História Entrelaçados - Capítulo 1


Escrita por: ~

Postado
Categorias Digimon
Exibições 12
Palavras 1.775
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Famí­lia, Lemon, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Universo Alternativo
Avisos: Álcool, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Sexo
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Capítulo 1 - Muitas Coincidências


Fanfic / Fanfiction Entrelaçados - Capítulo 1 - Muitas Coincidências

Entrelaçados

Muita coincidência

By Misako Ishida

 

Ela estava deitada no colo dele quando o sinal tocou. O intervalo acabara e deveriam retornar para a aula. Ela se levantou lentamente e muito a contragosto.

Ele a puxou novamente, assim que ela estava de pé, fazendo com que voltasse para os seus braços. Beijou-a com paixão. Sorrindo, acariciou o rosto dela e a beijou novamente, um pequeno e rápido beijo. E outro. E mais outro.

- Desse jeito não voltaremos para a aula. – disse a menina rindo.

- Não vejo nenhum problema nisso. – retrucou beijando-a de novo.

Como adorava beijá-la. Era fascinado pelos lábios daquela menina, tão doces e macios.

-Vamos. – interrompeu a garota, puxando-o junto com ela.

Ele a abraçou por trás, beijando seu pescoço delicadamente. Foram caminhando para fora do jardim dos fundos da escola desse jeito. Ali podiam estar quão juntos quisessem, pois ninguém ia até aquele lugar. O que era bom, já que eles gostavam de privacidade.

Não queriam que seu relacionamento fosse descoberto. Era segredo.

- Por que você não vai até meu apartamento hoje a tarde? – sugeriu o rapaz maliciosamente.

Ela riu.

- Talvez eu apareça. – provocou se liberando do abraço e saindo à frente dele.

XxXxX

Estava em seu quarto se arrumando para sair. Iria passar a tarde com ele e queria surpreendê-lo. Já havia trocado de roupa várias vezes e não conseguia decidir o que vestir. Estava calor e apostava que ele daria um jeito bem interessante de resolver o problema.

- Você vai sair hoje? – perguntou sua mãe na porta de seu quarto.

- Sim. – disse sorridente.

- Vai se encontrar com seu namorado?

- Irei. – respondeu simplesmente.

- E quando eu irei conhecê-lo?

- Não sei, mamãe.

- Estou começando a achar que ele não existe, querida.

- Mamãe, já te expliquei que é um pouco complicado assumirmos em público nosso namoro.

- Claro, claro. Aquela coisa da popularidade e os problemas que podem aparecer. Eu sei, você já me falou. – suspirou a mulher.

- Exato.

- Em um ano de namoro vocês não pensaram numa solução conveniente?

- Mamãe!

- Só estou dizendo. – deu de ombros. – Afinal, você passou um ano falando do quanto ele é especial, maravilhoso e espetacular. Estou curiosa para saber que tipo de pessoa ele é.

- Ele é o tipo de pessoa que faz a sua filha feliz. – apontou a menina.

- Tudo bem. Essa conversa nunca nos leva a lugar algum. É mais fácil eu pensar nele como um fantasminha camarada que apenas você consegue ver... E tocar, é claro. – acrescentou com malicia.

- Mamãe... – reclamou ruborizada.

A mulher riu. – Use o vestido. É mais sedutor. – indicou com uma piscadela saindo do quarto.

A menina olhou para a cama e assentiu com a cabeça. Pegou o vestido e o colocou. Olhou para o espelho e gostou do resultado.

XxXxX

Assim que ela entrou, ele trancou a porta e a puxou para si. Beijou-a como se sua vida dependesse daquilo. Pegou-a nos braços e a girou no ar, como se fossem duas crianças.

- Como eu senti sua falta. – murmurou abaixando-a.

Num forte abraço permaneceram ali por um tempo. Mais beijos se fizeram presentes. Não se cansavam daquilo. Eram tão poucos os momentos em que podiam estar livremente e que podiam estar sozinhos que aproveitavam da melhor forma possível.

