História Entrelaçados - Capítulo 2


Escrita por: ~

Postado
Categorias Haikyuu!!
Personagens Shouyou Hinata, Tobio Kageyama
Tags Kagehina
Visualizações 80
Palavras 2.437
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Esporte, Hentai, Lemon, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Yaoi
Avisos: Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Boa noite queridxs!

Segue então o capitulo da história.

Eles não serão muito maiores que este.

Boa leitura.

Capítulo 2 - 2. Afirmações


Segunda-feira.

 

Aquele barulho infernal do despertador ressoou pelo meu quarto me fazendo cair de cara no chão. Como eu odiava as segundas-feiras. Bem eu não tinha treinos nas segundas e sempre esqueço de desativar o aparelho. Isso faz com que eu perca o sono facilmente e tenha que levantar logo que abro os olhos. Com a inquietação dominando meu corpo saio logo para uma corrida matinal. E esse é o meu dilema das segundas-feiras, além de meu humor durante o dia, ser inflexível.

Seis horas da manhã e as ruas estavam desertas, cobertas somente pelas folhas de outono. O sol começava a nascer e eu era a única pessoa que corria diante as muitas outras, que se apressavam para ir a seus eventuais empregos. Uma musica qualquer tocava em meus fones de ouvido. Direcionei meu olhar para o céu e sem tempo de fazer qualquer movimento para me proteger, os pingos de chuva alcançavam minha pele.

Eu sempre gostei das gotículas de agua e a tranquilidade que elas proporcionam, mas isso me impediria de fazer qualquer coisa fora de casa durante meu dia de folga. Eu queria ocupar minha mente. O motivo? Hinata chegaria em algumas horas. Isso estava me consumindo aos poucos devido a ansiedade de reencontra-lo. Depois de receber a mensagem na qual ele dizia sentir minha falta, meu coração saiu em disparada. Fiquei o resto da semana pensando em como lidar com o que eu estava tentando mascarar, nem eu mesmo tinha certeza do que sentia e queria descobrir. Porem o fato de nada ser reciproco era bastante evidente e precisava compreender o que se passava comigo sem invadir os limites de Hinata.

Eu já estava bastante calmo em relação a esses pensamentos, tinha me limitado a apenas conviver a semana que seguiria com Hinata e deixar que isso por si só, respondesse minhas duvidas. Mas sinceramente à medida que a segunda-feira chegou a ansiedade era algo que me corroía por dentro, eu sempre mantive a calma com qualquer situação delicada relacionada ao vôlei, vez ou outra perdia o foco, mas hoje isso já estava amadurecido. Agora, com situações fora desse quesito, eu sou péssimo. Talvez eu me sentisse da mesma forma se fosse com outra pessoa do antigo time de Karasuno. Talvez...

O fato é que Hinata sempre foi alguém que andou muito mais ao meu lado do que os outros que também me acompanharam, treinávamos particularmente todos os dias em que jogamos juntos e mesmo que não faça algum sentido, era isso que fazia minha cabeça girar só de pensar em visualizar a imagem daquela pequena figura a minha frente de novo. A mudança brusca de treinar todos os dias com um parceiro fiel e esperar todos os dias pelo seu parceiro fiel, bem... Nitidamente poderia ser isso que me incomodava.

Abandonando meus devaneios e retornando a realidade que me cercava, havia corrido alguns quarteirões na chuva sem nem mesmo perceber que sai da minha rota costumeira. Já estava todo molhado, a única coisa que me restava era seguir até meu apartamento, tomar um banho e preparar um chá. Evitar ficar resfriado era uma boa alternativa, não tenho muita paciência para ficar doente. A água que escorria por minha pele inundava todo lugar que pisava em meu apartamento, deixava rastros que teria de secar após vestir roupas secas. Bufei em frustração. Só sairia de casa novamente para encontrar Hinata no ponto de ônibus.

