História Entre Rosas E Espinhos - Capítulo 6


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Categorias Originais
Personagens Personagens Originais
Tags Colegial, Criminal, Drama, Festas, Romance, Sexo, Suspense, Violencia
Visualizações 36
Palavras 3.745
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Colegial, Comédia, Drama (Tragédia), Famí­lia, Festa, Luta, Policial, Romance e Novela, Violência
Avisos: Álcool, Drogas, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Tortura, Violência
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Notas da Autora


Ei meu povo, como vai??
Antes de tudo quero me desculpar por não ter postado na data conbinada...
Mas infelizmente tive um pequeno problema com o meu amado Notebook :\
E só consegui pegar ele hoje...
Mas já venho com um capítulo novinho \o/
E quero dar as boas vindas aos novos leitores, mesmo os fantasminhas kkk E agradecer aos lindos comentários de quem está me acompanhando!
PS: Desculpem de novo gente...

Nos vemos nas notas lá em baixo :)

Boa Leitura :)

Capítulo 6 - Confiança


Fanfic / Fanfiction Entre Rosas E Espinhos - Capítulo 6 - Confiança

A falta de confiança entre amigos é pecado que não pode ser repetido, sob pena de ser irremediável.

Friedrich Nietzsche

Encarei Rose novamente e suspirei pesadamente, climas tensos como esse não me agradavam em nada. Hoje já era quinta-feira e por algum motivo ela estava me evitando, já havia pensado em todas as razões possíveis para explicar a sua atitude, mas nada me vinha em mente.

Revirei minha salada com desanimo e ouvi o estrondo de risadas do outro lado do refeitório.

Não precisava nem olhar pra ter certeza que John estava contando mais uma vez como foi fácil fazer o ponto da vitória. E tinha que admitir, ele é mesmo muito bom... E seus fãs pareciam fazer questão de lembrá-lo disso.

E por falar em pessoas que estavam me ignorando...

John Becker também não estava falando comigo. Na verdade trocamos um simples Oi na terça-feira quando nos esbarramos acidentalmente no corredor.

O que foi bem estranho...                

― A Rebeca disse que as fotos que eu tirei ontem ficaram boas... ― comentei na tentativa de puxar assunto. ― O que você achou?

― Ficaram legais. ― respondeu sem desviar os olhos do livro.

― Humm... Alguma sugestão para o filme que vamos ver no fim de semana? ― perguntei dando uma mordida no meu sanduíche. Queria que ela parasse com aquele jogo de silêncio, estava me irritando.

― Não sei se vou poder ir... ― continuou ainda sem me olhar.

Pelo visto, o seu livro merecia mais da sua atenção do que eu.

― Rose está tudo bem entre nós duas?  ― perguntei tentando entender suas atitudes.   

Ela me olhou por um segundo e deu de ombros.  

― Claro, por que não estaria? ― respondeu rapidamente. E não pude deixar de notar o sarcasmo em sua voz. Tirei o livro de suas mãos controlando a raiva. ― Ei, eu estou lendo.

― Percebi. ― disse com rispidez. ― Agora é sério Roselie! Eu não entendo o que te fiz para agir dessa forma... Pensei que fossemos amigas!

Ela respirou profundamente e desviou o olhar parecendo incomodada quando alguns alunos no refeitório nós encarou. Acho que falei mais alto do que imaginava.

― Como foi à festa sábado? ― perguntou mudando de assunto e bebendo seu suco.

― Legal. ― respondi secamente. ― Mas que eu me lembre, eu tentei te contar na segunda e você me cortou dizendo que não queria perder seu tempo ouvindo bobagens.  

Ela suspirou e me olhou nós olhos.

― Você ficou com John Becker?

 Acho que agora estava começando a entender todo esse drama.

― Roselie, você gosta dele? ― perguntei seriamente.

O que? Mas é claro que não! ― gritou ofendida, mas seus olhos mostravam medo. ― De onde tirou isso Sam? Eu o detesto!

