História Entre serpentes e leões - Dramione - Capítulo 13


Escrita por: ~

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Categorias Harry Potter
Visualizações 72
Palavras 1.838
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Escolar, Famí­lia, Fantasia, Ficção, Magia, Romance e Novela, Sobrenatural
Avisos: Insinuação de sexo, Nudez, Sexo, Spoilers, Tortura, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Capítulo 13 - Capítulo 13: Hermione, ele é um Comensal da Morte. Sabe o qu


Hermione ficou parada encarando as costas de Draco até ele virar o corredor e ir sumir para os andares de cima. Desviou o olhar dele quando as vozes animadas e surpresas a suas costas chegaram até si, e naquele momento ela percebeu o quão entorpecida estava. Cada parte do seu corpo tremia e ela podia ouvir uma parte de si estraçalhando sentimentos que ela sequer imaginou que existiam, antes de engolir em seco e novamente olhar para o local onde Draco Malfoy havia sumido.

Ela não sabia o que havia acontecido naqueles dois dias que ele esteve longe do Hogwarts, mas sabia onde ele estava e não conseguia imaginar o que quer que tivessem feito com ele. Engoliu em seco e se recompôs indo na direção contraria e tomando uma escadaria qualquer, sabendo que estava sendo seguida por Rony, Harry e Gina. Lutava com as lágrimas que queriam se acumular em seus olhos mas não choraria, prometera nunca mais chorar por causa de um Malfoy.

Mas de todas as vezes que Draco a havia humilhado, pisado e caçoado dela na escola aquela fora a pior. Sentia-se burra o suficiente e envergonhada o suficiente por tudo o que eles haviam compartilhado nos últimos meses, ela havia partilhado mais com ele do que partilhara com Rony e Harry, haviam passado noites juntos, conversado e se beijado. Suas mãos tocaram rapidamente o colar em sua clavícula antes de arranca-lo e colocá-lo no bolso de sua calça, aquele Draco a havia usado, era uma fantasia que não existia.

Soltou o ar com calma assim que seus pés tocaram o solo da Torre de Astronomia onde a figura loira estava com os braços esticados pelo parapeito e o corpo curvado. Estava cansada e cada parte do seu corpo parecia doer, enquanto labaredas de fúria agitava em seu íntimo, tinha que fazer aquilo.

— Achei que tivesse sido claro com você, Granger. — ele disse, sem mudar sua postura.

Hermione o encarou com os olhos faiscando, como se estivesse pronta para atacar.

— Você se fez claro por muito tempo, Malfoy. — ela retrucou.

— Não é o que parece se você ainda está aqui.

Ela prendeu o ar quando o encarou. Os olhos eram tão frios quanto a neve que começava a se acumular pelos cantos, e sua postura estava tão ereta que parecia ser ainda mais alto.

— O que eles fizeram com você, Draco?

Ele riu, e aquilo fez os pelos da nuca de Hermione arrepiarem.

— Ninguém fez nada comigo Hermione. Você me conhece a tempo o suficiente para saber que eu sou assim.

— Ou talvez eu tenho conhecido você para saber o que realmente é.

Ele fez um gesto de desgosto com a boca e revirou os olhos para ela.

— Você acha que o que eu quis que você visse era eu, Hermione? Eu só te usei, eu precisava de você, da sua inteligência e quando a consegui eu a usei a meu favor. — ele parou e a encarou novamente. — Porque é isso o que eu faço, porque é isso que os Malfoy fazem.

Hermione o encarava fazendo sua expressão se transformar cada vez mais em desgosto.

— Eu esperava mais de você.

Draco revirava os olhos.

— Esperava porque queria esperar. Você sabe o que sou e quem sou, decidiu qualquer coisa por si só Hermione, o colar, o beijo a amortentia tudo fazia parte do meu plano, do meu jogo você deveria saber disso.

Hermione lançou a ele um olhar tão frio que ele se retraiu.

