma enorme imagem do animal. – “Foi então que os mortos começaram se levantar e assim trocando o nome para ‘mortos-vivos’. A cidade de Teerã, no Irã, foi onde eles apareceram pela primeira vez e causaram uma enorme guerra entre os vivos. Por sorte e com bastantes munições de guerra conseguiram derrotar os mortos e colocá-los de volta nas tumbas, e durante os anos nada mais foi visto ou escrito sobre eles.” – Sarah riu de lado virando a página. – “Por sorte, antes de ser atacado por uma dessas criaturas, o cientista Jack Elliot conseguiu descobrir uma cura para acabar de vez com esses bichos, mas seria quase impossível, porque com base em muitas pesquisas encontrou uma profecia onde relatava que o mundo, em um futuro próximo, seria dominado por essas criaturas e somente um mortal seria completamente imune às mordidas dos mortos e nunca iria se transformar. Mas ninguém nunca foi imune a mordidas, levando em consideração que essa cura não existe, só que se caso existisse, seria necessário apenas que uma gota de sangue fosse passada na pele do morto, fazendo assim a criatura voltar a ser o que era antes, um simples humano.” – a garota virou a página, porém se deparou com o começo da outra lenda.

Franziu o cenho, a página havia sido rasgada por alguém, mas quem? Quem precisava saber como o sangue de um mortal poderia acabar de vez com o apocalipse?

Desceu da escada e caminhou até Malamute com o livro em mão. O guardou no bolso da sela e saiu da biblioteca, levaria o livro consigo para estudar mais sobre a suposta “cura”.


Notas Finais


Espero que a lenda não tenha ficado confusa, o que acharam?? *-*


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