História Entre Testrálios e Fenix - Capítulo 1


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Categorias Harry Potter
Tags Harry Potter
Exibições 37
Palavras 2.091
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Drama (Tragédia), Ficção, Romance e Novela, Shoujo (Romântico)
Avisos: Álcool, Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Tortura, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas da Autora


Para quem está revivendo o universo de Harry Potter novamente, com esta grande conquista de mais 5 filmes e 1 peça teatral (não muito boa, mas ok), estou postando esta história continuando de onde nossa Rainha JK parou (não que me equipare, nem de longe, mas estou fazendo meu melhor). Se quiserem ler sobre uma possivel superação pos guerra dos nossos amados personágens, o começo da vida profissional e amorosa, entre outros eventos, será ótimo ter vcs como leitores!
OBS.:
1-Estou seguindo o maximo que consigo o estilo da JK, então sempre que houver partes mais 'hot' estará entre linhas. Dessa forma consigo agradar todos os públicos, se não gostar de partes assim é só pular o entre linhas que vai continuar entendendo a historia.
2- A história está carregada de referências aos livros, então sempre que for importante para o entendimento eu vou avisar para darem uma olhada.
3- Vou fazer todo o possível para todas as segundas-feiras estar postando capítulo novo.

Capítulo 1 - Pós Guerra


Fanfic / Fanfiction Entre Testrálios e Fenix - Capítulo 1 - Pós Guerra

A Toca estava abarrotada. A última vez que havia ficado desta forma foi para o casamento de Gui e Fler; mas, diferente de um ano atrás, ela estava absurdamente quieta, nem mesmo o vampiro estava fazendo os barulhos costumeiros nos canos da casa. O silêncio profundo só era quebrado por alguns choros baixinhos acompanhados de alguns sussurros de consolo. Isso durante o dia, porque a noite era envolvida por gritos e resmungos devido aos frequentes pesadelos e sonhos tortuosos que todos estavam tendo.

Tudo bem que haviam ganhado a Guerra, Voldemort estava finalmente morto, mas junto com ele se foram muitos entes queridos também. A euforia que existiu assim que a guerra acabou havia se apagado totalmente e agora só estava à tona apenas o sentimento de dor, após todos enterrarem seus mortos. A Senhora Weasley estava tão abalada que não encontrava ânimo nem para ir à sua amada cozinha, Gina, Fler e Hermione reuniam toda suas forças restantes para ajuda-la no preparo das refeições. Jorge não saia do quarto desde o funeral conjunto dos mortos na Guerra de Hogwarts. O único barulho que foi escutado do seu quarto foram espelhos se espatifando logo após o retorno a casa, depois disso só o silêncio absoluto. Apenas Gina entrava lá, para deixar as refeições e dar uma olhada no irmão. E Percy demorou mais de três dias para sair do choque, e só bem depois do velório foi capaz de soltar alguma palavra.

Essa tristeza não era apenas na Toca, ela se estendia a todas as famílias mágicas. Havia um cenário desolador por toda a parte. Toda a comunidade bruxa possuía alguma perda substancial, toda ela, apesar da vitória, estava em luto.

Com Harry não era diferente. Encontrava-se novamente encarando o recorrente sentimento da perda, culpa e nojo. Nojo de si mesmo, por ter abrigado uma parte de Voldemort em seu corpo, era como se estivesse sujo e intimamente ligado com todas as mortes causadas pelo bruxo das trevas. Além de sentir sangue em suas mãos, culpa por ter sido a principal causa das mortes de tanta gente inocente. Seus pais, Sirius, Remo, haviam se mostrado para ele um pouco antes do confronto final devido uma das relíquias da morte que Dumbledore deixou a ele. Essa lembrança o reconfortava um pouco, haviam dito que não sofriam e nunca haviam o abandonado, que estavam sempre ao seu lado. Mas neste momento de dor, a lembrança da morte deles ajudava a reafirmar mais todos os assassinatos que ocorreram apenas por sua existência. 

Durante o café da manhã da segunda sexta feira pós Guerra, uma coruja com porte sério adentrou a cozinha dos Weasleys, com um bolo de documentos oficiais e um jornal, o qual Harry não via há muito tempo. Arthur desenroscou-os rapidamente da perna da ave, imaginando que seria noticias do ministério. E ele estava correto, abriu um envelope de cada vez, passou o olho em cada um vagarosamente. Todos pararam de comer, e prestavam atenção ao semblante do senhor Weasley, curiosos para saber das noticias. Molly não se conteve por muito tempo:

-Arthur querido, pode ler em voz alta? – disse dando tapinhas de leve em sua mão – Todos nós precisamos de noticias do Ministério.

- Ah! Desculpe-me querida. Esta primeira avisa que houve a reunião com o antigo conselho bruxo, só participaram os que não possuíam acusações ou suspeitas de ter ajudado Voldemort, é claro. Eles decidiram nomear Kingsley oficialmente como Ministro Permanente.