— Não Draco, eu esperei porque acreditei que você era uma pessoa boa. Porque eu vi como ficou quando quase matou Katie Bell, porque eu passei aquela noite ao seu lado e vi sua desolação, vi o quanto você é destruído por dentro.

Ele gargalhou, fazendo eco na noite escura.

— Você viu o que eu quis que visse. Acha mesmo que me importo se ela está viva ou morta? Acha que me importo com qualquer pessoa nessa escola? Não Hermione, a única coisa que me importa aqui é ver Potter e todos aqueles que o seguem mortos.

Ele mal terminara de falar quando sentiu a mão de Hermione queimando em seu rosto.

— Você e Voldemort vão cair antes que qualquer um de nós estejamos mortos Draco, e eu vou garantir isso.

Eles se encaravam duramente e Draco pode ver a verdade por entre aqueles olhos castanhos que vinha tomando sua mente nos últimos meses.

— E eu estarei aguardando a sua queda, Granger. — ele abriu um sorriso de lado. — Porque no momento em que você vai ficar dividida, vai ter de escolher entre serpentes e leões e se escolher errado, eu vou passar por cima de você.

— Eu não tenho nada a escolher Malfoy, não estou dividida.

Ele a encarou, chegando mais perto.

— Então porque me ajudou, Hermione? Porque decidiu virar as costas para Potter no momento em que entramos na sala precisa e você viu aquele armário? Por que você sabe que ele não tem chances, por que você sabe que não saíra vencedor.

Ela tomou ar para responder e se calou, fazendo com que ele sorrisse e virasse para o parapeito da torre e ela ficou ali encarando suas costas.

— Eu não quero que eles façam com você o que fazem com a minha mãe, Hermione. — ele disse depois do que pareceu horas. — Eu não sei se conseguiria suportar ver você naquela situação. Na verdade eu nem sabia que teria medo disso alguma vez na minha vida, até ontem.

Ele a encarou como se tivesse nojo das palavras que proferia.

— Você não entende Hermione, eu não posso sentir essa maldita coisa que eu sinto. Eu não posso gostar de você porque eu sou um Malfoy, eu tenho uma missão e se eu não cumprir, se eles ao menos souberem sobre isso eu não sei o que eles poderiam fazer comigo, com minha mãe, com você. — ele tomou folego por um momento. — Era tudo mais fácil quando eu te odiava, ou quando eu tinha que te tolerar por causa daquele maldito armário, mas não foi assim, eu não consegui e não vou conseguir. Eu sei que você vai escolher Potter, sei que vamos ter que lutar e sei que vou ter que passar por cima de você, mas eu não quero isso, não quero ter que fazer nada que possa te machucar, mas eu vou ter que fazer. Você sabe o quanto isso tem me matado por dentro? Snape sabe, ele sabe e contou para o mestre que existe alguma coisa me atrapalhando, e não vai ser difícil para ele chegar até você, não depois que ele já nos viu juntos. Ele tentou, ele tem tentado todas as vezes em que olha para mim, a pressão em minha cabeça .... Mas eu não sou fraco igual ao Potter, eu consigo resistir, mas ele pode tentar de alguma outra forma Hermione e eu preciso agir, mostrar que eu sou de confiança, mostrar que eu vou sim cumprir a missão que ele me passou e que nada vai me impedir.

Ela parecia confusa como se tudo aquilo fosse inesperado.

— Draco...

— Não fale nada, não fale ou eu vou enlouquecer. Porque você não sabe Hermione o que eu vi, o que eu tive que passar nesses dois dias que eu estive fora, não sabe o que eu passei por causa de um erro, uma imprudência. Não existe misericórdia no mundo que eu tenho vivido Hermione, ele não é um conto de fadas onde eu posso deitar a cabeça no travesseiro ou contar com a ajuda de um velho decrepito para conseguir me sair bem em alguma coisa. Eu preciso fazer o que tenho que fazer para sobreviver, para garantir a sanidade da minha mãe, garantir a sobrevivência da minha família depois do erro do meu pai, depois do meu erro e depois de você ter ajudado a colocar essa geração da família Malfoy na lama. Vê o quão difícil é estar apaixonado por você?