- Hoje eu serei toda sua. – murmurou a garota nos lábios de seu namorado.

- E eu sou todo seu. – respondeu o rapaz.

XxXxX

Durante o jantar, o silêncio de sempre reinava o apartamento. Pai e filho comiam serenamente.

- Sua namorada esteve aqui?

- Sim.

- Vocês se preveniram, não é mesmo?

- Não precisa se preocupar quanto a isso, papai.

- Não custa nada ressaltar.

- Já sou grandinho. Sei como são as coisas.

- Isso é importante. – afirmou o senhor apontando o dedo para seu filho de forma positiva.

E novamente o confortável silêncio dos homens. Conversavam apenas o essencial, o que era realmente importante.

- Filho, quero me casar novamente. O que você acha?

Esse assunto o pegou desprevenido. – Eu acho... Que tudo bem. É a sua vida afinal, pai.

Ele assentiu. – Então você não se opõe?

- Não, de forma alguma.

- O que você acha dela?

- Ela é uma boa pessoa, pai. Creio que vocês viverão bem juntos.

- Certo. Me preocupo apenas em como será nossa convivência em família.

- Se a sua preocupação for comigo não há motivos para tal. Em breve deixarei o seu ninho, querido pai.

- Não seja irônico com seu pai. – repreendeu o pai.

- Desculpe. – disse rindo levemente. – Apenas não se preocupe com as coisas antes da hora.

- Você tem razão. – concordou pensativo. – Uma coisa de cada vez.

- É assim que funciona. – apontou o rapaz.

E o restante do jantar foi consumido pelo silêncio. O tão apreciado silêncio da vida daqueles dois.

XxXxX

Sentaram-se numa mesa mais afastada e reservada. Sua mãe estava radiante e queria sair para comemorar. Foram a um pequeno restaurante próximo de sua casa, o qual iam apenas em ocasiões especiais.

- Você está insuportavelmente feliz. Você vai me contar logo o que aconteceu ou vai ficar enrolando? – perguntou a menina.

- Bom, com você pedindo dessa maneira tão educada é impossível não falar logo.

Ela respirou fundo e então tirou uma caixinha branca de dentro da bolsa. Sua filha já estava com a boca aberta em forma de surpresa.

- Não me diga que...

- Ele me pediu em casamento. – afirmou feliz e abrindo a caixinha.

Um delicado e elegante anel com uma pedra solitária estava ali. Brilhando. Irradiando. Assim como sua mãe.

- Oh mamãe. Estou tão feliz por você. – afirmou a menina abraçando a mãe.

- Obrigado, filha... Eu nunca pensei que depois do seu pai eu pudesse encontrar outra pessoa que me fizesse tão bem quanto ele me faz.

- Você merece outra oportunidade de ser feliz e viver bem a sua vida, mamãe.

- E você, querida. Está meio repentino. Não tínhamos conversado a respeito e...

- Mamãe, nós duas sabemos que não é repentino. Ele já estava indicando que te faria esse pedido mais cedo ou mais tarde.

- Eu sei, mas... Tenho que pensar em você também. Em como isso pode te afetar. Nossas vidas mudarão a partir de agora.

- Eu sei que mudará, mas iremos nos adaptar. É isso o que fazemos de melhor sempre, não é mesmo? Eu apenas quero que você esteja feliz.

- Você é tão maravilhosa.

- Eu sei. – brincou com um sorriso grande nos lábios.

XxXxX

Haviam matado aula e estavam no sofá que tinha no canto da sala. Estavam sozinhos e demoraria bastante até que os amigos dele chegassem ao recinto.

Ela estava sobre o colo dele. Ele a beijava, enquanto a mão estava debaixo da saia. Insaciável era a palavra certa para eles. Nunca se cansavam de estarem juntos. Fosse conversando, se abraçando, se beijando ou se amando. Quando começavam, não queriam parar.

Calmamente, suas respirações voltavam ao normal. E enquanto se recuperavam, ficavam em silêncio se beijando docemente.