- Nossa! Que boa noticia! – Molly comentou, enquanto todos faziam cara de concordância – Mais que merecido depois de ter se provado tão leal.  Fará um bom trabalho na reconstrução do ministério. Melhor, já está fazendo.

-Sim Molly querida! – Agora estava em um tom mais preocupado- Bom, essa segunda é um pedido para eu comparecer ao ministério o mais rápido possível, querem que eu assuma o cargo de chefe do Departamento de Execução das Leis da Magia!

- Mas querido! –Exclamou surpresa - Isso é ótimo, não é?!

- Não sei Molly. Não sei se vou dar conta de assumir um cargo tão superior ao meu nesse estado. O ministério está um caos! E eu não quero deixar vocês agora... – completou abaixando o tom da voz até se calar, quando viu sua mulher recomeçando um choro. Abraçou-a por um instante e tornou a falar para um bando de faces em choque pela proposta que Arthur ganhara:

-Mas acho que vou ter tempo de discutir isso com Kingsley. A terceira carta é um aviso dele. Amanhã, às 6 horas da tarde, ele nos fará uma visita.

-O que ele quer? Ai diz?- Perguntou Percy, pegando a carta da mão do pai.

-Não Percy, mas deve ser sobre o Ministério. Vai dar muito trabalho reerguer aquilo lá. Tinha muita gente infiltrada, muitas acusações, foragidos, julgamentos... – Arthur respondeu abraçando novamente sua esposa.

Hermione fez um sinal para que Harry, Roni e Gina entendessem. Chamou-os para se encontrarem no quarto assim que a refeição acabasse.

- Isso é um profeta Diário, papai?- Gui perguntou tomando o rolo de papel nas mãos.

-Parece que sim, devem ter feito um limpa lá, até onde sei tinha uma boa quantidade de partidários na edição. – Senhor Weaslay falou ao filho.

-Olha só! O Lino é o editor chefe! – Disse Gui com um grau de entusiasmo na voz. A notícia causou ligeiras expressões felizes nos rostos de todos. Lino havia se mostrado extremamente leal durante a 2ª Guerra, se arriscando como chefe de um programa de rádio, no qual tinha como objetivo expor as notícias encobertas por Voldemort e seus seguidores.

- É mesmo? – Agora foi Rony a tomar o jornal das mãos do irmão, e começou a ler as manchetes, assim que confirmou a novidade sobre Lino.- “Fim da segunda Guerra Bruxa: Chefão dos Comensais da morte está Morto”. “Ministério volta à sua devida tarefa normal sob direção de Kingsley Shacklebolt, finalmente um ministro descente!”. “O trio de Ouro, um pouco da História dos nossos heróis”. “Homenagem: Os 50 caídos”. “Severo Snape, um homem que foi agente, agente duplo e agente triplo ao mesmo tempo”. Nossa! Agora até eu faço questão de assinar o jornal, vai ser ótimo começar o dia com as notícias feitas pelo Lino. – Completou Rony.

Depois de satisfeitos todos subiram como Hermione havia pedido. Logo que Gina passou pela porta, fechou- a e Hermione começou:

-Eu sabia que era uma questão de tempo, com certeza iriam manter o Kingsley. Eles vão ter que pedir nossa ajuda, e sabem que ele é bem próximo de nós, quer dizer, não que Kingsley não tenha mérito próprio para ser Ministro, sem ele já estaríamos mortos, só que eles também sabem que abordagem será bem mais fácil assim. Mas fico bem feliz que tenham decidido por ele, vai ser bem mais fácil o processo. Porque só nós podemos ou não confirmar a culpa da maioria dos acusados a se aliar a Voldemort, e não suportaria se tivéssemos que prestar os esclarecimentos para mais um bobalhão qualquer do Ministério...

-Será que é apenas por isso que Kingsley vem? – Perguntou Rony – Quero dizer, se for só para falar sobre os acusados eles poderiam ter nos convocado ao Ministério, assim como fez com papai, certo?

- Não apenas, Roni. Tem a questão do seu pai também, acho que Kingsley vai tentar persuadir ele durante essa visita, eles realmente vão precisar de ajuda, estão com poucas pessoas livres de suspeitas, e nem sempre as inocentes são qualificadas, muitos dos que ficaram lá dentro foram uns covardes, que para não perder o emprego permaneceram calados enquanto Voldemort fazia o que bem entendia. Mas outro motivo que deve trazê-lo aqui é a necessidade de entender tudo o que ocorreu nesse ano. Porque por mais que possuam teorias, a única coisa que realmente sabem é que passamos um ano sumidos e de repente aparecemos em Hogwarts, criamos uma guerra não planejada e matamos Voldemort. Só ouviram nossos nomes quando invadimos o Ministério e Gringorts, sendo que o motivo para isso é mais um mistério para todos também. E o mais importante, ele quer saber o quanto podemos divulgar. – Ressaltou Hermione.

