História Entre Reinos! - Capítulo 18


Escrita por: ~ e ~Felina1

Postado
Categorias Originais
Personagens Personagens Originais
Tags Entre Lobos, Lemon, Magia, Romance, Shifters, Yaoi
Exibições 20
Palavras 3.841
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Comédia, Drama (Tragédia), Famí­lia, Fantasia, Ficção, Fluffy, Hentai, Lemon, Luta, Magia, Mistério, Misticismo, Romance e Novela, Saga, Shoujo (Romântico), Yaoi
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Gravidez Masculina (MPreg), Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Intersexualidade (G!P), Linguagem Imprópria, Nudez, Pansexualidade, Sexo, Tortura, Violência
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Notas da Autora


Lupina: OI pessoas
Nos perdoem pelo imenso atraso mais fim de ano é um terror. Um cap saindo do forno, quentinho e recheadinho de coisas boas e muita aventura.
Espero que curtam cada pedacinho como nós curtimos escreve-lo;
NOs vemos nos comentários e um cheiro

Capítulo 18 - Primeira prova: Deusa Blaizer


Fanfic / Fanfiction Entre Reinos! - Capítulo 18 - Primeira prova: Deusa Blaizer

 

Depois de ter alimentado, dado banho e cuidado de pequenos arranhões, Erick deixou a pequena criança no castelo de Tora aos cuidados de uma serva, no dia seguinte tentaria conversar mais com o pequeno que conseguiu apenas dizer seu nome, Samuel.

- Estou exausto. Por que escolhi mesmo ensinar? – Dhaniel perguntou ao chegar em casa, retirar os sapatos, a camisa e desabotoar a calça se jogando sobre o sofá terrivelmente cansado.

Erick sorriu. Seu marido amava a profissão mais toda vez que tinha um dia difícil, chegava em casa reclamando e um pouco mal humorado, ele não se importava, era normal em qualquer trabalho, até mesmo quando se faz com amor.

- Por que você ama crianças. – Respondeu catando os sapatos, a camisa e depois indo fazer uma pequena massagem nos ombros do panda.

Dhaniel fechou os olhos satisfeito. A cada dia se apaixonava mais por Erick se era possível.

- Sim, mais acho que não suportaria ter uma dentro de casa. Às vezes acho que é bom não podermos ter filhos. – Soltou despreocupado, sem si importar com a dimensão daquilo para o tigre.

Erick não recebeu bem aquela afirmativa. Era um grande desejo seu ter filhos, e o fato dos pandas não poderem gerar com uma espécie diferente, lhe destruía, e achava que Dhaniel pensava igual. Parou imediatamente a massagem e o maior estranhou.

- Não me entenda mal querido. Só não sei se aguentaria passar o dia todo ouvindo gritos e correria, e chegar em casa e ter mais disso. – Tentou se justificar ao ver a cara espantada de Erick.

O tigre puxou o ar com força, queria entender o lado do esposo, mais aquilo descia cortante em sua garganta, então apenas assentiu e sorriu amarelado para o outro.

- Mais me conte como foi seu dia. – Dhan pediu.

Erick havia chegado em casa empolgado para contar sobre o pequeno Samuel, e quiçá pedir ajuda ao seu marido para lidar com ele, mais depois daquela conversa resolveu apenas omitir aquela parte do seu dia. Não havia desistido de ajudar o menino, só achou que Dhaniel já tinha crianças demais em sua vida.

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Eles já tinham voltado a caminhar, o dia estava claro mais ainda era muito cedo quando desmontaram o acampamento improvisado. Mesmo assim a jornada precisava continuar. Já haviam andado bastante e se aproximava a hora do almoço, então mais uma vez pararam para comer, todos em silêncio como estava se tornando costumeiro naquela viagem.

- Will, acho que falo por todos quando pergunto, o que nos aguardar no caminho. – Lucca finalmente tomou coragem para perguntar algo que parecia rodar a mente de todo mundo ali, mais que ninguém parecia ter coragem para perguntar.

O elfo respirou fundo, a hora de contar toda a verdade se aproximava, mais ele iria evitar o máximo que pudesse.

- Bem, terão que passar por provas enviadas pelas deusas filhas de Sean e Heaven.