 

♒♒♒

 

Não sei em que momento daquela tarde monotonamente entediante eu havia pegado no sono, mas acordei em um susto com um barulho estrondoso vindo de algum dos cômodos do apartamento. Me levantei rapidamente percorrendo por alguns lugares procurando pelo que teria causado tamanha agitação. Sem tempo de entrar na cozinha uma figura familiar corria em minha direção, pulando por cima de mim, nos derrubando no chão.

Seu rosto afundou na curva do meu pescoço e a única reação que consegui ter foi envolvê-lo com os braços, dando-lhe um abraço. O perfume que invadia meus pulmões era adocicado, um aroma peculiar de morango. Os fios de cabelos ruivos jogados por meu rosto, meu peito tornou a se aquecer num misto de sensações gostosas.  

-Como entrou aqui Hinata? – Perguntei confuso com seu aparecimento repentino, a julgar pela nossa conversa por mensagens, ele chegaria mais tarde.

-Desculpe Kageyama-kun, eu não quis te acordar. – Ele levantou o tronco permanecendo sentado por cima de mim, uma de suas mãos coçava a nuca e suas bochechas traziam um leve corar avermelhado. – Acabei vindo de Sendai com o Tanaka-san por isso cheguei mais cedo. O porteiro me deu a sua chave reserva que fica na recepção, queria fazer uma surpresa, mas acabei quebrando um copo, suas prateleiras tinham de ser tão altas?

Confesso que deixei um riso escapar, as prateleiras não eram altas para mim, mas parando para analisar Hinata certamente teria dificuldades.

-Tanaka-san está fazendo algum estágio por aqui? – Passei a encara-lo analisando suas feições. Não havia mudado muito, os traços de seu rosto permaneciam suaves e radiantes. Sua altura era a mesma os cabelos um pouco mais bagunçados devido ao tamanho estar ultrapassando o habitual. Hinata só havia desenvolvido um pouco mais de musculatura pelo que a limitação da roupa me deixava reparar.

-Sim. – Ele assentiu enquanto também parecia me analisar. – Ele vai fazer uma entrevista na rede do jornal esportivo, você não olha as mensagens Kageyama seu idiota?

-Ei, como eu iria adivinhar que você aproveitaria a carona do Tanaka? Seu imbecil! – Ralhei com ele enquanto o mesmo ria das prováveis expressões irritadas que permeavam meu rosto. –E é claro que eu olho as mensagens.

-Senti falta desse seu temperamento Kageyama-kun. – Hinata soltou por entre alguns risos, estranhamente passamos a nos encarar em silêncio.

Não sabíamos quantos segundos se passaram, mas foi nessa questão de instantes que o tempo parou para mim, os olhos castanhos que radiavam mais do que os próprios raios de sol, haviam me penetrado numa imensidão sem fim. Me mantive ali, absorto de tudo que estava acontecendo ao meu redor. Deixei um suspiro sôfrego escapar e foi nesse momento que Hinata se remexeu por cima de mim.

Ao nos depararmos com o fato de estarmos no chão um por cima do outro, senti minha bochechas esquentarem junto com a vermelhidão que preenchia a pele branca do rosto de Hinata, acabei o empurrando de cima de mim levantando o mais rápido possível.

Mirei em direção à cozinha deixando-o no corredor enquanto pegava uma vassoura para limpar os cacos de vidro do chão. Mais como uma espécie de refugio para a vergonha que se estabeleceu em mim, do que por preocupação com a limpeza. Quando terminei de limpar olhei em direção a porta e Hinata estava escorado na batente. Suas expressões estavam tranquilas e ele me lançou um daqueles sorrisos escancarados.

-Aqui nesse balcão... – Apontei para a porta do balcão que ficava abaixo das prateleiras. – Tem alguns copos e xicaras também, você pode pegar com mais facilidade. – Devolvi um sorriso debochado e Hinata formou um biquinho emburrado nos lábios.

-Porque você limpou minha bagunça? – Hinata me lançou um olhar serio enquanto caminha em direção ao balcão que indiquei.

-Porque você é meio lesado, acabaria se cortando. – Respondi ponderando que isso não deixa de ser uma verdade. Hinata sempre foi muito desastrado. -Fico impressionado que nada tenha ocorrido quando derrubou o copo.