- E vocês estão planejando contar tudo? – Perguntou Gina, direcionada mais à Harry que aos outros. Ele entendeu, mas devolveu em pergunta:

- Será que ele vai entender? Afinal teria que contar toda a história do Snape e do ‘sonho’ com Dumbledore...

- Eu acho melhor contar o máximo possível, Harry. O ministério vai precisar ter todas as informações possíveis, para conseguir reorganizar a comunidade bruxa... – Comentou Hermione.

- Concordo com Hermione. Vamos ficar prontos para todas as perguntas, explicações e respostas que precisarem. Temos que ajudar Kingsley e o Ministério, Voldemort causou um grande tumulto em todos os lugares; - Respondeu Roni.

- Mas não vou falar mais do que for necessário para ajuda-los. A história completa possui muitos detalhes pessoais, e faço questão de honrar a memória de todos os envolvidos. – Completou Harry pensando em todas as confissões que recebera de Snape e de Dumbledore, e todos assentiram em concordância.

Senhora Weasley, como sempre não os deixaram muito tempo juntos, com medo do que poderia sair dali, por mais que a Guerra já estivesse se encerrado. Isso não permitiu um planejamento com o que ia ou não transcorrer de informações para o Ministério. Logo ela entrou no quarto e distribuiu tarefas a todos, usando como motivo a visita do Ministro, que depois de tanto trabalho merecia ser recebido em uma casa agradável.

Tarefas que antes eram tão divertidas foram feitas em silêncio, como a desgnomização. Rapidamente a Toca estava limpa e organizada, com a janta posta. Todos se dirigiram para a cozinha com os estômagos roncando porque haviam pulado o almoço. Depois de tantos dias de tristeza, a compenetração na limpeza ajudou a espantar, mesmo que durante um curto momento, os pensamentos negativos causados pela guerra. 

Assim que terminou de comer Gina fez um prato e se dirigiu ao quarto de George, deu umas três batidinhas e entrou. Ele ainda se encontrava deitado bem quieto, a maioria das vezes nem comia o que a irmã trazia. Ela encostou a porta, e sentou-se ao seu lado e colocou o prato na mesinha da cabeceira. Resolver tentar algumas palavras dessa vez:

- Desculpa não ter trago o almoço, mas caprichei na janta para você. Estávamos limpando a casa, Kingsley foi realmente aceito como Ministro permanente, e vem aqui amanhã.

George deu uma reagida na cama e virou o rosto para ela, seus olhos continuavam inchados e bem vermelhos:

- Obrigado Gina querida, você está sendo tão atenciosa... Como está mamãe e papai?

- Não inteiramente bem como nenhum de nós ainda, estão preocupados com você também. Só não vieram aqui ainda George para de dar espaço, todos sabem o quanto está sendo difícil... - E parou para secar uma lagrima que sentiu começar a rolar em sua face.

- Eu vou ficar bem, te prometo. Fala para eles não se preocuparem, tem tanta coisa difícil para lidarem, não precisa me acrescentar na lista. – E abraçou a irmã. Ficaram assim por um tempo, abraçados, apenas sentindo a tristeza. Mas Gina achou melhor interromper, afrouxo o abraço e George entendeu, soltou e se recostou na cabeceira da cama, limpando o rosto nos lençóis.

- Mais alguma coisa errada, Gina?

- Não, na verdade é meio o oposto – disse meio soluçando, secando as lagrimas com as mangas da blusa. – Acredita que querem promover o papai? Tantos anos lá dentro e justo agora querem fazer dele chefe do Departamento de Execução das Leis da Magia!

- Devem estar realmente necessitados... – George comentou. Trocaram um olhar meio divertido e soltaram uma risadinha, mas que foi rapidamente encerrada.

- E tem outra coisa também. Fiquei em dúvida se trazia para você, mas acho que vai gostar... Hoje chegou a nova edição do Profeta Diário, Lino é o editor chefe. – Gina disse tirando o jornal do bolço de traz a calça e fitando as reações do irmão, com um certo receio de não estar ajudando a situação dele.

-Mesmo?! Nada mais merecido depois do ‘Observatório Potter’... – George foi deixando a voz morrer e um pequeno sorriso que havia começado a se formar não foi para frente

- Olhe a ultima matéria, tem um depoimento sobre cada um dos 50 mortos... – Ela deu uma engasgada na Ultima palavra. - Fique bem viu, e qualquer coisa é só me chamar. Não deixe de comer, está realmente bom hoje. – Gina disse se levantando e deu um beijinho na testa do irmão. Ele assentiu e ela se retirou do quarto fechando a posta às suas costas.



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