― Eu não acredito em você Rose! ― respondi sem paciência. ― Seus olhos te entregam... Não tem problema admitir isso!

― Acredite no que quiser então. ― sua resposta foi curta e fria, ela pegou seu livro novamente. ― Fim de semana vai ter jogo de basquete. Preciso que você documente tudo e entregue o material pro Owen na segunda.

Revirei os olhos e bufei. Ela estava falando sério?

― Tudo bem então Rose... ― respondi juntando minhas coisas. ― Quando tiver coragem de me dizer o que esta te incomodando, me procure. ― coloquei minha mochila nas costas irritada. Ela me olhou parecendo arrependida.

― Não é isso. É serio Sam... Eu não gosto dele! ― insistiu nervosamente.

― Pra existir uma amizade é preciso ter confiança Rose. ― respondi dando de ombros. ― E acho que não temos isso... ― falei com desanimo. ― Ah e não precisa me esperar hoje, eu vou ir andando... Acho que entendo quando não sou desejada.  

 

   Mais tarde naquele dia...

 

Fechei meu diário a tempo de Ryan invadir meu quarto.

― O que quer aqui? ― perguntei secamente, odiava quando ele fazia isso.

― Se arruma que agente vai sair. ― ordenou rapidamente o que me fez rir.

― Ah claro. E aonde vamos? ― perguntei debochadamente.

― Minha mãe não vem hoje. ― respondeu suspirando. ― Mas eu preciso sair... Só que garanti a ela que ficaria de olho em você. E não queremos repetir a sua gracinha de sábado!

Revire os olhos e levantei da cama para pegar minha mochila.

― Não se preocupe com isso, posso me cuidar sozinha. ― respondi ignorando o que ele acabara de falar.

― Eu prometi a ela que ficaria de olho em você e não quebro promessas que faço a minha mãe. Então se veste, te dou dois minutos!

E sem dizer mais nada saiu do quarto.

Que maravilha, vou ter que dormir sozinha... Mas que diferença faria? Eu já me sinto como se morasse sozinha mesmo...

Peguei meu livro de francês e comecei a fazer o meu trabalho. Já tinha enrolado demais pra isso e precisava entregá-lo até amanhã.

― Você ainda não está pronta? ― Ryan gritou me assustando, o que me fez errar a palavra que estava escrevendo.

Babaca!

― Eu já disse que não vou! Qual a parte disso você não entendeu? Quer que eu soletre? ― respondi com ironia.

― Escuta aqui Samantha, eu te dou dez minutos para estar pronta lá em baixo! Ou conto pra minha mãe sobre a sua escapadinha de sábado, então acho melhor me obedecer se não quiser que seu pai saiba como você está agindo pelas costas dele!

O encarei chocada.

― Quer dizer que vai me chantagear agora? ― perguntei furiosa com a sua cara de pau. ― Que nível em Ryan!

― Veja como quiser, mas você vai ir comigo e não me interessa o que pensa! Então se troca logo que eu estou atrasado!

Respirei fundo controlando a raiva e levantei da cama contra gosto.

Não podia me arriscar. Se ele contasse ao meu pai que sai escondido era capaz do mesmo ficar maluco comigo, e não queria dar mais preocupações a ele.

Então era melhor manter a paz e fazer o que ele estava pedindo.

Mesmo odiado muito fazer isso...

Abri meu armário com mais força que o costume e vesti uma calça jeans velha que eu tinha e procurei um dos meus casacos com capuz. Peguei meu all star em baixo da cama e o calcei apressada.

Não me interessava pra onde infernos esse idiota estava me levando, na verdade acho que ficaria no carro com prazer, então não via motivos para me preocupar com a aparência.

Desci as escadas com mau humor e ignorei o seu sorriso convencido quando entramos no carro. Ryan ligou o som deixando naquela barulheira infernal o que quase me fez querer pular nele.

― Onde estamos indo? ― perguntei após perceber que estávamos andando há quase meia hora.

― Em um lugar... ― disse evasivo.