- As irmãs do Shén? – Hanna perguntou antes mesmo de se dar contar do que estava falando.

- Acho que vai conhecer as cunhadas, priminha. – Oliver zombou como era do seu feitio. A coiote corou como não estava acostumada a fazer.

- E como serão essas provas? – Henry mudou de conversa para diminuir o desconforto de Hanna e também por curiosidade do que iam enfrentar.

- Não posso dizer, apenas que a primeira terá duas fases, onde terão que provar coragem e  bondade.  Como já disse não posso ajuda-los a passar pela prova, mais terão ocasiões que poderei participar, mais a frente vocês entenderão mais. – Explicou.

- Então teremos que passar por provas desconhecidas, perigosas e enviadas por deusas, e nem sequer sabemos se podemos confiar em você ou não. Quer dizer nem seus amigos sabem que raça você é. – Ravena foi desdenhosa.

Will abaixou a cabeça envergonhado. Sentia-se culpado por ter que mentir e esconder sua verdadeira essência das pessoas que tinha lhe recebido bem e sem fazer perguntas. De repente sentiu uma mão no ombro lhe dando apoio.

- Não precisamos saber qual a raça dele para saber que podemos confiar. Ele é meu amigo e isso já me basta. – Lóis disse convicto e recebeu o apoio de todos os outros.

Will se sentiu amado como nunca antes.

Ninguém mais tocou nesse assunto, mais agora todos pareciam mais tranquilos para conversar. Enquanto caminhavam algo mais a frente chamou atenção do pequeno comboio.

- O que é aquilo? Perigo? – Ravena perguntou descendo do cavalo já com a espada na mão, sendo acompanhada por todos os outros.

Caminhando lenta mais atentamente, eles se aproximaram do animal que estava jogado no chão, uma poça dourada que lembrava a consistência de sangue, estava esparramada junto ao corpo. Mais nem todos viam a mesma cena.

- Um Unicórnio? – Ravena pediu espantada, havia sido a primeira a notar o animal.

Todos congelaram com a afirmação da moça. A principio só estavam vendo um cavalo jogado ao chão, mais quando a princesa declarou ser um unicórnio todo o animal mudou perante seus olhos, e um ser quase divinal, de pelos brancos, mechas roxas e chifre de marfim brilhou perante eles.

- Parabéns princesa, foi a única que conseguistes ver a essência do animal, e graças a ti todos os outros também conseguiram. – Will disse sorridente.

-Como assim? – Ravena perguntou sem entender, preocupada com a saúde do animal que convalescia no chão coberto de grama.

- Não tínhamos visto esse ser belo, apenas um pobre cavalo. Quando você disse o que era, então nossos olhos se abriram. – Oliver explicou.

E antes que a moça perguntasse o porquê Will explicou.

- Diz a lenda que apenas as virgens podem vê-lo e doma-lo. – A princesa corou envergonhada pela descoberta.

- Não se envergonhe, isso deveria ser motivo de honra, é sinal de que és mais especial do que aparenta. – Hanna consolou. Ela nunca fora muito ligada a preservar a honra e virgindade, mais entendia e respeitava quem era assim.

A princesa dos lobos brancos apenas assentiu agradecendo o apoio da coiote.

- Mais o que podemos fazer por ele? – Lucca perguntou preocupado.

Oliver então tomou a frente, como médico de pessoas tinha uma base mínima para tratar o animal. Examinou, tendo Ravena por perto, para que o animal ficasse mais calmo. Fez pequenas compressões, mais não estava muito animado com o diagnostico que brilhava em sua frente.

- Parece que quebrou o pé, provavelmente o prendeu em algum lugar, mais o tempo que ficou perdendo ... sangue? – Perguntou olhando o liquido dourado, meio confuso. – Não lhe fez bem, sem dizer que outros predadores pareceram tentar lhe fazer de refeição. Esta muito ferido e debilitado. –O pesar era nítido em sua voz, e fez com que todos tivessem os corações apertados.

Lucca se agarrou ao marido chorando copiosamente. – Seu coração doeu ao ouvir o estado do pobre animal, alguma coisa dentro de si, dizia que aquilo fazia parte de sua vida, de alguma forma.