- Podíamos passar o resto da tarde juntos. Estarei livre mais cedo. – sugeriu o rapaz.

- Não posso. Irei com minha mãe no centro comercial. Ela precisa comprar um vestido. – informou a menina. – Mas poderíamos nos encontrar a noite. Ficarei sozinha em casa. – disse inocentemente.

- Adoraria, mas irei com meu pai a um jantar.

- Que pena.

- É... Acho que teremos que aproveitar... Agora... Para podermos... Matar a saudade... Desde já. – falou entre beijos o rapaz.

- É uma ótima ideia. – confirmou a menina.

XxXxX

À noite, recebeu uma mensagem de seu namorado. Tinham adquirido esse costume, como forma de se comunicar quando não estavam perto um do outro. Passara a noite assim, recebendo e enviando mensagens.

Nem percebeu quando sua mãe chegara em casa.

- Ainda acordada?

- Sim. Como foi seu encontro?

- Foi ótimo. – contou sorridente. – Por falar nisso. Iremos jantar todos juntos no sábado. Tudo bem?

- Tudo bem.

- Será nosso primeiro jantar antes de nos tornarmos uma nova família.

- Está assustada?

- Muito. – confessou rindo. – Quero que tudo dê certo. Será um indicativo se poderemos fazer dar certo ou não.

- Tudo dará certo, mamãe. Fique tranquila. – consolou a menina.

XxXxX

Sua mãe passara o dia todo apavorada com medo de que algo em sua casa não estivesse no lugar correto ou que o jantar não fosse devidamente preparado. A menina apenas podia ajudá-la no que fosse possível e rir disfarçadamente de suas paranoias.

Ela mais parecia uma adolescente nervosa para apresentar o namorado rebelde aos pais conservadores. Riu por dentro. Talvez ela se sentisse assim quando chegasse o dia em que apresentaria seu namorado para a mãe.

Notou que sua mãe havia colocado quatro lugares à mesa.

- Mamãe, você colocou quatro lugares.

- Sim. O que tem de errado?

- Nós somos três.

- Não, seremos quatro.

- Eu, você e seu namorado. Três pessoas.

- Ah, eu me esqueci de te falar. O filho dele também virá.

- Filho? Você não me contou que ele tem um filho.

- Não contei? Desculpe-me, querida. Devo ter passado por alto desse detalhe. Ele tem esse filho que mora com ele. Vocês são da mesma idade.

- Entendi.

O namorado de sua mãe chegou mais cedo, surpreendendo sua mãe com o horário e com um buque de flores. Rosas vermelhas. As favoritas dela. Estavam sentados à mesa conversando amenamente, enquanto esperavam o tal filho chegar.

Quando a campainha tocou, ela se levantou e foi em direção à porta. Quando a abriu, ficou petrificada. O rapaz do outro lado da porta teve a mesma reação.

- O que você está fazendo aqui? – ela perguntou.

- Eu... Eu... – balbuciava o rapaz.

- Oh filho! Que bom que você chegou. – a menina virou-se para seu futuro padrasto e depois para o rapaz na porta. – Quero te apresentar a...

- Já nos conhecemos. – esclareceu o menino, cortando seu pai.

- Vocês já se conhecem? Ora, que surpresa!

- Você chegou. – cumprimentou a senhora.

- Boa noite. – respondeu.

- Querida, eles já se conhecem.

- É mesmo? Que coincidência.

- Sim, uma grande coincidência.

- De onde vocês se conhecem? – perguntou a mulher com curiosidade.

- Nos somos... – começou o rapaz, mas foi bruscamente interrompido.

Ela saíra de seu estupor ao perceber que ele iria responder a pergunta de sua mãe.

- Somos colegas da escola. – apressou-se em dizer. – Estudamos na mesma classe.

- Muita coincidência mesmo. – brincou o homem.

O rapaz ficou olhando para a menina, que estava com a cabeça baixa evitando seu olhar. – Sim, papai. É realmente muita coincidência.

CONTINUA...



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