― Ah não diga? ― respondi com deboche. ― Onde estamos indo? ― perguntei novamente começando a perder a paciência.

― Já estamos chegando Samantha. Agora cala a boca.

Revirei os olhos e observei atenta que estávamos nos aproximando de um galpão afastado no meio do nada. Mas o lugar não estava abandonado como pensei, na verdade estava lotado.

Tinha carros para todos os lados e pessoas andando e rindo em direção ao galpão.

Era uma festa.

― Quanta hipocrisia! Você me trouxe em uma festa? ― gritei irritada com Ryan. ― Eu tinha que estar fazendo a droga do meu trabalho de francês!

― Eu não te trouxe pra uma festa pirralha! ― Ryan retorquiu estacionando o carro. ― Eu vim resolver uns assuntos e você vai me esperar aqui.

― O que? Não mesmo! ― disse cruzando os braços como uma criança emburrada.

― Escuta Samantha, eu não estou brincando. ― Ryan disse extremamente sério. ― Você fica na droga do carro e me espera. Eu não vou demorar!

Bati a cabeça no banco irritada quando ele desceu. Hoje não é mesmo o meu dia de sorte!  Respirei fundo e peguei meu celular. Queria conversar com alguém.

Mas as minhas opções eram zero...

No fim das contas resolvi ligar o som para passar o tempo, e a voz da Rihanna era quem estava me fazendo companhia.  

Abaixei o banco para me deitar e coloquei os pés no painel do carro, talvez isso o irritasse e estava realmente contando com isso.

Cruzei os braços atrás da cabeça e fiquei encarando o teto do carro com tédio.

Espero que ele não demore mesmo!

 

       45 minutos depois...

 

Bufei irritada e desliguei a droga do som. Eu já estava ali há quase uma hora e nada do idiota voltar! Sem falar que eu estava muito apertada. Precisava urgentemente de um Banheiro... E não encontraria um se continuasse aqui...

Desci do carro e bati a porta com força me sentindo um pouco vingada.

Andei em direção à entrada do galpão e ignorei os olhares que recebi em troca.

As garotas estavam usando roupas ousadas e sexys, enquanto eu parecia uma adolescente perdida no meio de toda aquela bagunça.

Com toda certeza eu me destacaria fácil.

O som estava extremamente alto e a balada eletrônica fazia com que todos dançassem e rissem como loucos, apesar de ter as minhas dúvidas se as bebidas e as drogas não tinham culpa disso.

Olhei ao redor tentando encontrar o Ryan, mas era praticamente impossível. 

O lugar estava mesmo lotado.

Tentei andar um pouco mais a fundo, quando um cara tropeçou em mim e derrubou sua bebida no meu cabelo e para o meu azar era vodka pura.

― Desculpa moça! ― gritou rindo e se afastando.

― Babaca! ― gritei furiosa, mas o idiota já estava longe.

Uma garota que estava perto viu o que aconteceu comigo e riu imitando uma cara de choro. Tentei ignorá-la e passei ao seu lado quando a mesma soltou uma lufada de fumaça em meu rosto, e droga! Era maconha!

Tossi e abanei aquilo de perto de mim e continuei andando na tentativa de me afastar da anta sem noção.

Avistei um grupo de quatro garotas em um canto conversando e bebendo, elas pareciam menos loucas que o resto da festa. Aproximei-me delas e vi os olhares que elas me lançaram.

― Ei tudo bem? Será que podem, por favor, me dizer onde tem um banheiro? ― gritei na tentativa de fazê-las me ouvir.

Três delas riram como hienas enquanto uma revirou olhos e se aproximou de mim. Ela era alta e tinha cabelos encaracolados e loiros. Sua boca encostou-se ao meu ouvido. 

― Segue nesse corredor e vira na direita, lá tem um banheiro, mas provavelmente vai estar lotado. Uma dica, se você seguir mais um pouco vai encontrar uma sala pequena com uma escada, lá em cima tem outro banheiro.