- O que podemos fazer Oli? Como podemos diminuir a dor dele? – Hanna perguntou, tentando fazer com que a lágrima não escorresse pelo seu rosto.

- A coisa mais digna que podemos fazer por ele, é adiantar sua partida, para evitar que sofra mais. – A voz do rei falhou ao declarar aquilo, sua alma se partia ao dizer que precisaria dar fim a vida de algo tão divino e puro.

- Não! – Lucca gritou e afundou o rosto no peito do marido. Estava transtornado com aquilo.

- Será o mais misericordioso que podemos fazer por ele. Mais não sei se ele me deixara chegar perto o suficiente. – Disse isso, pois mesmo examinando o animal esse continuava arisco e tentando se afastar de Oliver.

- Talvez Ravena consiga. – Will falou olhando com pena para a princesa.

- Não, eu não posso fazer isso. Não posso tirar a vida de um animal tão belo e inocente como esse. – A princesa tinha todo seu interior retorcido e seu coração esmagado.

- Acredito que será a única que ele deixara que se aproxime dele. – O elfo tentou argumentar.

A princesa então respirou fundo. Não queria fazer aquilo, mais era necessário, então pensou que era uma forma de dar alivio ao animal. Suas pernas estavam bambas, o coração espancava o peito e seu corpo todo parecia mole, não sabia se suportaria aquilo, mais precisava fazer.

Fechou os olhos e imaginou uma campina tão bela quanto aquela, e pôde ouvir a voz de sua mãe lhe contando sobre o paraíso e lhe dizendo que nele habitava todas as pessoas puras e os animais mais belos. Assim se ajoelhou perto do animal, que se acalmou com sua presença, passou a mão por sua crina, lhe afagando e dizendo pequenas e doces palavras ao ouvido, como se quisesse lhe dar bons momentos antes do fim, pôde jurar que o animal lhe olhou com gratidão. Lembrou-se do que Will disse, e se imaginou montando no unicórnio se esse estivesse bem de saúde. Assim colocou a mão debaixo de sua cabeça a trazendo para seu colo, e sujando toda sua calça de montaria com o liquido dourado.

 O animal a olhou profundamente como se esperasse o que ia acontecer. Então ambos fecharam os olhos e imaginando o lindo unicórnio, ao qual ela batizou de Púrpura, passeando nas nuvens feitas de algodão no tão belíssimo paraíso que sua mãe lhe dizia, fechou as mãos em seu pescoço e em um golpe rápido o girou, dando fim à existência do ser mágico e fazendo com que todos ali chorassem. Então se despediu o vendo em sua imaginação galopando rumo aos céus com sua crina roxa ao vento, e ela simplesmente lhe deu um aceno de adeus e sussurrou seu nome: Púrpura.

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 Chris estava atarefado naqueles dias, achava que mesmo com poucos meses afastado do trono, havia perdido o ritmo de governar, mais claro que fazia tudo com maestria.

- Não descobriram mais nada sobre esse tal Kangae? Nome anterior, quem era ou o que fez para ser amaldiçoado? – Pediu a um dos soldados que tinha ficado encarregado de fazer as perguntas ao ser monstruoso que agora estava trancafiado em seu castelo.

- Não senhor. Ele não diz nada, e continua se recusando a comer.

- O problema é dele, apenas entregue as refeições todos os dias e nos horários certos, quando sentir fome ele come. – Disse com desprezo, mesmo sendo prisioneiro e tendo tentado matar seus filhos, ele não seria desumano.

O homem apenas assentiu e saiu fazendo reverencia.

- Pai, posso lhe falar? – Luna  pediu entrando e se ajoelhando perante o rei como era de costume.

- Claro que sim querida, o que deseja? – Perguntou carinhoso, chamando a menina para perto e lhe alisando o rosto.

- Gostaria de saber se posso ir a cidade, tenho vontade de tomar um sorvete.

- Mais aqui temos vários, e se quiser um sabor especial posso pedir... – Foi interrompido pela filha.

- Mais pai... eu quero sair um pouco desse castelo. Toda essa ansiedade sobre a viagem dos meninos e estar aqui sem fazer nada, me corroem. – Disse fazendo biquinho e um olhar carente que sabia derreter o rei.

- Tenho medo, não quero que ande só. – Protestou, não queria mais um filho longe de si.