-Quando foi que você virou minha mãe, Kageyama-kun? – Soltou um riso em deboche e acabei rindo junto a ele.

Hinata veio até a geladeira para pegar agua parando ao meu lado, estava próximo o suficiente para o calor de seu corpo começar a exalar contra o meu. Todas as respostas que buscava, começam a fervilhar na minha cabeça em afirmação pra tudo que reprimia por ele dentro de mim. Meu corpo instintivamente reagia de alguma forma a sua aproximação, num misto de sensações que não transpareciam.

-Vou sair buscar algo para jantarmos, seu quarto fica na primeira porta a direita. – Era de certa forma cedo para procurar pelo jantar, mas a chuva havia cedido então era viável aproveitar a oportunidade. Ele me fitou de soslaio enquanto levava a agua até sua garganta. Andei a fim de sair da cozinha quando parei na batente da porta. – Aproposito Hinata, também senti sua falta.

Não olhei para trás, só consegui ir em direção à porta do meu apartamento, deixando Hinata. Não havia observado suas expressões, então se isso surtiria algum efeito eu não fazia ideia. Eu nem queria que surtisse algum efeito para falar a verdade, aceitar os meus sentimentos não me deixava menos confuso em relação a eles. Seria um verdadeiro caos, por eles em ordem aqui dentro, mas tudo bem, há anos tenho uma relação amigável com Hinata e nunca tive problemas de convivência fora às infantilidades da nossa adolescência e a nossa disputa saudável. De certo modo me confortava mais, ter ele perto de mim do que longe e se passar por cima dessa confusão era o que eu precisava fazer, eu faria.  

Enquanto me perdia pelas ruas do meu bairro na intenção de espantar os pensamentos que me consumiam – Era impressionante como em questão de instantes estava completamente desconcertado sobre Hinata – busquei por algum lugar que embalasse comida. O bairro em que morava era pequeno e a disponibilidade de restaurantes e mercados era baixa. Ter de cozinhar hoje não era algo que me agradava. Então continuei a andar até visualizar um lugarzinho aberto. Para sorte de Hinata e para meu azar acabei comprando duas porções de Tamago Gohan, sua comida preferida.  

O sol já estava se pondo e a visão do horizonte no período do outono era ainda mais bonita. Os tons avermelhados ao fim do dia assemelhavam-se aos tons dos fios de cabelo de Hinata.  Isso era algo que observava desde adolescente, era como se os raios iluminados que Hinata exalava se aconchegassem em um descanso dando passagem para o brilho que as estrelas lançavam sobre o anoitecer.

Adentrando meu apartamento sinto a falta de Hinata, que logo foi preenchida com a porta do banheiro sendo aberta e o mesmo saindo só de toalha pela casa. Me lançando um sorriso travesso, Hinata passou por mim em direção aos cômodos internos. Meu corpo inteiro havia estremecido apenas o observando de relance, ele realmente havia adquirido musculatura, sua barriga apresentava uma definição escultural. Perdi a conta de quantos suspiros sôfregos deixei escapar, mas lá se vai mais um.

Segui para a cozinha levando as bandejas para cima da mesa. Antes que pudesse me virar Hinata apareceu pela porta.

-Você nunca ajunta a toalha de banho do chão? – Perguntou enquanto remexia na sacola.

-Foi justamente por isso que fui abandonado pelo que até então era meu colega de apartamento. -Respondi me sentando na cadeira a frente, analisando a inquietação que Hinata transmitia. Uma característica típica que também não havia mudado. Ele riu.

-Eu não me importo com a toalha jogada, mas me explica porque a única coisa nesse lugar que está uma bagunça é o banheiro? – Ele me encarou enquanto uma de suas mãos abria uma das portas dos balcões, supostamente procurando por pratos.