 ― Obrigada. ― agradeci por ela ter sido legal. Ela piscou pra mim e voltou para onde estavam suas amigas.

Fiz o que ela disse e segui na direção que ela me indicou e de fato o banheiro estava lotado, a fila estava enorme o que quase me fez chorar. Decidi seguir sua outra instrução e entrei na pequena sala que ela disse que teria.

Era pequena e vazia. Mas tinha uma escada lateral.

Subi apresada rezando pra que o mesmo pelo menos fosse limpo, mas parei assim que ouvi um gemido alto.

― Mais! Mais rápido! ― era a voz de uma mulher.

Arregalei os olhos e ouvi o som de um tapa e outro gemido. Prendi a risada na garganta.

Eu sei que deveria virar as costas e seguir o meu caminho de volta, mas eu precisava muito usar o banheiro, então era só passar e fingir que não vi nada certo?  

Continuei subindo as escadas e me deparei com a cena mais inusitada da minha vida.

Não! Eu estava errada! Eu literalmente devia ter dado a volta e esperado na fila.

James estava com uma garota e ela tinha as pernas ao redor dele enquanto o mesmo a pressionava na parede. Eles estavam transando no corredor.

Senti um gelo percorrer meu corpo. Eu estava estática.

A garota não parava de gemer e suas mãos puxavam seu rosto em sua direção como uma louca no cio. James estava concentrado e literalmente fodia com a garota.

Rápido e Forte.

Seu rosto estava no pescoço dela e suas mãos puxavam cada vez mais o vestido vermelho. Foi quando ela percebeu que tinha mais alguém ali.

Ela sussurrou algo pra ele e quando o mesmo virou o pescoço pude sentir uma descarga elétrica passar por mim.

James me encarava com surpresa e confusão, mas logo seus olhos me diziam outra coisa.

Ele perecia se divertir com a minha presença inusitada e não se deu ao trabalho de parar. James continuou entrando nela com força enquanto a mesma gemia e me olhava com um sorriso malicioso.

― Quer participar docinho? ― a morena perguntou o que me fez cair na real.

Dei meia volta e desci correndo atordoada. O som me fez ter a certeza que estava segura novamente. Senti uma bile no estômago e tentei correr para longe dali quando tropecei e quase cai no chão se não fosse pelas mãos rápidas da DK.

― Ei o que está fazendo aqui? ― ela parecia surpresa em me ver ali.

― O babaca do Ryan me trouxe aqui e me deixou presa no carro. ― gritei para explicar minha situação deprimente.

Ela não conseguiu me entender, mas segurou minha mão e me puxou na direção contraria da festa.

Nós aproximamos de uma mesa mais afastada da bagunça e percebi que tinha alguns homens ali e para minha infelicidade Ryan era um deles. E assim que me viu seus olhos se fecharam em fendas. A bebida que ele estava tomando foi cuspida totalmente.

― O que está fazendo aqui Samantha? Eu não mandei ficar no carro?

― Você disse que não ia demorar! ― acusei revoltada. ― Eu queria usar o banheiro!

― Volta para o carro agora Samantha!

― Não! Não! E não! ― gritei furiosa. ― Eu quero ir embora!

DK riu divertida ao meu lado e puxou uma cadeira pra mim.

― Senta aqui Sam. E para com isso Ryan a garota estava esse tempo todo naquele carro? Que maldade! ― falou em tom de brincadeira.

― Fica na Sua Kisley! ― respondeu amargo.

― Não liga pra ele. Quer beber algo? ― continuou ignorando o mesmo.

― O que? É claro que não sua maluca! ― Ryan interrompeu. ― Ela vai sentar e vai ficar calada até o Mason voltar.  

Revirei os olhos e sentei bufando.

Que droga!

Preferi ficar na minha e não por causa do Ryan, mas sim por estar furiosa e envergonhada demais para interagir com qualquer um.

O que o James poderia estar pensando de mim agora?  

Que você é uma maluca pervertida, sua idiota!