- Posso convidar alguém para me fazer companhia. – Sorriu já com a pessoa certa em mente.

- Se sonhas em chamar aquele coiote, nem se atreva. – Rosnou como um lobo bravo.

- Pai, ele é meu amigo e é um bom garoto. Não precisa ser ciumento, prometo que me comportarei. – Tentou argumentar.

- Não e não. E se não quiser ficar trancada em seu quarto o restante de seus dias livres dos estudos com o tutor, é melhor não tocar mais nesse assunto.

A menina fez bico e cruzou os braços fazendo birra.

- Se quiseres posso ir contigo querida. Já ordenei os soldados e seu pai Mike me expulsou do quarto dizendo que não estava deixando os gêmeos dormirem. – Laurence ofereceu entrando na sala do trono, ouvindo a conversa e vendo os dois lobos rabugentos.

Luna deu de ombros, não era bem o que queria, mais era melhor do que ficar ali trancada. Assim deu o braço ao padrasto e saiu da sala sem se despedir do pai, tinham um gênio forte como todo lobo dominante.

- E não precisa falar, vou tomar conta dela. – Laurence disse antes que o rei abrisse a boca.

Saíram então para o passeio.

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Ravena tremia, estava agora ajoelhada as margens de um pequeno córrego que passava por aquelas terras. Seu corpo todo estava em choque, seu coração doía e sua mente gritava: assassina.

- Não se culpe. Não tinha nada melhor a fazer nessa situação. – Hanna disse se aproximando e se agachando perto da princesa.

- Não sei se poderei esquecer o rosto ou o olhar dele. – Soluçou deixando as lágrimas enfim derramarem por seu rosto.

Hanna se surpreendeu, então sua prima ( distante) não era tão ruim como mostrava.

- Tenho algo para ti. – Ela falou calma e retirando da bolsa que trazia junto ao cinto, um pano que tinha algo embrulhado.

Ao desenrolar Ravena se assustou e sua primeira reação foi rejeitar o devolvendo a Hanna.

- Todos achamos que o justo era que ficasse com você. Will disse que não seria bom deixa-lo no corpo do animal morto, pois alguma pessoa mal intencionada poderia pegar e usa-lo para fins ruins. Tem propriedades mágicas. – Hanna explicou devolvendo a princesa o chifre que haviam retirado do corpo do unicórnio.

- E como sabem que eu não sou essa pessoa ruim? – Perguntou olhando para a rainha coiote.

Ravena estava ficando curiosa com aquela atitude de Hanna, não esperava ser bem tratada depois de tudo que estava fazendo.

- Por que alguém com más intenções jamais choraria pela morte de um animal. – A rainha sorriu e colocou a mecha de cabelo da princesa atrás da orelha.

Ravena apenas acenou e guardou a pequena lembrança.

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O sol já se preparava para se pôr, eles continuavam caminhando lentamente, seus corações ainda doíam pelo sacrifício que precisaram fazer. Will parecia orgulhoso na opinião de Lóis, que não entendia o porquê disso.

- Bem se essa deusa vai aparecer alguma hora, acho bom ela fazer isso logo, já estou com a bunda doendo. – Oliver brincou levando todos à gargalhada.

- Tem algo estranho ali. – Henry apontou interrompendo a risada geral.

Continuaram montados no cavalo, mais observando atentamente a grama no chão. Havia algo estranho naquilo e eles não sabiam explicar o que. As folhas subiam e desciam da terra, pareciam estar planando, não era obra do vento apenas.

- Vamos descer e andar devagar. Pelo que vejo já estamos em terras mágicas, não sabemos o que esperar. – Oliver comandou.

Assim todos obedeceram e lentamente foram andando.

Crak... crak... crak...

Todas as vezes que pisavam na grama um barulhinho de algo se quebrando podia ser ouvido. O interessante era que não viam graveto algum, apenas folhas.

- Aiiii.... Pisei em algo.... – Lucca não terminou a frase, pois o chão em baixo de seus pés começou a tremer. – Está se mexendo. – Bradou e tentou correr.

- Lucca. – Henry gritou, mais antes de conseguir pegar o marido, esse foi erguido no ar.

- Um dragão! – Gritaram juntos e assustados.