-Hinata... – Endureci as feições do rosto fazendo com que ele soltasse um riso estrondoso. Ele sabia sobre todas as minhas manias e aquilo era somente a oportunidade que havia encontrado de debochar comigo. – Você sabe que a única coisa que não tenho paciência em fazer é ficar ajuntando roupas do chão, além do mais o banheiro para mim é como um mundo único e particular, às vezes ele fica ajeitado, mas por enquanto se encontra bagunçado.

A única coisa que senti após dizer estas palavras foram os lábios de Hinata dando-me um pequeno beijo no pescoço, tentei ao máximo não ficar de forma travada, mas novamente os novos efeitos que ele me causava estavam a tomar conta.

-Sei que já se passam alguns anos Kageyama-kun, mas não pense que esqueci sobre seus detalhes. – Hinata agora desembrulhava a comida e lançou um sorriso de canto. – Pelo que vejo nem você esqueceu os meus.

-Seu idiota... – Resmunguei, mas o tom não era de irritação, na verdade era de certo modo divertido. Era bom ter Hinata por perto.  – Vou tomar um banho, logo venho.

-Esta bem. Tentarei não por fogo na cozinha enquanto esquento a comida. – Acabamos os dois por rir, a probabilidade de acontecer não era pouca.

Entrei no banheiro e realmente, estava mais bagunçado do que o normal. Acontece que eu o limpo uma vez por semana e nos dias que seguem eu apenas jogo as roupas e toalhas em algum canto qualquer. Tratei de logo tomar um banho gelado para esfriar a cabeça.  Se Hinata continuasse a agir dessa forma eu provavelmente tomaria alguma atitude precipitada.

Dez minutos depois e já estava me dirigindo a cozinha novamente. Ele estava a me esperar enquanto mexia no celular. Sentei no lugar vazio. Agradecemos pela comida e seguimos nosso jantar. Conversamos de tudo um pouco e Hinata estava bastante ansioso para começar com os treinos, embora a principio fosse ficar somente uma semana, logo mais estaria definitivamente morando em Tóquio.  Me contou tudo que estava acontecendo por Sendai e sobre como estava a vida do nosso antigo time.  Conversamos sobre trivialidades também. Nem percebemos o quanto o tempo estava a correr em meio a risadas e brincadeiras, juntamente com algumas provocações debochadas. Passamos o resto da noite revendo fotos e vídeos de nossos antigos jogos de vôlei, a fim de recordar os momentos. A sensação de tranquilidade me invadia de uma forma inexplicável.

Esse sentimento de felicidade acabou me deixando inquieto, me remexia na cama sem parar. Encarei o teto do meu quarto pelo que pareceu ser uma eternidade.

Até batidas na porta ressoarem pelo ambiente. Acho que não era o único a estar sem sono.

-Kageyama-kun, posso te perguntar uma coisa? – Hinata adentrava meu quarto sem pedir por permissões.

As luzes da rua penetravam pelas frestas da cortina possibilitando-nos de enxergar um ao outro. Encarei os olhos castanhos de Hinata, reparando na sua cara bagunçada pelo sono. Não entendi por qual motivo, mas sem dizer palavra alguma subiu por cima da cama, deitando-se ao meu lado. Num primeiro momento não soube o que fazer. Será que isso poderia ser verdade ou estava tendo um sonho com aspectos reais? Hinata se aproximou de mim, aninhando-se em meu peito. Definitivamente aquilo não era um sonho. O calor de sua pele começava a penetrar pela minha. Despertei do transe que aquilo havia me levado a ter e reagi o aconchegando de uma forma melhor em meus braços.

-O que você quer perguntar Hinata? – Senti uma de suas pequenas mãos acariciarem meu peito por cima da blusa.

-Posso dormir aqui com você? 

 

 


Notas Finais


Espero que tenham gostado.
E estou aceitando criticas construtivas.

Beijos e até a próxima ❤


Gostou da Fanfic? Compartilhe!

Gostou? Deixe seu Comentário!

Muitos usuários deixam de postar por falta de comentários, estimule o trabalho deles, deixando um comentário.

Para comentar e incentivar o autor, Cadastre-se ou Acesse sua Conta.


Carregando...