― Onde está o idiota do Mason? ― DK perguntou e se sentou no colo do Ryan.

― Com a Georgina. ― um cara moreno respondeu e começou a contar várias notas de cem dólares. Ele estava com muita grana. 

― Aquela vadia me irrita! ― DK resmungou com os olhos vidrados na festa. ― Ela se acha demais pra ser a comida da vez! Devia se enxergar um pouco mais...

― Para de ser pé no saco garota! ― Ryan resmungou. ― Você reclama de todas as garotas que ele come.

― Eu não reclamo! Eu só acho que ele é um idiota por sair com vadias tão insuportáveis. Ele devia lembrar que eu estou sempre com vocês e que todas as vezes que as lesadas abrem a boca eu sinto vontade de matá-las por insinuar algo.

Ryan riu divertido e segurou a DK pelo rosto a beijando o que me surpreendeu.

― Elas são burras e tem medo de você. É só isso gata. ― falou descendo os beijos pelo pescoço dela. DK gemeu e riu em seguida. O cara moreno parou de contar as notas e olhou a cena com nojo.

― Vão pra um quarto seus filho da puta! Tem criança presente. ― disse me olhando com divertimento. DK riu ainda mais alto.

Revire os olhos e ignorei a parte da criança. Ele me lançou um olhar amistoso e riu quando notou a minha careta.

Havia mais três homens na mesa, mas eles estavam mais afastados e pareciam conversar entre si e nós ignorando.

Senti minha bexiga apertar e decidi que iria esperar naquela fila, mas antes queria ter certeza que Ryan iria me levar embora. Não estava com animo pra festas e muito menos ficar presa em um carro.

― Ryan? ― o chamei com a voz suave. Ele me olhou com o canto dos olhos desconfiado.

― O que? ― perguntou marrento.

― Olha... Será que pode me levar pra casa? ― pedi com os olhos piscando. ― Eu ainda tenho que fazer um trabalho e tenho aula amanhã cedo. Eu prometo que tranco tudo e vou ir dormir. Nós dois ficamos felizes, o que me diz?

Ele respirou fundo e olhou ao redor como se procurasse alguém.

― Brad acha que pode dar conta da minha parte até ele voltar? ― perguntou para o moreno ao seu lado.  

― De boa cara, leva sua prima. Isso não é lugar pra criança.

― Eu não sou criança! ― respondi seca e me levantei. ― Eu vou ao banheiro. Posso te encontrar no carro Ryan?

― Tá! ― respondeu sem me olhar, já que estava muito ocupado no pescoço da DK.

 ― Tem um banheiro lá em cima adolescente. ― Brad respondeu sorrindo e tirando com a minha cara.

― Ah não! Com toda certeza não! ― gritei horrorizada. Ele me olhou confuso, mas não queria ter que dar nenhuma explicação para o meu exagero. ― Já voltou.

Segui até o primeiro banheiro e fiquei na fila por quase meia hora. Meus pés estavam doendo e já estava morrendo de sono. Sem falar na minha bexiga...

E quando finalmente consegui entrar nele ouvi um barulho estranho de gritos lá fora, mas dei de ombros e usei o banheiro com cuidado. Vai lá saber o que tinha encostado aqui...

Lavei as mãos me encarando no espelho e ouvi os gritos aumentarem. O que foi muito estranho...

Abri a porta e a fila tinha sumido, mas o barulho só aumentava.

O som da música havia parado, andei apressada até a parte movimentada da festa e me espantei com o que estava acontecendo.

Todos estavam correndo de um lado para o outro em desespero na tentativa de dar o fora dali.

O galpão estava pegando fogo.

Arregalei os olhos assustada e corri na direção da saída, o que estava muito difícil já que o lugar estava lotado.

O som da histeria era apavorante. Muitos estavam tropeçando e caindo fazendo com que alguns deles fossem pisoteados.

Era uma cena de terror absoluto.

E tudo só piorou quando ouvi os sons estridentes de tiros. Eu não era nenhuma especialista, mas também não era burra. Comecei a tossir fortemente quando a fumaça começou a ficar forte.