Lucca havia pisado bem em cima da cabeça de um enorme dragão verde, que estava escondido entre as folhas. O coelho não teve escolhas a não ser segurar no pescoço do bicho para que não despencasse da altura que estava. O animal era mesmo grande e assustador.

- Céus, coelhinho... alguém ajuda. – Henry enlouqueceu, aquela viagem estava sendo um grande teste ao seu coração, se não tivesse um ataque cardíaco até o fim da jornada, não sofreria mais de coração.

- Will, o que fazemos? Você conhece dragões? – Lóis pediu.

- Não façam movimentos bruscos ou de ameaça. É um dragão grass, é amigável e gosta de brinca, só não pode se sentir ameaçado. – Explicou.

- Acho que os únicos ameaçados aqui somos nós. – Hanna argumentou, olhando preocupada para Lucca que continuava agarrado as escamas verdes do bicho.

- Alguém diz a ele que meu irmão não esta brincando? – Oliver debochou ao ver que o animal começava a se sacudir, realmente parecendo se divertir.

O que desesperava ainda mais Henry, pois seu marido tinha cada vez mais dificuldade de se segurar.

- Precisamos ataca-lo. O Lucca vai cair. Vamos atirar flechas em suas patas, isso fará com que ele se abaixe. – Lóis falou e todos concordaram.

Will ia intervir, mais uma voz em sua mente, mandou se calar, e ele obedeceu sabendo muito bem quem era. Assim sem que ninguém percebesse o elfo se afastou deles, deixando que enfrentassem a prova sozinhos.

- Hanna e Ravena passem para o lado esquerdo e preparem suas bestas e lanças. Henry e Lóis vão para o lado direito e eu ficarei atrás. Assim que der a ordem, todos atiram em suas patas para que ele possa descer.

O dragão agora já tinha levantado voou e rodava para todos os lados, Lucca se sentia enjoado, era como se estivesse em um carrossel, nunca tinha gostado de carrosséis em sua infância, e gostava ainda menos agora.

- As escamas dele estão mudando de cor. Estão ficando avermelhadas. – Lóis notou e procurou Will para perguntar o que significava aquilo, mais não encontrou o elfo.

Will estava a parte mais sabia o que aquilo significava, o dragão estava prevendo perigo, e poderia atacar a qualquer momento, e isso não seria nada bom para seus amigos. Queria poder avisar, ajudar de alguma forma, mais não podia, nem tinha forças para sequer sair do lugar.

Antes que sua cabeça girasse por completo e colocasse tudo para fora, Lucca olhou para baixo e viu algo intrigante. No local onde antes o dragão estava, havia um imenso e lindo ovo branco com pintas marrons na casca. Sua mente então brilhou. Era uma fêmea e estava protegendo sua cria, não precisaria ser atacada, apenas motivada a descer.

Na altura que estava não conseguiria falar com o marido, assim então usou sua ligação e disse dentro da mente de Henry.

- Henry, não ataquem. É uma fêmea, seu ovo esta no buraco feito na terra, se o tirarem... – Antes que pudesse continuar a frase, o dragão girou mais uma vez e Lucca vomitou tudo que tinha comido no almoço.

Henry entendeu o que o marido queria dizer.

- Oliver, não ataque.  – Gritou justo na hora em que o rei iria dar o sinal, pois já estavam todos posicionados.

-  O que houve Henry?

- Vamos pegar o ovo, ela terá que nos seguir e assim o Lucca pode descer. – Explicou e o rei gostou do plano.

- Cuidamos do ovo, vá pegar o Lucca.

Assim todos seguiram as ordens de Oliver, e enquanto faziam barreira o rei lobo entrou no buraco e com ajuda de Lóis retirou o ovo. Como se pressentisse que estavam pegando seu filhote, o dragão desceu com tudo. Lucca teve que se segurar com ainda mais força ou seria lançado longe.

- Vamos, corram. – Hanna gritou, enquanto rolavam o ovo para longe do ninho.

O dragão posou na terra e abaixou a cauda.

- Lucca pule. – Henry gritou e o marido obedeceu, caindo desengonçado em cima de si.

O tigre agarrou sua carga preciosa.