E então ele começou a andar passando as mãos nos belos cabelos bem cortados. O anel dos Malfoy brilhara em seu dedo.

— E você acha que vai ser fácil te encarar do outro lado da guerra, Draco? Eu não sei o que você vai fazer, mas sabe o quão difícil vai ser ter que escolher lutar ou não com você, te enfrentar ou até mesmo te matar? Você não é apenas meu rival, é meu inimigo, tem a marca negra cravada no braço e por mais que você diga que eu vou ter que escolher entre os leões e a serpente eu sempre vou escolher os leões Draco, vou defender a minha casa, a minha vida, meus amigos e Harry Potter, não importa o que eu sinta por você.

Quando seus olhos se encontraram novamente Draco parecia ter envelhecido uns vinte anos.

— Então eu não vou hesitar em matar você.

— Você já disse isso. — ela deu de ombros.

Ele caminhou na direção dela que o repreendeu esticando os braços.

— Não vamos fazer isso, Malfoy.

— E porque não?

— Porque sabemos o que implica, sabemos que se nos tocarmos agora tudo isso vai mudar, não conseguiremos mais nos odiar e precisamos Draco, só assim vamos conseguir lutar um contra o outro.

— Hermione, eu não quero ter que lutar contra você.

— Mas você vai ter que lutar Draco, só assim vai sobreviver.

— Viver ou morrer, faz diferença?

— Por Merlin, você é Draco Malfoy! Com certeza vale sobreviver.

Ele sorriu e seus olhos desanuviaram da tempestade cinzenta que ali estava.

— Eu te odeio, Hermione. — ele disse, quando ela foi em direção a escadaria.

— Não pense que isso seja diferente, Draco.

.

Os passos de Hermione ecoavam pelo castelo silencioso e ela não se surpreendeu quando encontrou Harry sentado em uma das janelas próximas a escada que levava a torre de astronomia como quem estivesse esperando a muito tempo, o mapa do Maroto estava mal colocado nos bolsos da blusa de frio que ele usava.

— Porque não estou surpresa de te encontrar aqui? — ela perguntou, quando parou de frente para ele.

— Eu sabia que você viria atrás dele, não é do tipo que aguenta as coisas calada. — ele riu fraquinho enquanto ela dava de ombros.

Ele tomou a mão dela e a fez sentar ao seu lado, olhando para as arvores da floresta proibida.

— Não sabiam que estavam juntos.

— Não estamos.

— Podem não estar agora, mas não conseguiram disfarçar muito bem a falta de interesse um pelo outro. — ele disse calmamente. — Sinto muito Hermione, mas era meio óbvio aos olhos de todos.

Ela levantou uma sobrancelha para ele surpresa.

— Não importa mais.

— O que ele quis dizer com, ''enquanto você estava sendo útil para ele''?

Ela balançou a cabeça.

— Nós tínhamos um acordo.

— Hermione, ele é um Comensal da Morte. Sabe o que isso significa?

— Sim, ele é. — ela concordou, dando de ombros. — E isso não importa Harry, nada do que você ouviu importa. Vamos lutar contra Voldemort, sabemos como fazer e não importa que Draco esteja do outro lado Harry, nós vamos vencer.

Harry assentiu silenciosamente e abraçou a amiga, quando um soluço saiu


Notas Finais


Quero esclarecer uma coisa que pode surgir aqui como também surgiu no Nyah. Algumas pessoas disseram que não viram Draco e Hermione se apaixonando um pelo outro e que foi tudo muito rápido, mas eu realmente não quero mostrar eles se apaixonando. No próximo capítulo vai ter um dialogo entre dois personagens que vai deixar bem claro isso e eu não queria colocar uma coisa que pra mim, a autora, não condiz com que eu penso sobre eles. No mais é isso, o que acharam?


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