A porta de saída não estava tão longe, olhei ao redor em busca de Ryan ou de qualquer rosto conhecido. Mas todos pareciam borrões.

E quando finalmente consegui sair de dentro daquele inferno corri na direção onde o carro do Ryan estava. A fumaça já estava alta e muitos estavam chorando desesperados.  

― Corre gente o lugar vai explodir!

Ouvi aquele aviso e fiquei ainda mais apavorada. Todos voltaram a correr na direção da estrada, o lugar parecia um fim de mundo.

O que estava acontecendo?

Avistei o carro do Ryan e corri na direção dele, quando alguém me empurrou me fazendo cair no chão.

Gemi quando senti meu joelho arder e meu pé estremecer. Olhei pra cima ainda mais confusa e assustada.

Eu seria pisoteada também?

Tentei levantar do chão mais meu tornozelo doeu muito.

― Droga! ― gritei começando a chorar. ― Alguém me ajuda! ― gritei desesperada. Mas ninguém parecia prestar atenção em mim.

Foi quando vi James correr na direção contrária.

― James! ― gritei com toda a força que eu tinha. Ele olhou pra trás e me viu. ― Me ajuda! ― pedi tentando controlar as lágrimas de medo.

Ele correu na minha direção e me levantou do chão segurando minha cintura com firmeza. Gemi alto quando meu pé encostou ao chão.

Eu devo ter torcido ele.

― Eu não estou conseguindo encontrar o Ryan. ― minha voz estava em total agonia. Ele suspirou e encarou a multidão.

― Eu vou te tirar daqui. A polícia vai chegar daqui a pouco. ― falou seriamente e me ajudou a andar.

― O que? Mas e o Ryan? ― perguntei confusa.

― Fica tranquila, ele sabe se virar bem!                       

Ele me puxou na direção contrária de toda aquela confusão e posso dizer que ele mais me carregava do que eu andava. E quando finalmente paramos em frente a um carro preto luxuoso não pensei duas vezes em entrar quando ele abriu a porta pra mim.

― Ryan sou eu. ― disse com o celular no ouvido e já acelerando o carro para longe do galpão. ― Eu encontrei a sua prima. Ela tá comigo. ― ele ficou em silêncio por uns segundo. ― Sim está. Agora preciso que dê o fora dai, o Brad já sabe o que fazer... ― ele suspirou pesadamente e fez uma curva arriscada quando comecei a ouvir a sirenes. ― Não! Eu não sei, mas o Salazar vai querer nossas cabeças se não dermos um fim nisso!

― James, o Ryan está bem? ― perguntei temerosa por interrompê-lo, mas queria saber se o idiota estava bem. Ele assentiu com a cabeça sem me olhar.

― Sai agora com a grana e me encontra na minha casa. ― sua voz estava controlada.

James desligou o celular e me olhou com o canto dos olhos.

― O que você está fazendo aqui afinal? ― perguntou com acidez, o que me fez me encolher.

― O Ryan me obrigou a vir... ― respondi evitando seus olhos, meu pé estava doendo demais e já podia até imaginar o tamanho que estava.

― Seu primo é um idiota! ― respondeu irritado e acelerou o carro ainda mais, me segurei no banco temerosa e engoli seco.

― Pra onde nós vamos? ― perguntei encarando a estrada ainda nervosa.

― Pra minha casa. ― respondeu firme, o que me fez arregalar os olhos. ― Pode ficar calma... Você está comigo agora.

 


Notas Finais


E ai? Gostaram? Estou super curiosa para saber a opinião de vocês!
Agradeço antes de mais nada quem veio até aqui :)
E gente infelizmente só vou poder postar uma vez por semana... Voltei ao trabalho com força total e isso realmente toma muito do meu tempo :\
Por isso vou combinar que toda segunda feira terá cap. novo certo? O que me dizem? Vão me acompanhar mesmo assim?
Até o próximo :)

Beijoss de Luz o/


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