- Podem parar.  – O rei tigre bradou e os amigos descansaram o ovo no chão, mas correram o mais longe que conseguiram do dragão que estava zangado.

- Essa foi por pouco. – Ravena disse sem fôlego, assim que se aproximaram do tigre e do coelho.

- Ele vai querer vingança. – Oliver disse, ainda preocupado com o dragão que examinava seu filhote, tinha medo de que ele voltasse para pega-los.

- Não se preocupem. Eles não são vingativos, e nem expelem fogo como os dragões que já ouviram falar. Ele agora vai embora, procurar um lugar melhor para colocar seu ovo. – Will disse, saindo de seu esconderijo, orgulhoso pelos amigos.

- Onde esteve? Na hora que mais precisamos você desapareceu. – Lóis acusou.

- Eu disse que não iria poder ajudar nas provas.

Todos arregalaram os olhos mais antes que pudessem falar algo, um ser magnifico apareceu em sua frente. Uma linda mulher com asas de águia, e cabelos negros, pousou perante eles, impetuosa e divina.

- Amada deusa. – Will fez reverência e indicou para que os demais também fizessem.

- Vejo que conseguiram passar pela primeira prova. Demonstraram bondade e coragem. Mais o que desejam na floresta central? – Uma voz como se mil harpas tocassem ao mesmo tempo e bem sincronizadas, falou deixando a todos surpresos.

- Fomos convocados pela mãe natureza, pois ela precisa falar comigo, querida deusa. – Lucca disse, tremendo um pouco por estar diante de um deus, mesmo sabendo que sangue divino corria em suas veias.

- Então és a menina turquesa. É mais bonito do que muitas outras que já conheci. – Disse sedutora e Henry não pôde evitar um rosnado enciumando. – E pelo visto muito bem casado. – Riu ao olhar o lindo tigre.

- Se não se importa deusa Blaizer, gostaria de saber como mostramos bondade? Digo, soubemos que passaríamos por duas etapas. O dragão com certeza foi uma prova de coragem, mais não compreendo onde fizemos a prova de bondade. – Oliver pediu.

- É ai que se engana rei lobo. – Mesmo sabendo que era uma deusa, Oliver se espantou por ela o conhecer. – Vocês passaram sim por duas etapas. Na primeira etapa mostraram coragem, mais não enfrentando o dragão e sim tendo que matar o unicórnio, pois não seria qualquer um que faria algo assim apenas para terminar com o sofrimento de alguém. E ao não atacar o dragão e achar outra solução, levando seu ovo para longe, demonstraram bondade e falta de intenção de matar.

Todos ficaram impressionados com a genialidade da prova, e espantados que o unicórnio tenha sido também parte daquilo tudo.

- E princesa Ravena... – A deusa prosseguiu. – Acho que gostaria de saber que Púrpura, se encontra bem e cavalgando em pastos lindos e floridos, assim como desejaste em sua mente. – A deusa águia revelou, dando a princesa um pequeno vislumbre.

Em frente aos seus olhos, que estavam direcionados ao céu, Ravena pôde ver o unicórnio correndo livre, o animal olhou em sua direção e relinchou contente e agradecido. O curioso era que ele não estava com seu chifre. A princesa então pegou para devolver a deusa que não permitiu tal ato.

- Não, acredito que ele não irá mais precisar dele. O chifre agora é seu, uma prova de que tudo isso é real. Apenas o use bem. – Alertou e Ravena agradeceu guardando novamente o objeto mágico.

- Bem, podem passar e estejam preparados para a próxima fase.

Assim a deusa sumiu e atrás de onde estava apareceu um enorme portão dourado coberto por folhas e galhos, e próximo ao portão sete casacos feitos com a pele de animais estavam, cuidadosamente colocados.

- Acho que sentiremos frio, depois de passarmos esse portão. – Oliver brincou e pegando um casaco para si, olhou através da passagem e avistou enormes montanhas de gelo.

A aventura estava apenas começando.


Notas Finais


Felina: Olá meu povo, iai tudo bem com vocês?
Sorry pelo atraso.
Bom o que acharam do capitulo? Isso ai só foi o começo, muitas coisas estão por vir ainda .
Mas nos deixem saber o que acharam, e aguardem os próximos capítulos kkkk.
Abraços e nos vemos logo mais.


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